Esperança

Esperança é um sentimento que se apresenta no início de nossas vidas, ocasião em que atividades cerebrais, como a volição, ainda não existem, donde podemos chamar  de atos instintivos.

Sem eles, não haveria prosseguimento da vida.

Na natureza, todo ser, já no seu nascimento, espera ter algo para se alimentar.

É a primeira e única necessidade para que a vida siga em frente e não seja interrompida.

Emocionalmente, e com o tempo, a esperança vai além do instinto de sobrevivência e se torna uma crença na probabilidade de que consigamos resultados positivos, tanto em acontecimentos como em algumas circunstâncias de nossa vida pessoal.

Realmente, como viver sem a esperança de que tudo aconteça como desejamos?

Seria muito triste, pois se lutamos para a realização de algo é porque esperamos que haja êxito nas nossas empreitadas. Mas cabe-nos, com visão ampla e sabedoria, dimensionar a possibilidade de atingirmos as metas propostas.

Podemos não ter a certeza dos acontecimentos que vão chegar, e temos sempre receio do amanhã de nossas vidas, como diz a canção, mas devemos sempre manter viva dentro de nós a esperança da realização, mas com pé no chão e espírito de luta para conseguirmos os objetivos que almejamos.

Aprendemos desde cedo, “Façamos de nossa parte, e Ele ajudará”.

Cruzar os braços e ficarmos sentados nada resolverá.

Nunca esqueci a história de uma moça que veio trabalhar na casa de minha tia quando eu ainda era pequena.

Era uma família muito simples, que chegara há pouco tempo da roça.  No caminho para a cidade, ganharam sapatos, que calçaram pela primeira vez na vida pois sempre andavam descalços.

Eles puseram os sapatos nos pés, e ficaram lá, sentados.  Até que alguém lhes perguntou porque não saiam dali e caminhavam.

Responderam que estavam esperando que os calçados os levassem a algum lugar.

Esperança mais do que perdida, pois isso jamais aconteceria.

Uma outra historinha que também adoro é de uma pessoa com muita fé em Deus, mas muito fanática, que saiu em um barco que se avariou em alto mar.

Passou a Guarda Costeira oferecendo para socorrê-la e ela dizia que Deus viria para salvá-la.  Passaram pessoas com seus barcos e ela novamente recusou-se, à espera da intervenção divina.  E, claro, acabou morrendo afogada.

Chegando no Céu, questionou porque Deus não lhe teria acudido.

E Ele lhe respondeu: Eu lhe mandei a Guarda Costeira, mandei homens com seus barcos, helicópteros e você se recusou a ser salva por todos eles.

Temos que dimensionar nossas esperanças com alguma sabedoria para não almejarmos o impossível.  Nossa capacidade tem seus limites e é importante que saibamos reconhecê-los e respeitá-los.

Assim, evitamos o desencanto e a frustração.

Temos nossa capacidade de realização, e o mundo que nos cerca também tem suas limitações.

Devemos lutar para que nossas esperanças sejam passíveis de realização, afim de não nos desiludirmos com possíveis fracassos.

Tenhamos, sim, sempre esperança sadia, bem dosada, equilibrada, mas não deixemos nunca que ela nos cegue e nos paralise.

Por tudo o que vimos e por mais ainda, validamos cada vez mais aquilo que desde criança fomos acostumados a ouvir: “A Esperança é a última que morre”.

Que ela não morra nunca dentro de cada um dos meus queridos amigos e fiéis leitores!

Abraços e bom domingo, cheio de esperança 🙂

Amanda

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Publicado em março 30, 2014, em Inteligência Social e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Tão animadoras estas palavras na tarde cinzenta!

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