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Virtudes

“Peça a Deus as virtudes que você não tem”.

Li e encontrei nessa frase uma grande demonstração de humildade.

Chamamos de virtudes um conjunto de qualidades fundamentais que fazem parte do ser humano do bem, o que vive para promover benefícios entre as pessoas que o rodeiam ou simplesmente necessitam de seu amparo, seja em que âmbito for.

As virtudes são próximas às perfeições de inteligência e da vontade humanas, comandando os atos, as paixões, e guiando também a conduta do ser humano através da razão, da fé, do pensamento e do raciocínio.

E algumas delas, se ainda não as temos, devemos procurar desenvolver em nossa personalidade: generosidade, temperança, diligência, paciência, caridade e humildade.

Se nos basearmos nessas virtudes descritas, deveremos chegar a uma conclusão de que, em qualquer religião, elas deverão ser adotadas, pois fazem parte da boa convivência entre as pessoas, em qualquer relação, se transformando, de maneira geral, na disposição de se fazer o bem.

Alguns filósofos já definiram e dividiram as virtudes em vários grupos, como virtudes intelectuais e éticas.

Entre elas, considero fundamentais as da solidariedade, da boa conduta, da dignidade e da boa vontade em tratar os doentes, por exemplo. Tudo isso faz com que nossa vida seja plena de momentos felizes. Toda vez que ajudamos alguém estaremos também nos cobrindo de alegria interior.

A bondade não é somente do ponto de vista material. Uma grande e leal amizade pode ajudar, às vezes, até mais.

E outra face da virtude é conseguirmos conhecer nossas próprias fraquezas, pois esse reconhecimento já é um grande passo no progresso de nossa convivência, na amizade que conquistamos e que desejamos estabilizar.

Se conseguimos nos analisar, estaremos cultivando a modéstia, uma virtude que considero essencial para o convívio com todo ser humano.

E são essas virtudes que espero desenvolver cada vez mais e sempre compartilhar com vocês 🙂

Isso é vida! Isso é o bem!

Abraços e bom domingo,

Amanda

Carinho

Ouvi uma vez que “um simples ato de carinho espalhado cria uma onda de amor sem fim”.

Concordo, pois o carinho é algo que não se vê e nem se toca, é tão abstrato, difícil de definir exatamente o que significa. É subjetivo, e não dá para ensinar ou demonstrar para alguém o que fazer e como fazer para se demonstrar o carinho.

O que se pode aprender seria o sentir, respeitar o sentimento do nosso próximo, chorar junto quando a situação nos toca de verdade.

E quem recebe o carinho sabe, perfeitamente, distinguir o que é real e o que está sendo representado por uma obrigação social ou do momento.

Ele pode ser demonstrado com palavras, ou simplesmente um gesto, um aperto de mão, uma carícia no rosto de uma criança, de nossos pais, de nossos amigos.

Não dá para se confundir um gesto de carinho, ele é preciso, direto e, por mais silencioso que seja, é capaz de expressar o que sentimos mais do que mil palavras, na maioria das vezes.

Claro que não excluímos as palavras amáveis e carinhosas que dirigimos a alguém que precisa de consolo, que está atravessando uma situação difícil, que tenha passado por uma perda, pois é justamente nessas ocasiões que se fazem necessárias demonstrações de carinho, uma palavra de consolo.

Sendo um gesto afetivo entre as pessoas, pode ser demonstrado através de contato físico, verbal ou simplesmente um olhar, e pode acontecer, independente de diferenças de religião, sexo, cor ou nacionalidade.

E também se diz que um simples gesto de carinho físico, um abraço ou um toque pode resultar na liberação de hormônios que reduzem o estresse.

Até mesmo entre os animais é normal o carinho instintivo.

Os animais são extremamente sensíveis a demonstrações de carinho que lhes damos.

Vejo a carinha de alegria do cachorro de minha filha, um grandão que fica paradinho enquanto fazemos um carinho em baixo de seu queixo, ele se encosta na gente, no sentido de dizer: “estou aqui quietinho, não vou me mexer se continuar me acariciando”.  E com isso, acabo deixando ele se deitar no meu colo no sofa, que em teoria, não seria permitido. Para ver como gestos de carinho movem montanha 🙂

E o mesmo entre pessoas que se amam. O carinho autêntico independe de contato sexual, ele se demonstra realmente pelo gesto de desprendimento, de apoio em todas as situações que o objeto do nosso amor necessita, e nesse caso vem o que podemos chamar de carinho através de apoio que oferecemos em qualquer situação que se apresente.

E devemos ter em mente que carinho pode ser demonstrado numa atitude de arrependimento, por algum ato que cometemos até mesmo, muitas vezes, independente de nosso propósito.

Uma esmola também representa carinho, quando dada de coração. Ao oferecermos uma ajuda a quem pede e nem nos conhece e provavelmente nunca nos conhecerá, estaremos fazendo um maravilhoso gesto de compaixão, compreensão pela situação do próximo, que se traduz em carinho.

E para quem recebe, significa muito, embora seja tão pouco para nós.

Isso é carinho do bom, independente de quantia, pois considerável mesmo é o gesto.

Abraços e bom domingo, com muito carinho 🙂

Amanda

Dois pesos, duas medidas

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Parece um contra senso.

Estranho ditado, mas sempre que escutamos essa frase, se analisarmos, veremos da certeza do titulo de nosso assunto de hoje, e nos lembramos dos exemplos da vida de cada um de nós.

Devemos nos cuidar para evitarmos cometer esse tipo de falha.

Pois, corremos sempre o risco de censurar algo que não desejávamos para nós e fazer o mesmo para alguém, sem pensarmos nas consequências.

Vemos sempre pessoas criticando outras, sejam amigas ou membros da família, por algo que praticaram, enquanto sua vida estaria cheia desses mesmos atos dos quais agora faziam críticas e admoestações.

Temos que pensar bem antes de sermos contra algo que alguém teria cometido, atitudes falhas, etc., pois se estivermos na mesma situação em que se encontrava essa pessoa, será que não agiríamos da mesma maneira?

Criticas constantes que presenciamos, na maioria das vezes, deveriam ser repensadas, pois é só nos colocarmos no lugar da pessoa alvo dessas mesmas censuras e nos surpreenderemos com as nossas próprias atitudes se pararmos para analisar situações de risco, onde colocamos nossas posições em cheque.

A pessoa que critica sempre, definitivamente não usa da imparcialidade, tão necessária ao bem viver entre amigos, funcionários ou simplesmente conhecidos que, por qualquer motivo, estejam naquele momento usufruindo da convivência.

Importante a isenção de ânimos para se julgar qualquer tipo de atitudes, de pretensões, equidade em nossos juízos a respeito de qualquer assunto, atos e decisões.

Muitas vezes assistimos a uma injustiça quando vemos pessoas usarem um tipo de julgamento para uma mesma situação.

Acontece que, dependendo de seu tratamento e seu juízo no momento, e de quem se trata, o veredicto pode ser tendencioso.

Se, por exemplo, foi alguém que você admira defendendo determinadas ideias, fica legal, senão a expressão fica sendo de reprimenda e critica.

Inteiramente injusto e sem equilíbrio na balança do bom senso, pois se algo não serve para uma pessoa, também não deveria servir para outra, independente de sua posição em nossa vidas, posição social, financeira ou outra.

Nossa tendência seria, a priori, julgar atos de nossos circunstantes, sem nos lembrarmos que, de repente, também os tenhamos cometido, pois somos humanos e nossas falhas devem ser, em alguns casos, compreendidas e até mesmo toleradas, dependendo da gravidade ou não de cada uma delas.

Importante é, no nosso julgamento, permanecermos isentos de ânimo, e analisarmos as circunstâncias em que tais equívocos, a nosso ver, teriam sido efetuados.

Analisemos se ao acusarmos, estaremos nos esquecendo de que também as cometemos, ou eventualmente poderia acontecer.

Resumo: Devemos ter sempre em mente, e termos como nosso objetivo, evitarmos o julgamento precipitado e analisarmos se falhas que apontamos também não seriam cometidas por nós mesmos em determinadas situações.

Exatamente para não vivermos na base dos dois pesos, duas medidas.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Adequação

Vivemos em ambientes diversos, de acordo com nossa profissão, idade, raça, país, conforme nossas escolhas, ou mesmo o destino que nos tenha sido reservado.

Mas podemos, de outro lado, dentro de nosso juízo ou nossas idéias, tentarmos sempre nos adequar a ambientes que frequentamos, sem muita reclamação, em função de plantarmos alegria e festejarmos a vida que nos foi dada de presente.

Gosto muito de uma lenda que fala de dois porcos-espinhos.

Num frio intenso, estavam quase morrendo, sem lugar para se aquecerem.

Juntavam-se, tentando se aquecer e se espetavam todo o tempo.

Com o passar das horas, foram se ajeitando, se colocando de tal forma, que conseguiram se aquecer, sem se espetarem, como antes. Se adaptaram, devido às circunstâncias e condições de sua existência naquele momento.

É como deveríamos agir uns com os outros, respeitando as diferenças, tanto de opiniões, como de estilo e escolhas de vida de maneira geral.

Dessa forma, a coexistência ficará mais alegre, tranquila, e se acatarmos a forma de viver do nosso próximo, seguramente ele respeitará a nossa.

Ajustar-nos conforme a situação que se apresenta em nossas vidas é algo pelo qual temos que lutar, e sabemos não ser fácil em certas circunstâncias.

Temos exemplos de ocasiões em que a adaptação se torna mais difícil mesmo, e nossa luta terá que ser hercúlea no sentido de vivermos novas fases, como por exemplo, a perda de um ente querido, que nos desperta tristeza e dificuldade em nos adaptarmos a uma nova vida.

A ausência nos faz sofrer, e somente com a passagem do tempo conseguimos nos adaptar à nova maneira de viver.

Fato é, tudo o que vivemos depende de adequação, e lutamos sempre com essa nova modalidade quando ela se apresenta.

Se nos propomos a iniciar um trabalho, nossa capacidade de adequação pode nos ajudar ou nos destruir, pois nos deparamos com o novo em vários aspectos, seja o tipo da própria atividade, novos colegas com quem teremos que conviver, novos desafios.

Enfrentar e usar nossa força de vontade nos ajudará, com certeza, a superar as dificuldades que vão surgindo, o que, na verdade, é uma luta de momento a momento durante nossa existência.

Vivemos nos adequando desde o nascimento, quando começamos a tomar conhecimento das possibilidades que passamos a ter, em função de nossa alimentação, e vamos crescendo, aprendendo a amar nossos pais e a entender o quanto deles dependemos.

Mais tarde, começamos a frequentar escolas na idade infantil e nos acostumando a conviver com os colegas e a lidar com os professores.

E assim vamos nos adaptando a diversas situações que surgem, de acordo com o que escolhemos para viver e conviver, os amigos, a família, nossos chefes, nossos subordinados, etc.

Portanto, de acordo com nossos objetivos, devemos sempre nos adequar às circunstâncias, o que não nos exime da luta constante no sentido de melhorarmos cada vez mais a vida que nos foi oferecida.

Aproveitemos então os momentos, nos adequando a eles e os aceitando com alegria. Se não, como falamos na última semana, “quem pensa, muda”. Mude se não está feliz! Ou aceite com alegria sua condição de vida atual e escolhas que você fez. Essa é minha filosofia de vida, e talvez uma das maiores lições que aprendi na escola da inteligência social 🙂

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda

Quem pensa, muda.

Li, uma vez, um pensamento sobre o assunto, que diz: “Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.

O seguimento desse velho ditado pode transformar nossa vida, desde que tenhamos a humildade necessária para transformarmos, muitas vezes, nossa maneira de pensar e, principalmente, de agir.

Isso se aplica a todas as formas de vida, e a todos os ângulos que queremos atingir.

Se temos atitudes precipitadas, corremos o risco de incorrer em erros que, em muitas ocasiões, não poderão ser corrigidos, seja por falta de oportunidade, seja porque a quem atingimos não nos dê a chance.

E podemos, com isso, perder grandes momentos, grandes amizades.

E não é nada agradável deixarmos algum relacionamento, simplesmente por não termos a maturidade de agir com critério em qualquer que seja a situação.

Dependendo da circunstância do momento, podemos correr o risco de não ter de volta uma relação profissional, de amor ou de amizade.

A teimosia em querer colocar um ponto de vista, por exemplo, pode comprometer toda uma relação, ocasionada por falta total de humildade em escutarmos o nosso próximo.

Me lembro de uma historinha que sempre contei para a minha filha, nesse sentido:

Dois burros estavam amarrados um ao outro, e foram colocados dois pratos de alimentos, um de cada lado.

Cada um puxava a corda que os amarrava para seu lado, o que os impedia de comer, pois se cada um puxava em direção oposta ao outro, usavam sua força em sentido contrário e não alcançavam nunca o que comer.

Então, num lampejo de inteligência, resolveram que iriam ambos para um lado, comeram, e depois foram para o outro lado e comeram juntos.

Cederam, e dessa forma aproveitaram os alimentos, de ambos os lados, matando sua fome.

Vemos que, até mesmo os animais, que não são racionais, simplesmente seguindo seu instinto, são capazes de tomar atitudes inteligentes.

Tudo muda, e nós também mudamos com o passar do tempo, dependendo da convivência, idade, atividades que vamos desenvolvendo de acordo com a nossa capacidade física, e conforme tenhamos realizado, ou não, os anseios antes programados.

Mesmo porque existem circunstâncias na vida que surgem sem avisar, e que nos fazem mudar os planos de acordo com as possibilidades de cada época.

Se deixarmos de lado as vaidades naturais que todo ser humano possui, teremos mais condições de acertarmos e, com isso, alcançarmos resultados que nos tornem ainda mais felizes, tanto na convivência com as outras pessoas, quanto conosco mesmos, pela realização que, seguramente, conseguiremos.

Tenhamos, portanto, a ousadia de mudar nosso rumo ou nossas ideias, sempre que acharmos que isso poderá nos tornar pessoas melhores, com resultados que nos farão mais felizes.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda