Arquivo mensal: julho 2015

Imperfeições

Li e gostei que devemos tolerar nossas próprias imperfeições, mas não nos acostumarmos a elas.

Concordo plenamente, pois se fizermos uma análise, a mais imparcial possível, sobre nossas características pessoais, encontraremos a fórmula ideal de boa convivência entre familiares e amigos.

E, na verdade, o que se caracteriza como imperfeições?

Atitudes que consideramos imperfeitas, podem, muitas vezes, se apresentarem como perfeitas aos olhos de outras pessoas.

Por isso, o julgamento teria que ser tremendamente imparcial, o que não é fácil para o ser humano, que, de maneira geral, não tem muita tolerância para imperfeições alheias, principalmente se não combinam com suas próprias idéias e conceitos já arraigados.

O nosso julgamento em relação aos próprios atos terá que ser sempre neutro e objetivo, se queremos evitar que imperfeições conduzam nossa maneira de viver e de agir em relação aos que nos rodeiam.

Temos que cuidar para não nos preocuparmos em sermos perfeitos, pois aprendemos com nossos erros, desde que tenhamos consciência de que podemos melhorar criando atitudes mais adequadas ao meio em que vivemos.

Todos passamos por ocasiões onde nos desentendemos, desarmonias, até aprendermos a entender a necessidade que temos de transformá-las e começarmos a buscar o que nos melhore, caminhos, filosofias e conceitos que possam nos aproximar da melhor perfeição que possamos alcançar.

Precisamos ter a consciência de que o amor é mais importante e certo do que as imperfeições que possamos notar em nossa personalidade.

Mesmo porque, se reconhecemos nossas próprias imperfeições, teremos as condições de tentar corrigi-las ou mesmo eliminá-las, se possível.

Como sempre cito, termos idéia da humildade no reconhecimento de nossas falhas é imprescindível para o sucesso de qualquer empreendimento, pois se não conseguimos nos analisar, como conseguirmos melhorar?

É difícil.

Vamos, portanto, tratar de usarmos o raciocínio no sentido de identificarmos nossas deficiências, sejam em que âmbito forem antes que alguém as aponte, o que, nesse caso, poderá nos magoar.

Podemos evitar esse constrangimento fazendo sempre uma análise a respeito de nossas atitudes e pensando se será que estamos criticando as imperfeições alheias   e nos esquecendo das nossas.

E tem outra coisa: imperfeições são para serem corrigidas, caso estejam nos prejudicando ou a alguém a quem queremos bem.

Não é fácil, mas pensar no assunto já será um sinal de modéstia e bons sentimentos que temos que cultivar.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

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Ter razão

“Eu sempre tenho razão”.

Todos nós já ouvimos essa frase de pessoas sem nenhuma modéstia ou sentimento de autocrítica, mesmo porque nem sempre todos têm razão, ou melhor, cada qual sempre acha que suas razões são as mais verdadeiras.

Só que, muitas vezes, “é melhor estar em paz do que estar certo,” como já disse um pensador.

Já assisti teimosias sob pontos de vista diferentes, até mesmo em reuniões sociais, o que torna a festa, normalmente, um transtorno e uma tremenda vontade de ir embora, e que desvirtua o ambiente programado.

Pode ser até que ambas as partes estejam certas, mas a discussão estéril não leva a nada, como já comentamos anteriormente em outros blogs.

Se temos certeza de nosso conhecimento, não precisamos ter a necessidade de uma afirmação que somente terá a função de satisfazer a uma vaidade pessoal.

A nossa razão aparece sempre que nossa previsão atua de maneira racional e baseada em fatos que nos dão, talvez não a certeza, mas a possibilidade de estarmos corretos em nosso julgamento e avaliação de uma situação.

Inclusive, temos que contar nos dias de hoje, com o volume de informações que nos chega e que é brutal em todos os setores da atividade humana e através de todos os veículos de que dispomos.

Importante que consigamos discutir um ponto de vista sem que nos irritemos e sem necessitarmos que nossa razão seja imposta a qualquer custo de uma discussão estéril e que não levará a nada.

Lembrando que o fato, numerosas vezes, é circunstancial, novos dados podem ditar mudanças de raciocínio, e, portanto, uma discussão que não traga fatos novos e não esclareça os “velhos” se tornará oca e sem fundamento.

Muitas vezes, um debate pode ser produtivo, mesmo sem que tenhamos razão, pelo simples fato de conseguirmos ter a elegância de expor nosso ponto de vista.

Podemos, sim, usar argumentos soberanos e comprovados, que não possam dar margem a dúvidas e ponderações inúteis.

Numa discussão, todos têm como objetivo, convencer o interlocutor.

Só que mesmo com toda razão, entrar em debate, e, muitas vezes, até estar certo, não é o suficiente.

Temos que tentar usar palavras não ofensivas, para não nos sujeitarmos a um resultado sem volta, como provocar uma inimizade que não desejaríamos.

Todos sempre temos razão a partir de nosso ponto de vista, mas se ouvirmos a razão do outro podemos descobrir coisas que nem imaginaríamos e, quem sabe, se formos um pouquinho humildes, aprendermos com as idéias que nos forem apresentadas.

Para isso, temos que educar nossa boa vontade e a paciência de escutar o nosso próximo, pois, dessa forma, podemos aprender muito com as proposições do outro.

O negócio é respirar e aproveitar a companhia das pessoas com as quais convivemos.

E nos lembrarmos de que elas também merecem ser escutadas.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

Família

Se diz que o sangue faz um parente, mas só a lealdade faz uma família.

Realmente, importantíssima essa relação, pois ninguém melhor do que nossos familiares para nos desejar bons resultados em nossas metas. E isso, independentemente das pequenas diferenças que possam existir, em função de personalidades diversas e do próprio temperamento, que é inerente a cada um de nós.

Mas, no global, a família, muitas vezes, acaba se tornando a única alternativa para muitas pessoas nas suas horas mais carentes, seja emocional, social ou financeiramente.

Claro que afinidades são características originárias de cada um de nós, e, mesmo quando tentamos aprender algo, sentimos que nossas tendências em algum ramo de atividade humana, são bem aquém do que gostaríamos que fossem.

Nada a fazer, pois por mais esforços que façamos, muitas de nossas aptidões não correspondem ao que gostaríamos de executar.

Me lembro que meus pais contrataram uma professora de piano desde que eu era muito jovem.

Mas por mais que eu me esforçasse, estudasse, minha tendência não era propriamente para o instrumento. Percebi que nunca iria ser uma boa pianista.

Gosto do violão, toco mal, mas sempre continuo a ter as aulas, para não perder o contato com o instrumento. Já cantar me encanta, e o faço com certa facilidade, e com afinação satisfatória.

Desde pequena, meu pai que tocava piano e violão muito bem, me acompanhava e tenho gravações que ele fazia. Ele tocava e eu cantava.

E essas afinidades em algum setor, quando reconhecidas, podem facilitar por demais a convivência familiar.

Claro que divergências de temperamentos numa família sempre existem e existirão, mas se conseguirmos contornar, e termos também uma atitude de tolerância, podemos, muitas vezes, seguir convivendo sem choques de nenhuma natureza.

Podemos até mesmo aprender algo, se as idéias expostas forem de acordo com o que podemos e queremos aprender. Ninguém é infalível.

Importante mesmo, a meu ver, é mantermos sempre uma postura educada, em qualquer que seja a ocasião, mesmo que haja divergência de opiniões, de nível de educação e cultura ou outro, mas se usarmos a polidez como postura, os resultados serão bem mais agradáveis e produtivos.

A educação e o respeito são a base de quase tudo nesta vida, na área da convivência familiar, principalmente.

Existe sempre a ponderação de que a intimidade pode permitir a franqueza, mas não concordo, pois se temos a educação e a cerimônia com pessoas não tão íntimas, por que não fazermos o mesmo com os membros de nossa família que merecem ainda mais tolerância, compreensão e respeito?

A gentileza no trato familiar torna o ambiente leve e prazeroso para os participantes e o convívio mais agradável, ao invés de pesado e triste.

Li que a família é uma das grandes obras primas da Natureza.

Concordo, em gênero, numero e grau!

Adoro minha família 🙂

Abraços e bom domingo, junto com a família.

Amanda

 

Tempos difíceis

Gosto de citar, às vezes, trechos lidos que despertam minha atenção, seja por curiosidade, ou pela sabedoria que inspiram.

Sobre amizade li: “O lado bom dos tempos difíceis é que ele afugenta as falsas amizades”.

Todos nós já tivemos momentos difíceis de serem ultrapassados, seja no âmbito profissional, social, financeiro, saúde, etc.

E realmente a idéia de desprezo que algumas pessoas têm em relação a amigos que estão ultrapassando momentos difíceis, é muito triste, pois é exatamente nesses momentos em que mais precisamos da companhia, ou simplesmente da presença de amigos.

Pode até ser uma companhia silenciosa, ou um aperto maior no nosso ombro, como quem diz: “Estou aqui”.

Esse gesto não tem o mínimo custo para quem o faz, mas como na maioria das vezes não traria nenhum lucro, seja afeto ou dinheiro, muitos se queixam de que ele não chega, nem mesmo quando solicitado, ainda que silenciosamente.

Não precisamos esperar que alguém nos solicite, mesmo porque num ambiente de amizades e convivência, todos os participantes de um grupo sempre tomam conhecimento das dificuldades que os amigos estão sofrendo naquele momento de suas vidas.

Amigas que perderam seus maridos, por exemplo, se queixam, e ouvi isso há pouco tempo, de que os que foram amigos de muitos anos, nas primeiras dificuldades, dão desculpas sempre e, resumindo, se ausentam de suas vidas.

O interesse cessa, e amigas já me disseram que muitas sentem uma espécie de ciúme infundado pelo fato de naquele momento ela estar na situação de “mulher sozinha”.

Todas nós diríamos que nunca tivemos esse tipo de atitude, mas será mesmo?

Vamos fazer um pequeno exame de nossa consciência e verificarmos se nunca agimos dessa forma em relação a alguma amiga que tenha ficado só, e se o fizemos, mesmo que tenha sido por circunstâncias independentes da nossa vontade.

Amizade é coisa séria, tem que ser cultivada, regada com nosso bom humor e disposição, e principalmente, com nossa boa vontade de estarmos presentes nos momentos de necessidade.

Não devemos ser exigentes com os amigos, mas sim tratá-los com naturalidade e compreensão, pois esse é, realmente, o verdadeiro sentido da amizade.

Quando agimos com humanidade, conseguimos até mesmo reverter situações de desgosto e de ansiedade.

Recebi, em momentos difíceis de grande perda, demonstrações de amizade das quais jamais me esquecerei, e que conseguiram amenizar muito o desgosto sofrido, pois, muitas vezes, um simples abraço e um aperto de mãos significa demonstração de apoio, tipo: “Conte comigo”.

E nem sempre significa ajuda financeira ou material.

É o carinho, a boa vontade em relação à situação difícil que se atravessa, o momento que sabemos vai passar, mas que, enquanto passamos, parece que nunca vai se acabar.

E o nosso sentimento de alívio é enorme ao receber o carinho de alguém que nos quer bem.

Amizade, enfim, é: “Estou com você, para o que der e vier”.

Abraços e bom domingo, amigo 🙂

Amanda