Arquivo diário: outubro 20, 2013

Interesses

Como em muitas palavras na nossa língua, esta também dá margem a uma série de interpretações, pois ela pode ser usada em muitos sentidos.

Um sentido importante, a meu ver, seria o do interesse público ou privado no bem estar do cidadão comum, que faz parte da população que é em grande número numa cidade como a nossa enorme São Paulo, e que trabalha dependendo de condução pública, como metrô e ônibus.

Hoje de manhã, estava minha TV ligada num programa no qual participava o público também, além de outras atrações.  Uma senhora expôs à apresentadora um problema que ela viveu ao ir a um super mercado em um shopping.

Quem chega, a pessoa coloca o carro em um estacionamento e sobe por escada rolante, sem nenhuma possibilidade de um idoso, por exemplo, que depende de uma cadeira de rodas, ter acesso ao super mercado.

Isso denota falta de atenção e de “interesse” pelas pessoas com alguma limitação.

Essa senhora foi ao gerente, que lhe disse nada poder fazer.  Ela se dirigiu à diretoria  de um ou outro departamento do próprio shopping, e assim foi levando sua reclamação.

Espero que ela tenha conseguido finalmente chegar na pessoa certa e que alguém tenha tido o dito interesse em servir aqueles que não tiveram a sorte de poder acessar a pé o determinado empreendimento – interesse em atender, interesse em tentar resolver.

Tudo sempre depende do “interesse”, seja ele pessoal, profissional, financeiro, emocional ou social.

Às vezes, não tomamos conhecimento do que se passa sob nossos olhos pois não parece nos interessar aparentemente, e preferimos ignorar.

Claro, se não nos interessamos, nem mesmo nos damos a chance de achar algo interessante.  Pode ser mais prático e mais cômodo para quem não quer ser incomodado, mas essa atitude acaba nos alienando e limitando as oportunidades que batem nas nossas portas mas, por não chamar a atenção, não são vistas.

Meu marido diz que o pior cego é aquele que não quer escutar.  E eu acredito mesmo que se prestarmos atenção ao nosso redor, tudo é interessante.

Felizmente, temos pessoas em nossa sociedade que se interessam ao ponto de exercerem um papel muito importante de assumir entidades que exigem um trabalho hercúleo para sobreviverem, dependendo sempre de ajuda particular ou pública.

E para obter essa ajuda, essas pessoas colocam seu interesse acima de tudo e pedem contribuição para quem realmente necessita, nunca para si próprias.

Isso é o próprio interesse desinteressado.

Já outros se interessam por divulgar a cultura, distribuem livros a quem não teria condições de comprá-los e, com essa atitude, ampliam o campo de atuação e até de ambição de gente que passa a sonhar mais alto.

A cultura traz novas perspectivas e gera novos interesses.

Na peça “My Fair Lady”, um senhor demonstra isso quando faz uma proposta a uma moça vendedora de flores na porta de um teatro.

Ele lhe propôs ensinar-lhe a ler e escrever, e ela concordou.

À medida que ela vai se desenvolvendo na cultura proposta por ele, vai se transformando em uma pessoa diferente, sua rudez é substituída por uma delicadeza, aprendendo desde ler e escrever até um pouco de etiqueta, como saber comer com educação, e assim vai se transformando em uma pessoa fina e educada, por quem ele acaba se apaixonando.

Claro que isso é apresentado como um romance, mas ilustra como o interesse por alguém pode mudar uma vida e, muitas vezes, sem nossa dedicação integral e sem nos privar de nada.

Agora, espero que você se interesse sempre pelo meu blog, porque eu me interesso muito por você 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda