Arquivo mensal: setembro 2012

Tratamento com funcionários: “Os Anjos da Minha Casa”

Tratamento com funcionários para mim representa a base de todos os relacionamentos, que é o respeito pelo próximo, o maior segredo da inteligência social.

Eu chamo meus funcionários de colaboradores e os considero “OS ANJOS  DA MINHA CASA”.

São as pessoas mais íntimas de minha vida depois de minha família e as de minha maior confiança. Conheço e convivo com eles há muitos anos, e lhes sou imensamente grata pela colaboração irrestrita que me oferecem — em todos os sentidos.

Na ocasião da doença de minha mãe houve o carinho ilimitado de todos, colaboração que o dinheiro, isoladamente, jamais pagaria.

Aqui em nossa casa, evidentemente cada um tem suas obrigações, como todos nós temos nesta vida, e temos que nos organizar sempre em função de inúmeros compromissos que assumimos.

Mas cada um, quando necessário, exerce a função do outro, dado o interesse e o espírito de colaboração que os envolve.

Minha maneira de ver o funcionário é sempre do ponto de vista humano.  Tento pressentir suas necessidades, que na verdade são as mesmas de todos.  Temos ideais, famílias e problemas inerentes a todo tipo de envolvimento.

Procuro não me envolver diretamente em suas questões pessoais, mas sempre tento colaborar, dentro de minha possibilidade, para facilitar suas vidas.

Dependemos uns dos outros.

Acredito que temos a obrigação moral de tentar diminuir o desconforto dessa relação desigual, que a novela Cheias de Charme trouxe à tona com muito humor, mas também muita sabedoria.

Algumas pessoas comentam que seus colaboradores de casa nada fazem como deveriam, que não os atendem em suas necessidades, etc.

Faço aqui algumas perguntas:

Será que as ordens, ou melhor, os pedidos foram bem expostos e claros?

Será que se colocam os objetivos a serem atingidos quando se pede algo a ser feito?

Será que se paga justamente pelo que se pretende receber?

E mil outras perguntas caberiam nesse particular.

Temos que compreender que, salvo algumas exceções, muitos chegam para o trabalho de bairros mais afastados e andam, de maneira geral, em ônibus e metrôs lotados. Enfrentam gente, empurrões, se levantam cedo, e os queremos sempre bem dispostos e sorridentes.

Vou dar três exemplos de como os empregadores são privilegiados:

Uma babá, alem da responsabilidade, toma conta de um filho que não é seu, muitas vezes tendo deixado os seus sozinhos ou aos cuidados de pessoas com pequenos recursos, ou em uma creche.

E a cozinheira?

Cozinha para os donos da casa muitas comidas que ela nunca  teve e jamais terá em sua própria casa, e muitas vezes é proibida de comer do mesmo cardápio da família.

A copeira também serve, às vezes, algo que nunca comeu ou comerá.

Já pensou no mal estar que isso deve lhes causar?

Posso lhes contar várias passagens dessa natureza, mas para não me alongar, fico por aqui e num próximo blog continuo com alguns relatos referentes aos anjos da minha casa.

Podem dizer que tenho sorte com as pessoas que trabalham conosco.  Mas acho que simplesmente recebemos o respeito e carinho que lhes damos.

Bom domingo e um grande abraço,

Amanda

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O Inesperado

O inesperado nos aparece sob vários aspectos, e o grande desafio é saber lidar de forma adequada com cada situação.

Ele agride nossa capacidade de previsão, e por isso a dificuldade momentânea que nos surpreende e, por vezes, nossas decisões ficam prejudicadas.

Um destes dias fui surpreendida, alegremente, com um convite vindo de um casal querido para irmos a um concerto no Teatro Municipal assistir a um raro espetáculo.

O convite era para aquela mesma noite, e aceitamos com prazer.

Foi maravilhoso, seguido de um jantar também alegre e de alto nível.

E foi um comentário da amiga que me inspirou este blog:

“Como você sabe lidar bem com o inesperado”, disse ela.

Me contou que tem pessoas que não aceitam convites de última hora, e chegamos à conclusão de que essas são as que perdem boas chances de se divertir, por pura insegurança.

Eu lhe respondi que foi um inesperado muito bem-vindo e que estaremos prontos para aceitar sempre que nossas agendas permitirem tão maravilhosos convites.

Já recebemos convites inesperados até de casamento, que chegaram com pouca antecedência por erro do correio, novas amizades ou até distração mesmo do organizador responsável que muitas vezes não é o nosso amigo, e sim uma empresa que pode falhar.

Penso, que bom que o erro foi corrigido em tempo para compartilharmos desse momento de felicidade, de esperança para o início de uma nova vida que se aproxima.  Tornou-se uma surpresa feliz.

Por que nos ofendermos?

Amizades vivem fases, às vezes mais intimas e próximas, e às vezes mais distantes.

O inesperado alegre deveria ser sempre bem-vindo.  O desagradável é quando o inesperado se apresenta em situações de tristeza, o que nos atinge mais, e tende a nos deixar sem ação imediata pela própria surpresa que representa naquele momento.

Mas, na verdade, se estamos preparados emocionalmente, o inesperado pode ser amenizado.

Se tratando de doença, por exemplo, podemos surpreender o inesperado, se tivermos cuidado de seguros, médicos que já tenham nos atendido, hospitais de nossa confiança e outras medidas para suportarmos melhor a chegada de algo inesperado e indesejado.

Uma desilusão amorosa também pode chegar, muitas vezes inesperadamente.

Suportar o acontecido é sempre muito difícil. Requer sabedoria para enfrentar a situação e as mudanças que normalmente ocorrem em consequência de uma separação.

Nesses casos, o inesperado se apresenta, muitas vezes, na forma de um afastamento de amigos com quem se contava e que misteriosamente não aparecem mais.

E, na maioria dessas ocasiões, a mulher, principalmente, se vê muito só, pois a discriminação ainda existe, parece incrível, nestes tempos que correm.

Os amigos que eram inseparáveis discretamente escolhem o lado de um dos cônjuges, e inesperadamente não tem mais tempo para o outro.

É preciso um preparo e uma disposição especial para lidar com o “Senhor Inesperado”.

Mas também podemos surpreendê-lo, tomando atitudes maduras e nos responsabilizando por elas.

Inesperadamente, me alonguei um pouco, o assunto me fascina 🙂

Um abraço e ótimo domingo,

Amanda

Consequências e defesas

A toda ação corresponde uma reação.  Simples assim.

Nossas defesas se apresentam, na maioria das vezes, como consequência de nossas atitudes e convicções adquiridas durante nossas vidas.

Tenho uma grande amiga — mulher forte, decidida, lutadora e vencedora pelo seu próprio esforço – que passou por acontecimentos inesperados e muito tristes: a morte de um filho especial, ainda pequeno, e anos mais tarde, uma separação, que como todas, não foi nada agradável.

Como consequência, ela foi desenvolvendo, em sua personalidade, as defesas que se traduziram em espírito de luta, uma fortaleza que nem mesmo ela imaginou pudesse ter.

Se tornou um exemplo de força e superação, resultado de sua reação aos acontecimentos que saiam do seu controle.  Só poderia reagir.  E reagiu com inteligência – mental, emocional e social.

Nosso cérebro trabalha muitas vezes em nosso benefício, nos fazendo realizar algo que nem mesmo imaginávamos pudéssemos ser capazes.  É só prestarmos atenção nos sinais.

Essa amiga, que antes trabalhava na empresa do marido sem ter uma retirada oficial, de um momento para outro ficou sem a proteção e a segurança de antes e partiu para a luta, se tornando uma grande empresária.

Hoje é uma pessoa independente, os filhos muito bem encaminhados, uma vitoriosa.

Mas nem sempre é assim.

Nossas atitudes podem também determinar as consequências, às vezes desagradáveis, em qualquer setor da atividade humana, seja do ponto de vista social, físico ou moral.

De ordem social, tento sempre manter atitudes cautelosas no sentido de evitar qualquer tipo de ofensa, o que não quer dizer que não possamos expor nossas opiniões, mas sem a imposição que incomoda e cria uma discussão desnecessária, consequente de palavras mal interpretadas que geram uma atitude defensiva.

Um desses dias numa reunião, uma das pessoas  começou a falar mal de outra que era amiga de uma das participantes.

O clima ficou pesado e provavelmente essa amizade nunca mais voltará a ser a mesma, pois a pessoa já terá criado uma defesa em relação à outra.

Com funcionários, ou prestadores de serviços de qualquer ramo da atividade humana, também devemos pensar antes de tomar um atitude precipitada.

Chamar atenção na frente de outros pode criar um clima de desconforto, e podemos estar provocando uma defesa natural em quem recebeu a ofensa.  Como consequência, poderemos receber uma resposta desagradável, o que nos obrigaria até mesmo a um estremecimento de relações, sem necessidade.

Muitas vezes o que quer que tenha acontecido não teria sido tão grave quanto julgamos precipitadamente e poderia ter sido corrigido na base do diálogo.

Do ponto de vista pessoal, pensemos antes de opinar a respeito de alguma relação  sobre a qual fomos consultados, porque, na sua maioria, as pessoas fazem suas próprias escolhas independente do que falarmos a respeito.

Mesmo que a escolha não seja ideal na nossa ótica, temos que ter muito cuidado ao expressarmos nossa opinião para não criarmos um clima de inimizade, facílimo de acontecer.

Como sempre costumo dizer e tento me educar nesse sentido, temos que pensar antes de agir e de falar, pois nossas atitudes podem gerar consequências irreparáveis.

Toda vez que temos que tomar uma atitude, primeiro pensar: será que podemos suportar as consequências?

Um abraço e bom domingo, pleno de boas consequências 🙂

Amanda

Personalidade/Temperamento

Muitos dizem que personalidade e temperamento podem ter muito a ver com a genética e que é difícil mudar.

Mas será mesmo?

Meu pai sempre dizia que não é por acaso que a cabeça está acima do coração.  E quem pensa, muda, diriam os filósofos.

Então, por que não podemos mudar nosso temperamento se não gostamos de algumas de nossas atitudes, como agressividade, impulsividade, egoísmo?

Antigamente, não se falava em inteligência emocional ou social. Mas as razões pelos grandes problemas de relacionamentos são as mesmas desde o inicio dos tempos: personalidade que não foi educada para a convivência saudável.

E será mesmo que não se pode reverter o temperamento de acordo com o que pensamos e também  dos exemplos que vemos no nosso próximo?

Eu tenho certeza que sim, e na verdade, creio que a personalidade pode dominar  ou ajudar a controlar nosso temperamento.

Se ele prejudica nossa vida, determina nossas reações erradas, o que nos leva a um mau resultado no que empreendemos, temos que tentar reverter a situação, mudando nossa maneira de agir, dominando nosso temperamento.

De vez em quando, ouço alguém dizer que  fulano tem um mau temperamento, e se formos verificar mais de perto, vemos que essa pessoa normalmente é mal sucedida no que se propõe.  O temperamento desajustado sempre provoca reações que não ajudam em nada, só atrapalham.

Tem pessoas que são mesmo escravas do seu mau temperamento, que lhes provoca reações inesperadas, respostas malcriadas, saídas bruscas de algum lugar onde as coisas não se passaram como elas desejariam.

Eu não chamo isso de temperamento.  De fato, é muito fácil a gente justificar uma falta de educação e desrespeito como mau temperamento.

A falta de inteligência emocional pode provocar situações muito desagradáveis, não construtivas, que, consequentemente, resultam em caminho sem volta, na maioria das vezes.

Dominar o gênio, ou temperamento, realmente não é fácil, mas é possível, partindo do nosso raciocínio, nossa força de vontade, levando sempre em conta as consequências que uma atitude mal tomada pode ocasionar.

O temperamento “rabugento,” por exemplo, vai levar a que?

A lugar nenhum, pois a pessoa deixa de aproveitar os bons momentos para colocar suas reclamações, muitas vezes sem motivo em ambientes onde elas não cabem, pelo simples prazer de reclamar.

O temperamento belicoso, sempre provocando um ar de briga no que quer que seja, também não leva a nada, pois todos os circunstantes já sabem o que esperar.

Conheci gente que constantemente tinha explosões de temperamento por qualquer  coisa que não saísse de acordo com suas expectativas, fosse na vida particular, no trânsito, num restaurante, onde estivesse.

E por isso quase não tinham amigos, apesar de serem pessoas com grau de instrução superior, carreira promissora, que, obviamente, ficou prejudicada pelo temperamento difícil.

O segredo é o equilíbrio de atitudes e maturidade para que nossa personalidade consiga controlar nosso temperamento para uma vida mais tranquila e feliz.

Um domingo bem temperado, produtivo e gratificante para todos nós.

Abraços

Amanda

Pontualidade

A pontualidade cria a confiabilidade com quem convivemos.  Sabemos que podemos marcar compromissos sem a angústia da falha alheia.

É muito desagradável você chegar pontualmente num encontro e ficar esperando os outros.

Às vezes me acontece, pois sou extremamente pontual, me organizo para sair  de casa e chegar no horário.

Fico esperando sem me irritar,  pois já me acostumei e nem peço explicação.  Muitas vezes a desculpa foi o trânsito, um telefonema inoportuno ou outro motivo qualquer.  Entendo que não foi proposital e que o atraso tenha sido ocasionado por circunstâncias alheias à vontade da pessoa.

Mas já conheci pessoas que simplesmente vão embora de um restaurante ou outro local que tenham marcado com alguém que não chegou no horário combinado.

O retardatário sempre penaliza o pontual, que deixou de fazer algumas coisas para chegar no horário e o retardatário as fez, e chega com um sorriso como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Tem certas pessoas que habitualmente chegam atrasadas em qualquer compromisso previamente agendado.  É o atrasado crônico.

Alguns casos são até divertidos.  Os amigos já sabem quem vai chegar fora do horário  marcado, e marcam com eles mais cedo do que com os outros.

E quando chegam, são recebidos com festa e alegria.

O difícil num jantar é coordenar os aperitivos.  Muitos são servidos quentes e começam a passar quando chegam os primeiros convidados, sempre penalizados se os outros se atrasam demais pois ficam horas comendo os mesmos – e muitos — aperitivos, o que depois prejudica o apetite para o jantar.

Nós, brasileiros, estranhamos quando recebemos  um convite com hora marcada para começar e terminar.

Em outros países, muitas vezes, marcam até mesmo festas de casamentos com horário para terminar e termina mesmo, com os garçons fechando as cadeiras e retirando as toalhas das mesas, sem considerar sua presença no salão.

Normalmente funciona bem, com elegância.

Acabou, acabou.

Consideração pelo horário e tempo das pessoas é condição numero um para uma boa convivência social.

Vejamos casamentos na igreja, por exemplo.

Já sabemos que a noiva chega sempre com algum atraso.  Faz parte e fica até bonito ela chegar com a igreja lotada, quando todos estão acomodados.

É um espetáculo digno de toda uma preparação que foi feita para esse momento especial e geralmente único em sua vida.

Mas já fomos a casamento onde a noiva  se atrasou  por mais de hora e meia.

Os convidados já estavam tão  impacientes que não aproveitaram a beleza do momento por causa da irritação que sentiam.

Sempre tento ser pontual  para qualquer compromisso, planejando, colocando despertador, e quando não consigo, fico muito aborrecida.

Pontualidade é respeito!

Um bom domingo para todos e até o próximo, pontualmente.

Abraços,

Amanda