Arquivo mensal: junho 2012

Respeito

Quanto mais íntima a pessoa que conhecemos ou com quem lidamos, mais respeito lhe devemos.

Minha mãe e eu nunca tivemos uma palavra de desrespeito uma com a outra, e todos   os amigos que privaram de nossa amizade e convivência podem atestar a veracidade do que estou afirmando.

Respeito também as autoridades, tanto no trabalho, como policiais ou eclesiásticas, por exemplo.  Seja a que religião pertençamos, temos a obrigação de respeitar os dirigentes com quem convivemos.

Os nossos funcionários merecem o respeito que temos que ter para com qualquer ser humano, independente de raça, cor ou religião.

Eu fiquei muito surpreendida esses dias ao dar uma carona para uma senhora que saia de um mesmo compromisso na casa de uma amiga.

Quando entramos no elevador, notei-a muito nervosa e apreensiva perguntando minha direção.

Coincidentemente iríamos para a mesma região e disse que poderia levá-la.

No carro, o telefone celular dela não parou de tocar e a filha, do outro lado da linha, falava de forma muito desagradável com ela, cobrando porque ainda não havia chegado.

Sem nenhuma consideração ou carinho com a mãe que se humilhava e pedia calma, claro sem nenhuma liberdade de falar, inibida pela presença de pessoas estranhas.

No final ela mentiu e disse que estava num táxi e que já estaria chegando na casa da filha em seguida.

Fiquei chocada pelo tratamento que foi dispensado a essa senhora, e me perguntava porque ela se submetia a isso.

Enfim, esse fato me deixou triste, pois com carinho e diálogo, tudo poderia se resolver mais facilmente.

Já imaginaram como essa senhora chegou à casa dessa filha, que a esperava, como diria minha mãezinha, com cinco pedras na mão?

E o respeito com os subordinados?

Esse é, para mim, um dos mais importantes, pois mesmo que seja para corrigirmos alguém de qualquer função, o tratamento deve ser respeitoso.

Nem todos são obrigados a saber como nós gostaríamos que as coisas fossem feitas, então a orientação deve ser feita com dignidade.

Por exemplo, tenho uma amiga que trabalha numa empresa de confecção, e fica muito sentida, pois seu chefe lhe chama atenção na frente dos clientes, o que a deixa extremamente constrangida.

Enquanto sua produção poderia ser bem mais proveitosa e rentável para os proprietários, o constrangimento já dificulta o resultado, e os clientes ficam também disfarçando o mal estar que esse tipo de atitude lhes provoca.

Outro aspecto que sempre me deixa inconfortável é o fato de filhos chamarem atenção e criticarem a mãe ou o pai diante de amigos, e muitas vezes apoiados pelo outro cônjuge.

Seja a mãe ou o pai que esteja sofrendo esse tipo de crítica sempre cria um clima de humilhação.

Nós, pais, crescemos na vida cada um à sua maneira e disponibilidade — estudamos, realizamos dentro de nossas possibilidades, sem imaginar que um dia depois de termos criado nossos filhos da melhor maneira que pudemos, tenhamos  ainda que sofrer essa espécie de “bullying” às avessas.

De outro lado, nós, pais, também não temos o direito de fazer o mesmo, repreender os filhos na frente de nossos amigos ou de seus amigos.

Na nossa família, tentamos sempre respeitar os gostos e hábitos de cada um, dentro dos nossos limites.

Como diz o dito popular: Respeito é bom e eu gosto – e é essencial para a boa convivência.

Com todo respeito, bom domingo a todos!

Um abraço,

Amanda

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Gente é muito bom

Eu gosto muito de gente, estar com gente, aprender com gente, sofrer com gente amiga, participar de suas alegrias e tristezas, seus momentos de vitórias e também de suas derrotas. Tudo isso faz parte de nosso cotidiano.

E com gente aprendemos em todos os sentidos.  É só estarmos  atentos, porque com a correria e a falta de tempo, nossa tendência é não prestar muita atenção ao que as pessoas dizem ou querem nos contar.

Há poucos dias parei na lanchonete do clube para comer uma salada rapidamente, pois naquele dia eu não dispunha de muito tempo pelos compromissos que já havia assumido.

Me sentei numa mesa localizada num determinado ponto da entrada, assim tinha a vista de todo o ambiente.

Mas comecei a reparar que todos que ali chegavam se sentavam de costas uns para os outros, e não ficavam nem de frente para a vista das piscinas, que é muito bonita.

Estavam sentados de costas mesmo, como que tentando se esconder uns dos outros.  Percebi que, na verdade, não queriam nem o contato do olhar do outro.  Estavam todos de lado e de costas uns para os outros – como se olhando para um paredão.

Ai comecei a observar mais cuidadosamente.

Na mesa a meu lado, sentou-se uma mãe jovem, claro sem me olhar, e com um filhinho de uns 6 anos.  Pediu a comida para os dois.

Nesse momento, chegou outra mãe com seu filho, que tentou falar com o filho dessa mãe que já estava sentada.

A moça nem sequer se dignou a dar um sorriso para a criança, que ficou esperando o contato, e acabou desistindo.

Eu fiquei penalizada, mas não era problema meu, e me contive a minha refeição.

Mas me fez pensar.

Poucos dias antes, havia tido a experiência oposta.

Cheguei para a mesma salada, e meio apressada, dentro de um horário para um compromisso, só que quando entrei, havia apenas uma mesa disponível.

Ao me aproximar dessa mesa, uma outra senhora se dirigia a ela, ao mesmo tempo.

Nos olhamos e sorrimos, meio sem graça.

Ela falou, “se você estiver com pressa pode se sentar”.  E eu respondi, “por que não nos sentamos juntas?”

Eu me arrisquei.  Ela poderia ter dito não.  Mas o que eu perderia com isso?

Mas ela disse sim, com prazer.

Nos sentamos, conversamos, e descobrimos que conhecíamos as famílias, que tínhamos muitas afinidades, e fizemos uma amizade.  Temos tido um contato agradável desde aquele dia.

Às vezes, perdemos a oportunidade de conhecer gente interessante por timidez de nos aproximarmos e travar assim um conhecimento que pode nos proporcionar muitos momentos felizes.  Já fiz grandes amizades simplesmente porque me dei a chance de conhecê-los.

Eu gosto muito de gente e por incrível que pareça, nunca tive decepções com amigos, funcionários de casa ou de empresa, não fui traída e nunca me surpreendi diante de alguma atitude de alguém.  Tento entender o porque das situações e atitudes, seus problemas, e não me aprofundo muito em julgar as pessoas pelo simples prazer de ficar julgando.

Aceito-as como são.

Uma vez, numa roda de amigas, havia uma pessoa que eu não conhecia.  Era amiga das outras pessoas.

Saiu esse assunto e ela disse: “Eu não gosto de gente”.

Ficamos atônitas, pois creio que nenhuma de nós tinha ouvido alguém falar assim com essa franqueza desconcertante.

Surpreendidas com a revelação, o assunto se esvaziou automaticamente.  Perdemos a graça e o fio da conversa.

Dias depois, essa senhora que não gosta de gente, me procurou.  Mas ai, eu não tive muito tempo para ela pois tenho muita gente que gosta de gente no meu rol de amigos.

Bom domingo e um carinhoso abraço a toda essa gente que tanto gosto 🙂

Amanda

Otimismo e Pessimismo

“Aquele que combate será sempre mais forte do que aquele que fica fora da batalha”.

Alberto Montalvão

Outro dia encontrei uma amiga que eu não via há anos.  Fiquei muito feliz e obviamente a primeira pergunta que sempre fazemos:

Como vai?

Ela respondeu: “mais ou menos”.

Achei muito estranho, pois estava linda, bem cuidada, com um ar de prosperidade, descendo de um carrão maravilhoso, na porta de um restaurante muito bom de onde  estávamos saindo.

Evidentemente não se pode nunca imaginar o que está por trás de uma aparência bonita e bem cuidada, pois os dramas íntimos são os que nos fazem sofrer.

Mas uma pessoa com aquela aparência não pode estar em grande sofrimento.  Nem teria tempo físico ou disposição mental para se arrumar tão bem e estar – aparentemente – tão bem disposta.

Tem pessoas que nunca dizem: estou bem, estou ótima.

Acho que por mais que estejam bem física, financeira ou socialmente, nunca estão  felizes com a própria vida.

Toda vez que paro para pensar um pouco no que tenho, e não no que não tenho ou sinto falta, valorizo tudo: meus bens — tanto relativos a saúde como de ordem material, minha família, meus amigos, meus projetos, minhas idéias.  Tudo.

Claro, o que é importante para uma pessoa, para outra nada significa.

Para mim, tendo a saúde — até para lutar para o que se deseja material, profissional ou emocionalmente, já é motivo para se sentir bem, e poder dar uma resposta mais otimista para quem nos pergunta como vamos.

O pessimismo não leva a nada, e ninguém gosta de conviver com  pessoas que não valorizam coisa alguma e só pensam naquilo que não conseguiram ter durante sua vida, em qualquer aspecto dela.

Em compensação, o otimista é sempre bem-vindo em todos os ambientes, pois já chega sorridente, e tem sempre palavras de felicidade a quem se dirige.

Sempre responde com um: “Tudo ótimo”.

E com isso, ele atrai simpatias, sorrisos e bons fluidos das pessoas que com ele convivem, alem de admiração pela sua maneira otimista de encarar situações difíceis.

Ninguém vai conseguir mudar sua vida, a não ser você mesmo, com seu esforço, sua força de vontade, sua luta pelo seu objetivo no sentido de alcançar resultados que o tornem feliz e realizado.

Então se encararmos o que temos de bom, como a saúde, a instrução, disposição física e mental, o negócio é ir à luta com a convicção de que vamos vencer os obstáculos que vão surgindo.

O pessimista  perde seu tempo reclamando.  O otimista ganha tempo realizando e conquistando a boa vontade do próximo através de seu ânimo de viver e lutar.

Se você der algo ao pessimista, ele se perguntará ou perguntará a alguém o porque desse presente ou gesto.

Já o otimista sempre receberá com alegria e prazer o que você lhe oferecer, valorizando a oferta, mesmo que o objeto em questão não tenha valor financeiro.

Ele valoriza o ato de você ter se preocupado em lhe comprar algo, sabendo que tudo o que se oferece teve o empenho de quem comprou.

Custa tão pouco olhar a vida com otimismo.

O otimismo nos proporciona saúde física e mental, e com bom  humor, instantaneamente incitamos o próximo a nos tratar de maneira descontraída e mais alegre.

Nada adianta nosso pessimismo, pois não conseguimos mudar o que já estiver feito, nem acidentes da natureza, nem nossa saúde, que ás vezes não está perfeita. Podemos sim, tentar encarar com otimismo, pensar que vamos melhorar e, enquanto isso, viver com alegria.

Eu, por exemplo, sou otimista — e acho que todos os amigos vão ler e gostar deste blog 🙂

Abraços e bom domingo de muito otimismo, faça sol ou faça chuva!

Amanda

Verdades e Mentiras

Tem pessoas que se acham donas da verdade, como se fossem infalíveis.

Não aceitam controvérsias nem opiniões contrárias às suas verdades absolutas.

Outros contam tantas vezes a mesma mentira que acabam se convencendo de que aquilo tudo é verdade.

E as mentiras piedosas?  Será que qualquer situação justifica uma mentira por mais piedosa que seja?

Por exemplo, você está fazendo compras com uma amiga e ela insiste em comprar algo que não a favorece e pede sua opinião.  Você diz a verdade?

Alguém escreve algo e lhe mostra, você diz que gostou sem ter realmente gostado daquilo?

A verdade pode ser cruel, mas, às vezes, ela tem que ser dita, seja a que preço psicológico for, principalmente quando a mentira chega a prejudicar o próximo.  Fica complicado encobrir ou ignorar.

Há momentos em que nossa consciência nos chama atenção sobre as conseqüências que uma  mentira  grave pode ocasionar e temos que assumir essa responsabilidade.

Pessoalmente, acredito que a mentira não se justifica em nenhuma hipótese.

Tentei passar sempre para a minha filha a vantagem de se falar a verdade em qualquer situação.  Por maior que fosse sua falha em alguma atitude, ela sabia que a mentira seria ainda pior, pois perderia minha confiança.  E confiança, quando perdida, é como um diamante rachado.  Não tem volta.

Mas como lidar com o mentiroso crônico?

Tivemos um amigo muito, mas muito mentiroso, mesmo.

Era médico, tinha um nível de educação muito bom, excelente aluno, mas era muito mentiroso.

Contava que seu pai tinha muitas fazendas e as visitava de avião.

A verdade era que o pai tinha uma pequena loja de secos e molhados no interior.

Quando o rádio estava ligado e começava uma música clássica, ele descrevia toda ela, o autor, o momento em que ela tinha sido composta.  E no fim, o locutor dizia outro nome e outra música completamente diferente do que ele havia falado.

E suas mentiras acabaram ficando um folclore entre os colegas que moravam numa república quando estudavam em São Paulo.

Me lembro que muito tempo depois, meu marido e eu o encontramos, e ele relatou toda a cirurgia que havia feito no coração, dias de UTI, e quando saímos de perto do casal, meu marido comentou: não se impressione, pode ser que tudo o que ele disse seja uma mentira.

Mas na verdade, essas são mentiras sem importância, chamadas inocentes, e que não prejudicam ninguém.  São, no máximo, motivo de risadas de quem já conhece a pessoa e desconsidera em geral tudo o que ela diz.

Para esse tipo de mentira não temos condições, e nem vontade, de desmentir.

Não vale a pena, na maioria das ocasiões, perder tempo desmentindo o mentiroso contumaz.  Vai se criar uma discussão estéril e ele vai continuar mentindo.

Mas se a gente quer ser levado a sério, grande parte da nossa maturidade emocional e social vem da verdade – consigo e com o próximo.

Agora, fala a verdade.  Gostou da história?

Ótimo domingo!

Amanda