Arquivo diário: junho 28, 2015

Inveja

Uma citação interessante que li uma vez e concordo:

“A inveja é assim: A pessoa quer tudo que você tem, mas não quer pagar o preço que você paga”.

Fica fácil quando desejamos algo, mas se não queremos ir à luta, como se diz, o resultado não pode ser alcançado como desejaríamos.

Essa luta pode ser muito intensa, mas nem sempre dirigida ao objetivo que faria com que o saldo fosse positivo e nos fizesse felizes e vitoriosos, como teria sido o desígnio inicial.

Toda empreitada exige um planejamento sempre rigoroso para tentarmos alcançar resultados que pensamos conseguir, pois, sempre antes de iniciarmos algo, temos os sonhos e vemos em nossa imaginação tudo pronto como desejaríamos.

Mas não devemos nos basear nos outros, e desejarmos exatamente o que realizaram ou conseguiram, pois cada um de nós tem sua capacidade de ação e nossos objetivos de alcançarmos algo sonhado, sonhos que mudam de pessoa para pessoa.

Depende de nossos gostos pessoais e de nossa personalidade, tipo de objetivo a alcançar, mesmo porque nos diferenciamos uns dos outros e o mesmo resultado pode não nos satisfazer.

Por isso, a inveja que, na verdade, aparece como uma imitação, pode não ter nada a ver com a realização de outras pessoas, cujos resultados nem seriam apreciados.

O invejoso só quer os mesmos resultados do vitorioso, mas o que precisa ser visto é se ele teria tido o mesmo espírito de luta, o mesmo nível de planejamento, o mesmo poder de realização naquilo que se propôs. Enfim, a mesma capacidade no seu todo.

A nossa atividade depende muito de nossa personalidade, de nossa criação, da maneira como fomos educados, se fomos sempre instruídos a tentar conseguir os melhores resultados, ou se nos contentamos com a mediocridade, etc.

A personalidade podemos educar, dependendo do ambiente em que vivemos, e nos propondo sempre a lutar sem que a inveja nos domine, pois sermos bem sucedidos deve sempre ser nossa meta.

Mas para isso, é importante desenvolvermos nosso espírito de luta, sem nos compararmos, levianamente, a quem venceu antes de nós.

Podemos, sim, ser humildes e nos basearmos em quem teve suas vitórias alcançadas com seus estudos, seu planejamento racional, e tentarmos aprender com essas pessoas.

Provavelmente, elas terão muito prazer em nos ensinar, pois transmitir experiências faz parte da personalidade realizadora.

Mas se incentivarmos nosso sentimento de inveja, ele nos impedirá de ver como poderíamos vencer, pois se ocuparmos nossas mentes com idéias negativas, estaremos perdendo nosso tempo e deixando de exercer nosso poder de criação própria, com a qual até poderíamos superar o objeto de nossa inveja.

O escape do invejoso é atribuir à conjuntura das circunstâncias o sucesso do próximo.

Tenhamos muita cautela com a palavra “sorte”.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda