Arquivo mensal: março 2015

Responsabilidade

Ouvimos, desde crianças, que somos responsáveis pelos nossos próprios atos.

Será que adquirimos essa consciência durante nossa vida, ou temos que esperar que algo nos aconteça para que consigamos nos dar conta de que temos que nos policiar no sentido de não cometermos algo que nos prejudique?

Essa vigilância sobre o que fazemos ou dizemos deveria ser uma constante em nossa existência, pois nossa responsabilidade e suas consequências são inevitáveis, e muitas vezes cruéis.

Nossa atenção também deve estar sempre presente em qualquer momento, pois quanto mais crescemos, tanto cronológica quanto social e culturalmente, mais nos tornamos focos de crítica, ou de modelo.

Nossa responsabilidade se inicia quando começamos nossa existência, e em nossa infância já chega o aprendizado de cumprimentar as pessoas com atenção e gentileza.

Nos ensinam a tratar bem os animais, a termos piedade com os menos afortunados, respeito aos mais idosos, etc.

Crescemos e, com a idade, vamos nos dando conta de que nossos encargos também aumentam na mesma proporção.

Os relacionamentos, por exemplo, exigem um grande poder de adaptação desde o jardim da infância, pois ficamos, pela primeira vez, sem nossos pais para nos protegerem, e não é fácil nos relacionarmos com as outras crianças completamente desconhecidas até aquele momento.

E à medida que vamos progredindo, seja em idade, em cultura, nos estudos e em nossas carreiras, estamos, cada vez mais, sujeitos às consequências do nosso próprio comportamento.

O que, muitas vezes, pode nos levar a pagarmos muito caro no caso de faltarmos às nossas responsabilidades, seja de arcar com pagamentos pré-estabelecidos, seja no sentido de guarda infantil, ou qualquer outro compromisso assumido e não cumprido perante as leis vigentes do país em que estejamos.

E conforme vamos crescendo, mudando de curso e de colégio, nosso grau de responsabilidade também muda, seja em relação aos estudos, o cuidado com nossos objetos, a obrigação que temos de atingir o próximo curso, etc.

Sabemos o que nossos pais esperam que façamos, e de maneira geral, nosso propósito seria agradá-los e retribuir o que eles nos proporcionam, tentando nos dar uma vida futura bem sucedida.

Importante lembrar que não existem vitórias sem luta constante, e devemos manter a consciência da honestidade, da responsabilidade que vamos adquirindo e que cresce com o passar dos anos.

Destacamos também a responsabilidade social, que trata da parte de auxílio a quem necessita, no sentido de podermos apoiar movimentos que trabalham pela manutenção e renovação de projetos sociais.

Esse tipo de atitude pode ser empreendido por empresas aos seus funcionários, procurando dar-lhes a assistência necessária para que resultem em melhores trabalhos dentro de cada especialidade.

Assim, vamos tentar também não ignorar as necessidades de quem nos rodeia, sejam elas quais forem.

Como foi dito no “Pequeno Príncipe”:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. (Antoine de Saint-Exupéry)

Abraços bom domingo 🙂

Amanda

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Julgamento

“Quando julgar alguém, seja extremamente caridoso”.

Uma grande lição de vida, que devemos fazer de tudo para seguir, muito verdadeira e muito triste, pois geralmente as pessoas têm a tendência do julgamento precipitado, e, muitas vezes, nos baseamos em informações nem sempre comprovadas.

É muito perigoso julgarmos de acordo, por exemplo, com as aparências, com informações nem sempre comprovadas, pois poderemos estar cometendo erros irreparáveis, na maioria das vezes.

Temos a tendência de acreditar naquilo que nos chega como informação, e sem comprovarmos a autenticidade da mesma, se quem nos falou a respeito havia tomado conhecimento da realidade daquilo que estava difundindo ou se por leviandade iria espalhando boatos.

E normalmente quem toma esse tipo de atitude nem se preocupa com a realidade dos fatos, e muito menos tenta esclarecer o nível de realidade ao qual eles pertenceriam.

Julgar é um ato extremamente delicado, e envolve isenção de ânimos e muita seriedade, sabedoria e discernimento.

Temos vários tipo de julgamento, seja na área referente às escolhas, como padrões de beleza de pessoas, animais, produtos. E, claro, temos também o julgamento religioso, quando nos referimos a Deus, ao compensar ou punir o ser humano, e o jurídico, que se refere a uma decisão de um juiz que julga um ato e profere a sentença que ele acha adequada.

O julgamento é, na verdade, uma avaliação de fatores e condições, no que diz respeito ao que estamos julgando.

Mas ao julgarmos, é muito importante não sermos levianos quando expomos nossas ideias a respeito de pessoas ou eventos, opiniões que podem nos levar a situações delicadas, até inimizades.

Fato é que julgar não é quase nunca adequado para uma vida em sociedade, pois o possível erro poderá não ser perdoado, nunca.

E lamentaríamos, sem sombra de dúvida a perda de uma amizade duradoura, por não termos pensado antes de exprimirmos nossas ideias levianamente. O julgamento precipitado está sujeito a erros que podem resultar numa interrupção de relacionamento em que ambos os lados sairiam perdendo.

Por tudo isso, julgar é realmente muito delicado, e temos que evitar essa tentação de críticas abusivas, muitas vezes sem fundamento e que poderiam trazer resultados inesperados e prejudiciais.

Como dizia minha saudosa mamy, quem somos nós para nos metermos a julgar alguém?

E principalmente sem o devido conhecimento da verdade de cada um, pois todos os lados têm sua própria história, sempre.

A injustiça, tanto quando somos vítimas ou algozes, é triste e provoca a infelicidade de quem a comete ou é sua vítima, seja por atos, palavras ou simplesmente através de algum gesto de desprezo, muitas vezes infundado, o que, incrível que pareça, torna o autor extremamente infeliz.

Paradoxo?

Como li uma vez, melhor sofrer uma atitude injusta que cometermos esse horror que é a injustiça.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Virtudes

“Peça a Deus as virtudes que você não tem”.

Li e encontrei nessa frase uma grande demonstração de humildade.

Chamamos de virtudes um conjunto de qualidades fundamentais que fazem parte do ser humano do bem, o que vive para promover benefícios entre as pessoas que o rodeiam ou simplesmente necessitam de seu amparo, seja em que âmbito for.

As virtudes são próximas às perfeições de inteligência e da vontade humanas, comandando os atos, as paixões, e guiando também a conduta do ser humano através da razão, da fé, do pensamento e do raciocínio.

E algumas delas, se ainda não as temos, devemos procurar desenvolver em nossa personalidade: generosidade, temperança, diligência, paciência, caridade e humildade.

Se nos basearmos nessas virtudes descritas, deveremos chegar a uma conclusão de que, em qualquer religião, elas deverão ser adotadas, pois fazem parte da boa convivência entre as pessoas, em qualquer relação, se transformando, de maneira geral, na disposição de se fazer o bem.

Alguns filósofos já definiram e dividiram as virtudes em vários grupos, como virtudes intelectuais e éticas.

Entre elas, considero fundamentais as da solidariedade, da boa conduta, da dignidade e da boa vontade em tratar os doentes, por exemplo. Tudo isso faz com que nossa vida seja plena de momentos felizes. Toda vez que ajudamos alguém estaremos também nos cobrindo de alegria interior.

A bondade não é somente do ponto de vista material. Uma grande e leal amizade pode ajudar, às vezes, até mais.

E outra face da virtude é conseguirmos conhecer nossas próprias fraquezas, pois esse reconhecimento já é um grande passo no progresso de nossa convivência, na amizade que conquistamos e que desejamos estabilizar.

Se conseguimos nos analisar, estaremos cultivando a modéstia, uma virtude que considero essencial para o convívio com todo ser humano.

E são essas virtudes que espero desenvolver cada vez mais e sempre compartilhar com vocês 🙂

Isso é vida! Isso é o bem!

Abraços e bom domingo,

Amanda

Carinho

Ouvi uma vez que “um simples ato de carinho espalhado cria uma onda de amor sem fim”.

Concordo, pois o carinho é algo que não se vê e nem se toca, é tão abstrato, difícil de definir exatamente o que significa. É subjetivo, e não dá para ensinar ou demonstrar para alguém o que fazer e como fazer para se demonstrar o carinho.

O que se pode aprender seria o sentir, respeitar o sentimento do nosso próximo, chorar junto quando a situação nos toca de verdade.

E quem recebe o carinho sabe, perfeitamente, distinguir o que é real e o que está sendo representado por uma obrigação social ou do momento.

Ele pode ser demonstrado com palavras, ou simplesmente um gesto, um aperto de mão, uma carícia no rosto de uma criança, de nossos pais, de nossos amigos.

Não dá para se confundir um gesto de carinho, ele é preciso, direto e, por mais silencioso que seja, é capaz de expressar o que sentimos mais do que mil palavras, na maioria das vezes.

Claro que não excluímos as palavras amáveis e carinhosas que dirigimos a alguém que precisa de consolo, que está atravessando uma situação difícil, que tenha passado por uma perda, pois é justamente nessas ocasiões que se fazem necessárias demonstrações de carinho, uma palavra de consolo.

Sendo um gesto afetivo entre as pessoas, pode ser demonstrado através de contato físico, verbal ou simplesmente um olhar, e pode acontecer, independente de diferenças de religião, sexo, cor ou nacionalidade.

E também se diz que um simples gesto de carinho físico, um abraço ou um toque pode resultar na liberação de hormônios que reduzem o estresse.

Até mesmo entre os animais é normal o carinho instintivo.

Os animais são extremamente sensíveis a demonstrações de carinho que lhes damos.

Vejo a carinha de alegria do cachorro de minha filha, um grandão que fica paradinho enquanto fazemos um carinho em baixo de seu queixo, ele se encosta na gente, no sentido de dizer: “estou aqui quietinho, não vou me mexer se continuar me acariciando”.  E com isso, acabo deixando ele se deitar no meu colo no sofa, que em teoria, não seria permitido. Para ver como gestos de carinho movem montanha 🙂

E o mesmo entre pessoas que se amam. O carinho autêntico independe de contato sexual, ele se demonstra realmente pelo gesto de desprendimento, de apoio em todas as situações que o objeto do nosso amor necessita, e nesse caso vem o que podemos chamar de carinho através de apoio que oferecemos em qualquer situação que se apresente.

E devemos ter em mente que carinho pode ser demonstrado numa atitude de arrependimento, por algum ato que cometemos até mesmo, muitas vezes, independente de nosso propósito.

Uma esmola também representa carinho, quando dada de coração. Ao oferecermos uma ajuda a quem pede e nem nos conhece e provavelmente nunca nos conhecerá, estaremos fazendo um maravilhoso gesto de compaixão, compreensão pela situação do próximo, que se traduz em carinho.

E para quem recebe, significa muito, embora seja tão pouco para nós.

Isso é carinho do bom, independente de quantia, pois considerável mesmo é o gesto.

Abraços e bom domingo, com muito carinho 🙂

Amanda

Dois pesos, duas medidas

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Parece um contra senso.

Estranho ditado, mas sempre que escutamos essa frase, se analisarmos, veremos da certeza do titulo de nosso assunto de hoje, e nos lembramos dos exemplos da vida de cada um de nós.

Devemos nos cuidar para evitarmos cometer esse tipo de falha.

Pois, corremos sempre o risco de censurar algo que não desejávamos para nós e fazer o mesmo para alguém, sem pensarmos nas consequências.

Vemos sempre pessoas criticando outras, sejam amigas ou membros da família, por algo que praticaram, enquanto sua vida estaria cheia desses mesmos atos dos quais agora faziam críticas e admoestações.

Temos que pensar bem antes de sermos contra algo que alguém teria cometido, atitudes falhas, etc., pois se estivermos na mesma situação em que se encontrava essa pessoa, será que não agiríamos da mesma maneira?

Criticas constantes que presenciamos, na maioria das vezes, deveriam ser repensadas, pois é só nos colocarmos no lugar da pessoa alvo dessas mesmas censuras e nos surpreenderemos com as nossas próprias atitudes se pararmos para analisar situações de risco, onde colocamos nossas posições em cheque.

A pessoa que critica sempre, definitivamente não usa da imparcialidade, tão necessária ao bem viver entre amigos, funcionários ou simplesmente conhecidos que, por qualquer motivo, estejam naquele momento usufruindo da convivência.

Importante a isenção de ânimos para se julgar qualquer tipo de atitudes, de pretensões, equidade em nossos juízos a respeito de qualquer assunto, atos e decisões.

Muitas vezes assistimos a uma injustiça quando vemos pessoas usarem um tipo de julgamento para uma mesma situação.

Acontece que, dependendo de seu tratamento e seu juízo no momento, e de quem se trata, o veredicto pode ser tendencioso.

Se, por exemplo, foi alguém que você admira defendendo determinadas ideias, fica legal, senão a expressão fica sendo de reprimenda e critica.

Inteiramente injusto e sem equilíbrio na balança do bom senso, pois se algo não serve para uma pessoa, também não deveria servir para outra, independente de sua posição em nossa vidas, posição social, financeira ou outra.

Nossa tendência seria, a priori, julgar atos de nossos circunstantes, sem nos lembrarmos que, de repente, também os tenhamos cometido, pois somos humanos e nossas falhas devem ser, em alguns casos, compreendidas e até mesmo toleradas, dependendo da gravidade ou não de cada uma delas.

Importante é, no nosso julgamento, permanecermos isentos de ânimo, e analisarmos as circunstâncias em que tais equívocos, a nosso ver, teriam sido efetuados.

Analisemos se ao acusarmos, estaremos nos esquecendo de que também as cometemos, ou eventualmente poderia acontecer.

Resumo: Devemos ter sempre em mente, e termos como nosso objetivo, evitarmos o julgamento precipitado e analisarmos se falhas que apontamos também não seriam cometidas por nós mesmos em determinadas situações.

Exatamente para não vivermos na base dos dois pesos, duas medidas.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda