Arquivo mensal: abril 2016

Mentiras

Dizem que a mentira é como o óleo, que ao ser colocado na água sempre volta à superfície.

Grande verdade, pois a mentira realmente não leva a nenhum lugar, e não consegue trazer benefícios, seja onde e em que assunto for.

Ela sempre é descoberta, mais cedo ou mais tarde, e pode trazer consequências inimagináveis, pois compromete seriamente pessoas ou situações e, normalmente, não conseguem ser superadas, nem perdoadas, podendo deixar sequelas desastrosas.

Em casa, meu irmão e eu fomos condicionados, ensinados e nos foram mostradas as consequências que uma mentira pode acarretar, dependendo de sua gravidade e das pessoas envolvidas.

Benefícios, só se forem temporários, pois depois de descobertas as mentiras, os castigos podem ser graves, e no caso de mentirmos, temos que estar preparados para aguentarmos as consequências advindas de nossa atitude.

Dizem que a mentira, depois de muito repetida pode se tornar e tomar aspecto de verdade, por isso é sempre recomendado que tomemos cuidado para emitirmos um conceito, ou uma notícia que não corresponda a uma verdade, pois uma mentira pode comprometer uma situação.

Ou até mesmo comprometer pessoas que, muitas vezes, nem teriam a oportunidade de se defender e expor idéias a respeito daquilo de que fora uma vitima.

Dizem que tem pessoas viciadas em mentir, não conseguem se deter na verdade do que estão relatando, talvez por necessidade de se expor e chamar atenção sobre o que dizem naquele momento.

Mas o pior é que uma mentira leva a outra e assim sucessivamente, pois quem mente fica sem a medida de onde parar.

O mentiroso por natureza sempre espera que suas falsas negações sejam acreditadas por seus interlocutores e podem mesmo serem tidas como erros e não como mentiras.

Isso, em alguma ocasiões, dado como desculpas de quem mentiu.

Mas as mentiras ofensivas ou mal intencionadas são seríssimas, pois podem trazer consequências comprometedoras que de repetente até mudam uma vida.

Claro que vemos as mentiras inocentes, que nada comprometem, mas até essas podemos e devemos evitar, pois correm o risco de se transformarem em algo difícil de se corrigir.

Abraços e bom domingo, de preferência sem mentiras, nem as chamadas “piedosas” 🙂

Amanda

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Mansidão 

Diz-se que é com mansidão que se domina a raiva.

Realmente, se nos lembrarmos, já devemos ter vivido ocasiões em que a pessoa que exibia sua condição raivosa ficara mesmo sem ação, ao ser enfrentada com certa calma, sem se alterar na mesma proporção que recebia aquela reação contrária.

Provavelmente quem tem a capacidade de se manter calmo e sem retribuir na mesma moeda a reação de ira em ocasiões de provocação, pode abater qualquer conjuntura com mais probabilidade, sem se deixar vencer pela raiva, que é um sentimento negativo e que não leva a nada e poderá gerar mal estar e alguma inimizade.

Fácil não é, pois necessitamos desenvolver um sistema de defesa em relação a um sentimento de revolta, que às vezes teima em nos dominar, e queremos ter uma reação igual à provocação de que tenhamos sido vitimas.

Mas nosso interlocutor pode se surpreender por correspondermos a uma reação de provocação com uma resposta educada e mansa, o que normalmente traz resultados positivos em qualquer situação de violência expressa através de palavras impensadas.

A mansidão deixa completamente sem ação quem se dirige a nós com certa estupidez, mesmo que essa reação não se insira na situação que se apresenta naquele momento.

Existem pessoas que não conseguem dizer palavras agradáveis, que poderiam ajudar a resolver situação de difícil solução, e é ai, exatamente, que necessitam mansidão para que as ajude a pensar, e se podemos auxiliar no raciocínio para sair de uma posição difícil, por que não fazê-lo?

A mansidão se traduz em um estado de espírito de quem tem controle de domínio sobre seu próprio temperamento e suas atitudes — é mesmo questão de domínio próprio.

Reagir com mansidão não significa que não tenhamos personalidade suficiente para demonstrar nossa capacidade de análise de uma determinada situação, mas sim, conseguirmos expor nossas idéias sem que criemos um clima de mal estar por defendermos o ponto de vista diferente dos nossos circunstantes.

Mansidão consiste basicamente no controle de nosso temperamento e, portanto, de nossas atitudes, em relação a problemas que, mesmo sem conseguirmos resolver, podemos levá-los com calma e buscar solução adequada, sem nos deixarmos envolver pela exaltação.

É a calma necessária, que nos ajuda a resolver, a decidir, sem paixão, com a possibilidade maior de chegarmos a conclusão adequada ao problema que se apresenta e que sabemos que temos que resolver para o desenvolvimento de alguma idéia ou projeto.

Tem mais chance de vencer, no bom sentido, claro, alguma discussão ou alguma probabilidade de um projeto a ser implantado, quem age com a serenidade necessária, projetando com calma os resultados que podem advir da possibilidade de realização.

Na convivência, a mansidão é um dos caminhos para tentarmos encontrar a paz e mantê-la, e se conseguirmos o controle necessário para não entrarmos em situação de estresse mediante o primeiro obstáculo, já teremos uma vitória.

Procuremos ver e valorizar o que conseguirmos como resultados de nossa luta e nosso equilíbrio emocional.

Só ganharemos com essa atitude, principalmente a calma e a tranquilidade, necessárias ao bom andamento de nossos projetos.

Abraços e bom domingo, repleto de mansidão 🙂

Amanda

Ânimo e Paciência 

Ânimo e Paciência são características que temos que cultivar conosco, sobretudo em nossas recaídas, sejam de que espécie forem durante nossa vida, principalmente no sentido prático da nossa convivência.

Nosso estado de ânimo depende muito da maneira tranquila de agirmos em relação à paciência de que dispomos.

Assim, devemos sempre fazer um esforço para que consigamos não errar, ou errar o mínimo, para podermos julgar com isenção de ânimos, como sempre comento.

Muitas vezes, se errarmos em assuntos leves e sem muita importância, as consequências não serão muito graves, mas se isso acontece em atitudes de mais responsabilidade, estaremos sujeitos a provocar consequências graves, e sem solução. Nosso ânimo, ou intento, deverá ser, sempre, o maior possível, para termos a força necessária afim de realizarmos aquilo que desejamos e planejamos, pois o planejamento é fundamental em qualquer área que possamos ingressar, e para conseguirmos os resultados necessários e desejados por nós.

Empreender ou planejar sem o devido ânimo e paciência é não poder contar com o sucesso de qualquer resultado esperado.

Pois um sem o outro, seguramente, não terá como resultado o sucesso que esperávamos e que desejávamos desde que iniciamos o nosso projeto, seja ele qual for.

Precisamos e temos que nos esforçar para que nossos projetos sejam bem sucedidos, dependendo muito de nossa coragem, nosso espírito de luta.

Se nos acovardarmos mediante um desafio que empreendermos, já temos que contar desde o início, com o mau resultado daquela missão.

E isso seria, de certa forma, covardia, o que devemos fortemente recusar na nossa mente e em nosso corpo, pois a luta é uma característica de quem deseja ardentemente vencer, em qualquer empreendimento ao qual se propõe.

Devemos ter ânimo para vencer as dificuldades que se apresentam naquilo que iniciamos, mas lembrando que mesmo depois de termos planejado e estudado cada detalhe, estaremos sujeitos a errar.

Portanto, nosso desejo, e nosso intento se tornam uma força que expressa um excesso de coragem em muitas situações que nos exigem também ânimo para enfrentar e vencer as dificuldades que se apresentam toda vez que tentarmos criar algo, em qualquer âmbito de nossas atividades.

Vamos, então, sempre à ação, desenvolvendo nosso ânimo e nosso espírito de luta, colocando em nós a força de vontade e a paciência para os resultados que desejarmos alcançar.

Abraços e bom domingo, animados e cultivando sempre nossa paciência 🙂

Amanda

Atração e convivência

Sempre ouvimos dizer que os opostos se atraem, claro do ponto de vista de reação física, aprendemos que é assim que se comportam os corpos, de maneira geral.

E isso se aplica bastante na nossa vida do dia a dia, entre amigos e também em relações amorosas.

Muitas vezes, o amor não anula a dificuldade de se conviver, pois o cotidiano demanda uma série de adaptações entre as pessoas, e com a convivência e os problemas que se apresentam e que exigem de nós soluções práticas, que às vezes não temos condições de tomá-las, por ficarmos envolvidas com nossos sentimentos.

Mesmo porque, nossa vivência do ponto de vista prático exige de nós decisões que podem, se erradas, dar um rumo que não nos será apropriado para continuarmos a viver satisfatoriamente.

E o convívio, mesmo parecendo fácil, por mais que o amor esteja presente, é algo que nos pede compreensão, adaptação, e igualdade, pelo menos em pontos essenciais para que se torne agradável e não tenha nenhuma característica que chamamos de cansativa ou custosa.

Por isso, a convivência se diz algo não tão fácil que envolve a intimidade, e para resistir ao que chamamos a falta de cerimônia que a intimidade costuma trazer, é preciso que tenhamos essa consciência, afim de conseguirmos manter o rito da educação, que, normalmente, dedicamos a quem temos menos familiaridade.

É exatamente como devemos atuar com quem tenhamos a intimidade da convivência, e como agimos quando acabamos de conhecer alguém e demonstramos o tratamento com toda educação.

Se tratamos dessa forma quem vemos pelas primeiras vezes, por que não continuar esse tipo de atitude durante o convívio mais intimo?

Geralmente, a intimidade barata traz, no entender de muitas pessoas, a liberdade de tratamento sem o respeito necessário para uma convivência respeitosa.

Em geral, somos nós que determinamos como queremos ser tratados. Principalmente quando acabamos de conhecer alguém, nós colocamos instintivamente a baliza a ser respeitada.

Não quer dizer, com isso, que tenhamos que nos impor com atitudes grosseiras, nada disso, mas a convivência é sem dúvida, uma arma de dois gumes, e a única forma de determinarmos o limite adequado à nossa personalidade e maneira de agir.

E, justamente a convivência vai dar os limites a quem vier a nos conhecer e conviver conosco, seja por amizade, seja por motivo amoroso.

Quanto mais íntimos, mais respeito devemos exigir de quem faz ou fará parte de nossa vida, pois não há intimidade que justifique a falta de respeito.

Quando a atração acontece, é exatamente quando a convivência se instala, e mais respeito e consideração com nossos pares ou com nossos amigos devem fazer parte da vida de cada um, para que o amor possa crescer num ambiente de respeito e consideração mútuos.

Nesse caso, a atração pode sugerir a convivência, por não ter havido nenhum engano que pudesse surpreender quando se firmam conceitos, gostos e maneira de viver e, principalmente, de encarar a vida e seus acontecimentos.

Vamos, portanto, tentar sempre viver bem e principalmente, conviver em paz o mais possível, dentro de circunstâncias agradáveis e desejando uma relação amorosa possível para eliminarmos qualquer situação de sofrimento e estresse.

E quanto mais convivência, mais educação!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda