Arquivo diário: maio 17, 2015

Conselho

Sempre ouvimos, acho que em tom de brincadeira, que se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia.

É uma brincadeira, claro.

Pois, seres inteligentes como somos, sabemos que um conselho bem dado deve ser seguido, e muitas vezes nos livra de atos que poderiam ter consequências desastrosas.

Aí tem esse outro conceito: “Sábio não precisa, tolo não aceita”.

Esse dito é cheio de conteúdo, e se pensarmos bem, precisamos sempre de conselho, claro, quando emitido por pessoa que teria mais experiência do que nós, e para isso temos que empenhar toda a nossa boa vontade e sabedoria para distinguir quem merece esse crédito.

Nossos pais, geralmente, têm mais capacidade para nos dar os conselhos, pela sua própria experiência de vida maior do que a nossa e, assim, normalmente terão mais equilíbrio desenvolvido pela própria maturidade e por provavelmente já terem passado por situações semelhantes no passado.

Evidentemente, um conselho bem dado pode significar até mesmo uma opinião, uma sugestão que poderá ter a capacidade de mudar uma situação e melhorar algo que já não andava muito bem.

Tem ocasiões em que a variedade de situações nos prejudica no sentido de conseguirmos manter o sangue frio e aconselhar quem nos tenha procurado em busca de nossa opinião que poderá até mesmo mudar sua vida.

Isso se torna uma responsabilidade e nos inibe, muitas vezes, de dar uma opinião, mas devemos tentar entender o que está se passando e, se solicitados, emitir nossa maneira de pensar, no sentido de ajudar, se possível.

Importante tentarmos respeitar nossa amizade com pessoas que nos compreendam, e sintam que não estamos tentando interferir em suas vidas, mas simplesmente ajudá-las.

Mesmo porque um dos significados de conselho seria o de orientar ou informar, pois, muitas vezes, ajudamos o outro a entender e a resolver problemas que estão enfrentando.

Resolver problemas não é fácil, envolve uma série de situações, como financeiras, sociais e circunstanciais.

E, na verdade, temos que ser muito cautelosos com os conselhos, pois se algo der errado ou não sair de acordo com o esperado por parte de quem recebeu determinada opinião, nos sentiremos culpados ou seremos acusados de uma culpa que não nos cabe.

Dizem que de boa intenção o inferno está cheio.

Se trata de uma brincadeira boba, mas a nossa maneira de aconselhar é uma arma de dois gumes.

Você dirá que então devemos nos isentar de aconselhar quando solicitados?

Sinceramente, creio que cada caso é um caso isoladamente, temos que discernir, ou tentar fazê-lo com isenção de ânimos, quando somos instados a aconselhar, seja com filhos, cônjuges ou amigos.

Nem sempre conseguiremos nos isentar, pois muitas vezes seriamos acusados de não termos personalidade no sentido de emitir nossa opinião, e como estamos vendo, não é nada fácil a decisão.

Vamos então, fazer com que nossos conselhos sejam criteriosos, para que possam ser respeitados, lembrando que devemos tentar ajudar sempre quem quer ser ajudado e aconselhar quem pede nosso conselho 🙂

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda