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Sapiência

O sinônimo de sapiência é sabedoria, em qualquer aspecto – o conhecimento de assuntos, os mais diversos.

Mas sapiência é muito mais do que isso.  É a sabedoria que independe também da cultura e educação de cada um.

Minha mãe, que não tinha a cultura adquirida em colégio, era uma pessoa sábia e sempre oferecia uma opinião inegavelmente digna de resolução do problema que lhe era apresentado.

A sabedoria inata era o que predominava.

Com certeza, todos nós conhecemos pessoas que, mesmo sem o nosso grau de cultura que tivemos a sorte de adquirir, nos aconselham e quase sempre, as soluções apresentadas por elas são as mais lógicas.

O conselho dado através da simplicidade é autêntico e sem a máscara da vaidade.

É a típica solução sapiente, isto é, inteligente, sábia, por assim dizer.  E essa sapiência vem da sinceridade inerente à simplicidade, sem a máscara do saber, mas na espontaneidade do gesto, da palavra, do conselho.

E muitas vezes, esses conselhos são expostos tão obviamente que pensamos: porque não nos ocorreu antes?

Vemos ditados e provérbios que sábios antigos já criavam e que nos acompanham, nos levando a uma lógica inconfundível.

Por exemplo, “Águas passadas não movem moinho”.  Vejam a sabedoria embutida  nessa simples frase.

Tem pessoas que vivem o passado, se esquecendo de lutar pelo presente, ou mesmo usufruir do presente, pois ficam lamentando o que passou, ao invés de trabalhar sua mente no sentido de tentar reverter uma situação que as incomoda ou as torna carentes.

Falta, evidentemente, a esses indivíduos o espírito de luta, o ânimo de viver e resolver pendências.  Se acomodam, e com isso param de viver e fazem com que os circunstantes também parem suas vidas, seja no sentido material, e, pior, no sentido espiritual.

São pessoas que não tem sapiência – sabedoria, entendimento, raciocínio e maturidade emocional – para tentar transformar  um problema  em uma solução adequada, que, consequentemente, poderia transformar suas vidas e dos seus próximos.

Só que para isso é preciso, acima de tudo, a humildade no sentido de se dispor a ouvir, a empregar a solução oferecida por pessoas, que às vezes, não tiveram a educação formal mas trazem consigo a sapiência, a sabedoria.

Temos que ter humildade para enxergar a sapiência dos mais humildes e tomar muito cuidado para que nossa vaidade não comprometa nossa própria sapiência.

Abraços e um ótimo domingo 🙂

Amanda

Vivemos para ver!

2014 chegou, que delícia.

Mais um ano que ganhamos para viver a nossa vida, e temos que tentar vivê-la da maneira mais alegre e feliz que possamos, pedindo a Deus que nos permita estar mais anos juntos de nossa família e de amigos queridos que conquistamos durante nossa existência.

Nada é tão importante quanto conquistarmos a convivência pacífica entre nossos circunstantes.

Isso nos dá alegria, felicidade de compartilhar momentos, até os tristes.

Agradecemos por ainda estarmos aqui, continuando nossa trajetória com queridos familiares e amigos que tivemos o prazer de conquistar e preservar durante nossa vida.

Trabalhamos e fizemos os constantes contatos para que essa convivência fosse sempre alegre, não deixando de acompanhar os momentos  tristes de quem  necessita de nossa ajuda, ou de nosso apoio, seja emocional ou financeiro.

O Ano Novo, como o nome diz, é sinal de renovação em nossos corações, esperança de dias melhores, época em que firmamos amizades já existentes e fazemos novos amigos, enriquecendo assim nossa vida, apreendendo novas idéias, criando novos ideais.

Renovamos esperanças de realização de projetos que estavam meio engavetados em nossos corações e em nosso trabalho, estabelecemos contratos conosco, com a firmeza do que desejamos realizar.

Começar o ano é como renascermos em um novo tempo, e o principal é cultivarmos a esperança, a coragem para enfrentar as dificuldades que se apresentarem e ativar nosso espírito de luta no sentido de realizarmos todos os nossos propósitos.

Agradeçamos, seja em que religião professemos, ao Deus de cada um de nós, a graça de termos vencido mais um ano de vida e podermos usufruir da companhia de todos os que compõem nosso dia a dia.

Os resultados são os frutos de nossa vivência, de nossos atos e de nosso trabalho.

Vamos, então, usufruir de tudo o que pudemos conquistar, principalmente de novas amizades, nunca nos esquecendo de cultivar as antigas.

Desejo a todos vocês, amigos e leitores, um 2014 repleto de realizações, muita paz e alegria junto aos que lhes são caros e, acima de tudo, muita saúde, que é realmente o principal para que possamos usufruir de tudo o que a vida nos proporcionou e o que conquistamos através da luta diária que ela nos impõe.

Espero que possamos continuar nosso contato, e que nos inspiremos, cada vez mais, em exemplos dignos para que nossa vida seja pautada somente por bons princípios, colaboração, paciência com tudo e todos, mesmo que os acontecimentos não sejam exatamente os que desejaríamos.

Vamos tentar aproveitar os bons exemplos que temos ao nosso redor, de família e amigos que fazem o bem e tratam a todos com humildade e consideração.

A vida vale a pena ser vivida!

Abraços, bom domingo e Feliz Ano Novo 🙂

Amanda

Desafios

A vida, em si, já é um grande desafio, pois  vivemos com intensidade em todos  os nossos momentos, tanto física, como psicologicamente.

Aprendemos a nos defender desde cedo, tanto de perigos  físicos como de palavras que nos são direcionadas e achamos ofensivas.

Na maioria das vezes, não nos achamos merecedores de ofensas, violência ou agressividades que infelizmente fazem parte de nosso cotidiano nas grandes cidades.

E o desafio acompanha toda a nossa existência, pois quando começamos nossa vida de estudantes vemos à nossa frente uma extensa e interminável coleção de matérias e de informações que temos que assimilar para darmos continuidade e nos formarmos no que pretendíamos.

Nossa carreira futura depende inteiramente de nossos estudos durante anos e anos, seja qual for a profissão que tenhamos escolhido para seguirmos durante a nossa vida adulta.

E nessa vida profissional que abraçamos também temos que vencer os desafios, a concorrência desde o momento em que nos candidatamos a um trabalho que acreditamos ser o ideal para nossa personalidade e ambição.

Claro que vamos vencendo aos poucos, pois nunca encontramos imediatamente um trabalho que será o definitivo.  Nossa carreira vai sendo consolidada com o passar dos anos, onde vamos vencendo muitos desafios de saber, de conviver, de superar problemas que nem pensávamos existir.

Vamos ficando mais fortes com o passar do tempo.

E o que significa ser forte?

É pensar no nosso espírito de luta, sem nunca trairmos a confiança de quem partilha conosco, seja no trabalho, ou na vida particular.

Precisamos estar preparados para os desafios e termos conhecimento de que a luta é infindável, seja em que campo for.

O importante é que tentemos nossas vitórias com seriedade, boa vontade, tolerância e procuremos sempre nos aperfeiçoar no que fazemos.

Assim fica mais fácil vencer os desafios que a vida nos apresenta.

Competimos sempre em todas as áreas de atividade humana, seja na profissão, nos esportes, nos negócios, na carreira que abraçamos e que escolhemos com o passar dos anos.

Vamos, então, nos preparar para tentarmos superar os desafios constantes aos quais somos sujeitos.

A vida é um desafio constante.  Vamos vencer?

Que 2014 traga a todos desafios que se tornem grandes conquistas!

Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo regado de muita paz, amor, saúde e grandes realizações!

Obrigada pela leitura semanal do meu blog 🙂

Inteligência Social estará de volta em janeiro.

Grande abraço e um ótimo domingo,

Amanda

Interação

Vamos tratar aqui hoje da chamada interação social.

Como o próprio termo já diz, a interação social é o resultado de contato e de comunicação que se estabelece entre pessoas ao se socializarem.  E na maioria das vezes, essa interação pode provocar alguma modificação até mesmo de atitudes nas pessoas envolvidas.

Tem uma historinha sobre os porcos–espinhos que ouço desde pequena  e gosto muito.

Eles viviam numa região que nevava no inverno.

Morriam de frio e tentavam se aconchegar, mas se espinhavam, sangravam e não conseguiam se aquecer.  Até que com o passar do tempo, encontraram a distância perfeita entre si para que se aquecessem sem que se machucassem com seus próprios espinhos.

E assim pode – e deve – acontecer com o ser humano.

Desde que haja um interação recíproca, seja de influência de participantes de um grupo, seja de um professor com seus alunos, ou numa compra e venda de objetos, o resultado tende a ser bem sucedido.

Nós interagimos todo o tempo, de uma forma ou de outra – com nossos chefes, nossos subordinados, amigos, parceiros, seja no sentido emocional ou funcional.

Importantíssimo, então, que saibamos nos relacionar e compreender como uma ação pode comprometer outra se não formos responsáveis o suficiente para que sempre  tentemos obter resultados satisfatórios para ambos os lados.

E isso só podemos conseguir se interagirmos com educação, respeito e sensibilidade – levando sempre em consideração a integridade de uma causa ou objetivos.

Quando um grupo assume a responsabilidade de realizar algum projeto, por exemplo, é necessário que se tenha uma atitude de interação ainda maior, pois a convivência já não é social simplesmente, mas profissional, com uma série de opiniões contrárias umas às  outras.

É uma prova de fogo, e uma situação onde se tem que exercer a interação total.

Todas as decisões que são tomadas exigem uma combinação de decisões, onde todos no grupo, em geral, têm idéias diferentes, e  claro, cada um com sua razão.

Então, nesse caso, todos devem ter a sensibilidade de compreensão e interagirem com transparência, tolerância e visão imparcial para garantir o sucesso da empreitada que abraçaram em conjunto.

Essa é uma grande prova de interação, onde todos ficam felizes mediante os resultados obtidos, considerando os objetivos claros estabelecidos no inicio.

Como os porcos-espinhos, vamos nos abraçar, nos aquecer, e aprender a não nos espinhar.

Interação nos enriquece psicológica e socialmente.

Grande abraço e um ótimo domingo, cheio de interações 🙂

Amanda

Erudição/Educação

Erudição e educação: uma nada tem a ver com a outra, obrigatoriamente.

Mas o ideal, claro, seria que conseguíssemos sempre ser cultos, o que significa termos adquirido a educação, o conhecimento, através de leitura, estudo e observação, sem excluir o fato de que devamos também ser educados e gentis em nossas atitudes.

Felizmente, encontramos muitas pessoas com essa combinação perfeita, o que nos dá sempre o prazer da convivência.

Não posso me queixar, pois nossos amigos, na maioria, tem essas duas características bem patentes e reconhecidas por todos, agradavelmente. Assim, nosso convívio é de grande alegria.

Mas, infelizmente, nem sempre se encontra essa composição ideal.

Ouvimos em diversas ocasiões pessoas se queixarem do difícil convívio mesmo com parentes que, em algumas  ocasiões, desferem palavras de má educação em qualquer lugar em que estejam.

E isso se tratando de indivíduos eruditos, que estudaram as teorias, mas lhes faltam inteligência para usá-las na vida do dia a dia.

Esse tipo de comportamento traz também um grande constrangimento em quem está acompanhando, pois nada se pode fazer a não ser ficar envergonhado do comportamento do outro.

E o que surpreende é que esse tipo de gente cria caso onde quer que esteja, sem nenhum constrangimento e se acha sempre com a razão.

Assim, nada adianta a erudição, pois ela se perde no caminho da má educação.

Mesmo porque o mal educado letrado acha que tem o direito de ofender, de usar a autoridade inadequada em qualquer ambiente que esteja, e o pior é que ele nunca encontra quem lhe diga a verdade.  Se acha brilhante e acredita que segundo suas idéias, a erudição adquirida nos livros e na escola lhe daria o direito de dizer o que quer e desdizer seja quem for.

É simplesmente desagradável, e tenho certeza de que todos nós já tivemos o desprazer de lidar, ou, pelo menos, assistir a essa exibição.

Claro que nem todos tiveram a mesma sorte de poder estudar e desenvolver alguma atividade intelectual, seja por problemas financeiros, por falta de oportunidade ou de orientação familiar.

E por isso mesmo, os que a tiveram deveriam tentar colocar em prática, além da erudição adquirida pelo estudo ao qual tiveram acesso, uma educação no trato com seus circunstantes.

Essa sim, é combinação ideal para uma convivência agradável, pois ensinamentos transmitidos com simpatia e humildade são sempre bem aceitos por todos.

Se solicitados.

Quem se mete a ensinar e professorar todo o tempo, em geral fica taxado de maçante e aborrecido.

Medida para tudo o que fazemos é o ideal.  Não é fácil, mas podemos e devemos tentar.

Abraços e bom  domingo 🙂

Amanda