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Insegurança

Insegurança pode ser visto como um sentimento desencadeado pela percepção de vulnerabilidade.

Quando se é, ou se torna insegura, a pessoa fica sem a confiança em si própria e sem a certeza de que poderá desempenhar atividades, seja em que campo for.

Às vezes, a insegurança pode fazer crescer uma timidez disfarçada, o que também impede a realização, minando a coragem para tentar implantar uma idéia nova ou continuar na luta para novos empreendimentos.

De fato, a pessoa insegura acaba se isolando, muitas vezes, exatamente pela timidez, e cria-se aí o círculo vicioso: mais insegurança, mais isolamento; mais isolamento, menos capacidade de se relacionar e, portanto, de realizar.

E o que parece arrogância pode ser simplesmente uma manifestação de insegurança, uma defesa natural que torna mais difícil de desenvolver a inteligência social tão necessária para bons relacionamentos.

Mas a insegurança pode e deve ser controlada e educada.  Conheci pessoas que compensaram esse sentimento com a luta, pois ao invés de se deixarem abater, se dispuseram a lutar firmemente pelo que haviam planejado.

Isso é, na verdade, uma superação do estado negativo em que, às vezes, nos encontramos e, ao contrário de ficarmos pelos cantos nos achando incapazes e inseguros, vencemos os obstáculos, seja na realidade ou na nossa cabeça.

Tem indivíduos que, num ambiente desconhecido se sentem completamente inseguros, e desenvolvem uma atitude de isolamento.

Claro que todos nós nos sentimos mais seguros quando chegamos numa festa e vemos nossos amigos e conhecidos, mas se isso não acontece, devemos aproveitar para fazer novas amizades, ouvir novas línguas, discutir novas idéias.

Se não agimos assim, perdemos então, na maioria das vezes, a oportunidade de descobrirmos gente com quem poderíamos nos divertir, aprender, dividir.

Enquanto alimentam a insegurança, essas pessoas vão deixando de lado as chances que, para alcançá-las, é preciso aprender a reconhecê-las, sem compará-las com as oportunidades de outras pessoas.

A comparação é nosso pior inimigo quando se trata de insegurança.

Temos que ter a consciência de que somos o que somos e que devemos aprender, cada vez mais, sempre que possível, com tudo e todos que nos rodeiam.

Se nos compararmos todo o tempo com quem tem mais, ou que achamos ser mais do que somos ou temos, corremos o risco de nos sentirmos inferiores, e desenvolvermos, dessa forma, um sentimento maior de insegurança que pode nos levar à derrota, até antes de empreendermos a luta ou alvo de nosso desejo.

Esse raciocínio, a meu ver, se aplicaria para todo tipo de insegurança, seja no sentido amoroso, na disputa por um cargo, nas amizades.

Eu não tenho sentimento de ciúme.

Devo ser muito segura, ou muito irresponsável.

Prefiro pensar que sou a primeira alternativa.

Enfim, devemos sempre lutar para que o sentimento de insegurança não tome conta de nós, e assim evitarmos um sofrimento que, na maioria das vezes, é sem fundamento.

Vamos nos ater aos fatos.

Cuidado com a nossa imaginação, ela é muito fértil e pode nos levar a consequências inevitáveis, e sem retorno.

Abraços bom domingo 🙂

Amanda

Indiferença

À primeira vista, parece que a indiferença seria um sinônimo de desprezo, de falta de interesse, de insensibilidade.

Realmente em alguns casos, pode até ser, pois muitas pessoas são mesmo indiferentes ao que se passa ao seu redor e pouco lhes importa o sofrimento alheio, as necessidades de seu próximo.

E quando falo de necessidades, não me refiro somente às necessidades materiais, financeiras, mas de uma palavra de carinho, apoio moral em situações difíceis, de tristeza ou de problemas emocionais.

Numa ocasião assim, um abraço, mesmo silencioso, ou um aperto de mão, pode servir como um grande alivio no sofrimento de alguém.

Como ficar indiferente ao sofrimento de quem nos é querido, ver essa pessoa sofrer, sem que tenhamos uma atitude de carinho, uma palavra de conforto?

É somente uma expressão de amor e até de caridade para quem está sofrendo de alguma forma.

Não consigo ser indiferente às pessoas que me rodeiam.

Agora, acredito que podemos e devemos ser indiferentes a qualquer forma de preconceito do qual formos vitimas, pois esse tipo de atitude é típica de pessoas sem a grandeza humana, bonita e necessária a todo indivíduo.

Muitas vezes provocamos, com nosso sucesso, reações de inveja, de má vontade de pessoas que não se sentem capazes de realizar, e que não suportam resultados que nunca puderam alcançar.

Assim, ao invés de lutar, perdem seu tempo desenvolvendo atitudes agressivas.

Mas apesar de, muitas vezes, ter sido alvo desse sentimento negativo, ele nunca me atingiu pois sou indiferente a ele, imune a tal pobreza de espírito.

Não posso lutar contra a inveja mas posso, sim, não deixar que me atinja. Temos muito pouco controle sobre as atitudes dos próximos – mas total controle sobre nossas atitudes e maneiras de agir, dando importância para o que realmente merece importância.

E quando uma situação, de fato, merece nossa atenção, devemos tentar ser melhores do que aqueles que buscam a intriga ou maldade, retribuindo com um gesto de humanidade.  São essas pessoas que realmente mais precisam de nosso carinho e caridade.  Se não somos indiferentes a elas, devemos tentar compreender a razão por trás de tal atitude.

Isso fará bem ao nosso espírito e ao nosso coração, e consequentemente, à nossa vida e saúde física. É gratificante tentar e conseguir, com uma atitude positiva ou palavras adequadas e amáveis, um sorriso em quem se encontra numa situação angustiante.

Uma atitude de boa vontade pode transformar uma vida inteira.

Conheci pessoas que foram indiferentes à situação da família que atravessava uma séria crise financeira, e, aparentemente, sem se incomodar, continuava a gastar sem condições de cumprir os compromissos assumidos, colocando todos numa situação sem saída.

Essa é uma indiferença irresponsável e até cruel com os próximos, uma atitude que coloca em risco pessoas que dependiam do pouco que tinham para continuar a viver até que a situação se resolvesse.

A indiferença pode ser uma arma difícil de ser enquadrada.

Ela pode ser positiva quando deixamos de lado preconceitos que limitariam nossa maneira de ver as pessoas com quem nos relacionamos.  Mas também pode ser altamente negativa, quando nos valemos dessa atitude numa forma de ignorar as necessidades alheias, passando por cima e não querendo olhar como poderíamos auxiliar para melhorar a qualidade de vida de quem convive ao nosso lado.

Vamos tentar usar nossa indiferença com critério, visando o convívio melhor com todos que nos cercam.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Determinação

Um dos significados da palavra determinação é exatamente permanecer firme num objetivo.   E isso, muitas vezes, representa uma atitude de bravura na luta diária que todos enfrentamos para vencer obstáculos em todas as áreas de atividade humana.

Obstáculos sempre existem, pois todos temos incumbências de vários aspectos, todo o tempo, e se nos faltar até um certo atrevimento, um desafio que fazemos a nós mesmos para vencer, fica mais difícil realizarmos o que planejamos e almejamos.

O nível de decisão e a análise do tempo de que dispomos, às vezes, são fatores muito próximos um do outro, o que nos obriga a definir rapidamente o que fazer e como  desenvolver determinadas ações.

Na verdade, temos que exercitar até mesmo nossa condição mental para superar uma  frustração que tivemos em alguma atividade e empreender nova luta para tentar conseguir os resultados que antes não pudemos atingir.

Em alguns casos, nos surpreendemos com uma pitada de audácia que não sabíamos existir em nós, e que nos proporciona o vigor e desembaraço para conseguirmos uma vitória.

Superar nossos limites é a busca do ser humano que não se deixa abater pelas primeiras dificuldades — dentro, claro, dos limites da honestidade de princípios que aprendemos com nossos pais e durante nossa vida, mas sem nos deixarmos abater pelos  primeiros empecilhos que encontramos.

Sob o ponto de vista prático, a determinação é uma característica extremamente positiva, pois nos leva à luta e quase sempre com resultados esperados.

Um dos grandes segredos para não se perder no meio do caminho, na luta pelo que se quer conquistar, é saber administrar objetivos, priorizando-os com clareza.

Assim, é importante conhecermos bem a meta, o objetivo que queremos alcançar, e que ele seja muito bem definido para não nos dispersarmos querendo atingir tudo ao mesmo tempo.

E para atingirmos as metas que traçamos, sejam elas emotivas, comerciais ou sociais, não podemos nunca esquecer o fator auto-motivação, por um lado, e, por outro, auto-critica.

Isso significa aproveitar ao máximo nosso potencial, mas com a consciência de nossas limitações, pois todos nós nascemos já com certas tendências e, de acordo com elas, é que deveríamos traçar os objetivos a serem alcançados na vida.

Eu, por exemplo, jamais poderia desejar ser uma campeã de natação, pois a água é algo que nunca me atraiu, e ao  contrário, me dá certo medo.

Não me adiantaria ter um nível altíssimo de determinação, pois eu jamais teria condições de vencer em algo que me apavora.

Por isso, devemos focar muito bem nossas possibilidades, e então nos determinarmos a realizar, pois se essa análise não for bem feita, corremos o risco de nos frustrarmos  e com isso prejudicar nosso desempenho.

Importante é reconhecer nossas metas e lutar pelo que desejamos com determinação.  Essa deve ser uma atitude consciente e constante em nossas vidas, pois isso nos traz a sensação de felicidade e de vitória, importante em todo ser humano.

Isso é determinação: buscar sempre que possível a realização.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Delegar tarefas e funções

É importantíssimo sabermos delegar obrigações e responsabilidades em qualquer âmbito de atividade.

Com o ato de delegar, podemos realizar, através de nossos funcionários e de quem nos rodeia, muito mais tarefas que nos  propomos e, dessa forma, colocarmos em prática muitos dos nossos propósitos, que sem esse auxílio, seria difícil atingirmos os resultados desejados.

Mas muitos de nós não tem a vontade ou a capacidade de delegar tarefas, tentamos fazer tudo sozinhos, não por egoísmo, mas por não estarmos convencidos de que seria muito mais produtivo.  Em outras palavras, muitas vezes pensamos, “o tempo que vou perder para delegar, eu faço e faço melhor”.

Engano puro!

Se usamos nosso tempo explicando com clareza o que queremos, na próxima vez, não precisamos fazer tal tarefa e podemos nos dedicar a outras atividades necessárias que também demandam nossa atenção.

Quanto mais delegamos, mais as pessoas que trabalham conosco se sentem  importantes e se esforçam para que tudo resulte o melhor possível.

Não delegar é uma atitude que vem, muitas vezes, de uma vaidade que todos nós temos, de sempre achar que fazemos mais e melhor.  Mas isso só atrasa nossa vida e nossas atividades.

Claro que o sucesso em delegar com eficiência depende da maneira como ensinamos o trabalho, e o principal é que nada deixemos de falar. Não devemos omitir nenhuma informação relevante e sim deixar claro o propósito e os resultados que pretendemos com a função que será desenvolvida por quem elegemos para essa finalidade.

Adoro receber em casa, e as amigas sempre me perguntam como eu consigo uma equipe tão coesa e dedicada.

Para treinar essa equipe, primeiro, expliquei claramente os objetivos que deveríamos atingir: serenidade, ambiente alegre e oportunidade de diálogo entre os convidados.

Depois sentei-os na mesa de jantar e eu os servi, mostrando na prática o que eu imaginaria como resultado.

Até hoje, nunca mais precisei falar absolutamente nada a respeito e nunca houve nenhuma falha. Tudo transcorre normalmente e é essa equipe de funcionários que recebe os elogios.

Eu não tenho a mínima vaidade de que os convidados pensem que eu fiz tudo.  Trabalho de equipe dá um resultado sempre muito mais positivo do que um trabalho isolado.  Claro, estou no comando, mas reconheço, valorizo e compartilho sempre os méritos com quem executou com carinho e amor.

Saber delegar é uma arte.

Creio que ninguém é absoluto.  Todos precisamos de auxílio seja em que atividade for.

Ser um bom líder não significa que sabemos fazer melhor as tarefas do que nossos subordinados e sim que temos consciência de que não sabemos fazer tudo bem.

Delegar traz confiança, espírito de colaboração e responsabilidade para quem está nos ajudando a conseguir os resultados esperados.

Saber delegar facilita tudo em nossa vida, além de dar a quem executa a devida importância, o que contribui para desenvolver sua vaidade e, consequentemente, executar melhor as tarefas que lhe são confiadas.

Mas acredito que um dos pontos principais para liderar e delegar bem é saber transmitir o que desejamos como resultados de maneira gentil, estabelecendo sempre um clima de boa vontade, sem desconfianças e sem sonegar informações necessárias ao bom desenvolvimento da tarefa encomendada.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Liberdade

Saber usar a liberdade é uma arte que temos que aprender e aperfeiçoar durante nossa vida.

Uma variação da bandeira da Inconfidência Mineira tem a inscrição maravilhosa: “Libertas quae será tamen”, que quer dizer “Liberdade ainda que tardia”.

Usar a liberdade não é fácil, pois quando a temos, muitas vezes, não conseguimos enxergá-la, valorizá-la e utilizá-la no sentido maior da palavra, e sem seu uso adequado, podemos torná-la algo difícil de ser compreendido ou mesmo dominado.

Tomemos como exemplo nossa ânsia de liberdade quando somos jovens, quando começamos a vislumbrar os prazeres que a vida pode nos oferecer, e que achamos que a liberdade poderia nos trazer, como sair e voltar na hora que desejaríamos e que não podemos, pois nossos pais, dentro de suas responsabilidades, nos cerceiam a liberdade almejada.

Desejaríamos também não termos tantas responsabilidades de estudar, tantas provas para fazer e tantas obrigações que tornam nosso tempo tão curto e, ao nosso ver, nos deixam, aparentemente, sem o tempo que gostaríamos de ter com os amiguinhos.

Mas nos esquecemos de que quanto mais temos a chamada liberdade, mais responsabilidade trazemos para nós mesmos, pois seu mau uso pode nos acarretar consequências inesperadas e, às vezes, difíceis de serem acertadas.

Lutamos para ter a chamada liberdade, e depois, muitas vezes, não sabemos o que fazer com ela.

Minha filha tem um cão ainda jovem, e rimos muito um dia, pois ele fica bastante ansioso para ser solto de seu recanto.  Mas quando o soltamos, ele realmente não sabe o que fazer com a liberdade.  Não acha muita graça e acaba se deitando, quietinho, junto de nós.

Claro que, em tese, o cidadão tem o poder de exercer sua vontade dentro dos limites da lei, naturalmente.

Mas, na verdade, nossa liberdade nos impõe vários limites: o da lei, o da decência, o da honestidade, o da lealdade, do cumprimento dos deveres.

É muito importante tomarmos conhecimento exato de nossa liberdade, pois ela termina exatamente quando começa a liberdade alheia.

Benjamin Franklin já citou: “Onde mora a liberdade, ali está a minha pátria”.

Importantíssimas palavras, pois temos que reconhecer que a falta de liberdade deve ser terrivelmente deprimente e triste, pois nos priva do convívio e nos condena, muitas vezes, à solidão.

Então, mesmo que em algumas ocasiões nos seja oferecida a liberdade de ação, nosso raciocínio nos apontará sempre à direção mais apropriada a seguir.

Temos um exemplo interessante em nossa equipe de funcionários.

Uma delas  teve uma fratura de tornozelo gravíssima, e o médico  que a atendeu, lhe deu a possibilidade de faltar ao trabalho por três meses, pois teria que usar cadeira de rodas, impossibilitada que estava de pisar.

Por sua própria decisão, ela não usou a liberdade de poder descansar, não faltou um dia sequer, veio trabalhar e usava a cadeira de rodas para se locomover.

Seu trabalho não dependia de muita caminhada, mas sua boa vontade foi de grande valia, pois não interrompeu o andamento de suas atribuições.

A responsabilidade e a grande  amizade que sente por nós impossibilitou-a de usar a liberdade que lhe foi oferecida.

Somos eternamente gratos e reconhecidos por essa atitude.

Usemos nossa liberdade com critério e responsabilidade, assim seremos sempre  livres!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda