Atração e convivência

Sempre ouvimos dizer que os opostos se atraem, claro do ponto de vista de reação física, aprendemos que é assim que se comportam os corpos, de maneira geral.

E isso se aplica bastante na nossa vida do dia a dia, entre amigos e também em relações amorosas.

Muitas vezes, o amor não anula a dificuldade de se conviver, pois o cotidiano demanda uma série de adaptações entre as pessoas, e com a convivência e os problemas que se apresentam e que exigem de nós soluções práticas, que às vezes não temos condições de tomá-las, por ficarmos envolvidas com nossos sentimentos.

Mesmo porque, nossa vivência do ponto de vista prático exige de nós decisões que podem, se erradas, dar um rumo que não nos será apropriado para continuarmos a viver satisfatoriamente.

E o convívio, mesmo parecendo fácil, por mais que o amor esteja presente, é algo que nos pede compreensão, adaptação, e igualdade, pelo menos em pontos essenciais para que se torne agradável e não tenha nenhuma característica que chamamos de cansativa ou custosa.

Por isso, a convivência se diz algo não tão fácil que envolve a intimidade, e para resistir ao que chamamos a falta de cerimônia que a intimidade costuma trazer, é preciso que tenhamos essa consciência, afim de conseguirmos manter o rito da educação, que, normalmente, dedicamos a quem temos menos familiaridade.

É exatamente como devemos atuar com quem tenhamos a intimidade da convivência, e como agimos quando acabamos de conhecer alguém e demonstramos o tratamento com toda educação.

Se tratamos dessa forma quem vemos pelas primeiras vezes, por que não continuar esse tipo de atitude durante o convívio mais intimo?

Geralmente, a intimidade barata traz, no entender de muitas pessoas, a liberdade de tratamento sem o respeito necessário para uma convivência respeitosa.

Em geral, somos nós que determinamos como queremos ser tratados. Principalmente quando acabamos de conhecer alguém, nós colocamos instintivamente a baliza a ser respeitada.

Não quer dizer, com isso, que tenhamos que nos impor com atitudes grosseiras, nada disso, mas a convivência é sem dúvida, uma arma de dois gumes, e a única forma de determinarmos o limite adequado à nossa personalidade e maneira de agir.

E, justamente a convivência vai dar os limites a quem vier a nos conhecer e conviver conosco, seja por amizade, seja por motivo amoroso.

Quanto mais íntimos, mais respeito devemos exigir de quem faz ou fará parte de nossa vida, pois não há intimidade que justifique a falta de respeito.

Quando a atração acontece, é exatamente quando a convivência se instala, e mais respeito e consideração com nossos pares ou com nossos amigos devem fazer parte da vida de cada um, para que o amor possa crescer num ambiente de respeito e consideração mútuos.

Nesse caso, a atração pode sugerir a convivência, por não ter havido nenhum engano que pudesse surpreender quando se firmam conceitos, gostos e maneira de viver e, principalmente, de encarar a vida e seus acontecimentos.

Vamos, portanto, tentar sempre viver bem e principalmente, conviver em paz o mais possível, dentro de circunstâncias agradáveis e desejando uma relação amorosa possível para eliminarmos qualquer situação de sofrimento e estresse.

E quanto mais convivência, mais educação!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

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Publicado em abril 3, 2016, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Alaide quercia

    Querida ,seus comentários e observações provoca nossa reflexão, seu olhar positivo para a vida nos estimula.Adorei
    Obrigada

  2. Ótimo!
    Veja que citação inquietante de S. Tomás de Aquino:
    “A ninguém te mostres muito íntimo, pois familiaridade excessiva gera desprezo .”

  3. Querida amiga,estou muito feliz em ter novamente seu contato, para enriquecer a minha semana com seus ensinamentos tão importantes para nossas vidas.

  4. Fantastico parabens como sempre e uma otima semana bj

  5. maria ines dal borgo

    assunto super interessante e delicado…..adorei

  6. Amanda, vc entendeu com muita clareza um assunto tão comum e complicado com o qual a maioria das pessoas convive ou já conviveu na vida

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