Arquivos do Blog
Reconhecimento
Publicado por amandadelboni
Reconhecimento é um dos sentimentos mais nobres de que a humanidade dispõe, mas que nem sempre usa com dignidade.
Como deixar de reconhecer um favor, ou um ato de caridade que recebemos? E lembrando que o reconhecimento deverá ser, não obrigatório, mas sim de maneira agradável, genuína e, se possível, como uma retribuição.
Claro que, não em forma de pagamento, mas deixando entrever pelas nossas atitudes, o reconhecimento que determinado ato nos despertou.
Até mesmo os animais se fazem reconhecer o que lhes oferecemos, e à sua maneira, nos lambem, fazem seus barulhinhos característicos, demonstrando seu agradecimento pelo que lhes oferecemos.
E o fazem por tão pouco.
Já o ser humano, que frequentemente recebe muito, às vezes, não desenvolve a capacidade do amor reconhecido e sem interesse.
É óbvio que cada vez que fazemos algo por alguém não devemos ficar esperando seu agradecimento barato, mas sim, que esse alguém possa fazer para a frente da mesma forma, algo em prol de seu próximo, que lhe está solicitando.
E o que damos, não se refere somente a favores materiais, como doações e ajudas financeiras, empréstimos para salvar algum compromisso que a pessoa necessitaria, de forma alguma.
Na maioria das vezes, trata-se de algo espiritual, uma orientação que pode transformar a vida de alguém, quando sugerimos uma mudança de atitude que só está lhe transtornando.
Podem seguir o que aconselhamos, e se dar bem com resultados esperados, mas quantos nunca se dariam ao trabalho de nos dizer como fomos úteis, simplesmente dando opiniões que mudaram por completo o rumo de sua existência para melhor.
Por que não reconhecer, dizendo:
“Obrigada. Você foi, em parte, responsável por esses momentos de felicidade que estou vivendo agora”.
Aprendi, desde cedo, com minha mamy que, “o que a mão esquerda faz, a direita não precisa saber”.
Concordo, mas o reconhecimento pode vir de diversas maneiras, inclusive com o oferecimento de uma grande e sincera amizade, que essa sim, não tem preço.
É a lei da compensação, que, quando funciona, temos motivos para agradecer.
Se recebemos um abraço sincero de uma pessoa amiga, isso dispensa palavras de agradecimento, e por essa atitude, já constatamos que essa pessoa está feliz.
Temos que reconhecer também o que recebemos da própria vida e tentarmos viver dignamente para nos fazermos merecedores da saúde, da condição financeira de cada um de nós, das amizades que conquistamos, fazendo jus durante nossa existência, dos pais que tivemos e todas as coisas boas que nos acontecem no dia a dia.
Mas o reconhecimento pode nos chegar de diversas maneiras, e condição “sine qua non” para que possamos identificá-lo é estarmos ligados, termos sensibilidade e prestarmos atenção ao que se passa ao nosso redor.
Antes de criticarmos as atitudes que taxamos de falta de reconhecimento, analisemos criteriosamente as reações de nossos circunstantes.
Cada um de nós tem sua forma de se expressar e, atitudes, muitas vezes, falam mais do que mil palavras.
Respeitemos, portanto a individualidade em cada reconhecimento, e recebam aqui o meu pela sua atenção e carinho com meus blogs 🙂
Abraços e Feliz Páscoa,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Iniciativas
Publicado por amandadelboni
Temos algumas maneiras de realizar nossos projetos e desejos e tentarmos executar aquilo que antes só existia na nossa mente.
Lutar com garra e honestidade para atingirmos o que esperamos sempre é a maneira mais sensata e que garante, normalmente, melhores resultados, seja qual for a empreitada almejada.
A primeira iniciativa é o cálculo de risco que se corre ao tentar iniciar ou mudar alguns procedimentos com os quais já estamos habituados a lidar.
Isso é válido quando dependemos de nós mesmos e também de outras pessoas que envolvemos num projeto.
Difícil mesmo é fazer com que se interessem. É uma tarefa, pois os resultados que planejamos nem sempre são expostos de maneira clara e incisiva para atingirmos o que nossa cabeça imaginou.
Portanto, a exposição das idéias para conseguirmos descrever claramente aquilo que imaginamos é importantíssimo para despertar o interesse dos nossos possíveis colaboradores.
Sabemos, desde a escola primária, que um problema bem exposto, é quase um problema resolvido.
Outro dia, ouvi pela manhã no rádio uma notícia que me deixou emocionada e que mantém minha fé na humanidade.
Num local da capital paulista, moradores se juntam diariamente e fazem a limpeza e manutenção de uma praça pública de seu bairro, pois a obrigação oficial de mantê-la (paga-se impostos) não é cumprida no momento.
Eles limpam, felizes por conseguirem resultados, e sem se queixarem do trabalho, vão desenvolvendo até mesmo a parte estética, como plantar folhagens e flores de acordo com seu conhecimento da matéria.
Com essa iniciativa, que, de maneira alguma seria de sua obrigação, eles conseguem uma visão muito bonita e agradável e têm recebido elogios por parte de sua comunidade.
Essa atitude, sob muitos aspectos, é altamente elogiável.
O poder de iniciativa diferencia as pessoas, umas das outras, lembrando sempre que a criatividade não tem limites.
Nossa mente deverá permanecer aberta para acolher e materializar idéias novas, e com isso melhorarmos a tecitura social à nossa volta.
Sem esssa disposição mental e a humildade de ouvirmos novas opiniões, não haverá inciativa em prol da qual possamos desenvolver o progresso de algum projeto, por melhor que ele tenha sido exposto.
Vemos pessoas que se recusam a admitir novos conceitos, novos posicionamentos, mesmo antes de examiná-los, e mediante esse comportamento, quem perde é a sociedade.
Sem iniciativa própria ou sem seguirmos opiniões abalizadas, nada nos porporcionorá resultados que possam, de uma ou outra forma, beneficiar o meio ambiente, e consequentemente, a nós mesmos.
O desprezo a essa postura avilta uma das maiores conquistas da natureza, que é a cerebração do “homo sapiens”.
Como disse um grande clínico brasileiro, “as idéías novas devem ser seduzidas e não estupradas”.
Vamos, portanto, respeitar novas idéias, e tentar incentivá-las, louvando sempre novas e possíveis iniciativas.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Diferenças
Publicado por amandadelboni
Muito complicado o assunto, mas para mim, especialmente, as diferenças têm sido motivo de tentar progredir, de aprofundamento em assuntos que não conheço inteiramente, conhecimento com pessoas diferentes de mim em todos os aspectos e o aprendizado que isso me traz.
Infelizmente existem pessoas que, ao invés de aprenderem com as diferentes maneiras de ser de seu próximo, criticam sempre, ao invés de tentarem retirar lições, tanto de aprendizado, quanto de costumes, hábitos e culturas.
Como é fantástico ouvir as pessoas e como podemos aprender sempre.
Claro que para isso temos que praticar a humildade e nos lembrarmos de que não somos absolutos e sempre podemos mudar nossa maneira de pensar, principalmente, em muitos casos, de agir, mediante o seguimento de nossa vida.
Vida que, na prática, nos traz surpresas inimagináveis.
Programamos algo, que na verdade, pode se efetuar completamente diferente do planejado, e ai, sim, temos que nos adaptar a essas diferenças alheias à nossa vontade.
Consideremos aqui as diferenças de culturas, de raças e, também, de costumes ligados às diversas etnias.
Vemos muito preconceito a esse respeito, coisa que abomino inteiramente.
Para mim, o que funciona é o caráter das pessoas e não a cor de sua pele, ou a raça à qual pertençam.
E provo isso, pois convivo extremamente bem com todos os tipos de raças e nacionalidades e nunca questionei, nem mesmo intimamente, o fato de que essas diferenças tivessem a mínima chance de interferir quem seriam ou não meus amigos e amigas.
Esse conceito de igualdade veio desde minha infância.
Meus pais educaram a mim e ao meu irmão dessa forma, dentro do conceito de igualdade entre os povos, sendo que a única distinção seria o padrão de honestidade, de dignidade perante a vida e ao próximo.
O convívio sempre foi incentivado baseado nesse princípio.
Fomos ensinados a ver a estrutura íntima das pessoas, seus padrões de moral, de civilidade, de lisura comercial e características congêneres, enfim, avaliarmos as pessoas como um todo.
Importante não nos deixarmos impressionar pela aparência, sinais de riqueza, sem o conteúdo humano, para que tenhamos sempre a chance de aprender com as próprias diferenças que possam existir.
O mesmo fato pode ter interpretações diversas, conforme as etnias onde ocorram, e um exemplo extremo seria até mesmo a aceitação da morte, que como todos sabemos, é inexorável, mas dificílimo de aceitarmos com tranquilidade na nossa cultura.
Já vemos povos que encaram de maneira completamente diversa vários fatos corriqueiros e, quando viajamos e nos defrontamos com diferentes culturas, temos duas opções: aprendemos com elas ou as criticamos pura e simplesmente.
Eu prefiro aprender!
Respeitar e aprender com as diferenças sempre é um lema que devemos adotar.
Afinal de contas, são elas o “tempero” da convivência.
Abraços, bom domingo, com agradáveis diferenças 🙂
Amanda Delboni
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Esperança
Publicado por amandadelboni
Esperança é um sentimento que se apresenta no início de nossas vidas, ocasião em que atividades cerebrais, como a volição, ainda não existem, donde podemos chamar de atos instintivos.
Sem eles, não haveria prosseguimento da vida.
Na natureza, todo ser, já no seu nascimento, espera ter algo para se alimentar.
É a primeira e única necessidade para que a vida siga em frente e não seja interrompida.
Emocionalmente, e com o tempo, a esperança vai além do instinto de sobrevivência e se torna uma crença na probabilidade de que consigamos resultados positivos, tanto em acontecimentos como em algumas circunstâncias de nossa vida pessoal.
Realmente, como viver sem a esperança de que tudo aconteça como desejamos?
Seria muito triste, pois se lutamos para a realização de algo é porque esperamos que haja êxito nas nossas empreitadas. Mas cabe-nos, com visão ampla e sabedoria, dimensionar a possibilidade de atingirmos as metas propostas.
Podemos não ter a certeza dos acontecimentos que vão chegar, e temos sempre receio do amanhã de nossas vidas, como diz a canção, mas devemos sempre manter viva dentro de nós a esperança da realização, mas com pé no chão e espírito de luta para conseguirmos os objetivos que almejamos.
Aprendemos desde cedo, “Façamos de nossa parte, e Ele ajudará”.
Cruzar os braços e ficarmos sentados nada resolverá.
Nunca esqueci a história de uma moça que veio trabalhar na casa de minha tia quando eu ainda era pequena.
Era uma família muito simples, que chegara há pouco tempo da roça. No caminho para a cidade, ganharam sapatos, que calçaram pela primeira vez na vida pois sempre andavam descalços.
Eles puseram os sapatos nos pés, e ficaram lá, sentados. Até que alguém lhes perguntou porque não saiam dali e caminhavam.
Responderam que estavam esperando que os calçados os levassem a algum lugar.
Esperança mais do que perdida, pois isso jamais aconteceria.
Uma outra historinha que também adoro é de uma pessoa com muita fé em Deus, mas muito fanática, que saiu em um barco que se avariou em alto mar.
Passou a Guarda Costeira oferecendo para socorrê-la e ela dizia que Deus viria para salvá-la. Passaram pessoas com seus barcos e ela novamente recusou-se, à espera da intervenção divina. E, claro, acabou morrendo afogada.
Chegando no Céu, questionou porque Deus não lhe teria acudido.
E Ele lhe respondeu: Eu lhe mandei a Guarda Costeira, mandei homens com seus barcos, helicópteros e você se recusou a ser salva por todos eles.
Temos que dimensionar nossas esperanças com alguma sabedoria para não almejarmos o impossível. Nossa capacidade tem seus limites e é importante que saibamos reconhecê-los e respeitá-los.
Assim, evitamos o desencanto e a frustração.
Temos nossa capacidade de realização, e o mundo que nos cerca também tem suas limitações.
Devemos lutar para que nossas esperanças sejam passíveis de realização, afim de não nos desiludirmos com possíveis fracassos.
Tenhamos, sim, sempre esperança sadia, bem dosada, equilibrada, mas não deixemos nunca que ela nos cegue e nos paralise.
Por tudo o que vimos e por mais ainda, validamos cada vez mais aquilo que desde criança fomos acostumados a ouvir: “A Esperança é a última que morre”.
Que ela não morra nunca dentro de cada um dos meus queridos amigos e fiéis leitores!
Abraços e bom domingo, cheio de esperança 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Grandeza
Publicado por amandadelboni
Qualidade do que é grande é uma das comuns acepções de “grandeza”, uma palavra com tantos significados.
Na nobreza, antigamente, por exemplo, o termo grandeza era dado a nobres que prestavam serviços grandiosos à sua pátria, e isso principalmente em tempos de guerra.
Mas hoje quero destacar aqui a grandeza de espírito, que comporta nossas atitudes perante a vida e todos os seus acontecimentos, todas as suas emoções, o comportamento mediante nossos sentimentos, sejam eles de que volume e espécie forem.
E a quem se dirigem os sentimentos, devem ser sinceros e a medida, a dimensão em si, dependem muito do nível de proximidade que temos com quem é o objeto de nosso carinho, de nosso amor, enfim, do sentimento que dedicamos a cada um.
Falamos sempre da grandeza de algumas profissões que atendem o ser humano, dignificando o trabalho, com dedicação ao seu próximo, sem pensar no seu próprio benefício, sem egoísmo ou economia de atitudes.
Vemos a grandeza de caráter, de coração, quando encontramos pessoas que se dedicam a tornar menor o sofrimento de quem necessita de bens materiais ou espirituais, os que precisam do mínimo para viver e que dependem da caridade do próximo.
Conheço gente que não precisaria realizar eventos beneficentes, nada lhes trazem como lucro material, mas que sentem essa necessidade no sentido de angariar recursos para os hipossuficientes.
Essa é a grandeza de espírito, o que faz com que essas pessoas se sintam felizes e realizadas, mesmo que atravessem, vez por outra, problemas pessoais, familiares, sociais, ou mesmo financeiros. E sem se queixarem, nem exprimirem suas tristezas pessoais como se fossem intransponíveis. Vão em frente.
São pessoas especiais que vivem alegremente, como que recompensadas pelo bem que providenciam em favor dos menos favorecidos. Se esquecem de seus próprios desgostos, pois a sua felicidade está na grandeza de se doarem em favor de seu próximo.
Isso tem um nome: Generosidade.
E, com certeza, quem tem a capacidade de se doar, a grandeza de resultados é extremamente proporcional ao empenho dedicado.
Nosso lema, portanto, deverá ser, sempre que formos capazes, de desenvolver nosso senso de grandeza.
Mesmo em situações em que nos julguemos injustiçados, ou que tenhamos sido objetos de atitudes que não merecíamos, desenvolvamos nossa grandeza do perdão, pois quem nos tratou com descaso, não possui o mesmo senso que nós, a nossa grandeza de perdoar, de esquecer e não propiciar ao próximo o mesmo desgosto que nos impôs.
Grandeza de espírito é o que devemos a quem nos rodeia.
Abraços e um ótimo e grandioso domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
