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Coerência/Incoerência
Publicado por amandadelboni
Uma das definições da palavra coerência, tão importante para o seguimento de nosso dia a dia, é a exposição de idéias e de argumentação sobre algum assunto ou atitude aos quais nos propomos.
Coerência é, antes de tudo, questão de bom senso.
Impossível vivermos sem a coerência de atitudes, que, uma vez tomadas, podem transformar toda a nossa existência, em vários aspectos.
Se somos a favor de alguma idéia, ou temos algum ideal, defendemos com toda a nossa garra, e então somos naturalmente impelidos a agir como o esperado.
Se fazemos diferentemente, nos tornamos alvo de críticas e admoestações, dependendo do grau de importância que a situação se impõe.
Inclusive, isso determina o padrão de comportamento que se prevê nas pessoas que nos rodeiam, sejam íntimas ou mais cerimoniosas.
A coerência conduz a uma previsão de atitudes, e comanda o resultado que esperamos de qualquer iniciativa.
Se conhecemos bem uma pessoa que faz parte de nosso círculo, seja amigo ou contato profissional, temos um índice de previsibilidade da sua conduta.
O comportamento das pessoas se torna previsível para nós, dentro do cotidiano que nos cerca, e das atitudes que já conhecíamos dessas pessoas anteriormente.
De maneira que, se ouvimos um comentário desabonador sobre alguém, deveremos ser os primeiros a passar por um filtro a informação, se ela é verossímil ou não — principalmente se conhecemos seu padrão de comportamento e sabemos que seria incoerente ou bastante improvável uma atitude desagradável ou desonesta de sua parte.
E a coerência se faz sentir em todo tipo de relacionamento.
Sempre ouvimos falar de casais que, apesar de se amarem, ou dizerem que se amam, vivem às turras como se fossem inimigos. É a incoerência de atitudes ou de aparência.
A incoerência determina uma atitude paradoxal, pois, se criticamos, temos que nos policiar para não tomarmos as mesmas atitudes que são alvos de nossas críticas.
Como podemos, ao mesmo tempo, criticar a atitude de alguém e agirmos da mesma forma que abominamos?
Quero dizer que, se defendemos algum conceito ou esposamos uma idéia, e agimos diferentemente na vida prática, somos incoerentes, para não dizer, falsos.
Incoerentes também são pessoas que, apesar de não possuírem meios para viverem num certo padrão, acabam perdendo a noção e se colocando em problemas, muitas vezes insolúveis.
Isso é uma incoerência de atitude que pode tornar a vida um verdadeiro inferno.
Temos que nos policiar para não praticá-la.
Portanto, a coerência não é importante somente para a boa convivência, mas também para o nosso trabalho, seja ele qual for.
Nossas idéias devem ser expostas de forma que não deixem dúvidas sobre aquilo que sentimos, planejamos, ou até somos.
Sejamos coerentes em nossas atitudes, idéias e ideais, contribuindo assim para o bom relacionamento familiar, social ou profissional.
Nossas atitudes, se forem coerentes, determinam o que será esperado de nós.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Discussão
Publicado por amandadelboni
“Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas”.
Li essa frase há muitos anos.
Penso o contrário.
Sempre que uma discussão importante se esgota rapidamente, perdemos a oportunidade de aprender com ambas as partes, que podem ganhar muitos conhecimentos sobre o assunto em questão.
No entanto, uma discussão estéril ou sobre questões irrelevantes deve se encerrar o quanto antes para evitar maiores desentendimentos desnecessários.
Claro que não vamos tratar aqui de discussão científica, necessária para o progresso da humanidade, e até indispensável.
Trabalhei em laboratório como farmacêutica, e conheço bem toda a estratégia que envolve o lançamento de produtos, itens de adaptação para um clima diferente de onde o produto se originou, etc.
Empresas de vários seguimentos também discutem sempre o que produzir de melhor, novidades a serem lançadas a fim de conquistarem novos mercados e clientes que adquirirão seus produtos, preços mais acessíveis para enfrentarem os concorrentes e tudo o mais referente a produção e vendas.
O debate em uma assembléia tem que acontecer, pois se pode, com isso, alcançar benefícios destinados a entidades, ao povo de maneira geral.
Discussões a esse respeito devem e deverão sempre existir.
Mas o que estou abordando aqui hoje é a discussão estéril, ou improdutiva, carregada muitas vezes de mau humor, que não leva a nada, e que de vez em quando tenho o desprazer de assistir.
Já viram como quem está convencido de estar certo em qualquer ramo de atividade ou em qualquer tipo de matéria, dificilmente aceita a opinião diversa?
Fica, então, desagradável para quem ouve, e o resultado nunca é atingido, pois quem discute, em geral, cria um mal estar nos circunstantes.
E no caso de assistência fica pior, pois nenhuma das partes quer “perder” a razão, e a discussão pode tomar rumos extremamente desagradáveis que não conduzem a absolutamente nada, em geral.
O melhor a fazer numa discussão — e que deixa a parte contrária muito desapontada — é esfriar a conversa, pois na maioria dos casos, se peneirarmos mesmo, não vale a pena, nada ganhamos com isso.
Muitas vezes é só uma questão de vaidade pessoal não querermos perder.
O que se deve cuidar é que uma discussão não se transforme em disputa, somente no sentido de se sair vitorioso.
Não gosto e sempre me recuso a entrar em uma discussão. O clima vai se tornando difícil, as vozes se alteram e isso me faz muito mal.
Raramente algo chega a me interessar tanto ao ponto de que eu queira mesmo discutir. Emito uma opinião se sou solicitada, mas sem que me deixe levar pelo aspecto polêmico que não me faz bem e do qual não necessito para me sentir feliz.
Vale relembrar que a grande maioria das divergências se dá em ocasiões em que estamos empenhados em lazer, bem estar e calma.
Por que estragar tudo isso?
Sem discussão, aceito a atenção e encerro o blog de hoje com a letra da música “Discussão”:
Se você pretende sustentar a opinião
E discutir por discutir só prá ganhar a discussão
Eu lhe asseguro, pode crer, que quando fala o coração
Às vezes é melhor perder do que ganhar, você vai ver
Já percebi a confusão, você quer ver prevalecer
A opinião sobre a razão, não pode ser, não pode ser
Prá que trocar o sim por não, se o resultado é solidão
Em vez de amor, uma saudade, vai dizer quem tem razão
Tom Jobim
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Limites
Publicado por amandadelboni
Outro dia li uma frase que adorei, não conheço o autor, mas achei sensacional:
“Não sabendo que era impossível, fui lá e fiz”.
Realmente, o que nos parece impossível num certo momento, dependendo da luta que empreendamos, podemos tornar possível a realização.
Mas devemos buscar condições de conquistas sempre dentro dos nossos limites de possibilidades, tanto físicas, quanto emocionais, sociais ou financeiras.
Mas, será que todos nós conhecemos nossos limites?
Em que ocasião teríamos que reconhecê-los, e como fazer para que isso aconteça?
Os limites estão seriamente associados ao senso de oportunidade, assunto que já abordei anteriormente.
Para reconhecer nossos limites, devemos parar, pensar e avaliar.
Na verdade, os limites devem ser respeitados em todos os nossos momentos, seja na atividade profissional, como na vida pessoal de cada um de nós.
Temos que saber onde e como proceder, pois como aprendi desde cedo, nossa liberdade de ação e atitude vai até onde começa a do outro. Isso é o limite que devemos nos impor, baseado no respeito pelo próximo.
Respeitar proibições é reconhecer nosso limite de ação em cada momento da vida, pois sempre estaremos sujeitos a críticas, a admoestação de uma autoridade, etc.
Por exemplo, quem fuma e entra em algum lugar onde existe a proibição do cigarro tem que saber que sua vontade de fumar termina ali. Esse é seu limite naquele tipo de lugar.
Felizmente, hoje em dia, existe o respeito a zonas de não fumantes, e as novas leis ajudaram a restringir o ato de fumar em restaurantes, em aviões e em outros locais fechados. Assim, muitos fumantes atualmente reconhecem esses limites e jamais, por exemplo, fumariam em locais onde o cigarro não é bem-vindo, como numa mesa de jantar.
Se cada um de nós souber reconhecer nossos limites de ação, seja em que âmbito for, podemos sempre evitar constrangimentos.
Mas limites não se restringem somente a proibições legais. Eles aparecem diariamente na nossa vida social e pessoal e para isso é importante aprendermos a reconhecer e agir de acordo com o local e com as pessoas com as quais nos relacionamos.
E me refiro aqui também do meio familiar mais íntimo, onde o respeito aos limites é extremamente importante para o bom convívio: respeito à diversidade de gostos pessoais, às limitações físicas de cada um e até mesmo à vontade individual, pois o que agrada a um pode não necessariamente agradar a outro com quem convivemos em casa e na sociedade.
Funcionários e empregadores devem, da mesma forma, se respeitar mutuamente. Para evitar atritos desnecessários, cada um deve conhecer os limites do outro, cada um cumprindo sua função e assim conseguindo uma coexistência pacífica e duradoura.
Aliás, a intimidade não nos dá o direito de desrespeitar limites, que são os mais variados, pois apesar de podermos nos educar, temos realmente coisas, comidas, divertimentos com os quais não conseguimos nos acostumar ou participar.
Todos temos nossos limites. Saber superá-los é louvável, desde que aprendamos a reconhecê-los, lembrando sempre que limite é, antes de tudo, respeito.
O meu limite é tentar sempre agradar e agradecer a vocês, amigos queridos 🙂
Abraços e bom domingo
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Encontros e Desencontros
Publicado por amandadelboni
Geralmente, a palavra encontro tem um significado de felicidade, de reviver momentos bons que tivemos ou que vamos ter com alguém a quem queremos bem.
Vivemos antecipadamente o momento de nos encontrarmos com a pessoa de nossa amizade ou alguém que despertou nosso sentimento de amor e carinho.
Sentimos antecipadamente o prazer de saber que vamos estar com quem esperamos que nos traga felicidade, harmonia, prazer – a companhia com que ficamos sonhando antes que o encontro se realize.
E esse prazer não se refere somente ao encontro amoroso, mas também a expectativa de nos encontrarmos com nossos filhos depois de algum tempo sem vê-los.
É algo indescritível, impossível descrever o que sentimos ao nos revermos e abraçarmos alguém a quem amamos e que não víamos há tempos.
Encontro nesse caso é, realmente, algo mágico e sem palavras. Emoção pura!
O que também nos causa grande alegria é o reencontro com alguém que, por motivos vários, a vida tenha nos reservado um afastamento, seja por motivo pessoal ou profissional. São momentos extraordinários, que nos trazem à tona lindas emoções.
Já o desencontro pode ocorrer do nada, até a acepção de uma palavra mal colocada, uma situação de discordância, de divergência.
Falo aqui de desencontro de idéias, de propósitos, de objetivos, e que se torna agravante quando se trata de pessoas que convivem diariamente como casais ou amigos, e mesmo funcionários com patrões.
Como se diz, um fala uma língua e o outro entende de outra forma, e aí fica difícil e esse desencontro pode ocasionar consequências bem comprometedoras.
A falta de diálogo é um fator de desentendimento, e esse desencontro, muitas vezes, pode ser fatal, ocasionando um procedimento que, em outras circunstâncias, seria completamente diferente.
Com a chegada dos tempos modernos, todos somos extremamente ocupados pela própria exigência que fazemos de nós mesmos, seja sob o aspecto de realização profissional, seja na necessidade de termos mais recursos financeiros para conseguirmos mais conforto material, seja para estudarmos mais, enfim, melhorar a nossa qualidade de vida.
Tudo isso nos deixa mais ocupados, e consequentemente mais estressados, ocasionando uma diminuição de tolerância. O grande perigo é que se não nos policiarmos, teremos menos tempo para valorizarmos os encontros que a vida nos proporciona.
E, portanto, ocasionarmos, por nossa própria culpa, desencontros fatais.
Vamos nos encontrar sempre?
Esse é o meu desejo.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Sapiência
Publicado por amandadelboni
O sinônimo de sapiência é sabedoria, em qualquer aspecto – o conhecimento de assuntos, os mais diversos.
Mas sapiência é muito mais do que isso. É a sabedoria que independe também da cultura e educação de cada um.
Minha mãe, que não tinha a cultura adquirida em colégio, era uma pessoa sábia e sempre oferecia uma opinião inegavelmente digna de resolução do problema que lhe era apresentado.
A sabedoria inata era o que predominava.
Com certeza, todos nós conhecemos pessoas que, mesmo sem o nosso grau de cultura que tivemos a sorte de adquirir, nos aconselham e quase sempre, as soluções apresentadas por elas são as mais lógicas.
O conselho dado através da simplicidade é autêntico e sem a máscara da vaidade.
É a típica solução sapiente, isto é, inteligente, sábia, por assim dizer. E essa sapiência vem da sinceridade inerente à simplicidade, sem a máscara do saber, mas na espontaneidade do gesto, da palavra, do conselho.
E muitas vezes, esses conselhos são expostos tão obviamente que pensamos: porque não nos ocorreu antes?
Vemos ditados e provérbios que sábios antigos já criavam e que nos acompanham, nos levando a uma lógica inconfundível.
Por exemplo, “Águas passadas não movem moinho”. Vejam a sabedoria embutida nessa simples frase.
Tem pessoas que vivem o passado, se esquecendo de lutar pelo presente, ou mesmo usufruir do presente, pois ficam lamentando o que passou, ao invés de trabalhar sua mente no sentido de tentar reverter uma situação que as incomoda ou as torna carentes.
Falta, evidentemente, a esses indivíduos o espírito de luta, o ânimo de viver e resolver pendências. Se acomodam, e com isso param de viver e fazem com que os circunstantes também parem suas vidas, seja no sentido material, e, pior, no sentido espiritual.
São pessoas que não tem sapiência – sabedoria, entendimento, raciocínio e maturidade emocional – para tentar transformar um problema em uma solução adequada, que, consequentemente, poderia transformar suas vidas e dos seus próximos.
Só que para isso é preciso, acima de tudo, a humildade no sentido de se dispor a ouvir, a empregar a solução oferecida por pessoas, que às vezes, não tiveram a educação formal mas trazem consigo a sapiência, a sabedoria.
Temos que ter humildade para enxergar a sapiência dos mais humildes e tomar muito cuidado para que nossa vaidade não comprometa nossa própria sapiência.
Abraços e um ótimo domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
