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Reivindicar

Reivindicar é o que consideramos justo quando achamos que temos o direito a algo que não nos foi concedido e que seria de nosso merecimento.

Mas eu sempre procurei ter precaução no sentido de não viver reclamando de tudo, o que aconteceu, o que não aconteceu, porque fomos, porque não fomos, etc.

Reparem que nossa tendência pode ser essa, a não ser que aceitemos aquilo que não temos a capacidade ou o propósito de modificar, ou que não se coadunaria com nossa vontade ou finalidade.

E, se por acaso não o fizemos, seria um dos casos onde não caberia determinada reivindicação, pois cairia em campo completamente sem condições de modificações.

Claro que numa compra de algo em que não tenhamos sido atendidos como desejávamos, caberia, com toda razão, uma reclamação, pois geralmente pagamos por algo em que teríamos o direito já instituído, até mesmo por lei, de receber algo que não tenha vindo de acordo com nossa compra ou encomenda.

Evidentemente, no caso, se cabe uma reclamação que podemos até levar ao órgão competente, como o da defesa do consumidor, que poderá nos ajudar a solucionar um problema, muitas vezes evitando um acidente ou um mal maior.

Mas reivindicar é algo relativo, pois, se temos razão, tudo se torna lógico e compreensível até para a parte que recebeu a reclamação.

Como tudo neste nosso mundo existem dois lados, dois ângulos, duas maneiras de se resolver, em nossa vida também poderemos passar a examinar sempre os dois lados de uma questão, pois dependendo de determinada situação, tudo muda completamente quando julgamos detalhadamente.

É interessante também que consigamos julgar com isenção de ânimos, para não sermos injustos em reivindicações estéreis, que podem nos levar a nenhum lugar.

Assim, temos que tentarmos também ser tolerantes e estudar o assunto com dedicação, quando somos nós a receber uma reivindicação, se a fazemos em determinada ocasião, da mesma maneira que gostaríamos de ser atendidos quando somos nós a reclamar.

Sempre temos que analisar os dois ou mais lados, se queremos agir com honestidade e imparcialidade.

Devemos convir que não é tarefa fácil, mas a nossa convivência é sempre uma luta a ser vencida.

No nosso lar, sempre que algo não corra bem de acordo com o que gostaríamos, claro que temos que nos comunicar com a pessoa responsável e falarmos de como gostaríamos que tudo fosse executado. Uma reivindicação saudável para o bom convívio.

Mas importante, seja na vida pessoal, social ou profissional, é que tudo pode e deve ser dito e feito com educação e gentileza, pois com certeza alcançaremos melhores resultados, sem nos esquecermos de que todos gostam de receber o tratamento humano.

Vamos, sempre, nos colocarmos no lugar de quem recebe a reclamação, e se fazemos tudo para deixarmos nossos consumidores, amigos e familiares satisfeitos nas nossas atividades e atitudes, vamos ver como deverão ser feitas nossas reivindicações.

Isso, provavelmente nos deixará mais mansos em nossa maneira de reclamar.

Abraços e bom domingo, sem reivindicações desnecessárias 🙂

Amanda

Semear e colher

Sempre ouvimos que se queremos colher, é preciso não só semear muito, mas também espalhar a semente num bom campo.

Assim escutamos de nossas mães, que mais tempo estavam sempre em nossa companhia, e participavam mais de nossa educação, nos passando, em tempo quase integral, princípios que ficaram arraigados em nossa personalidade.

Devemos, mesmo, ter muito cuidado com o que semeamos, nos princípios que transmitimos aos nossos filhos e dependentes, pois o que ouvimos, mesmo que pareçamos não estar prestando muita atenção, principalmente em nossa infância e juventude, fica em nossa memória.

Tudo o que dizemos corresponde a um ensinamento, por isso temos que nos cuidar para resguardar a nossa responsabilidade. Se temos jovens ainda inexperientes nos ouvindo, tomemos ainda mais cuidado, pois terão a tendência de seguir aquilo que estamos passando, e ou ensinando.

E, como dissemos, temos até mesmo a obrigação e o cuidado para tentarmos passar os ensinamentos num bom campo, isto é, num campo ainda não minado por idéias que não correspondam ao que esperamos, em matéria de sabedoria ou de experiências adquiridas.

Questão de desejarmos dar um exemplo de boa vontade, de vida bem vivida, de carinho ao próximo.

E devemos também prestarmos atenção para disseminarmos idéias saudáveis em campos propícios a aprender, pois se forçamos para um aprendizado, isso poderá reverter numa espécie de má vontade, tanto em aprender, como em transmitir esses próprios ensinamentos.

Por isso, o campo escolhido deve ser predisposto, e isso só saberemos se prestarmos muita atenção se há receptividade em nosso propósito de ensinar, ou melhor, de transmitir o que achamos de utilidade e proveito a quem nos dirigimos, sejam nossos filhos, amigos ou alunos.

Sabemos que a colheita dependerá sempre da qualidade da semente e dos cuidados que a ela dispensamos, como a terra onde foi semeada, e a perseverança com que tratamos tudo o que programamos.

Uma geração tem mesmo a obrigação moral de transmitir e falar de seus feitos a outra para uma boa colheita, e se uma geração ou uma família não age assim, as consequências poderão ser mesmo desastrosas.

Devemos sempre fazer um exame minucioso de nossa consciência sobre o que semeamos, se agimos corretamente nesse sentido com nossos descendentes, e nos lembrarmos de que a semente sempre reproduz seus próprios frutos.

Se amor, amor, se paciência, paciência, e assim vai …

O que podemos semear? Isso deve ser sempre uma pergunta a ser feita, à qual não podemos e não devemos nos esquivar.

E pensarmos sempre nas próximas gerações, pois o que semeamos pode nos trazer as consequências para as quais não estejamos preparados.

E para criticarmos devemos ter a moral de termos agido de maneira correta, para não sermos cobrados e, muitas vezes, com razão.

Vamos, portanto, tentar fazer o melhor de nossa semeadura, pois em relação aos nossos filhos, por exemplo, dizemos que eles são como uma tela em branco.

Nós fazemos a pintura.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reclamar é um vicio

Realmente, de vez em quando, ficamos conhecendo pessoas, para quem a reclamação constante se torna um vício invencível.

E inevitável para alguns.

Todo o tempo, independentemente das circunstâncias ou dos locais, esse tipo de pessoa sempre encontrará motivos, pois são criados por elas mesmas, para reclamar de algo, pode ser do tempo, da espera, de seu cansaço, do atraso ou não do que estaria por chegar.

E assim, as reclamações vão se acumulando e se repetindo.

Reclamam de tudo, porque está frio, porque está calor, porque está demorando, ou porque está rápido, tudo serve para que se realize seu desejo de reclamar, faz parte de seu dia a dia, de sua personalidade, de sua maneira de agir.

Essas pessoas não vêem nunca o lado positivo das coisas, dos acontecimentos, o lado bom que a vida lhes proporcione, mas somente eventos que lhes desagradem, pois isso satisfaz seu desejo de reclamação.

Se realizam quando algo em sua casa não funciona, e nesse caso elas deverão reclamar; reclamam sem razão do serviço de um funcionário que lhes serve, seja uma funcionária da casa, ou alguém que virá fazer algum trabalho extraordinário.

Se torna mesmo um vício de atitude, uma mania que não se consegue dominar.

Em casa, por exemplo, se nos dermos ao trabalho de treinarmos com carinho e eficiência a quem nos ajuda, as falhas se tornarão menos frequentes e, com isso, as reclamações se tornarão cada vez menos necessárias.

Dizem que o pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.

Porque queixar-se sem a tomada de alguma atitude, fica sem nada mudar, e o queixoso sempre encontrará o motivo que para ele é importante.

Se está calor, porque é calor, se frio, porque é frio, e nada faz para ajustar a temperatura ao seu conforto pessoal.

Claro que temos e devemos usar nosso direito de reclamar ao serviço público que não nos atenda, a um fornecedor que não nos dá o prometido, mas tudo isso pode e deverá ser feito sem a característica de irritação e de grito ou palavras que ofendam.

Pois isso só levará a uma revolta, e quem sabe até ao não atendimento que poderia chegar se reclamamos com justiça e atenção, sem a gritaria e mau humor que costumam acompanhar uma ocasião de queixa.

Reivindicar é um direito que temos como seres humanos e cumpridores de nossos deveres, só que podemos e devemos fazê-lo, sempre que possível, com educação, pois dessa forma, teremos mais chances de conseguirmos melhores resultados.

De outro lado, saber receber uma reclamação justa, dentro do que fornecemos, é um sinal de maturidade, e nesse caso, é importante demonstrarmos boa vontade no sentido de o cliente sentir que poderemos tomar providências para corrigir ou melhorar a atividade e serviço que lhe prestamos.

Uma empresa, por exemplo, tem o dever de receber e estudar as reclamações de seus clientes, pois vivem do trabalho que lhes prestam.

Portanto, saibamos fazer e receber as reclamações justas dentro de nossas atividades. Só que devemos fazê-lo com gentileza, em primeiro lugar.

Educação é tudo!

Abraços e bom domingo, sem reclamações desnecessárias 🙂

Amanda

Lutar para triunfar

Quando resolvemos empreender uma luta por um objetivo a alcançar, devemos sempre considerar todos os aspectos que enfrentaremos, e contar com possível fracasso que poderá ocorrer no andamento de algum projeto iniciado ou ainda em fase de criação.

Claro que devemos considerar possíveis diferentes resultados vindos de lutas que empreendemos, e para isso temos que estar preparados, afim de não nos decepcionarmos com efeitos inesperados, pois apesar de combatermos no sentido de tentarmos alcançar o que desejamos, fatores externos podem interferir e alterar o que esperávamos acontecer.

Mas não podemos desistir nunca dessa batalha constante para atingirmos o objetivo ao qual nos propusemos, seja no âmbito pessoal ou profissional.

Recuar é uma posição que devemos evitar assumir, mesmo tendo que enfrentar uma situação mais difícil de transpormos, pois sem luta nada conseguiremos em nenhuma situação que se apresente.

De outro lado, triunfar é poder encontrar a vitória pela qual lutamos e ao vencer os impedimentos que encontramos ao longo do caminho, ficaremos cientes de nossa conquista que nos levará, provavelmente, aos resultados que poderão mesmo mudar nossa vida e nossos caminhos.

Por isso, recuar se torna uma derrota antecipada e assim nunca saberemos se ao empreendermos uma luta pelo que desejamos, teríamos uma vitória ou uma derrota.

A força de vontade no sentido de vencermos uma batalha, em qualquer aspecto, é um fator importantíssimo na conquista do sucesso na luta empreendida.

E, muitas vezes, mesmo não tendo conseguido o resultado esperado e para o qual trabalhamos, não temos o direito de desistir, em favor de nossa própria vaidade e determinação.

A conquista de uma vitória se deve, na maioria das vezes, de nosso esforço, e quanto mais difícil a luta, mais felizes nos sentimos com nossa conquista.

E também temos que saber trabalhar a possível derrota, depois que tudo fizermos no sentido do sucesso que desejávamos alcançar.

A perda não é algo fácil de digerir, em nenhum sentido, mas temos que colocar todo o nosso esforço e usar nosso sentido e inteligência para conseguirmos discernir aquilo que nos torne felizes e conscientes de nossa luta.

O triunfo é sempre devido a uma batalha permanente para o alcance de algo que desejávamos e pelo qual passamos a trabalhar os nossos propósitos, desde que  bem definidos anteriormente.

Sem sofrimento, lutemos para nos proporcionarmos os efeitos pelos quais passamos a batalhar.

E, que a luta pelo triunfo seja produtiva, o que significará o êxito feliz no que nos empenhamos e onde enfrentamos dificuldades a serem vencidas.

A contrapartida do triunfo é, sem dúvida, a derrota, por isso a luta tem que ser intensa para que essa seja vencida pra valer.

Não nos esqueçamos de que, muitas vezes, tudo isso depende, em grande parte, de nós, nosso esforço e vontade férrea!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

Generosidade

Quando falamos em generosidade, sempre nos vem à mente o fator da doação, seja no sentido material ou financeiro.

Mas, em realidade, a generosidade está muito acima do aspecto material que faz, claro, parte de nossas vidas, mas que não deve ser considerada o essencial.

Podemos ser generosos de várias formas, e uma das mais importantes, na verdade, é o que envolve o sentimento, se podemos confortar alguém ao nosso lado que esteja sofrendo, e isso temos condições de fazê-lo sem que tenhamos gastos materiais, e somente com palavras que possam amenizar uma difícil situação.

A generosidade deve ser uma característica que nos acompanha sempre, pois é algo que, ao mesmo tempo que nos faz estar sempre dispostos a auxiliar nosso próximo, nos dá também a satisfação do resultado que assistimos quando nos dispomos a fazê-lo.

Bens materiais são, evidentemente, importantes e sempre nos propomos a distribuí-los para os mais carentes que nos rodeiam, e nos sentimos confortados ao sermos úteis e podermos suprir as necessidades materiais.

Mas, ai vai uma pergunta importante: será que os bens materiais são mesmo suficientes para preencher os vazios que, muitas vezes, assistimos e que o nosso próximo necessita?

Temos que nos conscientizar de que palavras de consolo, em ocasiões especiais, se tornam mais importantes do que ajuda material isoladamente.

Um sorriso para alguém com menos condições financeiras que nós, por exemplo, chega a compensar, pelo menos naquele momento, a falta que aquela pessoa estaria sofrendo do ponto de vista material.

Se damos algo, mas de maneira impessoal, e muitas vezes somente para aplacar nossa consciência, quem recebe reconhece esse tipo de atitude, pois já tem a tristeza de precisar, e nossa maneira de dar pode influenciar numa falta total de agradecimento, e gerar uma espécie de revolta, até compreensível.

Por isso, a generosidade também deve ser feita com autenticidade, e não de maneira mecânica com que para aliviar nossa consciência, talvez por possuirmos um pouco mais do que quem nos solicita um auxílio.

E não me refiro somente a bens materiais, mas principalmente ao apoio sentimental, referente a sentimento de amor, de podermos educar nossa calma no sentido de escutar, porque exige nossa paciência e boa vontade.

Quando acrescentamos algo ao nosso próximo, estaremos praticando a chamada generosidade, principalmente se vemos uma pessoa dando algo que ela nem teria o suficiente para si mesma.

Se dividimos apenas o nosso tempo com alguém, já estaremos dando algo de nós mesmos, principalmente se nada vamos receber em troca.

Isso é generosidade da boa!

Do ponto de vista material, temos até mesmo a obrigação de sermos generosos, ainda mais com os que possuem menos bens do que nós, e isso podemos fazê-lo em forma de gorjetas com quem nos serve, pagando dignamente quem nos auxilia, e tantas outras formas que aliviem nossa maneira de viver dignamente.

E, importante, sem pretendermos qualquer recompensa pelas nossas ações.

Assim, podemos fazer do que e quem nos cerca, um mundo cada vez melhor.

Abraços e bom domingo, bem generoso 🙂

Amanda