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Ato de amor

O que chamamos de um ato de amor?

São tantos e se quisermos classificá-los, podemos fazê-lo durante toda a nossa vida, em qualquer momento e em todas as situações.

Dizemos que um só ato de amor feito numa fase difícil, vale mais do que cem em tempo de consolo.

Porque é completamente diferente nos darmos a um ato de afeto num momento em que nos necessitam, seja em que âmbito for de nossa vida e da vida de quem nos rodeia, pois por menor que pareça, um ato de amor pode chegar no momento em que estaríamos em situação difícil, que nada o substituiria.

Um ato de amor pode vir representado por uma palavra de compreensão, um auxílio financeiro, e em algumas situações, simplesmente quando conseguimos expressar palavras de conforto e consolo necessitadas por quem nos ouve naquele momento.

Claro que, como disse acima, um ato de carinho autêntico num momento de dificuldade vale mais do que muitas palavras, e vamos convir que, às vezes, um simples toque e um aperto de mãos podem nos consolar, em silêncio.

Um ato de amor pode ser o apoio que nos damos mutuamente em nosso lar, pois os filhos também nos dão em certas ocasiões provas de amor, e nos mostram seu afeto de diversas maneiras, com gestos, doações, sejam de presentes materiais, ou de palavras adequadas a cada ocasião em que se apresentam dificuldades em nossa vida.

E isso pode se dar na área emotiva, na frustração que acontece de vez em quando em nossa vida, num fracasso profissional ou financeiro, e até em dificuldade na área intelectual.

Trocar pontos de vista com os filhos não significa perda de autoridade que muitos querem ter em relação a eles, mas, ao contrário, significa humildade e reconhecimento de que não somos infalíveis e que uma grande idéia não tem preço.

Tudo isso se resume num ato de admiração, respeito, humildade, e portanto amor!

O amor é um sentimento que nos leva a praticar ações que ajudam o nosso próximo em qualquer situação em que ele se encontre, estimula para enfrentar qualquer barreira, qualquer obstáculo.

Um ato de amor pode, na verdade, ser representado por pequenos gestos, pequenas doações de nós mesmos, sem a necessidade da grandiosidade que, muitas vezes procuramos, afim de representá-lo.

E li, uma vez e achei interessante, que o amor dá trabalho…

Não basta sorrir para alguém, mas fazê-lo sorrir também, e não somente oferecer um remédio, até no sentido espiritual, mas tentar colocar a mão na ferida.

Perguntamos se alguém vai bem, mas será que estamos preparados para ouvir a resposta real que a pessoa nos dará? Façamos a pergunta se estivermos conscientes de que estamos prontos para a ajuda que se fizer necessária.

Amar dá trabalho, sim, se formos humildes e estivermos realmente dispostos para tentarmos amenizar sofrimentos de nossos semelhantes, fazendo o possível para que assim aconteça.

E ai, estamos preparados para amar?

Abraços e bom domingo, com muito amor 🙂

Amanda

Resoluções

Sempre aprendi que devemos ser firmes em nossas resoluções, desde que nos propomos a tê-las.

Claro que, muitas vezes, fazemos planos sem pensar, e que não se coadunam até mesmo com nossa maneira de viver, nossos horários, enfim, nossa vida prática, e nesse caso, somos obrigados a cometer falhas que não estariam na nossa programação. E aí, os resultados podem se mostrar diferentes do que havíamos esperado anteriormente.

Mas, de outro lado, se não fazemos as resoluções que achamos necessárias, e condizentes com as necessidades que estávamos antevendo, nossos planos jamais se concretizarão, pois temos que iniciar de alguma forma aquilo que desejamos.

Várias pessoas que conheço se dispõem no início de ano, por exemplo, a tomar decisões diferentes a respeito de sua vida, atividades, atitudes que julgam melhores do que aquelas feitas até aquele momento.

Mas resoluções só poderão nos trazer mudanças e realizações se estivermos realmente decididos com a força de nosso pensamento e a tomada de atitudes, às vezes difíceis, mas que seriam a única maneira de colocarmos em prática aquilo que idealizamos.

Elas podem nos trazer grandes efeitos, e se soubermos aproveitar, poderemos ter a chance de melhorar nossa vida e também a vida de nossos circunstantes.

Mas devemos ter em mente que as decisões de mudança de vida ou de algumas circunstâncias podem trazer alterações e, assim, devem ser estudadas para que, ao chegarem, não nos tragam transtornos ou até mesmo desgostos.

Tentemos programar algo para o qual tenhamos a capacidade de realizar, para que não fiquemos frustrados pelos resultados não alcançados. E para isso, nossa autocrítica deverá estar no ponto certo, para que não sejamos parciais em nosso julgamento a nós mesmos.

Evidentemente que temos que nos esforçarmos para conseguir o que queremos, mas tudo tem seu limite e se soubermos reconhecer os nossos, teremos menos tendência para uma possível frustração.

Reconhecer a própria incapacidade em tomar decisões já é um passo à frente, pois nos impede de tomar atitudes impensadas e, com isso, nos prejudicarmos com consequências inesperadas.

E, o que temos que ter em mente também é que, uma vez tomada alguma resolução, devemos fazer o esforço para colocá-la em prática, pois a indecisão pode complicar os resultados que estaríamos esperando.

Claro que teremos sempre alguma dificuldade em colocar em prática uma resolução complexa. Temos que contar com esse provável problema, e justamente, analisar friamente algum propósito, pois a decisão ocorre com alguma situação onde temos duas ou mais formas de solucionar.

Ai, justamente, entra nossa decisão de estabelecer critérios para obtermos os resultados que desejamos, e também nossa imparcialidade.

Uma das atitudes ideais seria dividirmos as resoluções em decisões programadas, que são as repetitivas e rotineiras e as não programadas, que podem surgir de repente, e são imprevisíveis, e importante conseguirmos, com esse raciocínio, para chegarmos até a resolução ideal para o nosso bem estar e a de nosso próximo.

Abraços e bom domingo, cheio de resoluções para melhorar sempre nossa vida 🙂

Amanda

Educação e Hipocrisia

Sempre me lembro, quando minha filha era pequena, com uns seis anos, mais ou menos, e que eu lhe recomendava educação no cumprimentar nossas amigas, e ela dizia que não gostava, mas como sempre fui de certo modo, muito exigente, eu lhe dizia que mesmo não gostando, teria que ir na sala para cumprimentar quem chegava.

Sempre foi de questionar, inteligente, um dia me perguntou porque deveria cumprimentar se não gostava de determinada pessoa. Eu lhe dizia que mesmo não gostando, nunca se negava um cumprimento, por educação.

Ela não teve dúvida, insistiu: porque deveria cumprimentar sem gostar?

Lhe respondi que teria que ser educada, e assim falar com quem lhe dirigia a palavra.

Não contente com a resposta: “Mamãe, então educação é hipocrisia”?

Naquele momento, na verdade me deu até vontade de dar uma boa risada, pois nem sei onde ela teria aprendido ou escutado a palavra hipocrisia. Mas me saí diretamente dizendo-lhe que hipocrisia ou não, ela teria que cumprimentar nossos amigos sempre.

E, felizmente, ela entendeu, e nunca deixou de cumprimentar as pessoas que chegavam e quando nos encontrávamos em qualquer ambiente.

Essas observações sempre nos seguem em nossa vida diária.

E me lembro, pois, muitas vezes nos damos conta de amigos que, mesmo não apreciando algumas pessoas, e sabendo que não ficarão íntimos, pelo menos nunca negam um cumprimento, seja em que ambiente for.

Passamos sempre por esse tipo de situação e aprendemos com o passar do tempo, que, mesmo se depois não convivemos por falta de afinidades ou simpatia, usamos nossa educação para os cumprimentos adequados a cada situação.

Podemos até chamar de hipocrisia. Mas prefiro chamar de educação, uma atitude chave para qualquer relacionamento social.

E, muitas vezes, nos surpreendemos, quando achamos de início do conhecimento, que nada teríamos em comum, e somos apanhados de surpresa ao descobrirmos afinidades, e até mesmo parentesco inesperado.

Por isso, creio que o ideal é nos darmos a oportunidade de conhecermos melhor quem nos é apresentado, sem fazermos um juízo inicial e precipitado, e através do qual podemos cometer muitos erros que nos privarão no futuro de uma amizade que poderia durar toda uma vida.

A predisposição nunca é construtiva, pois pode nos levar a cometer erros de juízo, e nos privar de amizades que poderiam ser maravilhosas, cheias de conteúdo e com as quais poderemos aprender. Ou ensinar…

Por isso, devemos, sempre que possível, nos darmos a oportunidade de conhecer gente nova.  Uma idéia preconcebida poderá nos fazer perder essa chance, lembrando que se somos humildes, provavelmente também aprenderemos.

Assim, devemos ter muita responsabilidade ao tratar da educação de nossos filhos, pois se diz que os filhos são nossos espelhos.

Tratemos então de tentar passar-lhes a educação através de nossas ações e reações, pois eles poderão descobrir nelas a simpatia e até mesmo o amor.

E vamos ter muito cuidado com a palavra hipocrisia. Tudo é questão de visão.

Abraços e bom domingo, com educação e gentileza, sem hipocrisia! Sempre 🙂

Amanda

Falar e escutar

Alguém já disse que quem fala, semeia; quem escuta, colhe.

Se pensarmos bem, grande verdade encerrada nessa frase, pois quem fala está tentando semear alguma idéia, algum princípio, algum ensinamento, enfim, tentando plantar algo na mente de seu próximo.

E quem ouve deverá ter um bom nível de atenção para que consiga captar os princípios expostos e o que estiver implícito naquilo que está sendo arrazoado.

Ouvir é uma arte, pois demonstra humildade no sentido de querermos aprender e atingir o que está sendo colocado por alguém mais informado ou mais velho que nós, que tenha, mais experiência no assunto em questão, naquele momento.

Se ouvimos com atenção, significa que teremos mais chance de aprender, e portanto de progredirmos no que estamos iniciando ou tentando iniciar a partir de nossa decisão.

Por isso se diz que, quem escuta, colhe.

Sem dúvida, colherá mesmo, não só conhecimentos, como maneira de fazer para que tudo possa correr de acordo com seus objetivos naquele momento; a partida está dada, pois o fato de tentarmos ouvir já é um sinal de que desejamos aprender.

O que já significa humildade, digno de ser recompensado pela aprendizagem que chegará através de ensinamentos, e isso independe de idade, de nível social, de capacidade de aquisição. Depende somente da atenção que se dispensa a determinada informação.

Os dois objetivos são dignos de nota: quem estiver semeando, pela sua falta de apego merece ser ouvido, pois estará dispondo de seu conhecimento deixando de fazer algo por si mesmo naquele momento.

E quem está escutando, portanto colhendo conhecimentos, atento no que está sendo dito ou exposto, também merece nossa atenção, pois esse conhecimento adquirido poderá ser alvo de uma proposta de emprego, uma viagem proveitosa culturalmente, ou algo assim.

Mas para que possamos aproveitar bem quem nos fala, temos que saber ouvir e saber também calar, pois muitas vezes, temos o impulso de falar sem ser o momento oportuno e com isso cometermos erros de difícil reparação.

Outro aspecto que devemos cultivar no ouvir, é não agirmos como se fôssemos donos da verdade, tentando convencer o outro de nossas idéias e convicções.

Chefes deveriam cultivar a humildade de escutar seus subordinados, e eliminar a idéia de que sabem mais do eles, pois se formos humildes, podemos aprender muito com quem estamos chefiando.

Tive, algumas vezes, dúvidas em relação ao meu trabalho, e não hesitei em consultar   a pessoa que chefiava minha equipe e que me ajudou a solucionar, por diversas vezes, problemas de natureza técnica. Respeitei o fato de ter menos idade que essa chefe, e portanto, menos vivência em relação a uma série de problemas que ela teria vivenciado e eu não.

Reconhecer a capacidade de quem nos rodeia é uma característica que devemos desenvolver, pois servirá sempre de grande auxílio na resolução de problemas.

Por isso, saber escutar é um dom que devemos desenvolver, porque provavelmente nos servirá sempre de auxilio em alguma ocasião.

Vamos nos expressar no sentido de ajudarmos nossos circunstantes e também nos valermos de opiniões expressadas por eles quando delas precisarmos.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Vida: eterno combate

Meu pai, que foi escritor, com um numero considerável de livros de psicologia publicados, em um de seus pensamentos escreveu:

“A vida é um eterno combate e todo indivíduo tem que combater; quem está errado tem que combater a si mesmo; quem está certo tem que combater o mundo”.

Na verdade, o combate nos dá uma idéia de luta de forma brutal, mas nem sempre isso corresponde à verdade. Me refiro aqui à luta constante que empreendemos no decorrer de nossas vidas, seja em qualquer circunstância que a necessidade nos apresente.

Mas claro, seguindo o primeiro princípio referente à nossa luta constante, deveremos empreender nossa ação contra nós mesmos ao constatarmos que estamos agindo erradamente e analisarmos quando somos nossos próprios inimigos, envolvidos num combate infundado, sem chance de vencermos.

Para isso temos que ter uma isenção total de parcialidade a quem quer que seja num julgamento referente a uma atitude que poderá comprometer todo um comportamento, e portanto, um resultado.

De outro lado, se estamos certos, ou julgamos estar, temos o direito e o dever de combatermos o mundo no sentido de podermos emitir algum conceito que possa auxiliar ao próximo.

Obviamente, o conceito de certo e errado varia muito de pessoa para pessoa, dependendo de raça, idade, maneira de encarar qualquer tipo de atitudes e problemas, e outras circunstâncias.

Mas devemos convir que existem alguns tipos de atitudes e reações que, mesmo vistos de qualquer ângulo, seriam tidos como certos, comuns ou errados e/ou incomuns.

Quem se analisa como errado em uma situação delicada, deverá combater a si próprio, pois ai começa nossa atitude de honestidade, princípio que fomos aprendendo com nossos pais desde que começamos a demonstrar uma certa integração com quem nos rodeia.

E, se chegamos à conclusão de que deveríamos mudar nossa atitude por nos julgarmos errados ou inconvenientes, temos a obrigação de olhar para dentro de nós e mudarmos, de acordo com nossa consciência e inteligência.

Mas, se de outro lado nos convencemos de estarmos corretos, depois de analisarmos imparcialmente nossas atitudes, devemos sim combater o mundo.

Pelo menos, devemos combater o mundo que nos cerca, sem violência, demonstrando nosso possível conhecimento do assunto em questão, até mesmo ajudando no raciocínio o mais justo que consigamos.

Vamos, portanto, proclamar honestamente aquilo que achamos correto e tentarmos combater o que achamos errado no sentido de conseguirmos auxiliar o nosso mundo, a nossa sociedade.

Pelo menos, o que estiver ao nosso alcance!

E claro que sempre tentaremos evitar o combate físico e injusto em qualquer circunstância, afim de não perdermos a razão.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda