Arquivo diário: julho 5, 2015

Tempos difíceis

Gosto de citar, às vezes, trechos lidos que despertam minha atenção, seja por curiosidade, ou pela sabedoria que inspiram.

Sobre amizade li: “O lado bom dos tempos difíceis é que ele afugenta as falsas amizades”.

Todos nós já tivemos momentos difíceis de serem ultrapassados, seja no âmbito profissional, social, financeiro, saúde, etc.

E realmente a idéia de desprezo que algumas pessoas têm em relação a amigos que estão ultrapassando momentos difíceis, é muito triste, pois é exatamente nesses momentos em que mais precisamos da companhia, ou simplesmente da presença de amigos.

Pode até ser uma companhia silenciosa, ou um aperto maior no nosso ombro, como quem diz: “Estou aqui”.

Esse gesto não tem o mínimo custo para quem o faz, mas como na maioria das vezes não traria nenhum lucro, seja afeto ou dinheiro, muitos se queixam de que ele não chega, nem mesmo quando solicitado, ainda que silenciosamente.

Não precisamos esperar que alguém nos solicite, mesmo porque num ambiente de amizades e convivência, todos os participantes de um grupo sempre tomam conhecimento das dificuldades que os amigos estão sofrendo naquele momento de suas vidas.

Amigas que perderam seus maridos, por exemplo, se queixam, e ouvi isso há pouco tempo, de que os que foram amigos de muitos anos, nas primeiras dificuldades, dão desculpas sempre e, resumindo, se ausentam de suas vidas.

O interesse cessa, e amigas já me disseram que muitas sentem uma espécie de ciúme infundado pelo fato de naquele momento ela estar na situação de “mulher sozinha”.

Todas nós diríamos que nunca tivemos esse tipo de atitude, mas será mesmo?

Vamos fazer um pequeno exame de nossa consciência e verificarmos se nunca agimos dessa forma em relação a alguma amiga que tenha ficado só, e se o fizemos, mesmo que tenha sido por circunstâncias independentes da nossa vontade.

Amizade é coisa séria, tem que ser cultivada, regada com nosso bom humor e disposição, e principalmente, com nossa boa vontade de estarmos presentes nos momentos de necessidade.

Não devemos ser exigentes com os amigos, mas sim tratá-los com naturalidade e compreensão, pois esse é, realmente, o verdadeiro sentido da amizade.

Quando agimos com humanidade, conseguimos até mesmo reverter situações de desgosto e de ansiedade.

Recebi, em momentos difíceis de grande perda, demonstrações de amizade das quais jamais me esquecerei, e que conseguiram amenizar muito o desgosto sofrido, pois, muitas vezes, um simples abraço e um aperto de mãos significa demonstração de apoio, tipo: “Conte comigo”.

E nem sempre significa ajuda financeira ou material.

É o carinho, a boa vontade em relação à situação difícil que se atravessa, o momento que sabemos vai passar, mas que, enquanto passamos, parece que nunca vai se acabar.

E o nosso sentimento de alívio é enorme ao receber o carinho de alguém que nos quer bem.

Amizade, enfim, é: “Estou com você, para o que der e vier”.

Abraços e bom domingo, amigo 🙂

Amanda