Dois pesos, duas medidas

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Parece um contra senso.

Estranho ditado, mas sempre que escutamos essa frase, se analisarmos, veremos da certeza do titulo de nosso assunto de hoje, e nos lembramos dos exemplos da vida de cada um de nós.

Devemos nos cuidar para evitarmos cometer esse tipo de falha.

Pois, corremos sempre o risco de censurar algo que não desejávamos para nós e fazer o mesmo para alguém, sem pensarmos nas consequências.

Vemos sempre pessoas criticando outras, sejam amigas ou membros da família, por algo que praticaram, enquanto sua vida estaria cheia desses mesmos atos dos quais agora faziam críticas e admoestações.

Temos que pensar bem antes de sermos contra algo que alguém teria cometido, atitudes falhas, etc., pois se estivermos na mesma situação em que se encontrava essa pessoa, será que não agiríamos da mesma maneira?

Criticas constantes que presenciamos, na maioria das vezes, deveriam ser repensadas, pois é só nos colocarmos no lugar da pessoa alvo dessas mesmas censuras e nos surpreenderemos com as nossas próprias atitudes se pararmos para analisar situações de risco, onde colocamos nossas posições em cheque.

A pessoa que critica sempre, definitivamente não usa da imparcialidade, tão necessária ao bem viver entre amigos, funcionários ou simplesmente conhecidos que, por qualquer motivo, estejam naquele momento usufruindo da convivência.

Importante a isenção de ânimos para se julgar qualquer tipo de atitudes, de pretensões, equidade em nossos juízos a respeito de qualquer assunto, atos e decisões.

Muitas vezes assistimos a uma injustiça quando vemos pessoas usarem um tipo de julgamento para uma mesma situação.

Acontece que, dependendo de seu tratamento e seu juízo no momento, e de quem se trata, o veredicto pode ser tendencioso.

Se, por exemplo, foi alguém que você admira defendendo determinadas ideias, fica legal, senão a expressão fica sendo de reprimenda e critica.

Inteiramente injusto e sem equilíbrio na balança do bom senso, pois se algo não serve para uma pessoa, também não deveria servir para outra, independente de sua posição em nossa vidas, posição social, financeira ou outra.

Nossa tendência seria, a priori, julgar atos de nossos circunstantes, sem nos lembrarmos que, de repente, também os tenhamos cometido, pois somos humanos e nossas falhas devem ser, em alguns casos, compreendidas e até mesmo toleradas, dependendo da gravidade ou não de cada uma delas.

Importante é, no nosso julgamento, permanecermos isentos de ânimo, e analisarmos as circunstâncias em que tais equívocos, a nosso ver, teriam sido efetuados.

Analisemos se ao acusarmos, estaremos nos esquecendo de que também as cometemos, ou eventualmente poderia acontecer.

Resumo: Devemos ter sempre em mente, e termos como nosso objetivo, evitarmos o julgamento precipitado e analisarmos se falhas que apontamos também não seriam cometidas por nós mesmos em determinadas situações.

Exatamente para não vivermos na base dos dois pesos, duas medidas.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

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Publicado em março 1, 2015, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 8 Comentários.

  1. Sábio e construtivo tema! Tu sempre nos fazendo pensar! Obrigada por estar continuamente alerta e colocar no papel, de maneira simples, o ideal a ser feito.

  2. É muito fácil sairmos julgando, criticando, apontando os erros. Difícil é refletir sobre erros e tentar fazer diferente. Melhor mesmo é nao julgar, porque muitas vezes, os erros são apenas diferentes.

    Gostei querida Amanda​. Textos sempre positivos. Bjos

  3. Sueli Puccinelli Geraldi

    Amanda querida!
    Lendo esse texto tão bem escrito chego à conclusão de que se não conseguimos ser juízes de nossos próprios atos, como sê-los de terceiros? Se não nos julgamos como julgamos os outros? Bom senso e solidariedade são muito bem vindos e nos ajudam a viver mais e melhor!!!
    Super beijo da Sueli

  4. Sueli Puccinelli Geraldi

    Querida Amanda
    Texto muito bem escrito e traduz em palavras o que se vê constantemente nos dias de hoje: a critica ao próximo, sem perceber que erramos também! Como é difícil ter bom senso e ser justo o tempo todo! Porém, se todos tentarem, todos poderemos ser mais felizes e principalmente mais generosos com o nosso próximo!
    Super beijo
    Sueli

  5. Oi querida:
    Qualquer pessoa pode correr o risco de erro em se tratando de juízo de valor.
    Isto ocorre porque nossa análise e nosso posicionamento sofrem influências fortes da época em que o evento ocorre.
    A situação social, a conjuntura política e mesmo a nossa visão pessoal conduzem e dirigem nosso raciocínio.
    O elemento mais importante no ato de julgar é a isenção.
    Todos devem ser julgados pelos mesmos critérios, não apenas porque a Constituição diz “todos são iguais perante a lei” mas, sobretudo porque a regra “dois pesos e duas medidas” já nasce injusta atribuindo valores diferentes para o mesmo fato.
    Meu procedimento recomenda, sempre, afastamento de quem usa esta prática.
    Bjs

  6. Querida Amanda, “Não faças aos outros o que não queres para ti”, “não julgues se não queres ser julgado” , enfim, “dois pesos, duas medidas” é princípio ético. E..no dia em que a Humanidade realmente respeitá-lo viveremos num oásis de Paz
    Beijos e boa semana, Regina Caldas.

  7. PARABÉNS AMIGA AMANDA!…A MENSAGEM DE HJ É MESMO PARA PENSARMOS E REFLETIRMOS!…OQUE FARÍAMOS NO LUGAR DESSA PESSOA OU PESSOAS?…ABRAÇOS CARINHOSOS DA SUA FÃ REGINA SIM

  8. bella talerman zilbovicius

    Man querida ninguem é perfeito e principalmente nós mulheres usamos muito essa pratica de dois pesos e duas medidas,qdo se dá conta já fez!!!!bjkas e boa semana

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