Arquivo mensal: outubro 2013

Harmonia

Harmonia, para mim, é bem estar no sentido mais puro e amplo.  Significa estar bem consigo mesmo e com todos ao seu redor.

Não sei viver sem harmonia.

E encontro essa simetria também na música.

Cresci com meu pai tocando piano e violão em casa, sempre incentivando minha pretensão de cantar, que até hoje tenho.

A harmonia musical é mágica.

Quando escutamos uma orquestra, percebemos imediatamente a sincronia e sintonia de todos os instrumentos, evidentemente estudados com critério e persistência.

Acabei de assistir um maravilhoso exemplo de harmonia em um programa de televisão, onde havia a participação de uma orquestra sinfônica, sob a regência de um conhecido e excelente maestro.

No mesmo programa, em total harmonia, participavam grandes cantores da música popular, que se apresentaram junto com os cantores da orquestra.

Foi uma alegria emocionante que a platéia sentiu e um exemplo de integração, onde o que importava realmente ali era o gosto pela arte musical, a qualidade da escolha e, principalmente, a idéia dessa “simbiose” tão perfeita.

E como na música, harmonia é primordial também na nossa convivência diária, seja com os parentes com quem vivemos, seja com amigos, funcionários, colegas de trabalho ou simples conhecidos.

Mesmo que esse encontro seja rápido e ocasional, seja num teatro, cinema ou em outro local público, busco sempre aquela harmonia musical da infância em tudo que faço e com todos que cruzam meu caminho.

De fato, se pensarmos bem, tudo em nossa vida está ligado a harmonia, seja harmonia de cores, de sons, de imagens, de lugares, de gostos, de pessoas ou de ambientes.

Claro que existe a idéia sempre citada, de  que “os opostos” se atraem.

Pode até mesmo ser uma grande verdade, pelo encantamento inicial da novidade, mas conviver com “opostos”, muitas vezes, dificulta a convivência harmônica, pois o dia a dia nem sempre é uma festa constante.

Sempre enfrentamos desafios  em diversas áreas, tanto financeira, quanto de saúde, de maneira diferente de viver em qualquer sentido.

Nesse caso, na primeira dificuldade, quando não há harmonia, sintonia ou sincronia como numa orquestra, pode surgir o desentendimento natural pela visão diferente que cada um de nós tem da vida e soluções aos problemas que surgem, pois nossa maneira de viver geralmente influencia nossas decisões.

A harmonia é essencial para nossa capacidade de ação em momentos difíceis e primordial para nosso bem estar diário.

Buscar viver em harmonia com nossa família, nossos amigos, nossos circunstantes de maneira geral talvez seja um dos maiores segredos da inteligência social.

Recebam meu abraço harmonioso 🙂

Bom domingo.

Amanda

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Interesses

Como em muitas palavras na nossa língua, esta também dá margem a uma série de interpretações, pois ela pode ser usada em muitos sentidos.

Um sentido importante, a meu ver, seria o do interesse público ou privado no bem estar do cidadão comum, que faz parte da população que é em grande número numa cidade como a nossa enorme São Paulo, e que trabalha dependendo de condução pública, como metrô e ônibus.

Hoje de manhã, estava minha TV ligada num programa no qual participava o público também, além de outras atrações.  Uma senhora expôs à apresentadora um problema que ela viveu ao ir a um super mercado em um shopping.

Quem chega, a pessoa coloca o carro em um estacionamento e sobe por escada rolante, sem nenhuma possibilidade de um idoso, por exemplo, que depende de uma cadeira de rodas, ter acesso ao super mercado.

Isso denota falta de atenção e de “interesse” pelas pessoas com alguma limitação.

Essa senhora foi ao gerente, que lhe disse nada poder fazer.  Ela se dirigiu à diretoria  de um ou outro departamento do próprio shopping, e assim foi levando sua reclamação.

Espero que ela tenha conseguido finalmente chegar na pessoa certa e que alguém tenha tido o dito interesse em servir aqueles que não tiveram a sorte de poder acessar a pé o determinado empreendimento – interesse em atender, interesse em tentar resolver.

Tudo sempre depende do “interesse”, seja ele pessoal, profissional, financeiro, emocional ou social.

Às vezes, não tomamos conhecimento do que se passa sob nossos olhos pois não parece nos interessar aparentemente, e preferimos ignorar.

Claro, se não nos interessamos, nem mesmo nos damos a chance de achar algo interessante.  Pode ser mais prático e mais cômodo para quem não quer ser incomodado, mas essa atitude acaba nos alienando e limitando as oportunidades que batem nas nossas portas mas, por não chamar a atenção, não são vistas.

Meu marido diz que o pior cego é aquele que não quer escutar.  E eu acredito mesmo que se prestarmos atenção ao nosso redor, tudo é interessante.

Felizmente, temos pessoas em nossa sociedade que se interessam ao ponto de exercerem um papel muito importante de assumir entidades que exigem um trabalho hercúleo para sobreviverem, dependendo sempre de ajuda particular ou pública.

E para obter essa ajuda, essas pessoas colocam seu interesse acima de tudo e pedem contribuição para quem realmente necessita, nunca para si próprias.

Isso é o próprio interesse desinteressado.

Já outros se interessam por divulgar a cultura, distribuem livros a quem não teria condições de comprá-los e, com essa atitude, ampliam o campo de atuação e até de ambição de gente que passa a sonhar mais alto.

A cultura traz novas perspectivas e gera novos interesses.

Na peça “My Fair Lady”, um senhor demonstra isso quando faz uma proposta a uma moça vendedora de flores na porta de um teatro.

Ele lhe propôs ensinar-lhe a ler e escrever, e ela concordou.

À medida que ela vai se desenvolvendo na cultura proposta por ele, vai se transformando em uma pessoa diferente, sua rudez é substituída por uma delicadeza, aprendendo desde ler e escrever até um pouco de etiqueta, como saber comer com educação, e assim vai se transformando em uma pessoa fina e educada, por quem ele acaba se apaixonando.

Claro que isso é apresentado como um romance, mas ilustra como o interesse por alguém pode mudar uma vida e, muitas vezes, sem nossa dedicação integral e sem nos privar de nada.

Agora, espero que você se interesse sempre pelo meu blog, porque eu me interesso muito por você 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

Compaixão: Assunto complicado quando se trata de atitudes entre pessoas

Temos em mente que a compaixão tende a ser vista como um ato de altruísmo, que é comportamento típico de quem busca beneficiar o próximo, tentando diminuir seu sofrimento, seja em que âmbito for.

Torna-se, na verdade, uma espécie de empatia, quando nos unimos no sentimento de necessidade do ser humano ao qual estamos nos referindo naquele momento.

Mas vemos pessoas incapazes de serem atingidas pelo sentimento de compaixão, mesmo em situações extremas, e passam pela vida ignorando, ou tentando ignorar as necessidades as quais poderiam influir positivamente.

Vivem sua própria vida sem se incomodar com as necessidades alheias, e achando que não é sua culpa se tudo se passa de forma triste e sem recursos para melhorar.

Se as pessoas à sua volta não têm o conforto que elas tiveram o privilégio de possuir, colocam, muitas vezes, a culpa no governo ou nas ações que essas vitimas de circunstancias cometeram no passado.

Fica mais cômodo para sua consciência, e satisfaz sua razão.

Mas será que conseguem dormir com tranquilidade ignorando simplesmente que nem todas essas pessoas talvez tenham tido a mesma sorte que elas?

Pode ser por questões financeiras, muitas vezes falta de orientação ou qualquer outra situação que não colaborou para que tivessem o sucesso e suas vidas dependessem da caridade alheia.

Fica fácil se justificar e nada fazer.

A compaixão não se resume somente à ajuda no sentido financeiro, mas também no sentido emocional, pois quando alguém precisa de nossa ajuda, seja em que sentido for, uma palavra de solidariedade pode bastar para que consigamos reverter uma situação de desespero ou de ansiedade.

Isso é compaixão!

Devemos desenvolver o sentimento de solidariedade, seja com palavras de amor a quem esteja precisando, ou mesmo colaborando com campanhas humanitárias para entidades que auxiliam na sociabilização de pessoas excluídas de forma geral.

Elas não tiveram a felicidade de possuir recursos, como o acesso à cultura e, como consequência, o ganho material que, muitas vezes constitui o bilhete premiado para o ingresso numa empresa e na sociedade.

E, na maioria das ocasiões, não precisamos ficar prejudicados por atender às  necessidades do nosso próximo.  Talvez o que ofereçamos nem represente um dano ao nosso patrimônio, mas o hábito de colocar a responsabilidade nos outros nos impede de exercer a compaixão.

Vamos pensar bem nesse assunto, antes de julgarmos as necessidades alheias.

Se levarmos nossa vida compassivamente, claro  sempre dentro dos nossos limites e sem a pretensão de mudar o mundo, com certeza seremos mais felizes.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Insegurança

Insegurança pode ser visto como um sentimento desencadeado pela percepção de vulnerabilidade.

Quando se é, ou se torna insegura, a pessoa fica sem a confiança em si própria e sem a certeza de que poderá desempenhar atividades, seja em que campo for.

Às vezes, a insegurança pode fazer crescer uma timidez disfarçada, o que também impede a realização, minando a coragem para tentar implantar uma idéia nova ou continuar na luta para novos empreendimentos.

De fato, a pessoa insegura acaba se isolando, muitas vezes, exatamente pela timidez, e cria-se aí o círculo vicioso: mais insegurança, mais isolamento; mais isolamento, menos capacidade de se relacionar e, portanto, de realizar.

E o que parece arrogância pode ser simplesmente uma manifestação de insegurança, uma defesa natural que torna mais difícil de desenvolver a inteligência social tão necessária para bons relacionamentos.

Mas a insegurança pode e deve ser controlada e educada.  Conheci pessoas que compensaram esse sentimento com a luta, pois ao invés de se deixarem abater, se dispuseram a lutar firmemente pelo que haviam planejado.

Isso é, na verdade, uma superação do estado negativo em que, às vezes, nos encontramos e, ao contrário de ficarmos pelos cantos nos achando incapazes e inseguros, vencemos os obstáculos, seja na realidade ou na nossa cabeça.

Tem indivíduos que, num ambiente desconhecido se sentem completamente inseguros, e desenvolvem uma atitude de isolamento.

Claro que todos nós nos sentimos mais seguros quando chegamos numa festa e vemos nossos amigos e conhecidos, mas se isso não acontece, devemos aproveitar para fazer novas amizades, ouvir novas línguas, discutir novas idéias.

Se não agimos assim, perdemos então, na maioria das vezes, a oportunidade de descobrirmos gente com quem poderíamos nos divertir, aprender, dividir.

Enquanto alimentam a insegurança, essas pessoas vão deixando de lado as chances que, para alcançá-las, é preciso aprender a reconhecê-las, sem compará-las com as oportunidades de outras pessoas.

A comparação é nosso pior inimigo quando se trata de insegurança.

Temos que ter a consciência de que somos o que somos e que devemos aprender, cada vez mais, sempre que possível, com tudo e todos que nos rodeiam.

Se nos compararmos todo o tempo com quem tem mais, ou que achamos ser mais do que somos ou temos, corremos o risco de nos sentirmos inferiores, e desenvolvermos, dessa forma, um sentimento maior de insegurança que pode nos levar à derrota, até antes de empreendermos a luta ou alvo de nosso desejo.

Esse raciocínio, a meu ver, se aplicaria para todo tipo de insegurança, seja no sentido amoroso, na disputa por um cargo, nas amizades.

Eu não tenho sentimento de ciúme.

Devo ser muito segura, ou muito irresponsável.

Prefiro pensar que sou a primeira alternativa.

Enfim, devemos sempre lutar para que o sentimento de insegurança não tome conta de nós, e assim evitarmos um sofrimento que, na maioria das vezes, é sem fundamento.

Vamos nos ater aos fatos.

Cuidado com a nossa imaginação, ela é muito fértil e pode nos levar a consequências inevitáveis, e sem retorno.

Abraços bom domingo 🙂

Amanda