Arquivo mensal: fevereiro 2016

Suporte emocional

Sempre aprendi, tanto em leituras, como em orientação do lar, com minha mãe, principalmente, que temos que ter paciência para suportar e até mesmo compreender o que achamos se constituir em defeitos nos outros, e mais paciência ainda precisamos ter para que possamos tolerar aquilo que achamos serem nossos próprios defeitos.

Mesmo porque, se não toleramos em nós mesmos algo que achamos inadequado, a única maneira de ultrapassarmos seria a auto análise e entendermos de que forma poderíamos eliminar aquilo que nos incomoda em nossa personalidade.

Porque outros jamais comentarão sobre nossos “defeitos”, por discrição e por falta de comunicação, mesmo por timidez e falta de liberdade de uma critica, por mais construtiva que seja.

Principalmente, porque costumamos não dar a liberdade de alguém nos dizer o que desagradaria a quem nos rodeia, e assim seguimos desagradando e, sem nos apercebermos, as pessoas vão se afastando. Quando percebemos, estamos com poucos amigos, ou sozinhos.

Como as pessoas não se atreverão a nos dizer a verdade sobre nossas inconveniências, ou melhor dizendo, sobre o que as incomoda em nós, vamos errando novamente.

Por entendermos que isso se passa em todas as relações de amizade, nosso dever é procurar entender e suportar o que chamamos de defeitos, assim como queremos que os nossos sejam aceitos e/ou suportados.

E assim, aguentar as consequências de nosso comportamento, só que para isso temos que cultivar nossas emoções, aprendendo a controlá-las.

Ter suporte emocional é algo que devemos desenvolver, pois muito depende de nós, e da vivência que cultivarmos com nossos circunstantes.

Claro que cada um tem sua personalidade, seus costumes, sua maneira de pensar e agir, mas se pudermos nos adaptar sem que isso nos faça infelizes, poderemos ter uma convivência mais ampla e assim, aproveitarmos ainda mais de relacionamentos que podem ser de grande oportunidade até para que possamos crescer cada vez mais.

Mas para isso, tem que haver de nossa parte a falta de orgulho para que possamos admitir que sempre tem alguém que sabe mais do que nós e com quem podemos aprender sempre mais e mais.

Então, aí vem a humildade e o apoio emocional que temos que cultivar a cada dia, para que não nos percamos, deixando que nosso orgulho fale mais alto e nos impeça de usufruirmos de ensinamentos que podem advir até mesmo de pessoas das quais nem esperaríamos poder nos transmitir algo.

E de onde viria nosso suporte emocional?

De nosso raciocínio, nossa vontade de conviver bem, da compreensão que deverá advir, e do amor que temos que cultivar sempre.

Como digo, penso e ajo dessa forma. É o amor que nos dá o sentimento de compreensão, de atenção, e nos ajuda a conviver com nossas próprias falhas, e com isso tentar corrigi-las para uma convivência pacífica, compreensiva , o que resulta, sem dúvida, em alegria total.

Bom domingo, com muita emoção aliada ao nosso raciocínio sempre 🙂

Amanda

 

 

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Discórdia

Devemos sempre evitar dizer palavras que possam gerar alguma discórdia publica ou até desarmonia no lar. Sabemos não ser fácil, pois, mesmo sem nenhuma intenção, muitas vezes emitimos uma opinião ou uma idéia que traz a discórdia.

Claro, devemos expor nossas opiniões, mas de forma que não ofenda a quem está nos cercando naquele momento.

É importante evitarmos a discussão, ainda mais quando inócua e inoportuna, para que consigamos viver bem com os nossos amigos e circunstantes.

A discórdia não significa obrigatoriamente uma situação de polêmica, pois podemos ter pontos de vista diferente de nossos interlocutores, sem que isso signifique discórdia no mau sentido da palavra.

De fato, discordar não significa, de nenhuma maneira, partirmos para uma discussão estéril e sem sentido, onde coloquemos nosso ponto de vista de maneira a não termos nenhuma margem para argumentação saudável.

O que pode significar um aprendizado, se formos humildes o suficiente para tentarmos aprender com o ponto de vista de quem nos está expondo naquele momento.

Falamos sempre muito em discórdia familiar, por exemplo, onde os pais são obrigados pela sua própria condição e pela experiência que adquiriram com o passar do tempo, a orientar e até mesmo limitar a atuação dos filhos na sua vida social, nas amizades que muitas vezes não são tão convenientes para seu convívio.

E, que nesse caso, provoca normalmente discórdia.

Mas por que não diálogo ao invés de bate-boca?

A troca de idéias, feita em ambiente saudável e pacífico, na maioria dos casos consegue resolver uma posição.

Mesmo porque, muitas situações de mal estar entre as pessoas, pode se apresentar de difícil reconciliação e o bem querer pode ficar afetado, até mesmo de forma irreversível em algumas conjunturas.

Discussão estéril pode não ter volta, e por isso temos que nos conscientizar das situações expostas em nossa vida pessoal e familiar, pois nem todos possuem o mesmo ponto de vista, as mesmas aspirações, idéias que trazemos até mesmo geneticamente, e que demonstramos em nossa personalidade.

Reparemos que em nossos descendentes, muitas vezes, vemos características que reconhecemos como peculiaridades que tivemos a oportunidade de identificar em algum antepassado de nossa família.

Por isso, quando tentarmos discordar de algo ou alguém, pensemos primeiro que temos que aconselhar e mostrar o que vemos e não concordamos, até podendo exemplificar que muitas características do passado não obtiveram êxito.

Devemos, portanto, pensar bem antes de sermos objetos de discórdia. Para isso, temos que cultivar a boa vontade na compreensão das pessoas que nos cercam.

Bom domingo, sem discórdia inútil 🙂

Amanda

Docilidade 

Devemos cultivar a docilidade interior, com muito cuidado e esmero em realizar algo a que nos propomos.

Isso, sem nos deixarmos entregar à indolência e sempre termos em mente que nossa força de vontade deve imperar em tudo e em todos os projetos aos quais nos propusermos, seja em que área for.

Acomodar-se pode significar o fracasso de alguma empreitada à qual estivermos nos entregando, planejando ou realizando.

Vemos muitos tipos de indolência, desde o comportamento psicológico, por exemplo, de uma pessoa apática, que não se comove com a dor, até a indolência social, que consiste em sermos indiferentes diante de sofrimento de uma ou mais pessoas que nos cercam, ou simplesmente assistirmos a atuação diante de alguém que conhecemos, sem nada fazermos.

Vemos também indolentes passivos que se concentram em seus próprios interesses, em sua vida, sem se preocuparem em olhar para seus semelhantes que estão ao seu lado, e sem dar ao menos um apoio, mesmo que esse nada custe.

Se participamos com causas e pessoas, podemos ver que, muitas vezes, nada nos custa, nem financeiramente, nem nosso tempo, e se o fazemos, aos poucos a nossa indolência dará lugar à sensibilidade e nos fará socorrer a quem de nós necessita.

Normalmente, a docilidade vence qualquer estado de irritação ou de rudez do nosso próximo, pois quem agride espera e gosta de uma reação grosseira de nossa parte, e se não o fazemos, decepcionamos nosso interlocutor.

Pois quem agride, seja verbal ou fisicamente, espera uma reação para satisfazer sua incapacidade de conseguir argumentar com o cérebro, e deixar sua vaidade e egoísmo de lado é quase impossível.

Se reagimos a uma agressão ou falta de educação, quem provocou nosso comportamento naquele momento se sentirá realizado.

Não é fácil, mas nesse caso, a indolência aparente poderá até nos auxiliar a não fazer o jogo desonesto do outro.

Então, como tudo neste mundo tem os dois lados, procuremos seguir nosso instinto para o bem, e desenvolvamos nossa docilidade, ao invés de termos atitudes agressivas, mesmo quando somos agredidos.

Isso desarmará, com certeza, a quem tenha nos agredido, seja involuntária ou propositadamente.

A docilidade se torna uma arma do bem, quando reagimos ou agimos em relação ao nosso próximo, pois ela predispõe a que outros tenham também a mesma atitude de bem estar e de boa vontade.

O que, na verdade, conduz a resultados benéficos, seja na área pessoal, social, ou profissional, e isso podemos constatar ao tomarmos atitudes de confiança, de mútua colaboração, de tolerância e de boa vontade.

Claro que a docilidade não implica em subserviência ou falta de personalidade, mas somente em conseguirmos expor nossos pontos de vista e opiniões, sem ofensa e sem humilhação a quem pensa diferente de nós.

Abraços e bom domingo com muita docilidade 🙂

Amanda

Semear para colher

 

“Se queremos colher, é preciso não só semear muito, quanto espalhar a semente num bom campo”.

Li esta frase e achei excelente a filosofia que ela encerra.

Realmente, devemos optar por plantar uma semente, seja ela de que natureza for, em terreno receptivo, principalmente, pois existem campos já minados pela má formação, ou deteriorados pela má vontade de um aprendizado mais detalhado.

É como ensinar, só aprende quem realmente deseja aprender, por isso o interessante é conseguirmos semear, tanto ensinamentos, como conceitos, onde houver receptividade, e também o desejo autêntico e consciente do aprendizado que chegará com as devidas informações.

Importante verificarmos a qualidade da semente, a sua adequação a determinado campo, pois se semearmos em terreno inadequado, seguramente não conseguiremos os resultados com os quais contávamos.

Além da inadequação do terreno, podemos ter também o momento que não esteja se prestando naquela ocasião, para a semeadura de determinada idéia, pois quem está propondo assim como quem estaria recebendo, pode não estar pronto para colher, seja informação, um convite, ou outra oportunidade de aproximação.

Lembrando que esses resultados poderão servir de alguma maneira, até mesmo para um esclarecimento a algum estudo, alguma pesquisa importante para se obter resultado adequado, no sentido de se fazer o bem à humanidade.

Caprichando num campo favorável, só poderemos obter resultados apropriados à nossa pesquisa, e, se bem dirigidos, podem ser motivos de auxílio, tanto no âmbito profissional, como no social ou humanitário.

Portanto, devemos ter muito cuidado com o que semeamos, pois na hora de colhermos, precisamos ter a consciência e pensarmos bem no sentido de termos ou não a capacidade de suportar os resultados que poderão advir de nossa atitude.

Se praticarmos ações sem pensar, estaremos sujeitos a arrependimentos que não trarão nenhum resultado diferente do que tenha sido praticado anteriormente.

Normalmente, emitimos opiniões que são apropriadas à nossa vida, à nossa maneira de viver, seja familiar ou socialmente, e por isso precisamos nos cuidar, pois a quem opinamos talvez não tenha o mesmo estilo de vida que temos, em nenhum setor.

Vamos, portanto, tentar semear as idéias e conhecimentos em campo apropriado, a quem está pronto e disposto a aprender, assimilar conceitos e adequar os conhecimentos e opiniões adquiridos ao seu próprio campo de ação, seja nas amizades ou no seu ambiente de trabalho.

Isso é semear em campo que poderá dar os frutos que necessitamos para alimentar nossas atividades e garantir, dessa forma, o sucesso da frutificação.

E, mais importante, a qualidade dos frutos.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda