Arquivo mensal: dezembro 2013

Desafios

A vida, em si, já é um grande desafio, pois  vivemos com intensidade em todos  os nossos momentos, tanto física, como psicologicamente.

Aprendemos a nos defender desde cedo, tanto de perigos  físicos como de palavras que nos são direcionadas e achamos ofensivas.

Na maioria das vezes, não nos achamos merecedores de ofensas, violência ou agressividades que infelizmente fazem parte de nosso cotidiano nas grandes cidades.

E o desafio acompanha toda a nossa existência, pois quando começamos nossa vida de estudantes vemos à nossa frente uma extensa e interminável coleção de matérias e de informações que temos que assimilar para darmos continuidade e nos formarmos no que pretendíamos.

Nossa carreira futura depende inteiramente de nossos estudos durante anos e anos, seja qual for a profissão que tenhamos escolhido para seguirmos durante a nossa vida adulta.

E nessa vida profissional que abraçamos também temos que vencer os desafios, a concorrência desde o momento em que nos candidatamos a um trabalho que acreditamos ser o ideal para nossa personalidade e ambição.

Claro que vamos vencendo aos poucos, pois nunca encontramos imediatamente um trabalho que será o definitivo.  Nossa carreira vai sendo consolidada com o passar dos anos, onde vamos vencendo muitos desafios de saber, de conviver, de superar problemas que nem pensávamos existir.

Vamos ficando mais fortes com o passar do tempo.

E o que significa ser forte?

É pensar no nosso espírito de luta, sem nunca trairmos a confiança de quem partilha conosco, seja no trabalho, ou na vida particular.

Precisamos estar preparados para os desafios e termos conhecimento de que a luta é infindável, seja em que campo for.

O importante é que tentemos nossas vitórias com seriedade, boa vontade, tolerância e procuremos sempre nos aperfeiçoar no que fazemos.

Assim fica mais fácil vencer os desafios que a vida nos apresenta.

Competimos sempre em todas as áreas de atividade humana, seja na profissão, nos esportes, nos negócios, na carreira que abraçamos e que escolhemos com o passar dos anos.

Vamos, então, nos preparar para tentarmos superar os desafios constantes aos quais somos sujeitos.

A vida é um desafio constante.  Vamos vencer?

Que 2014 traga a todos desafios que se tornem grandes conquistas!

Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo regado de muita paz, amor, saúde e grandes realizações!

Obrigada pela leitura semanal do meu blog 🙂

Inteligência Social estará de volta em janeiro.

Grande abraço e um ótimo domingo,

Amanda

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Interação

Vamos tratar aqui hoje da chamada interação social.

Como o próprio termo já diz, a interação social é o resultado de contato e de comunicação que se estabelece entre pessoas ao se socializarem.  E na maioria das vezes, essa interação pode provocar alguma modificação até mesmo de atitudes nas pessoas envolvidas.

Tem uma historinha sobre os porcos–espinhos que ouço desde pequena  e gosto muito.

Eles viviam numa região que nevava no inverno.

Morriam de frio e tentavam se aconchegar, mas se espinhavam, sangravam e não conseguiam se aquecer.  Até que com o passar do tempo, encontraram a distância perfeita entre si para que se aquecessem sem que se machucassem com seus próprios espinhos.

E assim pode – e deve – acontecer com o ser humano.

Desde que haja um interação recíproca, seja de influência de participantes de um grupo, seja de um professor com seus alunos, ou numa compra e venda de objetos, o resultado tende a ser bem sucedido.

Nós interagimos todo o tempo, de uma forma ou de outra – com nossos chefes, nossos subordinados, amigos, parceiros, seja no sentido emocional ou funcional.

Importantíssimo, então, que saibamos nos relacionar e compreender como uma ação pode comprometer outra se não formos responsáveis o suficiente para que sempre  tentemos obter resultados satisfatórios para ambos os lados.

E isso só podemos conseguir se interagirmos com educação, respeito e sensibilidade – levando sempre em consideração a integridade de uma causa ou objetivos.

Quando um grupo assume a responsabilidade de realizar algum projeto, por exemplo, é necessário que se tenha uma atitude de interação ainda maior, pois a convivência já não é social simplesmente, mas profissional, com uma série de opiniões contrárias umas às  outras.

É uma prova de fogo, e uma situação onde se tem que exercer a interação total.

Todas as decisões que são tomadas exigem uma combinação de decisões, onde todos no grupo, em geral, têm idéias diferentes, e  claro, cada um com sua razão.

Então, nesse caso, todos devem ter a sensibilidade de compreensão e interagirem com transparência, tolerância e visão imparcial para garantir o sucesso da empreitada que abraçaram em conjunto.

Essa é uma grande prova de interação, onde todos ficam felizes mediante os resultados obtidos, considerando os objetivos claros estabelecidos no inicio.

Como os porcos-espinhos, vamos nos abraçar, nos aquecer, e aprender a não nos espinhar.

Interação nos enriquece psicológica e socialmente.

Grande abraço e um ótimo domingo, cheio de interações 🙂

Amanda

Erudição/Educação

Erudição e educação: uma nada tem a ver com a outra, obrigatoriamente.

Mas o ideal, claro, seria que conseguíssemos sempre ser cultos, o que significa termos adquirido a educação, o conhecimento, através de leitura, estudo e observação, sem excluir o fato de que devamos também ser educados e gentis em nossas atitudes.

Felizmente, encontramos muitas pessoas com essa combinação perfeita, o que nos dá sempre o prazer da convivência.

Não posso me queixar, pois nossos amigos, na maioria, tem essas duas características bem patentes e reconhecidas por todos, agradavelmente. Assim, nosso convívio é de grande alegria.

Mas, infelizmente, nem sempre se encontra essa composição ideal.

Ouvimos em diversas ocasiões pessoas se queixarem do difícil convívio mesmo com parentes que, em algumas  ocasiões, desferem palavras de má educação em qualquer lugar em que estejam.

E isso se tratando de indivíduos eruditos, que estudaram as teorias, mas lhes faltam inteligência para usá-las na vida do dia a dia.

Esse tipo de comportamento traz também um grande constrangimento em quem está acompanhando, pois nada se pode fazer a não ser ficar envergonhado do comportamento do outro.

E o que surpreende é que esse tipo de gente cria caso onde quer que esteja, sem nenhum constrangimento e se acha sempre com a razão.

Assim, nada adianta a erudição, pois ela se perde no caminho da má educação.

Mesmo porque o mal educado letrado acha que tem o direito de ofender, de usar a autoridade inadequada em qualquer ambiente que esteja, e o pior é que ele nunca encontra quem lhe diga a verdade.  Se acha brilhante e acredita que segundo suas idéias, a erudição adquirida nos livros e na escola lhe daria o direito de dizer o que quer e desdizer seja quem for.

É simplesmente desagradável, e tenho certeza de que todos nós já tivemos o desprazer de lidar, ou, pelo menos, assistir a essa exibição.

Claro que nem todos tiveram a mesma sorte de poder estudar e desenvolver alguma atividade intelectual, seja por problemas financeiros, por falta de oportunidade ou de orientação familiar.

E por isso mesmo, os que a tiveram deveriam tentar colocar em prática, além da erudição adquirida pelo estudo ao qual tiveram acesso, uma educação no trato com seus circunstantes.

Essa sim, é combinação ideal para uma convivência agradável, pois ensinamentos transmitidos com simpatia e humildade são sempre bem aceitos por todos.

Se solicitados.

Quem se mete a ensinar e professorar todo o tempo, em geral fica taxado de maçante e aborrecido.

Medida para tudo o que fazemos é o ideal.  Não é fácil, mas podemos e devemos tentar.

Abraços e bom  domingo 🙂

Amanda

Autenticidade

O que chamamos de autenticidade, às vezes, não passa de uma desculpa a que muitas  pessoas se apegam para externar sua opinião de forma até mesmo estúpida e sem nenhuma delicadeza, ao divergirem de outras pessoas.

Assisti a uma cena assim um destes dias.

Ao discordar de uma amiga num grupo que discutia sobre assunto corriqueiro, ao invés de expor suas idéias de forma educada, a outra colocou tudo de forma grosseira, e ao ser perguntada o motivo de tanta aspereza, ela respondeu tranquilamente:

Eu sou autêntica.

Essa é uma forma de se colocar erradamente em relação ao que não queremos aceitar, simplesmente por estar diferente de nossa própria opinião e conceito sobre qualquer assunto.

Autenticidade, no sentido exato da palavra, seria, por exemplo, a certeza da origem da informação, seja de notícias ou de algum produto, que no caso, tenha conseguido a aprovação e a confiança de um determinado público ao qual se dirige.  É a certeza de que somos quem dizemos que somos.

Claro, perseguir a autenticidade, seja do que for, deve ser nossa meta.

É adquirir a confiança desejada, seja como pessoa, seja como produto, seja como prazo ao qual nos propomos.

É perseguir a legitimidade de uma informação, que é muita importante em qualquer  relação, seja profissional ou pessoal.

E quando emitimos nossa opinião sobre determinado assunto numa roda de amigos, estamos sujeitos a criticas e posições contrárias às nossas, evidentemente.

Mas mesmo que não estejamos dispostos a uma discussão (coisa que realmente abomino), nada nos impede que possamos dar nossa sugestão ou opinião sincera.

O que me bato é pela idéia de não sermos absolutos para evitarmos um mal estar que pode ter consequências que não seriam desejadas.

Podemos, sim, ser autênticos, deixando de lado a simples teimosia ou nosso desejo de nos impormos em situações delicadas.

Devemos cultivar a autenticidade sem o receio de parecermos antipáticos ou donos da  verdade.

Mas, para isso procuremos pensar bem ao emitirmos nossas idéias, sem a inconveniência que caracteriza a pessoa teimosa, pois quem teima de maneira mal educada, acaba perdendo sempre a razão e nunca é ouvida com a devida atenção.

Sejamos autênticos, sim, mas com a mesma delicadeza que gostaríamos de receber  do nosso próximo.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda