Arquivo diário: setembro 30, 2012

Tratamento com funcionários: “Os Anjos da Minha Casa”

Tratamento com funcionários para mim representa a base de todos os relacionamentos, que é o respeito pelo próximo, o maior segredo da inteligência social.

Eu chamo meus funcionários de colaboradores e os considero “OS ANJOS  DA MINHA CASA”.

São as pessoas mais íntimas de minha vida depois de minha família e as de minha maior confiança. Conheço e convivo com eles há muitos anos, e lhes sou imensamente grata pela colaboração irrestrita que me oferecem — em todos os sentidos.

Na ocasião da doença de minha mãe houve o carinho ilimitado de todos, colaboração que o dinheiro, isoladamente, jamais pagaria.

Aqui em nossa casa, evidentemente cada um tem suas obrigações, como todos nós temos nesta vida, e temos que nos organizar sempre em função de inúmeros compromissos que assumimos.

Mas cada um, quando necessário, exerce a função do outro, dado o interesse e o espírito de colaboração que os envolve.

Minha maneira de ver o funcionário é sempre do ponto de vista humano.  Tento pressentir suas necessidades, que na verdade são as mesmas de todos.  Temos ideais, famílias e problemas inerentes a todo tipo de envolvimento.

Procuro não me envolver diretamente em suas questões pessoais, mas sempre tento colaborar, dentro de minha possibilidade, para facilitar suas vidas.

Dependemos uns dos outros.

Acredito que temos a obrigação moral de tentar diminuir o desconforto dessa relação desigual, que a novela Cheias de Charme trouxe à tona com muito humor, mas também muita sabedoria.

Algumas pessoas comentam que seus colaboradores de casa nada fazem como deveriam, que não os atendem em suas necessidades, etc.

Faço aqui algumas perguntas:

Será que as ordens, ou melhor, os pedidos foram bem expostos e claros?

Será que se colocam os objetivos a serem atingidos quando se pede algo a ser feito?

Será que se paga justamente pelo que se pretende receber?

E mil outras perguntas caberiam nesse particular.

Temos que compreender que, salvo algumas exceções, muitos chegam para o trabalho de bairros mais afastados e andam, de maneira geral, em ônibus e metrôs lotados. Enfrentam gente, empurrões, se levantam cedo, e os queremos sempre bem dispostos e sorridentes.

Vou dar três exemplos de como os empregadores são privilegiados:

Uma babá, alem da responsabilidade, toma conta de um filho que não é seu, muitas vezes tendo deixado os seus sozinhos ou aos cuidados de pessoas com pequenos recursos, ou em uma creche.

E a cozinheira?

Cozinha para os donos da casa muitas comidas que ela nunca  teve e jamais terá em sua própria casa, e muitas vezes é proibida de comer do mesmo cardápio da família.

A copeira também serve, às vezes, algo que nunca comeu ou comerá.

Já pensou no mal estar que isso deve lhes causar?

Posso lhes contar várias passagens dessa natureza, mas para não me alongar, fico por aqui e num próximo blog continuo com alguns relatos referentes aos anjos da minha casa.

Podem dizer que tenho sorte com as pessoas que trabalham conosco.  Mas acho que simplesmente recebemos o respeito e carinho que lhes damos.

Bom domingo e um grande abraço,

Amanda