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Decepção

Quantas vezes ouvimos alguém dizer que se decepcionou com a atitude de outras pessoas ou com o desenvolvimento de algo que esperava e que não se concretizou?

A decepção está associada à tristeza e frustração, porém a intensidade do desapontamento normalmente é proporcional ao tempo, ao valor que damos ao que esperamos e à magnitude de nossa expectativa.

Sim, porque tudo o que planejamos vem carregado de esperança no sentido de bons resultados para o sucesso de qualquer realização.

E além de idealizarmos resultados que esperamos e desejamos, promovemos expectativas que, se não chegam, nos frustra e nos faz infelizes.

Nos decepcionamos quando alguém a quem amamos, seja em que âmbito for, age de maneira que não esperávamos e nos leva ao que chamamos de desilusão.

E isso não se reflete somente na área amorosa, mas também nas amizades, cuja sinceridade é imprescindível para nossa segurança emocional.

Sob outro aspecto, se nos decepcionamos com alguém a quem queremos bem e não tenha agido da forma que estaríamos esperando, o ideal seria tentar entender o que teria levado essa pessoa a agir de forma inesperada.

Muitas vezes podemos ser vítimas de algum mau comentário por parte de outra pessoa, e um bom diálogo poderia esclarecer uma situação de risco para uma inimizade indesejada.

Igualmente nos negócios, planejamos e, muitas vezes, conseguimos efetivar até certo ponto, dentro de nossa capacidade de realização, mas corremos o risco de nos decepcionarmos se não atingimos  o nosso objetivo.

Temos que estar preparados psicologicamente para que uma possível decepção sofrida não interrompa o curso da criação de algum projeto que, apesar de parecer fracassado, pode  ser passível de modificações que o tornem um sucesso.

Perder a esperança, jamais!

Ir  à luta é a palavra de ordem, pois nada conseguimos sem nos  arriscarmos, evidentemente dentro de uma medida de segurança e equilíbrio que devemos nos impor sempre.

E temos que ter em mente que uma decepção também pode ser algo que nos impulsione e nos ensine, no sentido de executarmos melhor numa próxima tentativa.

Depende de nós podermos desenvolver nossa capacidade de análise de determinada situação e encarar um possível fracasso como um incentivo para  vencermos o imprevisto.

Uma atitude de prevenção e estudo pormenorizado em tudo o que planejamos seria o ideal para diminuirmos a possibilidade de uma decepção maior e que poderia causar transtornos, muitas vezes irremediáveis.

Estudar muito bem possibilidades de sucesso em todas as áreas da atividade humana pode ser uma das soluções para tentarmos evitar ou diminuir frustrações, e por conseguinte, decepções que poderiam nos levar ao desânimo e continuidade de luta.

O esforço no sentido de não nos desanimarmos pode frequentemente ser  recompensado, pois lutamos quando temos o estímulo interior e afrontamos o fracasso com a garra necessária para atingirmos o sucesso.

Antes de nos decepcionarmos definitivamente, devemos tentar uma solução madura e sem ressentimentos prévios.

Espero que meus blogs não os decepcionem, pois isso me incentiva a continuar 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

Rótulos

Um rótulo é normalmente uma referência definitiva, pois contém informações sobre algo que precisamos saber para não nos enganarmos a respeito daquilo que ele descreve.

Se é um medicamento, seu rótulo contém a fórmula com o princípio ativo e indicações completas sobre seu uso, posologia, etc.

Esses são regulamentados por órgãos especializados e responsáveis pela autenticidade que determina seus efeitos.

As informações são sempre corretas, claras e precisas para se evitar efeitos indesejáveis.

Os alimentos, igualmente, possuem rótulos que determinam suas características, validade e composição.

Mas existem outras formas de rótulos que temos que evitar.

Tendemos, por exemplo, a  rotular pessoas e objetos, com adjetivos tanto elogiosos quanto depreciativos.

Devemos prestar atenção quando nos referimos a alguém com uma característica que se destaca naquele momento.

Uma coisa é SER.  Outra é ESTAR.

São situações completamente diferentes e saber distingui-las é nossa obrigação no meio em que estivermos vivendo.

Por exemplo, uma pessoa que apresenta um quadro de irritação ou nervosismo passageiro não pode ser classificada de agitada ou nervosa.  Pode não se tratar de um nervosismo permanente, e sim de uma situação passageira e inusitada, muitas vezes provocada por algo ou por alguém.

Importante é sabermos reconhecer se até mesmo nós não tenhamos provocado uma reação no outro, e nesse caso sempre tendemos a colocar a culpa na sua reação e não na nossa ação.

Não sabemos se uma ofensa pode ter provocado uma reação inesperada para que essa pessoa tenha reagido de forma não habitual.

Não devemos julgar, ou melhor, rotular.

O rótulo é perigoso.  Corremos sempre o risco de injustiçar gravemente alguém, até prejudicando-o social, comercial ou financeiramente.

E, muitas vezes, perdemos a chance de uma amizade que poderia ter sido muito proveitosa.

O mesmo com apelidos.  Apelidar alguém também pode ser uma forma de juízo precipitado e de rótulo leviano.

Saber lidar com as pessoas e com certas características que não sejam totalmente de nosso agrado é uma arte que temos que nos esforçar para desenvolver, pois só assim conseguiremos superar e sentir a tênue diferença entre o ser e o estar.

Essa é uma chance que a convivência nos dá e que pode nos trazer surpresas agradáveis ao constatarmos que conseguimos distinguir entre uma situação que podemos contornar e uma definitiva que temos que eliminar.

Importante é não nos deixarmos levar pelo preconceito, pela insegurança, medo  do desconhecido ou por simples imaturidade.

Pensemos bem antes de rotularmos algo ou alguém que ainda não conhecemos totalmente.

Abraços e bom domingo,

Amanda

Lei da Compensação

Como encarar uma situação, onde achamos que fomos injustiçados ou não fomos atendidos?

Sem ser conformista, creio que as forças divinas, muitas vezes, interferem sem que possamos compreender.

Outro dia estávamos, minha filha e eu, no trânsito e um enorme temporal caiu de repente com uma força incomum, relâmpagos e trovões realmente assustadores, e um perigo iminente do trânsito virar um verdadeiro caos, pelos alagamentos previstos.

Havia também a possibilidade de falta de freios nos carros, os faróis estavam com problemas e, mesmo assim, alguns motoristas corriam mais do que deveriam em função do mau tempo.

Só que para completar, por acaso, pegamos todos os faróis fechados.

Minha filha, então, fez um comentário em tom de brincadeira: “Deus não está do nosso lado hoje”.

E eu lhe disse: “Quem sabe Ele está nos segurando nos faróis para nos evitar um problema maior, uma batida mais à frente ou algo assim?”

Ela concordou e seguimos nosso trajeto para casa, graças a Deus sem maiores problemas.

Tudo é questão de enfoque.

Às vezes, achamos que alguma coisa não se passou como gostaríamos, mas na verdade, não sabemos se a lei da compensação funcionou e saímos ganhando com algo que pensávamos estar perdendo.

Uma amiga estava me contando a esse respeito uma passagem de sua vida bem interessante.

Se casou jovem, e teve uma filha que faleceu de acidente aos 3 anos de idade.  O marido não correspondeu ao que ela esperava, criando uma situação de abandono e de desgosto.

Sua vida era de muito sofrimento.  Eles se separaram e anos mais tarde, já morando nos Estados Unidos, ela conheceu um rapaz com quem se identificou, e se apaixonaram.

Sem se abater pela experiência anterior, ela superou o trauma, e não se deixou influenciar pelos acontecimentos do passado.

Hoje, ela acredita ter recebido a “compensação” de um grande amor e diz que se não tivesse passado pela primeira má vivência, talvez não tivesse valorizado a próxima relação.

Soube reconhecer que a vida a recompensou de certa forma, até com uma felicidade que não ousava sequer sonhar que um dia poderia vir a ter.

Ela se permitiu viver uma nova experiência, baseada no amor.

E assim, temos que tentar reconhecer quando somos recompensados, mesmo quando aparece um farol vermelho no nosso caminho.

Acreditemos ou não, sempre aprendi e comprovei por experiência, que Deus, muitas vezes, escreve certo por linhas tortas.

Vamos ser agradecidos pelas compensações em nossas vidas.  Elas chegam diariamente de formas diferentes.  Basta sabermos enxergá-las.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Incompatibilidade

Incompatibilidade: palavra que pode ser extremamente importante e até mesmo vital.

Quando se trata, por exemplo, de incompatibilidade de substâncias como medicamentos, podemos ter reações imprevisíveis, que podem nos custar problemas gravíssimos de saúde.

Cuidados até excessivos com medicamentos a serem ingeridos nunca serão demais, pois um descuido pode ser muito perigoso.

Por isso, recomenda-se nunca se fazer uso da automedicação para se evitar esse tipo de consequências, às vezes irreparáveis.

Também no campo da saúde, encontramos incompatibilidade entre pessoas que necessitam de transplantes de órgãos ou doação de  sangue, e cujos testes de compatibilidade são vitais.

Já outro tipo de incompatibilidade – não tão vital mas também muito importante – é em relação ao temperamento de pessoas que convivem.  Seja de que natureza for a ligação, de uma forma ou de outra, se elas têm temperamentos incompatíveis, a convivência se torna difícil – pela própria maneira diferente de encarar a vida e os princípios.

E já conheci pessoas que se sentiram incompatíveis até mesmo com a própria profissão que não escolheram, e sim que foi escolhida pelos seus pais.

Conhecemos pessoas que nunca atingiram o sucesso esperado, justamente por não  terem optado por uma atividade que representaria seu objetivo de vida.  Fato é, acabaram numa profissão que não era a escolhida, e fracassaram.

E isso gera frustração e, muitas vezes, um outro tipo ainda pior de incompatibilidade.

Por exemplo, talvez para darem uma satisfação à sociedade, algumas pessoas convivem em ambientes que jamais as encantariam, mas que julgam necessário para não destoar do círculo ao qual pertencem.

Tem gente, por exemplo, que não tem a menor vocação para golfe ou outro esporte, e acaba fazendo parte de um grupo para se sentir mais aceito e pertencer a uma determinada equipe.

Claro que  alguns se identificam a tal ponto que aquela atividade pode até mesmo se tornar um prazer.

Mas se não houver essa integração, a incompatibilidade custa caro, não só no sentido financeiro, mas na frustração que sentem ao constatarem  que nada os satisfez ou que nada lhes acrescentou.

O que fazemos simplesmente por obrigação nos frustra, nos aborrece e não temos nenhum prazer, exatamente pela atividade ser incompatível com nossa maneira de viver e de pensar.

No sentido mais leve da palavra,  vemos pessoas, por exemplo, que se vestem  de maneira incompatível com o ambiente que frequentam, como se ignorassem as mínimas  regras de elegância e adequação.

O bom gosto tem que se adequar exatamente a cada situação e a cada ambiente  em que estamos para evitarmos o ridículo, que às vezes nos custa uma amizade, se ela for tênue e se calcar somente na aparência.  É triste, mas é assim.

Por isso, tento sempre buscar pessoas compatíveis para conviver, e isso independe da condição social e financeira.

Mas é importante lembrar que a primeira impressão, às vezes, pode iludir – criando uma expectativa de compatibilidade ou incompatibilidade.

Só o tempo pode mostrar ou não a possibilidade de uma convivência agradável.

Espero e tento, sinceramente, ser compatível com vocês, queridos leitores 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

Senso de oportunidade

Quando falamos que alguém teve “senso de oportunidade”, normalmente queremos dizer que a pessoa foi oportuna ao resolver uma questão, ou não importunou ninguém, e ainda melhor, não teve um comportamento impróprio ou inconveniente.

Inconveniência é uma atitude que me incomoda demais.  Aliás, nem gosto muito dessa palavra.  Quando eu era criança, estava sempre atenta para tudo o que me rodeava, e minha avó paterna me chamava muitas vezes de inconveniente.

E ela dizia isso sem nenhum pudor, na minha presença, e era exatamente pelo fato de que eu opinava acertadamente em alguns assuntos.

Obviamente ela teria alguma razão, pois eu falava mesmo sem ser consultada.  Mas na maioria das vezes, minha opinião não era totalmente fora de propósito, e era exatamente isso que a incomodava. Só que, evidentemente, eu não tinha o senso de oportunidade que a maturidade nos confere.

E é esse senso de oportunidade, que surge com a maturidade, que influencia muito na nossa convivência com as outras pessoas.

Sabemos que até os animais têm esse senso.

Tive uma  experiência interessante nesse sentido.

Minha filha tem dois cães maravilhosos, mas um deles, que ainda é jovem e muito animado, fica, em algumas ocasiões, de certa forma inconveniente por querer participar de tudo ao seu redor.

E como é carinhoso, está sempre se colocando próximo de nós, onde quer que estejamos.  Mas é muito grande e pesado, por isso sempre tomamos algum cuidado com sua aproximação.

Mas foi fantástico num dia em que um de nós não estava bem disposto, tomando alguma medicação e ele ficou absolutamente quieto, comportadíssimo, como se entendesse que não deveria incomodar naquele momento.

Simplesmente ficou deitado em sua caminha, sem se aproximar, sem incomodar, como se estivesse colaborando com a delicada situação. De vez em quando levantava a cabeça, como se quisesse saber notícias do andamento de tudo.

Emocionante, inesquecível e surpreendente, principalmente vindo do Boni.

Mas infelizmente esse senso quase inato de oportunidade não acontece sempre com as pessoas.

Tem gente que fala alto nos cinemas e teatros, em hospitais, onde justamente se pede o silêncio necessário para que outras pessoas possam usufruir de uma calma necessária para entender o que está se passando, seja em que circunstância for.

Existia até uma  expressão jocosa a respeito, quando se dizia que as pessoas que se comportavam dessa maneira estavam com o “desconfiômetro” avariado.

E assim, também devemos desenvolver esse senso de “desconfiômetro” quando nos deparamos com alguém que precisa de nossa atenção e compaixão.

Vamos nos lembrar de que não temos o direito de ignorar, e sim tentarmos  discernir ocasiões em que podemos ou devemos ter a participação, e  emitir opiniões sem agredir a outra parte.

Mas muitas vezes, encontramos pessoas que emitem sua opinião  sem serem solicitadas, o que pode causar grande constrangimento em quem recebe a sugestão  espontânea.

Aí é que entra nosso senso de oportunidade, o discernimento da ocasião apropriada para se opinar.

Abusando da boa vontade de meus leitores, espero que meu senso de oportunidade esteja me levando ao caminho correto em relação aos meus blogs. 🙂

Abraços e bom domingo

Amanda