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Amargura

Toda vez que pudermos conseguir arrancar a amargura de nosso coração e colocar um pouco de mansidão e docilidade, ficaremos mais felizes, seguramente.

Quando agimos com amargura, estamos sujeitos a provocar situações desastrosas, com efeitos nada desejáveis e consequências que podem nos deixar desgostosos e com soluções complexas.

Podemos ficar tristes com fatos que não estavam programados e que não esperávamos, mas se pensarmos bem antes de tomarmos atitudes precipitadas, provavelmente as soluções que encontrarmos serão mais adequadas.

A amargura não leva a nenhum tipo de resolução, pois o sentimento toma conta de nosso coração, impedindo-nos de pensar com a razão, que poderia nos toldar o raciocínio ideal para resolvermos problemas mais difíceis.

Claro que não é fácil. Normalmente, quando nos sentimos tristes e amargurados é porque existe um motivo, como a tristeza de uma perda ou de um desentendimento com alguém que amamos, ou que privamos de amizade.

Não sentimos porque queremos; o sentimento de amargura nos aborda.

Mas, mesmo sendo difícil, precisamos tentar controlá-lo para que nossa saúde e disposição não sejam prejudicadas e com isso tornem piores as soluções dominadas pela emoção que nos tomam de assalto quando estamos tristes, magoados, decepcionados.

Vemos tudo modificado, com uma visão deturpada da realidade, e as soluções tomadas em momentos amargurados são determinadas pelo desespero que pode transformar todo um resultado e sinalizar um caminho não desejável.

Devemos e temos mesmo a obrigação de lutar contra o sentimento da amargura, pois ele só nos causa transtornos emocionais, sofrimento, sentido de que fomos injustiçados, o que nos torna possivelmente, pessoas desagradáveis, munidas de sentimentos ruins.

Claro que sentimos muitas vezes certa amargura quando perdemos um ente querido, saudade de alguém que nos faz falta, algo que nos é caro, e outras ocasiões, mas é importante reconhecermos quando a amargura se torna um sentimento maior do que a tristeza.

Se torna doentio quando deixamos que vá além e perdure mesmo depois de conseguirmos superar um pouco a tristeza de algum acontecimento que nos tenha provocado esse estado de espírito.

Amargura é um sentimento extremamente negativo, aparece e permanece, e por isso precisamos nos cuidar para amainarmos nossa tristeza profunda, evitando que tome conta de nossa mente e de nosso espírito.

Se nos persistirmos amargos, é como se fosse uma doença que transmitíssemos para as pessoas que nos rodeiam, pois todos ficam até mesmo sem saber como nos consolar e parece algo eterno, que nunca passará.

Vamos sempre tentar não nos amargurarmos, usando nosso raciocínio no sentido de pensarmos se será que tudo o que está acontecendo, apesar de parecer o contrário, se não terá sido para o nosso bem.

É evidente que acontecimentos tristes temos e teremos em nossas vidas, sempre, mas pelo menos tentemos espantar a amargura que persiste e pode vir a nos fazer mal até mesmo à nossa saúde física, pois vai nos minando devagar.

Tentemos ver à nossa volta tudo que recebemos de bom, nossa saúde, nossos parentes, amigos que sempre estão presentes, nossa vida em geral, e o que ela nos oferece de bom, de distração e tudo o que temos e que pode nos proporcionar alegria de viver.

Li outro dia: “o conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice”.

Vamos, portanto, tentar colher a sabedoria como pudermos fazê-lo. Já será um bom consolo em nossa vida.

Abraços e bom domingo, sem amargura 🙂

Amanda

 

Perdão

O perdão é considerado um esquecimento total de alguma ofensa que tenha sido proferida, ou alguma atitude intempestiva que se tenha tomado, mesmo tendo sido sem pensar e sem considerar circunstâncias, nível de amizade, etc.

É uma relação importante entre quem perdoa e quem é perdoado, pois dependendo do tipo de ofensa, muitas pessoas consideram difícil perdoar.

Mas é algo sublime e esse sentimento deve ser cultivado.

E nem sempre são necessárias muitas palavras, mas atitudes de perdão, muitas vezes silenciosas, e um simples sorriso podem significar uma demonstração de que tudo o que foi ofensivo de alguma forma, tenha sido perdoado e esquecido.

Para a parte ofendida, tudo o que tenha sido tomado como ofensa deve ser esquecido e perdoado. E para quem ofendeu, o pedido de perdão é uma nova chance de convivência.

Claro que tudo isso pode ser evitado, se pensarmos antes de emitirmos alguma idéia ofensiva contra alguém.

Ninguém é dono da verdade, e se tivermos isso em mente, possivelmente erraremos menos e teremos menos necessidade de impormos nossos conceitos com palavras menos gentis, e com isso ofenderemos menos os nossos interlocutores.

Isso também nos permitirá errarmos menos, nosso controle nos levará a emitir nossas idéias e conceitos não tão duramente, e dessa forma evitaremos de nos arrependermos e com isso termos a necessidade de pedir perdão.

Mas se erramos e tomamos consciência do erro através de um pedido sincero de perdão, ele deve ser concedido sem nenhuma expectativa de compensação, simplesmente por um sentido de arrependimento por alguma atitude que tenhamos tomado sem pensarmos primeiro nas consequências que poderiam advir.

O fato de nos arrependermos por alguma falha que tivermos cometido contra alguma pessoa já é algo de positivo e fará com que nos sintamos mais humanos e dignos de perdão.

Não somos infalíveis, e por isso temos que estar conscientes de atos falhos que possamos cometer.

Já ouvi muitos dizerem: “perdoei, mas não esqueci”.

Será válido? Não sei responder a essa pergunta, mesmo porque não tenho a solução, somente a opinião que emito como pessoa que também tem suas falhas.

Não pretendo estar correta sempre, mas tenho a tendência pessoal de tentar entender e perdoar quando sou a pretensa vítima de alguma atitude que considerei inconveniente.

Sempre tento perdoar alguma injustiça cometida contra mim.  E quando perdôo, esqueço.

Me sinto melhor 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

Fazer bem feito

Como sempre, me lembro dos conselhos de minha mãe, e um deles tento seguir quando posso:

“Pense somente no que está fazendo e faça-o bem”.

Grande verdade, pois se começamos a fazer algo pensando na pressa do momento e nas próximas tarefas que devemos desempenhar, corremos o risco de que nada saia de acordo com o que planejamos.

Devemos tentar desenvolver uma tarefa por vez para que saia tudo de acordo com o que pensamos e obteremos, provavelmente, melhores resultados.

Mesmo tendo muitas atividades às quais nos propomos, é importante terminar sempre cada uma, para não ficarmos apreensivos, e com isso não conseguirmos os resultados desejados.

Isso nos possibilitará, com certeza, dispor de uma próxima etapa para realizarmos outras tarefas, ou mesmo dispor de nosso tempo como de nossa vontade ou necessidade, como, por exemplo, colocar nossa leitura em dia, o que não é fácil nos dias de hoje, quando temos a tendência de acumular inúmeras obrigações ao mesmo tempo.

Fazer bem feito dá trabalho? Claro que sim, mas se torna bem menor do que fazer mal feito por ter que ser refeito sempre.

Se tentamos aprender a função, desenvolvemos, no final, com menor esforço, pois faremos bem feito aquilo que escolhemos fazer. E assim, não teremos que repetir diversas vezes as mesmas tentativas.

Para isso, temos que tentar desenvolver nossa atenção, perseverança e tolerância a possíveis fracassos, o que nos levará à luta constante a fim de alcançarmos os resultados a que nos propusermos.

Pois, tentar fazer bem feito não quer dizer que obteremos sempre aquilo que queremos. Por isso mesmo, que além de educar nossa tolerância ao nosso fracasso eventual, temos que lutar para não fazer nada por improviso e sim, partir de iniciativas com grande possibilidade de que possa dar certo.

E tudo depende também da satisfação de cada um de nós, pois tem pessoas que se satisfazem com resultados medíocres no que planejam, e outras que buscam mais o sentido de uma pretensa perfeição.

Não podemos esquecer de que organização e planejamento podem nos ajudar a obter os resultados que desejamos e como já diz um antigo pensamento: melhor que nos arrependamos por ter feito alguma coisa, do que não ter feito nada.

Importante que no momento em que nos dediquemos a efetuar algo, pensemos somente naquilo que estivermos fazendo para fazê-lo bem.

Objetivo deve ser uma das palavras mágicas para que nossa luta chegue a bons resultados e para que fiquemos realizados como desejávamos.

Vamos então usar nosso precioso tempo para trabalharmos em todos os setores de nossas atividades com o máximo de esforço, para conseguirmos atingir o mais alto grau de resultados satisfatórios para nossa realização.

Fazer bem feito pra não ter que ser refeito!

Essa deve ser nossa meta.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Saber receber

Quando falamos nisso, nosso primeiro pensamento vai para o saber receber socialmente, em nosso ambiente, pessoas que nos visitam, que participam de nossa mesa, de nosso convívio de maneira geral.

Mas nosso assunto hoje se trata de saber receber um favor, uma idéia, uma gentileza.

Parece incrível, mas sempre conhecemos pessoas que têm essa dificuldade ou não gostam de receber uma gentileza.

Resistem receber até um carinho, o que nos deixa muito relutantes em oferecer ou dar algo.

O termo “não precisa” é uma constante para essas pessoas, e ficamos meio sem ação, pois se estamos oferecendo é porque queremos dar ou emprestar,  no sentido de apoiar.

E nem sempre isso se refere a ajuda financeira e também não se trata necessariamente de pessoas desagradáveis, ao contrário, gente querida e amiga, mas que tem essa dificuldade em aceitar uma gentileza, se colocando na defensiva, o que é completamente desnecessário.

Gentileza gera gentileza.

Saber aceitar é uma arte, pois se houve o oferecimento, aceitemos e agradeçamos por termos sido alvo de uma atenção especial.

Receber um carinho, principalmente em momentos em que estamos vulneráveis, desgostosos por algo grave que tenha se passado em nossa vida,  denota sabedoria e temos que entender que o que estamos dando naquele momento pode ser algo que necessitaremos no momento seguinte.

Claro que tem pessoas que simplesmente passam em nossas vidas, e mesmo assim, fazemos a gentileza ou o favor, como se diz, sem olhar a quem.

Mas existem aqueles amigos que estarão ao nosso lado por toda uma vida. Sabemos que eles jamais teriam uma atitude de abuso de amizade, e não teriam o direito de recusar algo que oferecemos com carinho e amor.

Precisamos aprender a identificar com quem podemos contar, seja para alguma ajuda até mesmo emocional, oferecendo sua companhia, o que já é algo valioso e muitas vezes indispensável.

Num momento de dor, quando perdemos alguém a quem amamos, por exemplo, é de grande valia a presença dos amigos que, muitas vezes, somente com seu abraço, nos dão o conforto de que necessitamos.

Quem nos estende a mão, seja com um gesto ou com ajuda material, deve se sentir recompensado, seja com outro gesto de carinho, ou até ajuda financeira, dependendo do caso.

Vamos, então, aprender a receber a amabilidade de que somos o alvo naquele momento.

Abraços e bom domingo com muito carinho 🙂

Amanda

Conselho

Sempre ouvimos, acho que em tom de brincadeira, que se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia.

É uma brincadeira, claro.

Pois, seres inteligentes como somos, sabemos que um conselho bem dado deve ser seguido, e muitas vezes nos livra de atos que poderiam ter consequências desastrosas.

Aí tem esse outro conceito: “Sábio não precisa, tolo não aceita”.

Esse dito é cheio de conteúdo, e se pensarmos bem, precisamos sempre de conselho, claro, quando emitido por pessoa que teria mais experiência do que nós, e para isso temos que empenhar toda a nossa boa vontade e sabedoria para distinguir quem merece esse crédito.

Nossos pais, geralmente, têm mais capacidade para nos dar os conselhos, pela sua própria experiência de vida maior do que a nossa e, assim, normalmente terão mais equilíbrio desenvolvido pela própria maturidade e por provavelmente já terem passado por situações semelhantes no passado.

Evidentemente, um conselho bem dado pode significar até mesmo uma opinião, uma sugestão que poderá ter a capacidade de mudar uma situação e melhorar algo que já não andava muito bem.

Tem ocasiões em que a variedade de situações nos prejudica no sentido de conseguirmos manter o sangue frio e aconselhar quem nos tenha procurado em busca de nossa opinião que poderá até mesmo mudar sua vida.

Isso se torna uma responsabilidade e nos inibe, muitas vezes, de dar uma opinião, mas devemos tentar entender o que está se passando e, se solicitados, emitir nossa maneira de pensar, no sentido de ajudar, se possível.

Importante tentarmos respeitar nossa amizade com pessoas que nos compreendam, e sintam que não estamos tentando interferir em suas vidas, mas simplesmente ajudá-las.

Mesmo porque um dos significados de conselho seria o de orientar ou informar, pois, muitas vezes, ajudamos o outro a entender e a resolver problemas que estão enfrentando.

Resolver problemas não é fácil, envolve uma série de situações, como financeiras, sociais e circunstanciais.

E, na verdade, temos que ser muito cautelosos com os conselhos, pois se algo der errado ou não sair de acordo com o esperado por parte de quem recebeu determinada opinião, nos sentiremos culpados ou seremos acusados de uma culpa que não nos cabe.

Dizem que de boa intenção o inferno está cheio.

Se trata de uma brincadeira boba, mas a nossa maneira de aconselhar é uma arma de dois gumes.

Você dirá que então devemos nos isentar de aconselhar quando solicitados?

Sinceramente, creio que cada caso é um caso isoladamente, temos que discernir, ou tentar fazê-lo com isenção de ânimos, quando somos instados a aconselhar, seja com filhos, cônjuges ou amigos.

Nem sempre conseguiremos nos isentar, pois muitas vezes seriamos acusados de não termos personalidade no sentido de emitir nossa opinião, e como estamos vendo, não é nada fácil a decisão.

Vamos então, fazer com que nossos conselhos sejam criteriosos, para que possam ser respeitados, lembrando que devemos tentar ajudar sempre quem quer ser ajudado e aconselhar quem pede nosso conselho 🙂

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda