Afinidades

Muitas vezes, descobrimos afinidades com pessoas que jamais imaginaríamos que tivéssemos, e essa descoberta pode trazer um contato e uma convivência muito interessante e proveitosa.

Digo proveitosa porque, se formos humildes e conscientes, aprendemos sempre com nosso próximo, ou mesmo com quem acabamos de conhecer, dependendo do assunto que estiver sendo aventado na ocasião e da liberdade que tenhamos com quem nos fala naquele momento.

As afinidades nos aproximam, e a descoberta pode ser o momento de partida para grandes amizades, como já tive a ocasião de comprovar.

Mesmo porque, muitas vezes, nem imaginamos que existam afinidades entre pessoas que parecem diferentes, e que no meio de uma conversa vamos descobrindo gostos parecidos e apreciados por quem acabamos de conhecer.

Já aconteceu comigo muitas vezes e criamos amizades que duram anos e que crescem com o passar do tempo.

E, na verdade, nada tem a ver com diferença de crença, idade, religião, raça; ao contrário, as diferenças podem nos levar a aprender e apreciar muita coisa da qual não tínhamos conhecimento.

E aprender é algo que sempre temos que cultivar, pois nunca é demais, e sempre que nos damos a chance de conhecermos novas palavras e idéias nos surpreendemos das oportunidades que elas nos proporcionam.

Descobrir afinidades é sempre um prazer, pois geralmente nos abrem horizontes e com isso a convivência fica mais fácil e fazemos um maior numero de amigos.

E nos afinarmos não significa que deixemos nossos pontos de vista e maneira de pensar, mas respeitemos os dos outros.

Toda vez que conseguimos ouvir idéias diferentes das nossas, teremos a chance de aprender.  Claro, isso se formos humildes o suficiente e sabermos que nem sempre temos razão naquilo que acreditamos ser o correto, seja em que assunto for que estivermos discutindo, ou ocasiões nas quais possamos expor nossas idéias e conclusões.

Não é fácil, pois todos temos opiniões formadas, nossas conclusões, e para mudarmos teremos que usar todo o raciocínio no sentido de melhorar as atividades às quais nos dedicamos, estudar cada assunto em detalhes para conseguirmos resultados cada vez mais positivos.

Portanto, tenhamos como objetivo respeitarmos as afinidades tanto quanto as diferenças, seja em caráter particular ou profissional, para que os resultados obtidos sejam aqueles que desejamos e pelos quais empreendemos uma luta.

Abraços e bom domingo, afinado com vocês, queridos leitores 🙂

Amanda

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Nossas origens

Eu acredito muito no respeito às origens das quais viemos, seja no sentido racial, educacional, e que de alguma forma tiveram influência na nossa criação.

Meu pai, Alberto Montalvão, por exemplo, tinha como objetivo principal os estudos que ele se dispôs a fazer durante sua vida, e que ele iniciou muito cedo, com sacrifício financeiro, pois não era possuidor de grandes recursos.

Mas sua vontade era muito forte, e ele conseguiu realizar todos os seus sonhos, estudou direito, escreveu muitos livros de psicologia e conquistou fama como escritor.

Respeitando sua inclinação e sua cultura, conseguiu que meu irmão e eu tomássemos o gosto pelo estudo, e nos incentivava sempre desde crianças, quando participávamos de brincadeiras culturais, até adultos que conseguimos estudar e nos formarmos em carreiras bem-sucedidas.

Claro que sabemos que nem sempre os resultados são esses, pois todos temos tendências diferentes, muitas vezes, daquelas que nossos pais gostariam, mas de certa forma, todos se esforçam para fazer aquilo que os pais teriam planejado.

De outro lado, como pais, temos que respeitar as tendências dos nossos filhos, pois se isso acontecer, normalmente os resultados serão também muito satisfatórios, de acordo com a individualidade deles e seu próprios sonhos.

Mas, quando falamos de nossas origens, não seria somente sobre tendências referentes a estudos, e sim também de culturas que herdamos e que podem nos ajudar durante nossa vida adulta.

Na maioria das vezes, de fato, nada tem a ver com a origem racial, local de moradia, pois algumas tendências nascem conosco, e tudo depende de como as desenvolvemos.

Evidentemente, as origens às quais pertencemos influem de certa forma em nossa personalidade, pois vamos crescendo e aprendendo aquilo com que convivemos, as idéias que nos são expostas, conversas entre nossos pais e parentes, amigos que pertencem ao nosso ambiente, tanto social quanto escolar e profissional.

Sem serem propositais, nossos pais transmitem sempre seus costumes, aquilo que eles entendem como sendo o ideal para a educação de seus filhos, idéias que a seu ver transmitem suas verdades, em qualquer aspecto da vida do dia a dia.

Sendo que essa transmissão é feita até mesmo através de atitudes que assistimos como normais durante a vida, e que aprendemos no decorrer dos acontecimentos que vamos vivendo e enfrentando.

Evidentemente, nem sempre os descendentes seguem aqueles que lhes deram a vida e os criaram, pois tem uma carga genética que temos que respeitar, mas o fato de tentarmos educar nossos descendentes à nossa maneira, que achamos sempre ser correta, ou mais adequada à nossa vida, já é válido.

Em principio, devemos tentar seguir nossas origens, e até mesmo melhorar o que pudermos, atingirmos o maior numero de pontos positivos, produzirmos o que for possível e, dessa forma, transmitir aos nossos descendentes o que for de melhor para a vida de  todos.

Assim, vamos honrar nossas origens, uma homenagem aos nossos pais que de forma geral, lutaram para que nosso futuro fosse brilhante e bem-sucedido.

Abraços e bom domingo, respeitando sempre nossas origens 🙂

Amanda

Silêncio

Sempre ouvimos que a fala é de prata e o silêncio é de ouro.

Realmente, há muita verdade nesse dito, pois tem momentos em que falar ou opinar, sem ser perguntado, é algo que pode se tornar inconveniente e fora de propósito, com certeza.

Tudo tem sua ocasião, e vamos aprendendo a respeita-la, para não nos tornarmos inconvenientes e usarmos nossa fala de forma errada, em momentos que deveríamos ficar calados.

Acho que todos nós já passamos por momentos assim, e estamos sempre aprendendo durante nossa vivência, tanto familiar, quanto social e profissional.

Se prestarmos atenção quando estamos em grupo, raramente erraremos no uso de nossa fala ou de nosso silêncio e nunca seremos inconvenientes.

O ideal é mesmo tentarmos atingir sempre o meio termo em qualquer situação em que nos encontremos, pois o radicalismo não leva a nada.

Se formos instados a opinar, evidentemente não deveremos guardar o silêncio, pois é algo extremamente desagradável, por isso o raciocínio e o equilíbrio em tudo é o ideal.  Importante evitar sempre o radicalismo em todas as situações, para não cairmos gratuitamente no desagrado de quem estejamos em contato.

O meio termo e a análise de cada conjuntura deverá ser sempre analisada com critério para evitarmos erros desnecessários, lembrando que o silêncio obstinado não é uma solução elegante em nenhuma situação.

Estamos sempre aprendendo a falar menos e escutar nosso coração, nosso sentimento, e isso costuma nos levar aos caminhos mais certos.

Tem, por exemplo, certas situações nas quais não sabemos nem o que dizer, de tão delicada e emocionante, e para isso temos o formalismo do silêncio, que pode vir através de um abraço emocionado.

Muitas vezes, as pessoas se expressam somente por obrigação, sem nenhuma emoção, dizendo formalmente um cumprimento, como “sentidos pêsames”.

Melhor, muitas vezes nada dizer, um simples e carinhoso abraço diz tudo!

A prática do silêncio é realmente benéfica em grande parte das situações, quando estamos enfermos, tristes.  Nada melhor do que ficarmos introspectivos, tentando sempre encontrar a mais adequada palavra de conforto e resolução para nossos problemas, sejam eles mentais, físicos ou financeiros.

Pensar é um tremendo remédio, pois não tem a interferência externa, e nos permite raciocinar sem que nada nos atrapalhe. Assim, o silêncio é um grande aliado quando buscamos resolver uma situação delicada e difícil.

Evitarmos raciocínios e palavras muito apressadas é sinal de sabedoria que devemos praticar!

Li há algum tempo o texto abaixo que condiz perfeitamente com minha visão e sentimentos.

“O silêncio
Onde quer que vc esteja, seja a alma deste lugar…
Discutir não alimenta.
Reclamar não resolve.
Revolta não auxilia.
Desespero não ilumina.
Tristeza não leva a nada.
Lágrima não substitui suor.
Irritação intoxica.
Deserção agrava.
Calúnia responde sempre com o pior.
Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.
Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o concurso sábio do Tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós…
Pessoas feridas ferem pessoas.
Pessoas curadas curam pessoas.
Pessoas amadas amam pessoas.
Pessoas transformadas transformam pessoas.
Pessoas chatas chateiam pessoas.
Pessoas amarguradas amarguram pessoas.
Pessoas santificadas santificam pessoas.
Quem eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.
Acorde…
Se cubra de Gratidão, se encha de Amor e recomece…
O que for benção pra sua vida,  Deus te entregará, e o que não for, ele te livrará!
Um dia bonito nem sempre é um dia de sol…
Mas com certeza é um dia de Paz.”

Chico Xavier

Abraços e bom domingo com a resposta dos sábios: o silêncio oportuno 🙂

Amanda

Limitação

Uma das especiais características positivas que conseguimos desenvolver em nossa personalidade é exatamente a capacidade de reconhecer o que em nós poderia ser prejudicial em nossa vida, tanto pessoal, quanto profissional.

Conhecermos nossas limitações, como podemos agir em todo tipo de problemas que a vida nos apresenta é uma forma de conseguirmos resolver grande parte daquilo que nos incomoda ou que prejudica nossa existência em qualquer sentido.

Assim, tomando conhecimento do que somos capazes ou incapazes de fazer, e isso não significa nenhuma humilhação, ao contrário, nos faz desenvolver aquilo para o qual temos melhor afinidade e capacidade, até mesmo física.

Para isso, temos que desenvolver em primeiro lugar nossa maneira de pensar, para evitarmos possíveis fracassos que poderiam surgir no desenrolar de atividades para as quais nunca estaríamos preparados, pois cada um de nós tem as tendências que vieram conosco desde nosso nascimento, ou até antes.

Em compensação, se conseguirmos detectar, de maneira saudável, nossas limitações, podemos passar a executar com maior perfeição nossas funções.

Encararmos nossas tendências e também nossa incapacidade é sinal de inteligência emocional, personalidade firmada com o passar do tempo e de nossa vivência.

Tomar consciência de limitação no sentido de conhecermos nossa capacidade é o que nos fará progredir, pois o que gostamos de fazer, fazemos bem feito e os resultados aparecem com o tempo.

Por isso, nossa luta tem que ser contínua e nossa paciência também.

Muitas vezes, o nosso limite pode ser alterado e até mesmo aumentado pelo tempo que dedicamos em lutar por aquilo que desejamos alcançar, através de análises bem feitas e imparciais e de estudos que fazemos no sentido de tentarmos progredir nas atividades que abraçamos.

Temos sempre que tomar cuidado em tudo o que fazemos, para não atingirmos  nunca o inverso da limitação, que seria um caminho para desordem que não desejamos alcançar, em nenhum sentido de nossa vida, seja particular ou comercial.

A limitação é um sinônimo de restrição, sem dúvida nenhuma, mas muitas vezes  quando restringimos uma atitude, conseguimos evitar até mesmo algo desastroso, ou de difícil retorno.

Mesmo na infância devemos instituir o sentido de limitação, para que acostumemos as crianças a conhecerem os limites em todos os sentidos, isso permanecerá durante suas vidas, colaborando para que consigam conviver com as outras pessoas sem as críticas habituais.

Se agimos praticando o limite, evitaremos muitos erros na nossa vida.

Abraços e bom domingo, reconhecendo e sempre respeitando os limites 🙂

Amanda

Franqueza X Educação

Posso ser franca com você?

Essa é uma pergunta que normalmente quando ouço uma pessoa fazer para outra, em seguida vem algo que soa como uma tremenda falta de consideração e até mesmo falta de caridade humana.

A franqueza nem sempre consegue ser bem aceita por quem está sendo   questionada, e que se sente, muitas vezes, humilhada pelo que escuta de sua interlocutora.  Já assisti algumas vezes esse tipo de situação e não gosto nem um pouco.

Se a pessoa não solicitou nossa opinião, não temos porque exprimi-la.

Claro, não se pode comparar situações como um pedido de opinião sobre uma roupa que está para ser adquirida à uma atitude de responsabilidade que pode comprometer toda uma vivência.

Importante, sim, a sinceridade em todas as situações, pois quem nos pede opinião está em dúvida de como agir, de como se vestir, onde ir, etc.

Mas temos que saber discernir como, quando e com quem podemos e devemos exprimir com “franqueza” aquilo que pensamos a respeito do que estamos sendo consultados. Algumas pessoas nos pedem opinião e não estão preparadas para ouvir nosso conceito sincero, que nem sempre coincide com aquilo que esperava escutar.

E que realmente é algo que devemos evitar, pois se não estamos dispostos a escutar, melhor nem perguntar.

Eu, pessoalmente, evito de exprimir minha opinião em algumas ocasiões, pois devo ser sincera quando perguntada, e a resposta nem sempre coincidiria com aquilo que a pessoa gostaria de ouvir.

É complicado exprimir o que pensamos a respeito de atitudes de outras pessoas, cujos conceitos sabemos não concordarem com os nossos, e podemos criar uma situação de mal estar, culminando numa inimizade.

Já vi e ouvi muito comentário a esse respeito, e tento ser cautelosa para evitar um mal estar entre amigos, que, na verdade, nem sempre estão dispostos a seguir aquilo que sugerimos, pois a vida de cada um de nós depende de diversos detalhes que muitas vezes desconhecemos.

E reparem que na maioria das vezes, as pessoas nos relatam seus problemas, mas não querem ouvir palpites, e defendem seus pontos de vista cada vez que damos o nosso.

Por isso, digo que cada um na sua, a não ser que possamos sentir que realmente, dentro do sofrimento de cada um de nós, estaremos dispostos a ouvir outras idéias que poderiam nos ajudar.  Portanto, sejamos francos quando consultados e sempre com muita consideração e educação.

Abraços e bom domingo, cuidando para não misturarmos nunca franqueza com educação 🙂

Amanda