Compaixão: Assunto complicado quando se trata de atitudes entre pessoas

Temos em mente que a compaixão tende a ser vista como um ato de altruísmo, que é comportamento típico de quem busca beneficiar o próximo, tentando diminuir seu sofrimento, seja em que âmbito for.

Torna-se, na verdade, uma espécie de empatia, quando nos unimos no sentimento de necessidade do ser humano ao qual estamos nos referindo naquele momento.

Mas vemos pessoas incapazes de serem atingidas pelo sentimento de compaixão, mesmo em situações extremas, e passam pela vida ignorando, ou tentando ignorar as necessidades as quais poderiam influir positivamente.

Vivem sua própria vida sem se incomodar com as necessidades alheias, e achando que não é sua culpa se tudo se passa de forma triste e sem recursos para melhorar.

Se as pessoas à sua volta não têm o conforto que elas tiveram o privilégio de possuir, colocam, muitas vezes, a culpa no governo ou nas ações que essas vitimas de circunstancias cometeram no passado.

Fica mais cômodo para sua consciência, e satisfaz sua razão.

Mas será que conseguem dormir com tranquilidade ignorando simplesmente que nem todas essas pessoas talvez tenham tido a mesma sorte que elas?

Pode ser por questões financeiras, muitas vezes falta de orientação ou qualquer outra situação que não colaborou para que tivessem o sucesso e suas vidas dependessem da caridade alheia.

Fica fácil se justificar e nada fazer.

A compaixão não se resume somente à ajuda no sentido financeiro, mas também no sentido emocional, pois quando alguém precisa de nossa ajuda, seja em que sentido for, uma palavra de solidariedade pode bastar para que consigamos reverter uma situação de desespero ou de ansiedade.

Isso é compaixão!

Devemos desenvolver o sentimento de solidariedade, seja com palavras de amor a quem esteja precisando, ou mesmo colaborando com campanhas humanitárias para entidades que auxiliam na sociabilização de pessoas excluídas de forma geral.

Elas não tiveram a felicidade de possuir recursos, como o acesso à cultura e, como consequência, o ganho material que, muitas vezes constitui o bilhete premiado para o ingresso numa empresa e na sociedade.

E, na maioria das ocasiões, não precisamos ficar prejudicados por atender às  necessidades do nosso próximo.  Talvez o que ofereçamos nem represente um dano ao nosso patrimônio, mas o hábito de colocar a responsabilidade nos outros nos impede de exercer a compaixão.

Vamos pensar bem nesse assunto, antes de julgarmos as necessidades alheias.

Se levarmos nossa vida compassivamente, claro  sempre dentro dos nossos limites e sem a pretensão de mudar o mundo, com certeza seremos mais felizes.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

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Publicado em outubro 13, 2013, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Querida Amanda:
    Belo conceito sobre o tema com o qual devemos ter o maior respeito e o maior cuidado.
    Se manifestada de dentro para fora, em situações que transcedam o limite de nossa preocupação e nossa angústia na ajuda ao próximo, teremos a compreensão plena de seu significado e sua importância para a saúde de nossa alma.
    Fazer a diferença na vida de outro ser humano, na busca pela sua felicidade, é uma grande prova de amor e compaixão.
    É a essência da generosidade e, consequentemente, uma terapia saudável para quem a exerce.
    Divirjo das pessoas que dizem “ter compaixão” pois este sentimento é tão interior, tão extraordinário, tão abstrato e tão presente que quando aflora as pessoas “não têm” mas sim as “pessoas sentem”.
    Beijos
    Elzi.

  2. Maria Thereza Matarazzo

    Amanda querida como SEMPRE o seu blog e cheio de bom senso e…compaixao!! e bem VOCE!!!! Recebi um convite que me pareceu bastante interessante e poderiamos ir juntas! E uma exposicao na Galeria de arte do SESI na FIESP na Av.Paulista 1313. A exposicao se chama “””Grandes Mestres da Arte Popular Ibero Americana.Voce gostaria de ir numa tarde Entre uma almoco e um jantar???podemos tomar um cafe no Harmonia Sexta feira a tarde para mim iria bem! Beijos M.Thereza

    Em 13 de outubro de 2013 10:39, Amanda Delboni

  3. Bom dia, Amanda.

    Acredito muito na compaixão como uma via de mão dupla, cuja prática permite sentir-nos cada vez mais plenos.

    Marshall Rosenberg alia esses valores e conceitos, de forma muito interessante, em sua técnica de Comunicação Não-Violenta, que se propõe com base nas necessidades existentes por trás dos sentimentos, em práticas compassivas de não julgamento.

    Achei especialmente bacana a maneira objetiva como você articula o acolhimento das necessidades alheias, como premissa para a construção de contextos de harmonia.

    Abraços e uma excelente semana.

  4. Salvar uma pessoa nem sempre e salvar o corpo, mas mtas vezes e salvar a alma, escutar uma pessoa qdo ela necessita. Eu doo a instituicoes idoneas, conhecendo o seu trabalho. Adorei seu texto. Bjs anete

  5. Querida Amanda, se você olhar ao seu redor notará que cada vez cresce mais o número daqueles que necessitam de um gesto de compaixão, enquanto também cresce a assistência social, de governo, da iniciativa privada e de indivíduos, isoladamente. Algo está errado.

    A compaixão é uma faca de dois gumes. Pois, em grande parte, nas sociedades modernas, é induzida a ser exercitada pelos cidadãos do mundo.

    O bom samaritano caminhava pela estrada e se deparou com um fariseu ferido. O samaritano, pragmático, aproximou-se, fez-lhe um curativo e seguiu seu caminho.Carregava dentro de si um principio: fazer o bem sem saber a quem. esta é a verdadeira compaixão.

    Aquela compaixão que alimenta nossa crença de que nosso semelhante é vítima dos males do mundo, é pena, e esta não raro, é induzida por terceiros mal intencionados que exploram os bons sentimentos de seu semelhante. O sentimento da pena, por ser induzido, pode ser somatizado por nós, e nos causar danos às vezes até irreversíveis. Como o caso daquela escritora que escreveu certa vez no Readers Digest “Senhor, perdoa-me por olhar o mundo sem lágrimas nos olhos.”

    Por ocasião daquele Tsunami ocorrido na Ásia, a Humanidade toda se levantou compassiva, enviando milhões de dólares para as entidades envolvidas nas operações de salvamento. Bem mais tarde foi comprovado, que grande parte destes recursos jamais foram utilizados em beneficio dos necessitados.

    Dezenas de países ao redor da Terra, são governados por ditadores roubam de seus cidadãos riquezas fabulosas, que deveriam servir ao desenvolvimento nacional, e fazem depósitos no próprio nome ou de familiares, em bancos de países desenvolvidos. A França que o diga! e nunca denuncia…

    Por estes poucos exemplos, dá para concluir que os governantes jogam suas responsabilidades nas costas do cidadão, induzindo-o através das propagandas e sentir pena de seu semelhante. É desta forma, que muitos aparentam ignorar as condições de vida do próximo. Isto não quer dizer que este cidadão ignora a miséria alheia. Não sabemos o que vai dentro de sua alma. Ele pode ser racional e objetivo, e fazer às vezes, muito mais do que aqueles que se mostram compassivos, dão a esmola e sentem o alivio em suas consciências.

    Beijos,
    Regina

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