Arquivo mensal: julho 2016

Falar e escutar

Alguém já disse que quem fala, semeia; quem escuta, colhe.

Se pensarmos bem, grande verdade encerrada nessa frase, pois quem fala está tentando semear alguma idéia, algum princípio, algum ensinamento, enfim, tentando plantar algo na mente de seu próximo.

E quem ouve deverá ter um bom nível de atenção para que consiga captar os princípios expostos e o que estiver implícito naquilo que está sendo arrazoado.

Ouvir é uma arte, pois demonstra humildade no sentido de querermos aprender e atingir o que está sendo colocado por alguém mais informado ou mais velho que nós, que tenha, mais experiência no assunto em questão, naquele momento.

Se ouvimos com atenção, significa que teremos mais chance de aprender, e portanto de progredirmos no que estamos iniciando ou tentando iniciar a partir de nossa decisão.

Por isso se diz que, quem escuta, colhe.

Sem dúvida, colherá mesmo, não só conhecimentos, como maneira de fazer para que tudo possa correr de acordo com seus objetivos naquele momento; a partida está dada, pois o fato de tentarmos ouvir já é um sinal de que desejamos aprender.

O que já significa humildade, digno de ser recompensado pela aprendizagem que chegará através de ensinamentos, e isso independe de idade, de nível social, de capacidade de aquisição. Depende somente da atenção que se dispensa a determinada informação.

Os dois objetivos são dignos de nota: quem estiver semeando, pela sua falta de apego merece ser ouvido, pois estará dispondo de seu conhecimento deixando de fazer algo por si mesmo naquele momento.

E quem está escutando, portanto colhendo conhecimentos, atento no que está sendo dito ou exposto, também merece nossa atenção, pois esse conhecimento adquirido poderá ser alvo de uma proposta de emprego, uma viagem proveitosa culturalmente, ou algo assim.

Mas para que possamos aproveitar bem quem nos fala, temos que saber ouvir e saber também calar, pois muitas vezes, temos o impulso de falar sem ser o momento oportuno e com isso cometermos erros de difícil reparação.

Outro aspecto que devemos cultivar no ouvir, é não agirmos como se fôssemos donos da verdade, tentando convencer o outro de nossas idéias e convicções.

Chefes deveriam cultivar a humildade de escutar seus subordinados, e eliminar a idéia de que sabem mais do eles, pois se formos humildes, podemos aprender muito com quem estamos chefiando.

Tive, algumas vezes, dúvidas em relação ao meu trabalho, e não hesitei em consultar   a pessoa que chefiava minha equipe e que me ajudou a solucionar, por diversas vezes, problemas de natureza técnica. Respeitei o fato de ter menos idade que essa chefe, e portanto, menos vivência em relação a uma série de problemas que ela teria vivenciado e eu não.

Reconhecer a capacidade de quem nos rodeia é uma característica que devemos desenvolver, pois servirá sempre de grande auxílio na resolução de problemas.

Por isso, saber escutar é um dom que devemos desenvolver, porque provavelmente nos servirá sempre de auxilio em alguma ocasião.

Vamos nos expressar no sentido de ajudarmos nossos circunstantes e também nos valermos de opiniões expressadas por eles quando delas precisarmos.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

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Vida: eterno combate

Meu pai, que foi escritor, com um numero considerável de livros de psicologia publicados, em um de seus pensamentos escreveu:

“A vida é um eterno combate e todo indivíduo tem que combater; quem está errado tem que combater a si mesmo; quem está certo tem que combater o mundo”.

Na verdade, o combate nos dá uma idéia de luta de forma brutal, mas nem sempre isso corresponde à verdade. Me refiro aqui à luta constante que empreendemos no decorrer de nossas vidas, seja em qualquer circunstância que a necessidade nos apresente.

Mas claro, seguindo o primeiro princípio referente à nossa luta constante, deveremos empreender nossa ação contra nós mesmos ao constatarmos que estamos agindo erradamente e analisarmos quando somos nossos próprios inimigos, envolvidos num combate infundado, sem chance de vencermos.

Para isso temos que ter uma isenção total de parcialidade a quem quer que seja num julgamento referente a uma atitude que poderá comprometer todo um comportamento, e portanto, um resultado.

De outro lado, se estamos certos, ou julgamos estar, temos o direito e o dever de combatermos o mundo no sentido de podermos emitir algum conceito que possa auxiliar ao próximo.

Obviamente, o conceito de certo e errado varia muito de pessoa para pessoa, dependendo de raça, idade, maneira de encarar qualquer tipo de atitudes e problemas, e outras circunstâncias.

Mas devemos convir que existem alguns tipos de atitudes e reações que, mesmo vistos de qualquer ângulo, seriam tidos como certos, comuns ou errados e/ou incomuns.

Quem se analisa como errado em uma situação delicada, deverá combater a si próprio, pois ai começa nossa atitude de honestidade, princípio que fomos aprendendo com nossos pais desde que começamos a demonstrar uma certa integração com quem nos rodeia.

E, se chegamos à conclusão de que deveríamos mudar nossa atitude por nos julgarmos errados ou inconvenientes, temos a obrigação de olhar para dentro de nós e mudarmos, de acordo com nossa consciência e inteligência.

Mas, se de outro lado nos convencemos de estarmos corretos, depois de analisarmos imparcialmente nossas atitudes, devemos sim combater o mundo.

Pelo menos, devemos combater o mundo que nos cerca, sem violência, demonstrando nosso possível conhecimento do assunto em questão, até mesmo ajudando no raciocínio o mais justo que consigamos.

Vamos, portanto, proclamar honestamente aquilo que achamos correto e tentarmos combater o que achamos errado no sentido de conseguirmos auxiliar o nosso mundo, a nossa sociedade.

Pelo menos, o que estiver ao nosso alcance!

E claro que sempre tentaremos evitar o combate físico e injusto em qualquer circunstância, afim de não perdermos a razão.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

Pré julgamento

Uma atitude muito perigosa, sujeita a erros, muitas vezes sem volta.

Inclusive porque o que parece ser, numa ocasião especial pode se demonstrar de outra forma completamente diferente da aparência inicial, e se nos enganamos, podemos tomar atitudes que não tomaríamos se fôssemos mais cautelosos em nosso posicionamento perante os acontecimentos desta vida.

Quando pré julgamos, estamos sempre sujeitos a errar, pois nesse caso pode entrar a emoção em primeiro lugar, o que nos leva a resultados diferentes daqueles que seriam mais acertados se feitos com raciocínio, sem que sejamos dominados puramente pela emoção.

Lembremo-nos de termos tido em uma ocasião ou outra na vida, pensarmos em alguém, por exemplo, que com aparência extremamente vaidosa, nos dá uma impressão de riqueza e de importância na sociedade.

Se entramos em detalhes, e fazemos uma maior investigação, podemos chegar a uma conclusão completamente diferente da primeira e a outro tipo de conclusão.

E, nesse caso, pré julgamos erradamente, baseados em aparências totalmente falsas, com pistas que, em alguns casos, podem ter sido “plantadas,” exatamente para agirem no sentido de causar uma impressão de poder.

E, de outro lado, podemos fazer um pré julgamento de alguém que pareça ser e agir com tudo de bom, e ao conhecermos melhor, chegaremos a um resultado completamente diferente do que aparentava anteriormente.

Ou, ao contrário, algo que nos dá a impressão de não nos satisfazer, pode se revelar completamente útil e valioso, que poderá enriquecer nossa vivência e convivência, surpreendentemente.

O que temos que nos cuidar é para não sucumbirmos à tentação de pré julgar alguém que de nós se aproxima, seja por amizade, ou mesmo porque necessite de nosso auxílio naquele momento.

Não nos deixarmos levar pelas aparências é uma forma positiva de conseguirmos ter e receber atitudes sérias e justas naquilo pelo qual lutamos para alcançar.

O pré julgamento pode nos levar a consequências desastrosas, pois nos provoca atitudes completamente diferentes daquelas que tomaríamos se colocássemos nosso raciocínio a funcionar sem posições tendenciosas.

Devemos sempre analisar situações e acontecimentos antes de iniciarmos um julgamento precipitado a respeito de qualquer modalidade de atitudes que tenhamos tomado, pois podemos pensar e agir de forma a prejudicar alguém inocente.

Temos, portanto, que nos cuidarmos para que nosso pré julgamento não nos faça cometer injustiças, das quais possamos nos arrepender depois.

E, como consequência perdermos amizades preciosas, que poderiam fazer parte de nossa vida, nos proporcionando momentos de sabedoria e companheirismo.

Abraços e bom domingo, sem prejulgar 🙂

Amanda

Reivindicar

Reivindicar é o que consideramos justo quando achamos que temos o direito a algo que não nos foi concedido e que seria de nosso merecimento.

Mas eu sempre procurei ter precaução no sentido de não viver reclamando de tudo, o que aconteceu, o que não aconteceu, porque fomos, porque não fomos, etc.

Reparem que nossa tendência pode ser essa, a não ser que aceitemos aquilo que não temos a capacidade ou o propósito de modificar, ou que não se coadunaria com nossa vontade ou finalidade.

E, se por acaso não o fizemos, seria um dos casos onde não caberia determinada reivindicação, pois cairia em campo completamente sem condições de modificações.

Claro que numa compra de algo em que não tenhamos sido atendidos como desejávamos, caberia, com toda razão, uma reclamação, pois geralmente pagamos por algo em que teríamos o direito já instituído, até mesmo por lei, de receber algo que não tenha vindo de acordo com nossa compra ou encomenda.

Evidentemente, no caso, se cabe uma reclamação que podemos até levar ao órgão competente, como o da defesa do consumidor, que poderá nos ajudar a solucionar um problema, muitas vezes evitando um acidente ou um mal maior.

Mas reivindicar é algo relativo, pois, se temos razão, tudo se torna lógico e compreensível até para a parte que recebeu a reclamação.

Como tudo neste nosso mundo existem dois lados, dois ângulos, duas maneiras de se resolver, em nossa vida também poderemos passar a examinar sempre os dois lados de uma questão, pois dependendo de determinada situação, tudo muda completamente quando julgamos detalhadamente.

É interessante também que consigamos julgar com isenção de ânimos, para não sermos injustos em reivindicações estéreis, que podem nos levar a nenhum lugar.

Assim, temos que tentarmos também ser tolerantes e estudar o assunto com dedicação, quando somos nós a receber uma reivindicação, se a fazemos em determinada ocasião, da mesma maneira que gostaríamos de ser atendidos quando somos nós a reclamar.

Sempre temos que analisar os dois ou mais lados, se queremos agir com honestidade e imparcialidade.

Devemos convir que não é tarefa fácil, mas a nossa convivência é sempre uma luta a ser vencida.

No nosso lar, sempre que algo não corra bem de acordo com o que gostaríamos, claro que temos que nos comunicar com a pessoa responsável e falarmos de como gostaríamos que tudo fosse executado. Uma reivindicação saudável para o bom convívio.

Mas importante, seja na vida pessoal, social ou profissional, é que tudo pode e deve ser dito e feito com educação e gentileza, pois com certeza alcançaremos melhores resultados, sem nos esquecermos de que todos gostam de receber o tratamento humano.

Vamos, sempre, nos colocarmos no lugar de quem recebe a reclamação, e se fazemos tudo para deixarmos nossos consumidores, amigos e familiares satisfeitos nas nossas atividades e atitudes, vamos ver como deverão ser feitas nossas reivindicações.

Isso, provavelmente nos deixará mais mansos em nossa maneira de reclamar.

Abraços e bom domingo, sem reivindicações desnecessárias 🙂

Amanda

Semear e colher

Sempre ouvimos que se queremos colher, é preciso não só semear muito, mas também espalhar a semente num bom campo.

Assim escutamos de nossas mães, que mais tempo estavam sempre em nossa companhia, e participavam mais de nossa educação, nos passando, em tempo quase integral, princípios que ficaram arraigados em nossa personalidade.

Devemos, mesmo, ter muito cuidado com o que semeamos, nos princípios que transmitimos aos nossos filhos e dependentes, pois o que ouvimos, mesmo que pareçamos não estar prestando muita atenção, principalmente em nossa infância e juventude, fica em nossa memória.

Tudo o que dizemos corresponde a um ensinamento, por isso temos que nos cuidar para resguardar a nossa responsabilidade. Se temos jovens ainda inexperientes nos ouvindo, tomemos ainda mais cuidado, pois terão a tendência de seguir aquilo que estamos passando, e ou ensinando.

E, como dissemos, temos até mesmo a obrigação e o cuidado para tentarmos passar os ensinamentos num bom campo, isto é, num campo ainda não minado por idéias que não correspondam ao que esperamos, em matéria de sabedoria ou de experiências adquiridas.

Questão de desejarmos dar um exemplo de boa vontade, de vida bem vivida, de carinho ao próximo.

E devemos também prestarmos atenção para disseminarmos idéias saudáveis em campos propícios a aprender, pois se forçamos para um aprendizado, isso poderá reverter numa espécie de má vontade, tanto em aprender, como em transmitir esses próprios ensinamentos.

Por isso, o campo escolhido deve ser predisposto, e isso só saberemos se prestarmos muita atenção se há receptividade em nosso propósito de ensinar, ou melhor, de transmitir o que achamos de utilidade e proveito a quem nos dirigimos, sejam nossos filhos, amigos ou alunos.

Sabemos que a colheita dependerá sempre da qualidade da semente e dos cuidados que a ela dispensamos, como a terra onde foi semeada, e a perseverança com que tratamos tudo o que programamos.

Uma geração tem mesmo a obrigação moral de transmitir e falar de seus feitos a outra para uma boa colheita, e se uma geração ou uma família não age assim, as consequências poderão ser mesmo desastrosas.

Devemos sempre fazer um exame minucioso de nossa consciência sobre o que semeamos, se agimos corretamente nesse sentido com nossos descendentes, e nos lembrarmos de que a semente sempre reproduz seus próprios frutos.

Se amor, amor, se paciência, paciência, e assim vai …

O que podemos semear? Isso deve ser sempre uma pergunta a ser feita, à qual não podemos e não devemos nos esquivar.

E pensarmos sempre nas próximas gerações, pois o que semeamos pode nos trazer as consequências para as quais não estejamos preparados.

E para criticarmos devemos ter a moral de termos agido de maneira correta, para não sermos cobrados e, muitas vezes, com razão.

Vamos, portanto, tentar fazer o melhor de nossa semeadura, pois em relação aos nossos filhos, por exemplo, dizemos que eles são como uma tela em branco.

Nós fazemos a pintura.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda