Docilidade 

Devemos cultivar a docilidade interior, com muito cuidado e esmero em realizar algo a que nos propomos.

Isso, sem nos deixarmos entregar à indolência e sempre termos em mente que nossa força de vontade deve imperar em tudo e em todos os projetos aos quais nos propusermos, seja em que área for.

Acomodar-se pode significar o fracasso de alguma empreitada à qual estivermos nos entregando, planejando ou realizando.

Vemos muitos tipos de indolência, desde o comportamento psicológico, por exemplo, de uma pessoa apática, que não se comove com a dor, até a indolência social, que consiste em sermos indiferentes diante de sofrimento de uma ou mais pessoas que nos cercam, ou simplesmente assistirmos a atuação diante de alguém que conhecemos, sem nada fazermos.

Vemos também indolentes passivos que se concentram em seus próprios interesses, em sua vida, sem se preocuparem em olhar para seus semelhantes que estão ao seu lado, e sem dar ao menos um apoio, mesmo que esse nada custe.

Se participamos com causas e pessoas, podemos ver que, muitas vezes, nada nos custa, nem financeiramente, nem nosso tempo, e se o fazemos, aos poucos a nossa indolência dará lugar à sensibilidade e nos fará socorrer a quem de nós necessita.

Normalmente, a docilidade vence qualquer estado de irritação ou de rudez do nosso próximo, pois quem agride espera e gosta de uma reação grosseira de nossa parte, e se não o fazemos, decepcionamos nosso interlocutor.

Pois quem agride, seja verbal ou fisicamente, espera uma reação para satisfazer sua incapacidade de conseguir argumentar com o cérebro, e deixar sua vaidade e egoísmo de lado é quase impossível.

Se reagimos a uma agressão ou falta de educação, quem provocou nosso comportamento naquele momento se sentirá realizado.

Não é fácil, mas nesse caso, a indolência aparente poderá até nos auxiliar a não fazer o jogo desonesto do outro.

Então, como tudo neste mundo tem os dois lados, procuremos seguir nosso instinto para o bem, e desenvolvamos nossa docilidade, ao invés de termos atitudes agressivas, mesmo quando somos agredidos.

Isso desarmará, com certeza, a quem tenha nos agredido, seja involuntária ou propositadamente.

A docilidade se torna uma arma do bem, quando reagimos ou agimos em relação ao nosso próximo, pois ela predispõe a que outros tenham também a mesma atitude de bem estar e de boa vontade.

O que, na verdade, conduz a resultados benéficos, seja na área pessoal, social, ou profissional, e isso podemos constatar ao tomarmos atitudes de confiança, de mútua colaboração, de tolerância e de boa vontade.

Claro que a docilidade não implica em subserviência ou falta de personalidade, mas somente em conseguirmos expor nossos pontos de vista e opiniões, sem ofensa e sem humilhação a quem pensa diferente de nós.

Abraços e bom domingo com muita docilidade 🙂

Amanda

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Publicado em fevereiro 14, 2016, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Anna Maria Frohnknecht

    Um texto muito proveitoso, bem escrito, e focando um assunto que parece esquecido nos dias de hoje, que estão tão rudes !!! um beijo

  2. Lindo texto e bem elucidativo…serviu muito pro meu entendimento…Parabéns.bjs

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