Arquivo mensal: outubro 2014

Disponibilidade

“Submeter-se não significa ser escravo, mas ser livre para receber santos conselhos”.

Bela colocação em relação ao conceito de submissão, um pensamento creditado a um religioso, mas que tão adequadamente resume esse conceito, que não passa de uma disposição – de nos colocarmos disponíveis — para dar e receber, tanto conselhos, quanto atitudes de auxílio a quem necessita.

Isso é disponibilidade: o ato de estarmos disponíveis a qualquer momento e para qualquer atividade à qual nos dispusermos ou sejamos convocados ou convidados a completar.

Claro, o fato de estarmos disponíveis não quer dizer que sempre estaremos dispostos a executar tarefas que não nos agradem, ou que não sejam inerentes à nossa atividade profissional.

Tenho ouvido falar de chefes de empresas que usam o tempo disponível de seus funcionários — e às vezes fora de seus horários de trabalho — pedindo-lhes que executem tarefas que não são de sua alçada e nem mesmo sua obrigação. Falo de casos absurdos como um funcionário com mestrado e cargo alto tendo que trocar pneu de carro de chefe no fim de semana.

Isso é exploração, como se diz, do homem pelo homem, e é mesmo um abuso de autoridade, pois negar pedido do chefe pode ser sinônimo de demissão ou de perseguição.

Claro que numa situação emergencial, devemos até mesmo nos oferecermos para auxiliar. Colaboração, dentro de um espírito empresarial, em situações de emergência, sempre se faz quase obrigatória, mas deve haver um sentido de reconhecimento por parte de quem recebeu a devida ajuda.

Percebam que sempre conhecemos pessoas com as quais podemos contar, seja em que circunstâncias forem, tanto de atenção, quanto de ajuda mecânica, financeira, enfim, como dizemos, para qualquer eventualidade em que sejam solicitadas. Estão sempre disponíveis e com um sorriso no rosto.

E também há outras que, mesmo sem serem convocadas, parecem adivinhar nossas necessidades, e aparecem sempre na hora oportuna e cheias de disposição, como se fôssemos os únicos e ninguém mais as necessitasse.

Sem precisarmos falar, elas chegam e dão sua mensagem, estão sempre aparentemente disponíveis e dão a sensação, espontaneamente, de que somente estão à nossa disposição e não têm mais nada a fazer na vida a não ser nos ajudar.

Essa sensação de disponibilidade é muito confortável para quem recebe qualquer tipo de auxilio, ao contrário de outras pessoas que, para tudo e para todos exibem uma sensação constante de que aquela ajuda que estão nos dando é resultado de grande sacrifício tanto do ponto de vista moral, algum conselho, pura e simplesmente, ou mesmo ajuda financeira e outras.

Havia uma vizinha de minhas tias em Minas Gerais que ficou marcada por um apelido, pois tudo que lhe perguntavam, respondia “um sacrifício”, o que lhe rendeu o apelido de “Maria sacrifício”.

Nada a fazia feliz ou contente, e isso acontece muitas vezes com pessoas que conhecemos, pois, por mais que a vida lhes dê, nada as torna felizes.

São as eternas descontentes, e com isso, ficam sempre indisponíveis para que as coisas boas cheguem às suas vidas.

Devemos nos disciplinar para termos disponibilidade para que as pessoas nos procurem e nos ofereçam uma amizade, pois nossa vida se torna mais fácil e divertida quando a dividimos com os amigos.

Aprendemos sempre com a convivência, se soubermos ouvir e se estivermos disponíveis para isso.

Abraços e bom domingo, com toda a disponibilidade do mundo 🙂

Amanda

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Tempo para viver  

Sempre escutamos que o tempo pode ser nosso maior inimigo, pois se mal utilizado ou usado de maneira inadequada, pode se tornar realmente algo difícil de se administrar.

Temos que tentar sempre utilizá-lo para desfrutá-lo, fazendo dele nosso aliado ao invés de nosso inimigo.

Usufruir de momentos que nos foram presenteados, e que ainda estamos vivendo, presenciando acontecimentos, encontrando gente querida e criando oportunidades de aproveitar nosso tempo de maneira produtiva é um dos grandes segredos para nos sentirmos realizados e felizes.

E isso pode ser em qualquer atividade, social, comercial ou cultural.

O tempo tem que ser organizado e aproveitado para que coisas sem valor não nos façam falta.

Isso tudo depende de quanto valorizamos bens de consumo, quanto nos falta para conseguirmos nossos objetivos, sejam eles focados na educação, na nossa vida particular ou pública, dependendo de nossas atividades do dia a dia.

Como fazer para encontrarmos o equilíbrio ideal?

Claro que o valor de uma atividade ou de uma diversão vai variar para cada um de nós, pois tudo depende de nosso temperamento, de nossas necessidades, de nossa vontade naquele momento.

Mas independentemente de atividades profissionais, sociais, financeiras, obrigações das quais não podemos e nem devemos ignorar, todos nós temos que pensar bem para que nosso tempo seja usado para conseguirmos os resultados que imaginamos, que desejamos e precisamos.

Nossa vida deverá ser pautada pela honestidade de princípios, tendo em mente que nosso próximo estará pronto para nos criticar caso sejamos vítimas de fracassos, seja em que aspecto for.

E será que a culpa teria sido mesmo nossa, de algum fracasso do qual tenhamos sido vítimas?

Será que fizemos mesmo tudo que podíamos ter feito para que os resultados fossem os mesmos que aqueles que tenhamos conseguido?

E no caso do trabalho excessivo ao qual nos dedicamos na busca de algo tão desejado por nós, vamos nos esquecendo de nossa vida pessoal, familiar, social, dos amigos?

Amigos que sempre esperam de nós uma troca de amizade, nossa presença física, e que provavelmente, não seriam capazes de perdoar nossa possível ausência, tanto física quanto espiritual em certos momentos.

Portanto, devemos sempre tentar encontrar a medida ideal para que nossas obrigações de trabalho e atividades que nós mesmos criamos para desempenharmos não nos impeçam de viver.

E o que chamamos de viver?

É exatamente tentarmos administrar o tempo, no sentido de que ele seja nosso amigo e não nosso pior inimigo em potencial.

A organização do tempo é importantíssima para que consigamos cumprir nossas tarefas, sem nos impedir de usufruirmos do convívio com nossa família, nossos amigos e nós mesmos.

Tempo para viver.

Abraços e bom domingo, com uma vida o mais produtiva possível 🙂

Amanda

Expressar sentimentos

Pensam que é fácil?

Algumas pessoas me falaram certa vez que, por timidez, não conseguem dizer: “Eu te amo” para quem realmente elas cultivam esse sentimento tão lindo que é o amor.

Para mim, é a frase mais bonita que se pode dizer a alguém, mas realmente não é fácil para quem a timidez domina sua maneira de ser.

Não tem culpa, faz parte de sua personalidade, ou da maneira como foi sua criação, de como seus pais sempre agiram em relação a demonstração de sentimentos, etc.

São vários os motivos pelos quais muitas pessoas não se expressam, tanto em relação ao amor, quanto em relação a outros sentimentos.

Guardam tudo dentro de si, e com isso, vivem de forma que seus afetos nunca são demonstrados.

E se esquecem que, dessa maneira, perdem demonstrações de amor e de amizade que poderiam enriquecer sobremaneira sua vida diária.

Elas, normalmente, também não dizem palavras agradáveis, com receio de parecerem falsas nos seus elogios, e perdem com isso aquele sorriso de agradecimento que recebemos quando falamos de beleza a alguém ou a algo que lhes pertence.

Na verdade, não custa nada mesmo reconhecer e comentar sobre as qualidades que se sobressaem nas pessoas, sejam nos pais em relação aos seus filhos, seja ao contrário, quando elogiamos qualquer pessoa da família por algum feito do qual tomamos conhecimento.

Fico toda feliz quando ouço alguém falar de algo que leu escrito por meu pai, e, apesar dele não estar mais entre nós, considero uma honra por ouvir, até mesmo algum aspecto que eu mesma desconhecia em relação a sua obra ou algum feito honroso que ele teria praticado.

Uma palavra positiva é responsável, em muitas ocasiões, por resultados que, sem termos tido o propósito, influiu na carreira de alguém que se achava em dúvida do que seguir.

Devido a alguma obra experimental que afirmamos ser muito boa, uma pessoa pode ter abraçado a carreira de pintor, ou de arquiteto, de engenheiro ou outra.

E pode se dar muito bem, com resultados excelentes, influenciado por algum ato ou produto primitivamente sem aquele objetivo.

Por isso, nos calarmos é imprudente, desde que sejamos sinceros sobre tudo aquilo que nos expressarmos, principalmente sabendo que poderemos influenciar no futuro de alguém, e mais ainda, se esse alguém for jovem.

E o mesmo se dá numa relação amorosa, pois quando dizemos “eu te amo”, temos de primar por nos expressarmos com a maior sinceridade. Essas palavras poderão desencadear todo o desenrolar de uma vida futura.

Sinceridade acima de tudo é a palavra chave.

Nunca, mas nunca mesmo, devemos nos expressar sobre algo que não seja nosso puro sentimento, para não corrermos o risco de errarmos e, com essa atitude, gerarmos uma série de acontecimentos.

Acontecimentos que podem ser de toda ordem, profissional, amorosa, de amizade, de negócios, enfim, podemos provocar um verdadeiro desastre em nossas vidas ao nos expressarmos de maneira hipócrita ou sem uma análise profunda.

Se formos autênticos, não erraremos, e expressar nossos sentimentos, seja em que ocasião for, é um ato de humildade, de falta de vaidade, de reconhecimento.

Abraços e bom domingo, com todo meu carinho 🙂

Amanda

Medo de tentar algo novo

“Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic”.

Essa frase de Luís Fernando Veríssimo define bem o conceito do blog deste domingo.

E realmente o novo nos assusta, à primeira vista. Por outro lado, também nos dá coragem para lutarmos pela solução adequada ao que quer que seja. Importante mesmo é quando enxergamos que temos que mudar algo, e a isso chamamos de maturidade.

A falta de experiência no assunto imaginado nos deixa inseguros e nos impede de tentar resultados que poderiam servir, inclusive, de ajuda para a humanidade, ou para outras necessidades que sempre existem em todos os ramos da atividade humana.

Na maioria das vezes, temos a tendência de abandonar um projeto iniciado pela dificuldade apresentada. Mas isso é covardia. Dificuldade, normalmente, é sinal que estamos aprendendo e desenvolvendo algo que vale a pena.

Não devemos temer o novo, por mais difícil que pareça inicialmente a conquista. Lutar pela solução seria a atitude mais adequada.

É muito importante a criação, que começa de uma idéia, no nosso cérebro.

Sabemos que colocar em prática é bem mais difícil, pois dependeremos de diversos elementos, como material a ser usado, dificuldade de execução, utilização garantida e outros fatores com os quais temos que contar.

A possibilidade de um fracasso nos deixa, em muitas situações, temerosos de que os resultados que imaginamos não saiam de acordo com as nossas previsões iniciais, pois elas se situam no nosso pensamento.

Mas devemos tentar gastar nosso tempo realizando, saindo dos sonhos, mesmo arriscando a que os resultados não sejam totalmente como prevíamos nas primeiras tentativas.

O medo pode nos impedir mesmo de iniciar um projeto, uma pesquisa, uma obra e algo mais que nos propusermos a criar.

Para isso, um dos fatores é não deixar que a rotina nos acomode, e que outros fracassos anteriores não deixem que a formação de idéia seja abandonada pelo medo de nova frustração.

Muitas grandes invenções não tiveram resultados vitoriosos em suas primeiras tentativas, então essa falta de vaidade e desprendimento devem guiar nossas idéias e nossas realizações.

Se conseguimos imaginar, na maioria das vezes, poderemos realizar.

Claro que todos nós temos determinadas tendências mais importantes para a realização de projetos que nasceram de nossa imaginação, mas vale a luta e a pesquisa para alcançarmos os efeitos que sonhamos.

Sim, porque todo projeto nasce, inicialmente, de um sonho, da vontade de realizar algo que facilite a vida da humanidade.

Tentar de novo, quantas vezes for preciso, faz parte de uma personalidade que tem a coragem de errar e lutar para acertar.

E mudar até conseguir acertar não é fácil, pois nossa tendência é achar que como fracassamos na primeira vez, o jeito é desistir.

Errado!

Tentar é ser corajoso, é incentivar nosso espírito de luta.

Sempre lutei muito pelo que desejei, e importante, tentei desejar somente o que analisei humildemente e cheguei a conclusão de que eu tinha a capacidade de realizar.

Para isso, e para evitarmos a frustração que se segue a um resultado negativo naquilo que empreendemos, sejamos humildes no julgamento de nossa capacidade de visão de nossa própria habilidade de realização. Mas não paremos nunca de tentar transformar nossos sonhos em realidade.

Vamos arriscar de novo, sem medo, depois de encararmos nossa capacidade.

Abraços e bom domingo, com novas tentativas 🙂

Amanda