Arquivo da categoria: Inteligência Social
Resoluções
Publicado por amandadelboni
Sempre aprendi que devemos ser firmes em nossas resoluções, desde que nos propomos a tê-las.
Claro que, muitas vezes, fazemos planos sem pensar, e que não se coadunam até mesmo com nossa maneira de viver, nossos horários, enfim, nossa vida prática, e nesse caso, somos obrigados a cometer falhas que não estariam na nossa programação. E aí, os resultados podem se mostrar diferentes do que havíamos esperado anteriormente.
Mas, de outro lado, se não fazemos as resoluções que achamos necessárias, e condizentes com as necessidades que estávamos antevendo, nossos planos jamais se concretizarão, pois temos que iniciar de alguma forma aquilo que desejamos.
Várias pessoas que conheço se dispõem no início de ano, por exemplo, a tomar decisões diferentes a respeito de sua vida, atividades, atitudes que julgam melhores do que aquelas feitas até aquele momento.
Mas resoluções só poderão nos trazer mudanças e realizações se estivermos realmente decididos com a força de nosso pensamento e a tomada de atitudes, às vezes difíceis, mas que seriam a única maneira de colocarmos em prática aquilo que idealizamos.
Elas podem nos trazer grandes efeitos, e se soubermos aproveitar, poderemos ter a chance de melhorar nossa vida e também a vida de nossos circunstantes.
Mas devemos ter em mente que as decisões de mudança de vida ou de algumas circunstâncias podem trazer alterações e, assim, devem ser estudadas para que, ao chegarem, não nos tragam transtornos ou até mesmo desgostos.
Tentemos programar algo para o qual tenhamos a capacidade de realizar, para que não fiquemos frustrados pelos resultados não alcançados. E para isso, nossa autocrítica deverá estar no ponto certo, para que não sejamos parciais em nosso julgamento a nós mesmos.
Evidentemente que temos que nos esforçarmos para conseguir o que queremos, mas tudo tem seu limite e se soubermos reconhecer os nossos, teremos menos tendência para uma possível frustração.
Reconhecer a própria incapacidade em tomar decisões já é um passo à frente, pois nos impede de tomar atitudes impensadas e, com isso, nos prejudicarmos com consequências inesperadas.
E, o que temos que ter em mente também é que, uma vez tomada alguma resolução, devemos fazer o esforço para colocá-la em prática, pois a indecisão pode complicar os resultados que estaríamos esperando.
Claro que teremos sempre alguma dificuldade em colocar em prática uma resolução complexa. Temos que contar com esse provável problema, e justamente, analisar friamente algum propósito, pois a decisão ocorre com alguma situação onde temos duas ou mais formas de solucionar.
Ai, justamente, entra nossa decisão de estabelecer critérios para obtermos os resultados que desejamos, e também nossa imparcialidade.
Uma das atitudes ideais seria dividirmos as resoluções em decisões programadas, que são as repetitivas e rotineiras e as não programadas, que podem surgir de repente, e são imprevisíveis, e importante conseguirmos, com esse raciocínio, para chegarmos até a resolução ideal para o nosso bem estar e a de nosso próximo.
Abraços e bom domingo, cheio de resoluções para melhorar sempre nossa vida 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Educação e Hipocrisia
Publicado por amandadelboni
Sempre me lembro, quando minha filha era pequena, com uns seis anos, mais ou menos, e que eu lhe recomendava educação no cumprimentar nossas amigas, e ela dizia que não gostava, mas como sempre fui de certo modo, muito exigente, eu lhe dizia que mesmo não gostando, teria que ir na sala para cumprimentar quem chegava.
Sempre foi de questionar, inteligente, um dia me perguntou porque deveria cumprimentar se não gostava de determinada pessoa. Eu lhe dizia que mesmo não gostando, nunca se negava um cumprimento, por educação.
Ela não teve dúvida, insistiu: porque deveria cumprimentar sem gostar?
Lhe respondi que teria que ser educada, e assim falar com quem lhe dirigia a palavra.
Não contente com a resposta: “Mamãe, então educação é hipocrisia”?
Naquele momento, na verdade me deu até vontade de dar uma boa risada, pois nem sei onde ela teria aprendido ou escutado a palavra hipocrisia. Mas me saí diretamente dizendo-lhe que hipocrisia ou não, ela teria que cumprimentar nossos amigos sempre.
E, felizmente, ela entendeu, e nunca deixou de cumprimentar as pessoas que chegavam e quando nos encontrávamos em qualquer ambiente.
Essas observações sempre nos seguem em nossa vida diária.
E me lembro, pois, muitas vezes nos damos conta de amigos que, mesmo não apreciando algumas pessoas, e sabendo que não ficarão íntimos, pelo menos nunca negam um cumprimento, seja em que ambiente for.
Passamos sempre por esse tipo de situação e aprendemos com o passar do tempo, que, mesmo se depois não convivemos por falta de afinidades ou simpatia, usamos nossa educação para os cumprimentos adequados a cada situação.
Podemos até chamar de hipocrisia. Mas prefiro chamar de educação, uma atitude chave para qualquer relacionamento social.
E, muitas vezes, nos surpreendemos, quando achamos de início do conhecimento, que nada teríamos em comum, e somos apanhados de surpresa ao descobrirmos afinidades, e até mesmo parentesco inesperado.
Por isso, creio que o ideal é nos darmos a oportunidade de conhecermos melhor quem nos é apresentado, sem fazermos um juízo inicial e precipitado, e através do qual podemos cometer muitos erros que nos privarão no futuro de uma amizade que poderia durar toda uma vida.
A predisposição nunca é construtiva, pois pode nos levar a cometer erros de juízo, e nos privar de amizades que poderiam ser maravilhosas, cheias de conteúdo e com as quais poderemos aprender. Ou ensinar…
Por isso, devemos, sempre que possível, nos darmos a oportunidade de conhecer gente nova. Uma idéia preconcebida poderá nos fazer perder essa chance, lembrando que se somos humildes, provavelmente também aprenderemos.
Assim, devemos ter muita responsabilidade ao tratar da educação de nossos filhos, pois se diz que os filhos são nossos espelhos.
Tratemos então de tentar passar-lhes a educação através de nossas ações e reações, pois eles poderão descobrir nelas a simpatia e até mesmo o amor.
E vamos ter muito cuidado com a palavra hipocrisia. Tudo é questão de visão.
Abraços e bom domingo, com educação e gentileza, sem hipocrisia! Sempre 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Falar e escutar
Publicado por amandadelboni
Alguém já disse que quem fala, semeia; quem escuta, colhe.
Se pensarmos bem, grande verdade encerrada nessa frase, pois quem fala está tentando semear alguma idéia, algum princípio, algum ensinamento, enfim, tentando plantar algo na mente de seu próximo.
E quem ouve deverá ter um bom nível de atenção para que consiga captar os princípios expostos e o que estiver implícito naquilo que está sendo arrazoado.
Ouvir é uma arte, pois demonstra humildade no sentido de querermos aprender e atingir o que está sendo colocado por alguém mais informado ou mais velho que nós, que tenha, mais experiência no assunto em questão, naquele momento.
Se ouvimos com atenção, significa que teremos mais chance de aprender, e portanto de progredirmos no que estamos iniciando ou tentando iniciar a partir de nossa decisão.
Por isso se diz que, quem escuta, colhe.
Sem dúvida, colherá mesmo, não só conhecimentos, como maneira de fazer para que tudo possa correr de acordo com seus objetivos naquele momento; a partida está dada, pois o fato de tentarmos ouvir já é um sinal de que desejamos aprender.
O que já significa humildade, digno de ser recompensado pela aprendizagem que chegará através de ensinamentos, e isso independe de idade, de nível social, de capacidade de aquisição. Depende somente da atenção que se dispensa a determinada informação.
Os dois objetivos são dignos de nota: quem estiver semeando, pela sua falta de apego merece ser ouvido, pois estará dispondo de seu conhecimento deixando de fazer algo por si mesmo naquele momento.
E quem está escutando, portanto colhendo conhecimentos, atento no que está sendo dito ou exposto, também merece nossa atenção, pois esse conhecimento adquirido poderá ser alvo de uma proposta de emprego, uma viagem proveitosa culturalmente, ou algo assim.
Mas para que possamos aproveitar bem quem nos fala, temos que saber ouvir e saber também calar, pois muitas vezes, temos o impulso de falar sem ser o momento oportuno e com isso cometermos erros de difícil reparação.
Outro aspecto que devemos cultivar no ouvir, é não agirmos como se fôssemos donos da verdade, tentando convencer o outro de nossas idéias e convicções.
Chefes deveriam cultivar a humildade de escutar seus subordinados, e eliminar a idéia de que sabem mais do eles, pois se formos humildes, podemos aprender muito com quem estamos chefiando.
Tive, algumas vezes, dúvidas em relação ao meu trabalho, e não hesitei em consultar a pessoa que chefiava minha equipe e que me ajudou a solucionar, por diversas vezes, problemas de natureza técnica. Respeitei o fato de ter menos idade que essa chefe, e portanto, menos vivência em relação a uma série de problemas que ela teria vivenciado e eu não.
Reconhecer a capacidade de quem nos rodeia é uma característica que devemos desenvolver, pois servirá sempre de grande auxílio na resolução de problemas.
Por isso, saber escutar é um dom que devemos desenvolver, porque provavelmente nos servirá sempre de auxilio em alguma ocasião.
Vamos nos expressar no sentido de ajudarmos nossos circunstantes e também nos valermos de opiniões expressadas por eles quando delas precisarmos.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Vida: eterno combate
Publicado por amandadelboni
Meu pai, que foi escritor, com um numero considerável de livros de psicologia publicados, em um de seus pensamentos escreveu:
“A vida é um eterno combate e todo indivíduo tem que combater; quem está errado tem que combater a si mesmo; quem está certo tem que combater o mundo”.
Na verdade, o combate nos dá uma idéia de luta de forma brutal, mas nem sempre isso corresponde à verdade. Me refiro aqui à luta constante que empreendemos no decorrer de nossas vidas, seja em qualquer circunstância que a necessidade nos apresente.
Mas claro, seguindo o primeiro princípio referente à nossa luta constante, deveremos empreender nossa ação contra nós mesmos ao constatarmos que estamos agindo erradamente e analisarmos quando somos nossos próprios inimigos, envolvidos num combate infundado, sem chance de vencermos.
Para isso temos que ter uma isenção total de parcialidade a quem quer que seja num julgamento referente a uma atitude que poderá comprometer todo um comportamento, e portanto, um resultado.
De outro lado, se estamos certos, ou julgamos estar, temos o direito e o dever de combatermos o mundo no sentido de podermos emitir algum conceito que possa auxiliar ao próximo.
Obviamente, o conceito de certo e errado varia muito de pessoa para pessoa, dependendo de raça, idade, maneira de encarar qualquer tipo de atitudes e problemas, e outras circunstâncias.
Mas devemos convir que existem alguns tipos de atitudes e reações que, mesmo vistos de qualquer ângulo, seriam tidos como certos, comuns ou errados e/ou incomuns.
Quem se analisa como errado em uma situação delicada, deverá combater a si próprio, pois ai começa nossa atitude de honestidade, princípio que fomos aprendendo com nossos pais desde que começamos a demonstrar uma certa integração com quem nos rodeia.
E, se chegamos à conclusão de que deveríamos mudar nossa atitude por nos julgarmos errados ou inconvenientes, temos a obrigação de olhar para dentro de nós e mudarmos, de acordo com nossa consciência e inteligência.
Mas, se de outro lado nos convencemos de estarmos corretos, depois de analisarmos imparcialmente nossas atitudes, devemos sim combater o mundo.
Pelo menos, devemos combater o mundo que nos cerca, sem violência, demonstrando nosso possível conhecimento do assunto em questão, até mesmo ajudando no raciocínio o mais justo que consigamos.
Vamos, portanto, proclamar honestamente aquilo que achamos correto e tentarmos combater o que achamos errado no sentido de conseguirmos auxiliar o nosso mundo, a nossa sociedade.
Pelo menos, o que estiver ao nosso alcance!
E claro que sempre tentaremos evitar o combate físico e injusto em qualquer circunstância, afim de não perdermos a razão.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Pré julgamento
Publicado por amandadelboni
Uma atitude muito perigosa, sujeita a erros, muitas vezes sem volta.
Inclusive porque o que parece ser, numa ocasião especial pode se demonstrar de outra forma completamente diferente da aparência inicial, e se nos enganamos, podemos tomar atitudes que não tomaríamos se fôssemos mais cautelosos em nosso posicionamento perante os acontecimentos desta vida.
Quando pré julgamos, estamos sempre sujeitos a errar, pois nesse caso pode entrar a emoção em primeiro lugar, o que nos leva a resultados diferentes daqueles que seriam mais acertados se feitos com raciocínio, sem que sejamos dominados puramente pela emoção.
Lembremo-nos de termos tido em uma ocasião ou outra na vida, pensarmos em alguém, por exemplo, que com aparência extremamente vaidosa, nos dá uma impressão de riqueza e de importância na sociedade.
Se entramos em detalhes, e fazemos uma maior investigação, podemos chegar a uma conclusão completamente diferente da primeira e a outro tipo de conclusão.
E, nesse caso, pré julgamos erradamente, baseados em aparências totalmente falsas, com pistas que, em alguns casos, podem ter sido “plantadas,” exatamente para agirem no sentido de causar uma impressão de poder.
E, de outro lado, podemos fazer um pré julgamento de alguém que pareça ser e agir com tudo de bom, e ao conhecermos melhor, chegaremos a um resultado completamente diferente do que aparentava anteriormente.
Ou, ao contrário, algo que nos dá a impressão de não nos satisfazer, pode se revelar completamente útil e valioso, que poderá enriquecer nossa vivência e convivência, surpreendentemente.
O que temos que nos cuidar é para não sucumbirmos à tentação de pré julgar alguém que de nós se aproxima, seja por amizade, ou mesmo porque necessite de nosso auxílio naquele momento.
Não nos deixarmos levar pelas aparências é uma forma positiva de conseguirmos ter e receber atitudes sérias e justas naquilo pelo qual lutamos para alcançar.
O pré julgamento pode nos levar a consequências desastrosas, pois nos provoca atitudes completamente diferentes daquelas que tomaríamos se colocássemos nosso raciocínio a funcionar sem posições tendenciosas.
Devemos sempre analisar situações e acontecimentos antes de iniciarmos um julgamento precipitado a respeito de qualquer modalidade de atitudes que tenhamos tomado, pois podemos pensar e agir de forma a prejudicar alguém inocente.
Temos, portanto, que nos cuidarmos para que nosso pré julgamento não nos faça cometer injustiças, das quais possamos nos arrepender depois.
E, como consequência perdermos amizades preciosas, que poderiam fazer parte de nossa vida, nos proporcionando momentos de sabedoria e companheirismo.
Abraços e bom domingo, sem prejulgar 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
