Arquivo diário: outubro 13, 2013

Compaixão: Assunto complicado quando se trata de atitudes entre pessoas

Temos em mente que a compaixão tende a ser vista como um ato de altruísmo, que é comportamento típico de quem busca beneficiar o próximo, tentando diminuir seu sofrimento, seja em que âmbito for.

Torna-se, na verdade, uma espécie de empatia, quando nos unimos no sentimento de necessidade do ser humano ao qual estamos nos referindo naquele momento.

Mas vemos pessoas incapazes de serem atingidas pelo sentimento de compaixão, mesmo em situações extremas, e passam pela vida ignorando, ou tentando ignorar as necessidades as quais poderiam influir positivamente.

Vivem sua própria vida sem se incomodar com as necessidades alheias, e achando que não é sua culpa se tudo se passa de forma triste e sem recursos para melhorar.

Se as pessoas à sua volta não têm o conforto que elas tiveram o privilégio de possuir, colocam, muitas vezes, a culpa no governo ou nas ações que essas vitimas de circunstancias cometeram no passado.

Fica mais cômodo para sua consciência, e satisfaz sua razão.

Mas será que conseguem dormir com tranquilidade ignorando simplesmente que nem todas essas pessoas talvez tenham tido a mesma sorte que elas?

Pode ser por questões financeiras, muitas vezes falta de orientação ou qualquer outra situação que não colaborou para que tivessem o sucesso e suas vidas dependessem da caridade alheia.

Fica fácil se justificar e nada fazer.

A compaixão não se resume somente à ajuda no sentido financeiro, mas também no sentido emocional, pois quando alguém precisa de nossa ajuda, seja em que sentido for, uma palavra de solidariedade pode bastar para que consigamos reverter uma situação de desespero ou de ansiedade.

Isso é compaixão!

Devemos desenvolver o sentimento de solidariedade, seja com palavras de amor a quem esteja precisando, ou mesmo colaborando com campanhas humanitárias para entidades que auxiliam na sociabilização de pessoas excluídas de forma geral.

Elas não tiveram a felicidade de possuir recursos, como o acesso à cultura e, como consequência, o ganho material que, muitas vezes constitui o bilhete premiado para o ingresso numa empresa e na sociedade.

E, na maioria das ocasiões, não precisamos ficar prejudicados por atender às  necessidades do nosso próximo.  Talvez o que ofereçamos nem represente um dano ao nosso patrimônio, mas o hábito de colocar a responsabilidade nos outros nos impede de exercer a compaixão.

Vamos pensar bem nesse assunto, antes de julgarmos as necessidades alheias.

Se levarmos nossa vida compassivamente, claro  sempre dentro dos nossos limites e sem a pretensão de mudar o mundo, com certeza seremos mais felizes.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda