Arquivos do Blog

Agressividade

São diversos meios para que se exprima a agressividade.

Nem sempre ela vem acompanhada de palavras ou atos agressivos fisicamente, e se torna pior quando ela chega em forma de agressão silenciosa, e muitas vezes, até em tom divertido e jocoso.

Temos a agressividade em forma de reação a uma ordem dada, seja ela pública ou privada.

Uma reação a uma ordem, sem palavras, mas com desprezo para o que foi pedido, é uma atitude de agressividade muito mais pesada do que se fosse uma resposta falada em voz alta ou com palavras de baixo calão.

Um silêncio pode ser, muitas vezes, mais agressivo, dependendo do  assunto e do momento em que ele for demonstrado, pois o tipo de expressão facial pode ofender  mais do que mil palavras.

Quando esperamos uma resposta e ela vem reduzida e seca, não houve nenhum sinal de má educação, mas veio carregada de indiferença. Isso se traduz numa atitude agressiva, aparentemente inocente.

É profundamente desagradável receber esse tipo de atitude, que não leva a nada, mas é óbvio que satisfaz quem a teve, pois vê, claramente, que atingiu o objetivo de conseguir aborrecer o interlocutor.

Mas, de outro lado, quem agride, fica tremendamente decepcionado quando não consegue o efeito desejado ao cometer uma agressão psíquica. E isso exige do agredido uma tremenda força íntima para que o agressor fique bem infeliz.

Por isso, sempre que conseguirmos ignorar qualquer tipo de agressão, bancarmos os desentendidos, mais faremos com que a pessoa que nos falou algo desagradável fique, como diziam os antigos, “sem graça”.

As pessoas irritadas ou revoltadas com algo na vida, agridem mesmo instintivamente, até no trânsito, tentando impedir um carro, sem que seja sua vez de passar, a pé ou em outro transporte, como bicicleta.

Vemos pessoas que tentam nos provocar para que haja uma discussão sem nenhum motivo aparente, provocando uma reação que não temos habitualmente.  Mas, que, na mente agressora, isso significaria uma vitória por ter conseguido nos irritar.

Triste vitória, dirão vocês.

Também acho, mas já me deparei com pessoas que tentaram me “tirar do sério”, o que é raro de ocorrer comigo, pessoalmente.  Soube reconhecer o propósito bem explícito de agressividade, não física, mas com o intuito de provocar em mim um tipo de resposta não habitual.

A pessoa não conseguiu, ficando extremamente decepcionada.

Felizmente, desistiu de tornar a fazer outra tentativa.

Temos que nos cuidar para não sermos vítimas ou causadoras de agressividade e termos sempre em mente que ela é caracterizada pelo descontrole das nossas emoções, podendo gerar reações de violência.

E, normalmente a agressividade não é proporcional aquilo que a desencadeou. Dependendo de quem a recebe, pode tomar proporções bem perigosas.

Vamos, portanto, nos policiar sempre que possamos para que a agressividade não seja uma arma contra nós mesmos.

Vale mais um bom acordo do que uma boa demanda, como se diz.

Abraços e bom domingo, de muita harmonia e nenhuma agressividade 🙂

Amanda

Exemplos

Minha mamãe, tão querida, simples e sábia, sempre que falávamos de exemplo, dizia que mais vale um bom exemplo do que um simples ensinamento.

Conforme fomos crescendo, nos certificamos dessa grande verdade.

Como princípio, devemos ter em mente que temos exemplos a serem seguidos e outros que não devemos definitivamente considerar.

Nós decidimos como agir.

Pouco adianta ensinarmos algo que não praticamos, com certeza os nossos filhos nunca seguirão, pois não têm e nem poderiam ter, sem experiência, a noção da importância de se dar o exemplo.

Agir com honestidade de princípios, na teoria, fica difícil de explicar para uma criança e até mesmo para os muito jovens, mas quando os filhos nos assistem tomando uma atitude de honestidade, certamente irão nos copiar.

Se ensinamos a enganar, a bancar os espertinhos para passar seus próximos para trás, será dessa forma que irão viver, se achando os mais inteligentes por conseguirem enganar.

Um exemplo também se refere a um fato já existente para demonstrarmos alguma situação e seu resultado.

Se seu filho assiste uma demonstração de indignação pelos menores problemas que acontecem, seja na rua, dentro do lar, em qualquer lugar público, ele vai, certamente, seguir o exemplo de acordo com a atitude que presenciou do adulto que o acompanha.  Pode ser a violência com que determinada situação foi encarada ou uma reação provocada por algum incidente que ele presenciou.  Seguramente, ele também vai agir assim no futuro, pois foi o que assistiu.

Ao contrário, se conseguirmos ter o equilíbrio necessário para encararmos os problemas que se apresentam, sem perdermos a nossa temperança, nossos filhos reagirão da mesma forma ao enfrentar as mesmas situações.

Eles, normalmente, são nosso produto, no bom sentido.

Claro que existem as exceções, filhos de pais bem educados e gentis, e que pelo temperamento, são diferentes, mas a maneira educada de agir que aprenderam desde a infância, na maioria das vezes, acaba predominando sobre o temperamento.

Pelo menos, irão pensar antes de tomar alguma atitude precipitada, pois a educação vai prevalecer.

Exemplos podem, na verdade, constituir uma inspiração a ser seguida.

Ouvimos desde crianças nossos pais citarem exemplos de gente que venceu por trabalhar seriamente, jovens que tiveram bons resultados porque estudaram duramente e também maus resultados na vida de quem agiu com desonestidade.

Aprendemos muito com exemplos, assim nossas atitudes devem ser sempre vigiadas, pois, provavelmente, se agirmos diferentemente do que ensinamos, seremos cobrados.

“Você fez, por que não eu?”

Sempre tentei ser e seguir bons exemplos 🙂

Abraços e bom domingo

Amanda

Vítima

Todos nós já nos deparamos com alguém que se acha sempre vítima e sofredora, sem nem mesmo ter passado por algo que realmente a teria ferido tanto física quanto emocionalmente.

Essa condição, para esse tipo de gente, se torna um ponto comum, e nem eles, muitas vezes, saberiam explicar o motivo desse julgamento em relação a si próprios.

Considero vítima, realmente, alguém que contrai alguma doença incurável, uma perda inesperada de alguma pessoa querida, e mesmo uma perda material, resultante de desgraças advindas de acidentes da natureza.

Isso, sim, seriam alguns motivos para se considerar uma vítima, uma sofredora, pois muitos desses problemas ficam aparentemente sem solução, pelo menos, no momento em que nos deparamos com eles.

Mas há pessoas que pelo menor problema ficam chorando pelos cantos, sem enfrentar a situação.  Acreditam que a humanidade tenha contas a acertar com elas e está se recusando a fazê-lo.

Eu nunca tive a inclinação para vítima, sempre tentei e consegui superar os problemas que chegaram em minha vida.

Minha fé sempre me ajudou muito, mas aliada à fé, temos que lutar para conseguir passar pelos momentos difíceis.

Tive esse exemplo na família.

Meu avô paterno foi uma pessoa de muitas posses, e perdeu tudo por esses revezes que a vida, às vezes, nos apresenta.

Meu pai e os seus irmãos foram à luta, e todos trabalharam no sentido de vencer aquela etapa difícil.

Meu pai foi barbeiro, e se saiu muito bem na profissão, como tudo o que fez na sua vida.

Nunca agiu ou se sentiu vítima dos acontecimentos pelos quais ele não teve influência.

Aconteceram independente de sua vontade e ele lutou para se manter.

Estudou, fez direito, psicologia, escreveu mais de 50 livros e criou a filosofia “O Energismo”.  Fez sucesso, dava aulas, tinha seu consultório, angariou uma imagem de seriedade.  Nunca agiu como vitima dos acontecimentos.

Mas quando éramos pequenos, meu irmão e eu, em função de tudo isso e da luta  empreendida por meu pai, realmente em nossa casa havia um ambiente de muita cultura mas pouco dinheiro.

Isso, no entanto, nunca nos incomodou.  Meu pai fazia questão que estudássemos nos melhores colégios da época.  Fazíamos parte de amigos de muito mais posses que nós, éramos queridos por todos da cidade, e na verdade, nem notávamos que nossas posses não eram tão poderosas.

Fazíamos parte de equipes em todos os setores de atividades, e nem passava pela nossa cabeça nos considerarmos vítimas de alguma discriminação por possuirmos menos bens materiais que os outros com quem convivíamos.

Para nós, isso nunca fez a mínima diferença, assim como convivíamos com pessoas de menos posses e fomos criados para, da mesma forma, não termos preconceitos com as diferenças, fossem de cor de pele quanto de posses materiais.

Nunca nos consideramos superiores ou inferiores a quem quer que fosse.

Nossos pais nos educaram para fazermos a nossa parte, nem vítimas, nem superiores.

Iguais, sempre foi nosso lema de vida, foi o que aprendemos.  E é assim que eu vivo e assim que eduquei minha filha.

Abraços e um ótimo domingo 🙂

Amanda

“Cada um na sua”

“Cada um na sua” é uma expressão bem humorada de uma observação inadequada e fora de hora.

A tradução em Latim seria: “Ne sutor ultra crepidam”.

A história se passou na antiga Grécia, quando o pintor Apelle fez uma tela onde aparecia uma figura humana.

Com o fim de obter comentários sem sua presença, escondeu-se atrás de uma cortina na janela de sua casa, e de lá, ouvia opiniões sinceras, uma vez que ninguém sabia da escuta.

As pessoas passavam, paravam, comentavam e elogiavam.

Um dos comentários foi de um sapateiro da cidade que, ao analisar a obra, criticou a posição das tiras de couro das sandálias, julgando que teriam pouca resistência às caminhadas.

O pintor concordou e reformou a pintura das sandálias e expôs novamente o quadro.

O sapateiro ao passar, parou novamente, satisfeito com a nova posição pintada nas sandálias de couro.

Mas criticou a musculatura do abdome na mesma figura.

Eis que o pintor abriu a cortina e lhe disse: “Sapateiro, não vá além das sandálias”, querendo dizer, não se meta no assunto que não lhe diz respeito.

Podemos tirar daí uma lição interessante, porque muitas vezes as pessoas se metem a dar opinião sobre assuntos que desconhecem, ou pensam que conhecem, a profissionais da área em questão.

Um médico estava nos relatando outro dia de um cliente que no final da consulta  sugeriu o remédio que deveria ser usado para sua doença.

O profissional, com  toda paciência, explicou-lhe que aquele não seria o medicamento adequado ao que ele havia detectado e com toda delicadeza teve que lembrá-lo quem era o médico naquele momento.

Infelizmente, nos deparamos com pessoas que, sem desconfiar da inconveniência que  estão praticando, se metem a opinar onde não deveriam, e onde não foram solicitados.

Temos que aprender a respeitar o profissional, em qualquer área de sua atuação, pois se nos valemos de sua sabedoria, devemos confiar no que nos recomenda.

Se nos pedem opinião seja para o que for, devemos nos expressar sinceramente, mas sem interferirmos em assuntos nos quais nosso conhecimento conflita com quem nos pergunte, pois poderemos cair numa situação até de ridículo pela inabilidade ou nossa pretensão de um conhecimento que não temos.

Portanto, cuidemos da análise que fazemos a quem tem uma especialização, pois podemos correr o risco de nos expormos a criticas desagradáveis e até de certa forma, humilhantes.

Conhecimento é condição “sine qua” para opinar, senão o melhor que fazemos é nos calarmos até aprendermos a falar com a certeza que o conhecimento nos dá.

E nada nos impede de tentar sempre aprender, para que possamos nos expressar com segurança e podermos ir “além dos sapatos”.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Espontaneidade

Ser espontâneo é ser simples e original ao mesmo tempo.

Como o nome mesmo diz, espontaneidade é a característica principal do que é espontâneo e, mais importante, sem afetação ou uma programação de se fazer a pose, pois essa atitude já anularia o ar natural de quem fala ou escreve.

Quando falta a espontaneidade, os circunstantes percebem e, muitas vezes, até os resultados que se esperavam  ficam alterados ou algumas idéias podem ser mal interpretadas.

Se emitimos uma opinião sincera, espontânea, normalmente, ela é respeitada e seguida, pois o interlocutor sente imediatamente nossa franqueza.  Dessa forma, temos mais possibilidades de credibilidade no que expusermos.

Até mesmo o tom de voz e expressão corporal denotam nossa sinceridade e espontaneidade.

E verdadeiros amigos, mesmo que se choquem e não gostem de uma opinião espontânea contrária ao que querem realizar, compreendem, no final, o bem que lhes queremos.

Claro que conhecemos pessoas que, apesar de solicitarem uma opinião, na verdade não querem ouvi-la, ou melhor, querem ouvir somente aquilo que lhes agrada.

Nesse caso fica difícil emitirmos idéias contrárias ao que elas pensam, pois corremos o risco de comprometer uma amizade.

Já me aconteceu quase uma inimizade por dar uma opinião espontânea sobre o relacionamento de uma amiga, pois eu havia conhecido antes as referências da pessoa em questão e com quem ela iria se comprometer.

Fui espontânea e por pouco não perdi uma amizade que tanto prezava.

Felizmente, ganhei sua gratidão por tê-la prevenido e nossa amizade continuou até mais forte do que antes.

Mas é um risco que não correrei jamais.  Cada um deve correr seus próprios riscos nesse âmbito.

Importante conhecermos bem a pessoa que nos solicita uma opinião, e pensar antes e rapidamente se ela quer realmente que sejamos sinceros.

Sentimentos também devem ser demonstrados espontaneamente para que sejam bem compreendidos pelas pessoas a quem os dedicamos.

Se sorrimos ou nos emocionamos, até as lágrimas, deveremos fazê-lo de maneira verdadeira e leal, e não só por acharmos que devemos nos comportar dessa forma.

Mas um ponto tenho que ressaltar:  não devemos usar a espontaneidade para aparentarmos uma franqueza mal educada, com a desculpa de sermos espontâneos,  pois podemos, assim, ofender as pessoas.

É agradável encontrar amigos que se dirigem a nós com alegria e sorriso no rosto, pois essa é uma espontaneidade autêntica, não programada e que nos conquista inteiramente.

Espontâneas e emocionantes também são as manifestações de carinho que recebemos dos animais, pois eles não possuem o raciocínio que os faria agir somente por educação.  São espontâneos em suas manifestações de afeto.

Igualmente, me sinto bem ao receber um sorriso de contentamento quando posso auxiliar alguém necessitado, por exemplo, na rua.

Essas pessoas, em geral, necessitam de ajuda monetária, mas ficam felizes ao receberem um sorriso espontâneo e sincero.

Se não podemos resolver suas vidas, podemos, pelo menos, dar-lhes um momentinho de felicidade ao sorrirmos, na tentativa de transmitir-lhes a compreensão de seus problemas e das faltas materiais de que são vítimas.

Isso diminui, pelo menos, momentaneamente, seu sofrimento.

De outro lado, o que não é espontâneo, passa uma imagem de afetação que desencoraja a aproximação, e quem adota essa atitude, muitas vezes, perde a chance de conhecer pessoas maravilhosas, que muito poderiam lhe ensinar.

Fico chocada quando convido amigos ou amigas que ainda não se conheciam, e eles nem se preocupam em se aproximar uns dos outros e tentar uma amizade que não imaginam o quanto poderia ser importante em sua vida futura, seja social, amorosa ou profissional.

Julgam, muitas vezes, pelas aparências, que nem sempre correspondem à realidade e, como conseqüência, perdem a chance de convívio com pessoas especiais.

Mas agora, espontaneamente, lhes digo, amo vocês e aprendo muito com seus comentários e o carinho que me dedicam.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda