Arquivo mensal: novembro 2018

Prepotência

Uma das características mais insuportáveis em alguém é exatamente a prepotência. Fica impossível a própria convivência, por menor que seja, não se consegue um diálogo tranquilo e educado, pois o prepotente se acha sempre com a razão e crê que sabe tudo sobre o que está se falando naquele momento.

Não aceita a opinião de ninguém que o rodeia, mesmo que os participantes da conversa sejam especialistas no assunto em questão naquele momento.

O prepotente se acha sempre com a razão, seja qual for a idéia que esteja sendo exposta naquela ocasião.

Muitas vezes me calo nessas situações, pois não sou afeita a discussões estéreis, que não levarão a absolutamente nada, e não modificará aquilo que foi feito ou dito anteriormente.

Mesmo porque a pessoa que se acha com a razão, jamais escuta argumentos contrários às suas idéias iniciais, pois lhe falta nesse caso, a humildade necessária para achar e se convencer de que o outro poderia estar com a razão.

A palavra chave é humildade, e quando não a temos, tudo fica mais difícil, mesmo numa conversa informal, se você se engana ao contar algo ou dar uma informação, a pessoa prepotente chega a lhe desmentir sem pensar duas vezes, mesmo que a conversa seja algo sem nenhuma importância na ordem das coisas.

A prepotência é uma tremenda falta de humildade em poder aceitar alguma falha, por menor que ela seja, pois quem corrige se acha infalível e sempre sabe mais, sua opinião é o que conta.

É um sentimento falso de superioridade, de auto afirmação, e sempre que encontramos quem o possui, devemos ter uma tremenda força de vontade para não respondermos à altura, e assim evitarmos uma discussão que não levará a nenhum lugar.

Também se classifica o prepotente como arrogante porque se considera superior aos outros, tratando-os como ignorantes, de forma, muitas vezes, desrespeitosa.

Mesmo que se tenha uma posição de poder e de autoridade, se deve respeitar o outro, e até reconhecer seu valor, sua cultura, sua maneira de ser de acordo com a educação que foram capazes de lhe proporcionar.

Nem todos tiveram a oportunidade de ter recebido uma educação de primeira qualidade, seja por recurso financeiro menor, seja mesmo por falta de entusiasmo na época certa, não significa que não queira aprender, mas cada um tem seu tempo.

Por isso, por mais poderoso que alguém seja ou se sinta, importante não abusar de seu poder e autoridade, importante cultivar certa humildade, e saber que muitas vezes se aprende até mais com alguém cuja sabedoria não tenha vindo somente dos livros, e sim de sua vivência e sabedoria natas.

Isso é imperdoável, pois não somos melhores do que ninguém, só que muitos tiveram a chance de estudar, e com isso adquirir maior nível de conhecimento, o que não quer dizer que sejam superiores, somente possuem maior informação.

E para que todos se dêem bem nesta vida, se tivermos a oportunidade de exercermos um pouco de humildade, mesmo tendo mais conhecimento cultural do que outros, seremos mais felizes, seguramente!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

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Superstição

Superstição é algo muito especial e particular de cada um de nós, pois quem acredita segue fielmente o que deve ou não deve fazer, com receio de consequências que podem advir.

Tem várias:

Não abrir guarda chuva dentro de casa, morte em família.
Bolsa no chão, nem pensar pois o dinheiro vai embora.
Não passar em baixo de alguma escada.
Sapato virado com a sola para cima, também nem pensar.
Faca no chão se cair, vai ter briga, portanto precisa fazer o sinal da cruz três vezes no local ao apanhá-la.

E assim, sucessivamente, tem diversas crenças que até respeito, mas não acredito.

Não abro guarda chuva dentro de casa, pois não chove dentro de casa.
A bolsa não ponho no chão , para não estragá-la.
Em baixo de escada, não passo, pois tenho receio que ela caia sobre mim, e me machuque.
O sapato, tenho sempre o cuidado de deixá-lo na posição correta.
E a faca, tomo cuidado somente para ela não cair no meu pé e me cortar.

Estamos falando na base da brincadeira, mas seriamente não acredito mesmo em nenhuma superstição, pois creio que todos os fatos não estariam me acontecendo se eu não tomasse cuidado ou não fosse protegida quanto às consequências que um ato insensato fosse cometido.

As superstições são uma espécie de crendice popular que não possuem explicação científica, são criadas pelo povo e passam de geração a geração, que muitas vezes se acredita por medo.

Até mesmo considerada uma superstição religiosa, o fato de se abrir uma página da Bíblia por acaso e acreditar que está ali a resposta para sua aflição ou para seu problema  naquele momento.

Não devemos confundir crença com crendice, são palavras parecidas, mas completamente distantes.

É a ação de acreditar na possibilidade de alguma coisa, ela é sempre maior do que o conhecimento, embora um determinado conhecimento  pode se tornar uma crença com o passar do tempo.

É algo que pode mesmo atrapalhar a vida de uma pessoa, que às vezes deixa de fazer determinadas coisas num dia de sexta feira, 13, por exemplo.

Isso sem nenhuma explicação plausível ou científica até hoje, que preveja que este dia daria azar.  Eu mesma já consegui muitas coisas positivas nesse tipo de dia, normalmente, sem nem ter me lembrado antes que dia seria.

Acreditarmos em algo sem explicação, por medo, é superstição, e isso, a meu ver, pode criar o desânimo de tentarmos algo, tanto na vida pessoal, quanto na profissional, e com isso, deixarmos de realizar, o que poderia fazer tanto bem em nossa vida.

Abraços e bom domingo, preferivelmente sem superstições.

Sem passar em baixo de alguma escada, sem cruzar com gato preto, e numa sexta feira, 13, então, nem pensar 🙂

Amanda

Potencial

De vez em quando, ouvimos pessoas comentarem sobre a capacidade de alguém, “fulano tem potencial”, isto é, pode fazer algo ao qual se refere naquele momento.

E quando se refere a esse tipo de possível realização, sempre se acredita que tal pessoa, ou grupo de pessoas, possui a capacidade de realizar algo, mas isso não quer dizer que faria, pois tudo nesta vida depende de nossa luta, da dedicação que nos impomos.

É a capacidade de desenvolvimento que muitas vezes falta, uma vez que já houve a capacidade de planejar e tentar a realização de algo a que se dispôs primeiro em pensamento.

Mas não quer dizer que aquilo que foi planejado possa ser executado, pois na prática tudo se torna mais difícil quando quase sempre dependemos de terceiros e de circunstâncias externas que podem dificultar a realização, mas ai vem a luta para a realização daquilo que tenha sido planejado anteriormente.

Um bom líder deve detectar o potencial de seus subordinados, pois ele terá a chance de desenvolvê-los, trazendo assim mais sucesso para sua empresa, de maneira geral.

Essa é uma das habilidades de um líder.

E para que isso venha a acontecer, o principal é o chefe ter um grande espírito de julgamento imparcial e assim conseguir julgar sem nenhuma tendência, o que o fará escolher o melhor colaborador para determinada atividade.

Nem sempre demonstramos o que podemos fazer, seja por humildade ou até mesmo por timidez, então para termos sucesso na seleção, temos que ser imparciais e ver através das aparências.

Muitas vezes apostei no que não se via, mas sim na análise através de pequenos detalhes, tanto práticos, quanto os que não apareciam tanto.  É imprescindível prestarmos atenção em detalhes que talvez o próprio candidato não saberia que estava demonstrando.

Ai está o potencial e nossa capacidade de enxerga-lo.

Devemos sempre tentar analisar e descobrir nosso potencial e de quem nos rodeia e colabora conosco, e assim ver sua capacidade de desenvolvimento, afim de conseguir uma posição que estaria tentando ocupar.

E repito, para isso, muito importante manter a capacidade de isenção, para que não sejamos tendentes a proteger alguém que não teria condições de atingir os resultados que se esperaria dessa pessoa.

Abraços e bom domingo, valorizando sempre o potencial de quem nos rodeia, seja pessoal ou profissionalmente 🙂

Amanda

Acreditar

Essa é uma palavra muito delicada, pois depende da confiança inspirada em nós por quem nos rodeia, ou mesmo por quem acabamos de conhecer e de quem nos tornamos amigos.

Tem pessoas que nos inspiram imediatamente a confiança pelo que falam, pelas idéias que nos são expostas.  Já tem outras que, por mais que tentem provar que aquilo que nos dizem é verdadeiro, muitas vezes, não conseguem, não acreditamos.

Pode ser até mesmo que seja porque já tenhamos tido alguma prova de que essas não falam aquilo que seja verdade, ou porque as conheçamos pouco, algo sem muita explicação lógica.

Na verdade, nada deveríamos ter que provar, mas depende com quem estamos lidando no momento em que afirmamos algo, seja do ponto de vista social, ou profissional.  Isso acontece quando já conhecemos muito bem as pessoas em questão, e elas já estariam acostumadas conosco, pois a confiança vem com o passar do tempo e as provas que vamos dando durante nossa convivência.

Por isso, tudo o que afirmamos ou ideias que colocamos na mesa, deverá ter fundamento e termos a certeza de que aquilo que estamos afirmando nos dá a confiança que inspiramos em nossos interlocutores.

A crença, seja religiosa ou social, é algo que temos ou não, e cultivá-la se torna importante, na medida que ela nos traz a confiança naquilo que é parte de nossa vida, quase sempre.

A confiança é algo que conquistamos com a convivência, seja dos pais para os filhos, entre amigos, de forma geral é um sentimento que a convivência faz aumentar… ou diminuir, de acordo com as provas que vamos dando entre nós de que falamos a verdade, e agimos sempre com a honestidade que aprendemos.

Falar a verdade, algo que sempre foi imposto em nossa casa, mesmo que isso traga consequências inevitáveis, as crianças aprendem que apesar de terem a possibilidade de levar alguma punição, devem arcar com seus atos, falando sempre aquilo que representa a veracidade de algo que estão defendendo naquele momento.

E com isso aprendem também que o que disserem será levado em conta, para que possamos defendê-las em qualquer situação.

Tem pessoas que inspiram nossa confiança, seja em que situação for, e isso possivelmente tenha sido conquistado com as atitudes que desenvolvem durante a convivência que com elas desfrutamos.

Se tivermos que provar cada vez que falamos ou defendemos alguma idéia, e não formos dignos de crédito, já teremos a certeza de que a pessoa em questão não poderá ser considerada tão amiga quanto imaginávamos.

Como é bom e saudável podermos acreditar em quem convivemos, sejam os cônjuges, os amigos, ou até mesmo conhecidos cuja convivência nem seja tão assídua, mas que nos dá a tranquilidade absoluta.

Abraços e bom domingo, e muita crença, sempre 🙂

Amanda