Conselho

Sempre ouvimos, acho que em tom de brincadeira, que se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia.

É uma brincadeira, claro.

Pois, seres inteligentes como somos, sabemos que um conselho bem dado deve ser seguido, e muitas vezes nos livra de atos que poderiam ter consequências desastrosas.

Aí tem esse outro conceito: “Sábio não precisa, tolo não aceita”.

Esse dito é cheio de conteúdo, e se pensarmos bem, precisamos sempre de conselho, claro, quando emitido por pessoa que teria mais experiência do que nós, e para isso temos que empenhar toda a nossa boa vontade e sabedoria para distinguir quem merece esse crédito.

Nossos pais, geralmente, têm mais capacidade para nos dar os conselhos, pela sua própria experiência de vida maior do que a nossa e, assim, normalmente terão mais equilíbrio desenvolvido pela própria maturidade e por provavelmente já terem passado por situações semelhantes no passado.

Evidentemente, um conselho bem dado pode significar até mesmo uma opinião, uma sugestão que poderá ter a capacidade de mudar uma situação e melhorar algo que já não andava muito bem.

Tem ocasiões em que a variedade de situações nos prejudica no sentido de conseguirmos manter o sangue frio e aconselhar quem nos tenha procurado em busca de nossa opinião que poderá até mesmo mudar sua vida.

Isso se torna uma responsabilidade e nos inibe, muitas vezes, de dar uma opinião, mas devemos tentar entender o que está se passando e, se solicitados, emitir nossa maneira de pensar, no sentido de ajudar, se possível.

Importante tentarmos respeitar nossa amizade com pessoas que nos compreendam, e sintam que não estamos tentando interferir em suas vidas, mas simplesmente ajudá-las.

Mesmo porque um dos significados de conselho seria o de orientar ou informar, pois, muitas vezes, ajudamos o outro a entender e a resolver problemas que estão enfrentando.

Resolver problemas não é fácil, envolve uma série de situações, como financeiras, sociais e circunstanciais.

E, na verdade, temos que ser muito cautelosos com os conselhos, pois se algo der errado ou não sair de acordo com o esperado por parte de quem recebeu determinada opinião, nos sentiremos culpados ou seremos acusados de uma culpa que não nos cabe.

Dizem que de boa intenção o inferno está cheio.

Se trata de uma brincadeira boba, mas a nossa maneira de aconselhar é uma arma de dois gumes.

Você dirá que então devemos nos isentar de aconselhar quando solicitados?

Sinceramente, creio que cada caso é um caso isoladamente, temos que discernir, ou tentar fazê-lo com isenção de ânimos, quando somos instados a aconselhar, seja com filhos, cônjuges ou amigos.

Nem sempre conseguiremos nos isentar, pois muitas vezes seriamos acusados de não termos personalidade no sentido de emitir nossa opinião, e como estamos vendo, não é nada fácil a decisão.

Vamos então, fazer com que nossos conselhos sejam criteriosos, para que possam ser respeitados, lembrando que devemos tentar ajudar sempre quem quer ser ajudado e aconselhar quem pede nosso conselho 🙂

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda

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Publicado em maio 17, 2015, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Realmente, um conselho bom você vai ter vitoria.
    Devemos também refleti nas palavras que daremos para as pessoas que estão andando ao nosso lado, assim elas terão sucesso.

  2. “Nada mais perigoso do que um bom conselho acompanhado de um mau exemplo”
    Um conselho desqualificado e com valores opostos aos nossos é totalmente falho e sem segurança.
    Por outro lado, pode ser um belo presente, desde que dado por pessoas nas quais confiamos.
    Ele, porém, não deve ser fator determinante de nossas escolhas, nosso convencimento e, principalmente, nosso livre arbítrio. Bjs

  3. “Nos maiores perigos, os conselhos mais audazes ” (Torquato Tasso 1544-1595- poeta italiano )

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