Semear e colher

Sempre ouvimos que se queremos colher, é preciso não só semear muito, mas também espalhar a semente num bom campo.

Assim escutamos de nossas mães, que mais tempo estavam sempre em nossa companhia, e participavam mais de nossa educação, nos passando, em tempo quase integral, princípios que ficaram arraigados em nossa personalidade.

Devemos, mesmo, ter muito cuidado com o que semeamos, nos princípios que transmitimos aos nossos filhos e dependentes, pois o que ouvimos, mesmo que pareçamos não estar prestando muita atenção, principalmente em nossa infância e juventude, fica em nossa memória.

Tudo o que dizemos corresponde a um ensinamento, por isso temos que nos cuidar para resguardar a nossa responsabilidade. Se temos jovens ainda inexperientes nos ouvindo, tomemos ainda mais cuidado, pois terão a tendência de seguir aquilo que estamos passando, e ou ensinando.

E, como dissemos, temos até mesmo a obrigação e o cuidado para tentarmos passar os ensinamentos num bom campo, isto é, num campo ainda não minado por idéias que não correspondam ao que esperamos, em matéria de sabedoria ou de experiências adquiridas.

Questão de desejarmos dar um exemplo de boa vontade, de vida bem vivida, de carinho ao próximo.

E devemos também prestarmos atenção para disseminarmos idéias saudáveis em campos propícios a aprender, pois se forçamos para um aprendizado, isso poderá reverter numa espécie de má vontade, tanto em aprender, como em transmitir esses próprios ensinamentos.

Por isso, o campo escolhido deve ser predisposto, e isso só saberemos se prestarmos muita atenção se há receptividade em nosso propósito de ensinar, ou melhor, de transmitir o que achamos de utilidade e proveito a quem nos dirigimos, sejam nossos filhos, amigos ou alunos.

Sabemos que a colheita dependerá sempre da qualidade da semente e dos cuidados que a ela dispensamos, como a terra onde foi semeada, e a perseverança com que tratamos tudo o que programamos.

Uma geração tem mesmo a obrigação moral de transmitir e falar de seus feitos a outra para uma boa colheita, e se uma geração ou uma família não age assim, as consequências poderão ser mesmo desastrosas.

Devemos sempre fazer um exame minucioso de nossa consciência sobre o que semeamos, se agimos corretamente nesse sentido com nossos descendentes, e nos lembrarmos de que a semente sempre reproduz seus próprios frutos.

Se amor, amor, se paciência, paciência, e assim vai …

O que podemos semear? Isso deve ser sempre uma pergunta a ser feita, à qual não podemos e não devemos nos esquivar.

E pensarmos sempre nas próximas gerações, pois o que semeamos pode nos trazer as consequências para as quais não estejamos preparados.

E para criticarmos devemos ter a moral de termos agido de maneira correta, para não sermos cobrados e, muitas vezes, com razão.

Vamos, portanto, tentar fazer o melhor de nossa semeadura, pois em relação aos nossos filhos, por exemplo, dizemos que eles são como uma tela em branco.

Nós fazemos a pintura.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado em julho 3, 2016, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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