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Vítima
Publicado por amandadelboni
Todos nós já nos deparamos com alguém que se acha sempre vítima e sofredora, sem nem mesmo ter passado por algo que realmente a teria ferido tanto física quanto emocionalmente.
Essa condição, para esse tipo de gente, se torna um ponto comum, e nem eles, muitas vezes, saberiam explicar o motivo desse julgamento em relação a si próprios.
Considero vítima, realmente, alguém que contrai alguma doença incurável, uma perda inesperada de alguma pessoa querida, e mesmo uma perda material, resultante de desgraças advindas de acidentes da natureza.
Isso, sim, seriam alguns motivos para se considerar uma vítima, uma sofredora, pois muitos desses problemas ficam aparentemente sem solução, pelo menos, no momento em que nos deparamos com eles.
Mas há pessoas que pelo menor problema ficam chorando pelos cantos, sem enfrentar a situação. Acreditam que a humanidade tenha contas a acertar com elas e está se recusando a fazê-lo.
Eu nunca tive a inclinação para vítima, sempre tentei e consegui superar os problemas que chegaram em minha vida.
Minha fé sempre me ajudou muito, mas aliada à fé, temos que lutar para conseguir passar pelos momentos difíceis.
Tive esse exemplo na família.
Meu avô paterno foi uma pessoa de muitas posses, e perdeu tudo por esses revezes que a vida, às vezes, nos apresenta.
Meu pai e os seus irmãos foram à luta, e todos trabalharam no sentido de vencer aquela etapa difícil.
Meu pai foi barbeiro, e se saiu muito bem na profissão, como tudo o que fez na sua vida.
Nunca agiu ou se sentiu vítima dos acontecimentos pelos quais ele não teve influência.
Aconteceram independente de sua vontade e ele lutou para se manter.
Estudou, fez direito, psicologia, escreveu mais de 50 livros e criou a filosofia “O Energismo”. Fez sucesso, dava aulas, tinha seu consultório, angariou uma imagem de seriedade. Nunca agiu como vitima dos acontecimentos.
Mas quando éramos pequenos, meu irmão e eu, em função de tudo isso e da luta empreendida por meu pai, realmente em nossa casa havia um ambiente de muita cultura mas pouco dinheiro.
Isso, no entanto, nunca nos incomodou. Meu pai fazia questão que estudássemos nos melhores colégios da época. Fazíamos parte de amigos de muito mais posses que nós, éramos queridos por todos da cidade, e na verdade, nem notávamos que nossas posses não eram tão poderosas.
Fazíamos parte de equipes em todos os setores de atividades, e nem passava pela nossa cabeça nos considerarmos vítimas de alguma discriminação por possuirmos menos bens materiais que os outros com quem convivíamos.
Para nós, isso nunca fez a mínima diferença, assim como convivíamos com pessoas de menos posses e fomos criados para, da mesma forma, não termos preconceitos com as diferenças, fossem de cor de pele quanto de posses materiais.
Nunca nos consideramos superiores ou inferiores a quem quer que fosse.
Nossos pais nos educaram para fazermos a nossa parte, nem vítimas, nem superiores.
Iguais, sempre foi nosso lema de vida, foi o que aprendemos. E é assim que eu vivo e assim que eduquei minha filha.
Abraços e um ótimo domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
“Cada um na sua”
Publicado por amandadelboni
“Cada um na sua” é uma expressão bem humorada de uma observação inadequada e fora de hora.
A tradução em Latim seria: “Ne sutor ultra crepidam”.
A história se passou na antiga Grécia, quando o pintor Apelle fez uma tela onde aparecia uma figura humana.
Com o fim de obter comentários sem sua presença, escondeu-se atrás de uma cortina na janela de sua casa, e de lá, ouvia opiniões sinceras, uma vez que ninguém sabia da escuta.
As pessoas passavam, paravam, comentavam e elogiavam.
Um dos comentários foi de um sapateiro da cidade que, ao analisar a obra, criticou a posição das tiras de couro das sandálias, julgando que teriam pouca resistência às caminhadas.
O pintor concordou e reformou a pintura das sandálias e expôs novamente o quadro.
O sapateiro ao passar, parou novamente, satisfeito com a nova posição pintada nas sandálias de couro.
Mas criticou a musculatura do abdome na mesma figura.
Eis que o pintor abriu a cortina e lhe disse: “Sapateiro, não vá além das sandálias”, querendo dizer, não se meta no assunto que não lhe diz respeito.
Podemos tirar daí uma lição interessante, porque muitas vezes as pessoas se metem a dar opinião sobre assuntos que desconhecem, ou pensam que conhecem, a profissionais da área em questão.
Um médico estava nos relatando outro dia de um cliente que no final da consulta sugeriu o remédio que deveria ser usado para sua doença.
O profissional, com toda paciência, explicou-lhe que aquele não seria o medicamento adequado ao que ele havia detectado e com toda delicadeza teve que lembrá-lo quem era o médico naquele momento.
Infelizmente, nos deparamos com pessoas que, sem desconfiar da inconveniência que estão praticando, se metem a opinar onde não deveriam, e onde não foram solicitados.
Temos que aprender a respeitar o profissional, em qualquer área de sua atuação, pois se nos valemos de sua sabedoria, devemos confiar no que nos recomenda.
Se nos pedem opinião seja para o que for, devemos nos expressar sinceramente, mas sem interferirmos em assuntos nos quais nosso conhecimento conflita com quem nos pergunte, pois poderemos cair numa situação até de ridículo pela inabilidade ou nossa pretensão de um conhecimento que não temos.
Portanto, cuidemos da análise que fazemos a quem tem uma especialização, pois podemos correr o risco de nos expormos a criticas desagradáveis e até de certa forma, humilhantes.
Conhecimento é condição “sine qua” para opinar, senão o melhor que fazemos é nos calarmos até aprendermos a falar com a certeza que o conhecimento nos dá.
E nada nos impede de tentar sempre aprender, para que possamos nos expressar com segurança e podermos ir “além dos sapatos”.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Discussão
Publicado por amandadelboni
“Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas”.
Li essa frase há muitos anos.
Penso o contrário.
Sempre que uma discussão importante se esgota rapidamente, perdemos a oportunidade de aprender com ambas as partes, que podem ganhar muitos conhecimentos sobre o assunto em questão.
No entanto, uma discussão estéril ou sobre questões irrelevantes deve se encerrar o quanto antes para evitar maiores desentendimentos desnecessários.
Claro que não vamos tratar aqui de discussão científica, necessária para o progresso da humanidade, e até indispensável.
Trabalhei em laboratório como farmacêutica, e conheço bem toda a estratégia que envolve o lançamento de produtos, itens de adaptação para um clima diferente de onde o produto se originou, etc.
Empresas de vários seguimentos também discutem sempre o que produzir de melhor, novidades a serem lançadas a fim de conquistarem novos mercados e clientes que adquirirão seus produtos, preços mais acessíveis para enfrentarem os concorrentes e tudo o mais referente a produção e vendas.
O debate em uma assembléia tem que acontecer, pois se pode, com isso, alcançar benefícios destinados a entidades, ao povo de maneira geral.
Discussões a esse respeito devem e deverão sempre existir.
Mas o que estou abordando aqui hoje é a discussão estéril, ou improdutiva, carregada muitas vezes de mau humor, que não leva a nada, e que de vez em quando tenho o desprazer de assistir.
Já viram como quem está convencido de estar certo em qualquer ramo de atividade ou em qualquer tipo de matéria, dificilmente aceita a opinião diversa?
Fica, então, desagradável para quem ouve, e o resultado nunca é atingido, pois quem discute, em geral, cria um mal estar nos circunstantes.
E no caso de assistência fica pior, pois nenhuma das partes quer “perder” a razão, e a discussão pode tomar rumos extremamente desagradáveis que não conduzem a absolutamente nada, em geral.
O melhor a fazer numa discussão — e que deixa a parte contrária muito desapontada — é esfriar a conversa, pois na maioria dos casos, se peneirarmos mesmo, não vale a pena, nada ganhamos com isso.
Muitas vezes é só uma questão de vaidade pessoal não querermos perder.
O que se deve cuidar é que uma discussão não se transforme em disputa, somente no sentido de se sair vitorioso.
Não gosto e sempre me recuso a entrar em uma discussão. O clima vai se tornando difícil, as vozes se alteram e isso me faz muito mal.
Raramente algo chega a me interessar tanto ao ponto de que eu queira mesmo discutir. Emito uma opinião se sou solicitada, mas sem que me deixe levar pelo aspecto polêmico que não me faz bem e do qual não necessito para me sentir feliz.
Vale relembrar que a grande maioria das divergências se dá em ocasiões em que estamos empenhados em lazer, bem estar e calma.
Por que estragar tudo isso?
Sem discussão, aceito a atenção e encerro o blog de hoje com a letra da música “Discussão”:
Se você pretende sustentar a opinião
E discutir por discutir só prá ganhar a discussão
Eu lhe asseguro, pode crer, que quando fala o coração
Às vezes é melhor perder do que ganhar, você vai ver
Já percebi a confusão, você quer ver prevalecer
A opinião sobre a razão, não pode ser, não pode ser
Prá que trocar o sim por não, se o resultado é solidão
Em vez de amor, uma saudade, vai dizer quem tem razão
Tom Jobim
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Limites
Publicado por amandadelboni
Outro dia li uma frase que adorei, não conheço o autor, mas achei sensacional:
“Não sabendo que era impossível, fui lá e fiz”.
Realmente, o que nos parece impossível num certo momento, dependendo da luta que empreendamos, podemos tornar possível a realização.
Mas devemos buscar condições de conquistas sempre dentro dos nossos limites de possibilidades, tanto físicas, quanto emocionais, sociais ou financeiras.
Mas, será que todos nós conhecemos nossos limites?
Em que ocasião teríamos que reconhecê-los, e como fazer para que isso aconteça?
Os limites estão seriamente associados ao senso de oportunidade, assunto que já abordei anteriormente.
Para reconhecer nossos limites, devemos parar, pensar e avaliar.
Na verdade, os limites devem ser respeitados em todos os nossos momentos, seja na atividade profissional, como na vida pessoal de cada um de nós.
Temos que saber onde e como proceder, pois como aprendi desde cedo, nossa liberdade de ação e atitude vai até onde começa a do outro. Isso é o limite que devemos nos impor, baseado no respeito pelo próximo.
Respeitar proibições é reconhecer nosso limite de ação em cada momento da vida, pois sempre estaremos sujeitos a críticas, a admoestação de uma autoridade, etc.
Por exemplo, quem fuma e entra em algum lugar onde existe a proibição do cigarro tem que saber que sua vontade de fumar termina ali. Esse é seu limite naquele tipo de lugar.
Felizmente, hoje em dia, existe o respeito a zonas de não fumantes, e as novas leis ajudaram a restringir o ato de fumar em restaurantes, em aviões e em outros locais fechados. Assim, muitos fumantes atualmente reconhecem esses limites e jamais, por exemplo, fumariam em locais onde o cigarro não é bem-vindo, como numa mesa de jantar.
Se cada um de nós souber reconhecer nossos limites de ação, seja em que âmbito for, podemos sempre evitar constrangimentos.
Mas limites não se restringem somente a proibições legais. Eles aparecem diariamente na nossa vida social e pessoal e para isso é importante aprendermos a reconhecer e agir de acordo com o local e com as pessoas com as quais nos relacionamos.
E me refiro aqui também do meio familiar mais íntimo, onde o respeito aos limites é extremamente importante para o bom convívio: respeito à diversidade de gostos pessoais, às limitações físicas de cada um e até mesmo à vontade individual, pois o que agrada a um pode não necessariamente agradar a outro com quem convivemos em casa e na sociedade.
Funcionários e empregadores devem, da mesma forma, se respeitar mutuamente. Para evitar atritos desnecessários, cada um deve conhecer os limites do outro, cada um cumprindo sua função e assim conseguindo uma coexistência pacífica e duradoura.
Aliás, a intimidade não nos dá o direito de desrespeitar limites, que são os mais variados, pois apesar de podermos nos educar, temos realmente coisas, comidas, divertimentos com os quais não conseguimos nos acostumar ou participar.
Todos temos nossos limites. Saber superá-los é louvável, desde que aprendamos a reconhecê-los, lembrando sempre que limite é, antes de tudo, respeito.
O meu limite é tentar sempre agradar e agradecer a vocês, amigos queridos 🙂
Abraços e bom domingo
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Encontros e Desencontros
Publicado por amandadelboni
Geralmente, a palavra encontro tem um significado de felicidade, de reviver momentos bons que tivemos ou que vamos ter com alguém a quem queremos bem.
Vivemos antecipadamente o momento de nos encontrarmos com a pessoa de nossa amizade ou alguém que despertou nosso sentimento de amor e carinho.
Sentimos antecipadamente o prazer de saber que vamos estar com quem esperamos que nos traga felicidade, harmonia, prazer – a companhia com que ficamos sonhando antes que o encontro se realize.
E esse prazer não se refere somente ao encontro amoroso, mas também a expectativa de nos encontrarmos com nossos filhos depois de algum tempo sem vê-los.
É algo indescritível, impossível descrever o que sentimos ao nos revermos e abraçarmos alguém a quem amamos e que não víamos há tempos.
Encontro nesse caso é, realmente, algo mágico e sem palavras. Emoção pura!
O que também nos causa grande alegria é o reencontro com alguém que, por motivos vários, a vida tenha nos reservado um afastamento, seja por motivo pessoal ou profissional. São momentos extraordinários, que nos trazem à tona lindas emoções.
Já o desencontro pode ocorrer do nada, até a acepção de uma palavra mal colocada, uma situação de discordância, de divergência.
Falo aqui de desencontro de idéias, de propósitos, de objetivos, e que se torna agravante quando se trata de pessoas que convivem diariamente como casais ou amigos, e mesmo funcionários com patrões.
Como se diz, um fala uma língua e o outro entende de outra forma, e aí fica difícil e esse desencontro pode ocasionar consequências bem comprometedoras.
A falta de diálogo é um fator de desentendimento, e esse desencontro, muitas vezes, pode ser fatal, ocasionando um procedimento que, em outras circunstâncias, seria completamente diferente.
Com a chegada dos tempos modernos, todos somos extremamente ocupados pela própria exigência que fazemos de nós mesmos, seja sob o aspecto de realização profissional, seja na necessidade de termos mais recursos financeiros para conseguirmos mais conforto material, seja para estudarmos mais, enfim, melhorar a nossa qualidade de vida.
Tudo isso nos deixa mais ocupados, e consequentemente mais estressados, ocasionando uma diminuição de tolerância. O grande perigo é que se não nos policiarmos, teremos menos tempo para valorizarmos os encontros que a vida nos proporciona.
E, portanto, ocasionarmos, por nossa própria culpa, desencontros fatais.
Vamos nos encontrar sempre?
Esse é o meu desejo.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
