Arquivo mensal: junho 2015

Inveja

Uma citação interessante que li uma vez e concordo:

“A inveja é assim: A pessoa quer tudo que você tem, mas não quer pagar o preço que você paga”.

Fica fácil quando desejamos algo, mas se não queremos ir à luta, como se diz, o resultado não pode ser alcançado como desejaríamos.

Essa luta pode ser muito intensa, mas nem sempre dirigida ao objetivo que faria com que o saldo fosse positivo e nos fizesse felizes e vitoriosos, como teria sido o desígnio inicial.

Toda empreitada exige um planejamento sempre rigoroso para tentarmos alcançar resultados que pensamos conseguir, pois, sempre antes de iniciarmos algo, temos os sonhos e vemos em nossa imaginação tudo pronto como desejaríamos.

Mas não devemos nos basear nos outros, e desejarmos exatamente o que realizaram ou conseguiram, pois cada um de nós tem sua capacidade de ação e nossos objetivos de alcançarmos algo sonhado, sonhos que mudam de pessoa para pessoa.

Depende de nossos gostos pessoais e de nossa personalidade, tipo de objetivo a alcançar, mesmo porque nos diferenciamos uns dos outros e o mesmo resultado pode não nos satisfazer.

Por isso, a inveja que, na verdade, aparece como uma imitação, pode não ter nada a ver com a realização de outras pessoas, cujos resultados nem seriam apreciados.

O invejoso só quer os mesmos resultados do vitorioso, mas o que precisa ser visto é se ele teria tido o mesmo espírito de luta, o mesmo nível de planejamento, o mesmo poder de realização naquilo que se propôs. Enfim, a mesma capacidade no seu todo.

A nossa atividade depende muito de nossa personalidade, de nossa criação, da maneira como fomos educados, se fomos sempre instruídos a tentar conseguir os melhores resultados, ou se nos contentamos com a mediocridade, etc.

A personalidade podemos educar, dependendo do ambiente em que vivemos, e nos propondo sempre a lutar sem que a inveja nos domine, pois sermos bem sucedidos deve sempre ser nossa meta.

Mas para isso, é importante desenvolvermos nosso espírito de luta, sem nos compararmos, levianamente, a quem venceu antes de nós.

Podemos, sim, ser humildes e nos basearmos em quem teve suas vitórias alcançadas com seus estudos, seu planejamento racional, e tentarmos aprender com essas pessoas.

Provavelmente, elas terão muito prazer em nos ensinar, pois transmitir experiências faz parte da personalidade realizadora.

Mas se incentivarmos nosso sentimento de inveja, ele nos impedirá de ver como poderíamos vencer, pois se ocuparmos nossas mentes com idéias negativas, estaremos perdendo nosso tempo e deixando de exercer nosso poder de criação própria, com a qual até poderíamos superar o objeto de nossa inveja.

O escape do invejoso é atribuir à conjuntura das circunstâncias o sucesso do próximo.

Tenhamos muita cautela com a palavra “sorte”.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

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Recaídas

Li uma vez e concordo, que temos que cultivar nosso ânimo e nossa paciência conosco mesmos, nas nossas recaídas.

Concordo, pois todos temos a possibilidade de recair, tanto cometendo as mesmas falhas de antes, como em tomar atitudes que não deveríamos naquele momento e, que fugindo ao nosso controle, repetimos.

Sabemos, e temos a consciência de que seríamos inoportunos, e de novo retomamos a mesma postura, nos sujeitando a consequências, muitas vezes, desastrosas e prejudiciais a nós mesmos.

Devemos evitar situações de angustia para que não cheguem as recaídas cada vez que uma ocasião de transtorno ou de fracasso se apresente e não tenhamos a capacidade de administrar e nos dominarmos.

Tomemos consciência de situações que podem nos provocar e acentuar recaídas de tristeza ou de sensação de dificuldade na resolução de problemas em nossa vida.

Temos que evitar essas ocasiões, como viver com pressa, cansaço excessivo sem necessidade e que muitas vezes não leva a nada, como ir de evento a evento, e com esse tipo de atitude nos desleixarmos de nós mesmos, nos esquecendo de um descanso necessário para a renovação das forças físicas, mentais, emocionais e espirituais.

Ter essa consciência já será meio caminho andado.

Devemos nos dedicar a fazer o que nos dá prazer e não nos escravizarmos, sem resultado, a trabalhos que não levam a realização pessoal.

Muitas vezes, fazemos tudo o que os outros querem e nos esquecemos de nós mesmos e isso poderá ser repetitivo, se não houver uma análise prévia, afim de que tomemos atitudes que nos façam felizes.

E repetimos e recaímos, e fazemos tudo novamente igual.

O que estaria faltando?

Uma análise intima, escutar nosso corpo e suas reações, escutar-nos a nós mesmos, pois a mensagem chega, mas precisamos nos dispor a decifrá-la e escutá-la, pois ela pode se manifestar de várias formas, no espírito, no nosso modo de agir, e principalmente no nosso corpo, provocando mesmo mal estar físico.

Se ouvimos nosso corpo, evitaremos, com certeza a recaída.

Não devemos ter medo e sim, trabalhar nossa readaptação no sentido de combater as recaídas, sejam elas de que âmbito pertençam, pois são sempre prejudiciais e quando as temos, estamos sempre recomeçando, nos revendo, o que também não deixa de ser importante no sentido de dominá-las.

E com isso, sofremos menos.

Reciclar e readaptar são palavras mágicas, que se usamos seus conceitos, teremos a possibilidade de evitarmos as danosas recaídas, que nos trazem, na maioria das vezes, muito sofrimento e frustração.

Elas deveriam ter apenas uma função. Se tivermos a capacidade de reconhecê-las, elas podem se tornar um aprendizado, pois temos que colocar nossa força de vontade com intensidade, afim de evitarmos o fracasso do desígnio e da intenção a que nos propusemos.

A força de vontade é imprescindível, o que significa uma auto-disciplina muito grande para alcançarmos os resultados que desejamos.

Cair, estamos sujeitos; recair, vamos lutar e evitar.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Amargura

Toda vez que pudermos conseguir arrancar a amargura de nosso coração e colocar um pouco de mansidão e docilidade, ficaremos mais felizes, seguramente.

Quando agimos com amargura, estamos sujeitos a provocar situações desastrosas, com efeitos nada desejáveis e consequências que podem nos deixar desgostosos e com soluções complexas.

Podemos ficar tristes com fatos que não estavam programados e que não esperávamos, mas se pensarmos bem antes de tomarmos atitudes precipitadas, provavelmente as soluções que encontrarmos serão mais adequadas.

A amargura não leva a nenhum tipo de resolução, pois o sentimento toma conta de nosso coração, impedindo-nos de pensar com a razão, que poderia nos toldar o raciocínio ideal para resolvermos problemas mais difíceis.

Claro que não é fácil. Normalmente, quando nos sentimos tristes e amargurados é porque existe um motivo, como a tristeza de uma perda ou de um desentendimento com alguém que amamos, ou que privamos de amizade.

Não sentimos porque queremos; o sentimento de amargura nos aborda.

Mas, mesmo sendo difícil, precisamos tentar controlá-lo para que nossa saúde e disposição não sejam prejudicadas e com isso tornem piores as soluções dominadas pela emoção que nos tomam de assalto quando estamos tristes, magoados, decepcionados.

Vemos tudo modificado, com uma visão deturpada da realidade, e as soluções tomadas em momentos amargurados são determinadas pelo desespero que pode transformar todo um resultado e sinalizar um caminho não desejável.

Devemos e temos mesmo a obrigação de lutar contra o sentimento da amargura, pois ele só nos causa transtornos emocionais, sofrimento, sentido de que fomos injustiçados, o que nos torna possivelmente, pessoas desagradáveis, munidas de sentimentos ruins.

Claro que sentimos muitas vezes certa amargura quando perdemos um ente querido, saudade de alguém que nos faz falta, algo que nos é caro, e outras ocasiões, mas é importante reconhecermos quando a amargura se torna um sentimento maior do que a tristeza.

Se torna doentio quando deixamos que vá além e perdure mesmo depois de conseguirmos superar um pouco a tristeza de algum acontecimento que nos tenha provocado esse estado de espírito.

Amargura é um sentimento extremamente negativo, aparece e permanece, e por isso precisamos nos cuidar para amainarmos nossa tristeza profunda, evitando que tome conta de nossa mente e de nosso espírito.

Se nos persistirmos amargos, é como se fosse uma doença que transmitíssemos para as pessoas que nos rodeiam, pois todos ficam até mesmo sem saber como nos consolar e parece algo eterno, que nunca passará.

Vamos sempre tentar não nos amargurarmos, usando nosso raciocínio no sentido de pensarmos se será que tudo o que está acontecendo, apesar de parecer o contrário, se não terá sido para o nosso bem.

É evidente que acontecimentos tristes temos e teremos em nossas vidas, sempre, mas pelo menos tentemos espantar a amargura que persiste e pode vir a nos fazer mal até mesmo à nossa saúde física, pois vai nos minando devagar.

Tentemos ver à nossa volta tudo que recebemos de bom, nossa saúde, nossos parentes, amigos que sempre estão presentes, nossa vida em geral, e o que ela nos oferece de bom, de distração e tudo o que temos e que pode nos proporcionar alegria de viver.

Li outro dia: “o conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice”.

Vamos, portanto, tentar colher a sabedoria como pudermos fazê-lo. Já será um bom consolo em nossa vida.

Abraços e bom domingo, sem amargura 🙂

Amanda

 

Perdão

O perdão é considerado um esquecimento total de alguma ofensa que tenha sido proferida, ou alguma atitude intempestiva que se tenha tomado, mesmo tendo sido sem pensar e sem considerar circunstâncias, nível de amizade, etc.

É uma relação importante entre quem perdoa e quem é perdoado, pois dependendo do tipo de ofensa, muitas pessoas consideram difícil perdoar.

Mas é algo sublime e esse sentimento deve ser cultivado.

E nem sempre são necessárias muitas palavras, mas atitudes de perdão, muitas vezes silenciosas, e um simples sorriso podem significar uma demonstração de que tudo o que foi ofensivo de alguma forma, tenha sido perdoado e esquecido.

Para a parte ofendida, tudo o que tenha sido tomado como ofensa deve ser esquecido e perdoado. E para quem ofendeu, o pedido de perdão é uma nova chance de convivência.

Claro que tudo isso pode ser evitado, se pensarmos antes de emitirmos alguma idéia ofensiva contra alguém.

Ninguém é dono da verdade, e se tivermos isso em mente, possivelmente erraremos menos e teremos menos necessidade de impormos nossos conceitos com palavras menos gentis, e com isso ofenderemos menos os nossos interlocutores.

Isso também nos permitirá errarmos menos, nosso controle nos levará a emitir nossas idéias e conceitos não tão duramente, e dessa forma evitaremos de nos arrependermos e com isso termos a necessidade de pedir perdão.

Mas se erramos e tomamos consciência do erro através de um pedido sincero de perdão, ele deve ser concedido sem nenhuma expectativa de compensação, simplesmente por um sentido de arrependimento por alguma atitude que tenhamos tomado sem pensarmos primeiro nas consequências que poderiam advir.

O fato de nos arrependermos por alguma falha que tivermos cometido contra alguma pessoa já é algo de positivo e fará com que nos sintamos mais humanos e dignos de perdão.

Não somos infalíveis, e por isso temos que estar conscientes de atos falhos que possamos cometer.

Já ouvi muitos dizerem: “perdoei, mas não esqueci”.

Será válido? Não sei responder a essa pergunta, mesmo porque não tenho a solução, somente a opinião que emito como pessoa que também tem suas falhas.

Não pretendo estar correta sempre, mas tenho a tendência pessoal de tentar entender e perdoar quando sou a pretensa vítima de alguma atitude que considerei inconveniente.

Sempre tento perdoar alguma injustiça cometida contra mim.  E quando perdôo, esqueço.

Me sinto melhor 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda