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Interação
Publicado por amandadelboni
Vamos tratar aqui hoje da chamada interação social.
Como o próprio termo já diz, a interação social é o resultado de contato e de comunicação que se estabelece entre pessoas ao se socializarem. E na maioria das vezes, essa interação pode provocar alguma modificação até mesmo de atitudes nas pessoas envolvidas.
Tem uma historinha sobre os porcos–espinhos que ouço desde pequena e gosto muito.
Eles viviam numa região que nevava no inverno.
Morriam de frio e tentavam se aconchegar, mas se espinhavam, sangravam e não conseguiam se aquecer. Até que com o passar do tempo, encontraram a distância perfeita entre si para que se aquecessem sem que se machucassem com seus próprios espinhos.
E assim pode – e deve – acontecer com o ser humano.
Desde que haja um interação recíproca, seja de influência de participantes de um grupo, seja de um professor com seus alunos, ou numa compra e venda de objetos, o resultado tende a ser bem sucedido.
Nós interagimos todo o tempo, de uma forma ou de outra – com nossos chefes, nossos subordinados, amigos, parceiros, seja no sentido emocional ou funcional.
Importantíssimo, então, que saibamos nos relacionar e compreender como uma ação pode comprometer outra se não formos responsáveis o suficiente para que sempre tentemos obter resultados satisfatórios para ambos os lados.
E isso só podemos conseguir se interagirmos com educação, respeito e sensibilidade – levando sempre em consideração a integridade de uma causa ou objetivos.
Quando um grupo assume a responsabilidade de realizar algum projeto, por exemplo, é necessário que se tenha uma atitude de interação ainda maior, pois a convivência já não é social simplesmente, mas profissional, com uma série de opiniões contrárias umas às outras.
É uma prova de fogo, e uma situação onde se tem que exercer a interação total.
Todas as decisões que são tomadas exigem uma combinação de decisões, onde todos no grupo, em geral, têm idéias diferentes, e claro, cada um com sua razão.
Então, nesse caso, todos devem ter a sensibilidade de compreensão e interagirem com transparência, tolerância e visão imparcial para garantir o sucesso da empreitada que abraçaram em conjunto.
Essa é uma grande prova de interação, onde todos ficam felizes mediante os resultados obtidos, considerando os objetivos claros estabelecidos no inicio.
Como os porcos-espinhos, vamos nos abraçar, nos aquecer, e aprender a não nos espinhar.
Interação nos enriquece psicológica e socialmente.
Grande abraço e um ótimo domingo, cheio de interações 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Erudição/Educação
Publicado por amandadelboni
Erudição e educação: uma nada tem a ver com a outra, obrigatoriamente.
Mas o ideal, claro, seria que conseguíssemos sempre ser cultos, o que significa termos adquirido a educação, o conhecimento, através de leitura, estudo e observação, sem excluir o fato de que devamos também ser educados e gentis em nossas atitudes.
Felizmente, encontramos muitas pessoas com essa combinação perfeita, o que nos dá sempre o prazer da convivência.
Não posso me queixar, pois nossos amigos, na maioria, tem essas duas características bem patentes e reconhecidas por todos, agradavelmente. Assim, nosso convívio é de grande alegria.
Mas, infelizmente, nem sempre se encontra essa composição ideal.
Ouvimos em diversas ocasiões pessoas se queixarem do difícil convívio mesmo com parentes que, em algumas ocasiões, desferem palavras de má educação em qualquer lugar em que estejam.
E isso se tratando de indivíduos eruditos, que estudaram as teorias, mas lhes faltam inteligência para usá-las na vida do dia a dia.
Esse tipo de comportamento traz também um grande constrangimento em quem está acompanhando, pois nada se pode fazer a não ser ficar envergonhado do comportamento do outro.
E o que surpreende é que esse tipo de gente cria caso onde quer que esteja, sem nenhum constrangimento e se acha sempre com a razão.
Assim, nada adianta a erudição, pois ela se perde no caminho da má educação.
Mesmo porque o mal educado letrado acha que tem o direito de ofender, de usar a autoridade inadequada em qualquer ambiente que esteja, e o pior é que ele nunca encontra quem lhe diga a verdade. Se acha brilhante e acredita que segundo suas idéias, a erudição adquirida nos livros e na escola lhe daria o direito de dizer o que quer e desdizer seja quem for.
É simplesmente desagradável, e tenho certeza de que todos nós já tivemos o desprazer de lidar, ou, pelo menos, assistir a essa exibição.
Claro que nem todos tiveram a mesma sorte de poder estudar e desenvolver alguma atividade intelectual, seja por problemas financeiros, por falta de oportunidade ou de orientação familiar.
E por isso mesmo, os que a tiveram deveriam tentar colocar em prática, além da erudição adquirida pelo estudo ao qual tiveram acesso, uma educação no trato com seus circunstantes.
Essa sim, é combinação ideal para uma convivência agradável, pois ensinamentos transmitidos com simpatia e humildade são sempre bem aceitos por todos.
Se solicitados.
Quem se mete a ensinar e professorar todo o tempo, em geral fica taxado de maçante e aborrecido.
Medida para tudo o que fazemos é o ideal. Não é fácil, mas podemos e devemos tentar.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Autenticidade
Publicado por amandadelboni
O que chamamos de autenticidade, às vezes, não passa de uma desculpa a que muitas pessoas se apegam para externar sua opinião de forma até mesmo estúpida e sem nenhuma delicadeza, ao divergirem de outras pessoas.
Assisti a uma cena assim um destes dias.
Ao discordar de uma amiga num grupo que discutia sobre assunto corriqueiro, ao invés de expor suas idéias de forma educada, a outra colocou tudo de forma grosseira, e ao ser perguntada o motivo de tanta aspereza, ela respondeu tranquilamente:
Eu sou autêntica.
Essa é uma forma de se colocar erradamente em relação ao que não queremos aceitar, simplesmente por estar diferente de nossa própria opinião e conceito sobre qualquer assunto.
Autenticidade, no sentido exato da palavra, seria, por exemplo, a certeza da origem da informação, seja de notícias ou de algum produto, que no caso, tenha conseguido a aprovação e a confiança de um determinado público ao qual se dirige. É a certeza de que somos quem dizemos que somos.
Claro, perseguir a autenticidade, seja do que for, deve ser nossa meta.
É adquirir a confiança desejada, seja como pessoa, seja como produto, seja como prazo ao qual nos propomos.
É perseguir a legitimidade de uma informação, que é muita importante em qualquer relação, seja profissional ou pessoal.
E quando emitimos nossa opinião sobre determinado assunto numa roda de amigos, estamos sujeitos a criticas e posições contrárias às nossas, evidentemente.
Mas mesmo que não estejamos dispostos a uma discussão (coisa que realmente abomino), nada nos impede que possamos dar nossa sugestão ou opinião sincera.
O que me bato é pela idéia de não sermos absolutos para evitarmos um mal estar que pode ter consequências que não seriam desejadas.
Podemos, sim, ser autênticos, deixando de lado a simples teimosia ou nosso desejo de nos impormos em situações delicadas.
Devemos cultivar a autenticidade sem o receio de parecermos antipáticos ou donos da verdade.
Mas, para isso procuremos pensar bem ao emitirmos nossas idéias, sem a inconveniência que caracteriza a pessoa teimosa, pois quem teima de maneira mal educada, acaba perdendo sempre a razão e nunca é ouvida com a devida atenção.
Sejamos autênticos, sim, mas com a mesma delicadeza que gostaríamos de receber do nosso próximo.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Eu choro, e daí?
Publicado por amandadelboni
Interessante que muitas pessoas sentem vergonha ao se emocionarem e seguram o choro, pensando que podem ser classificadas de fracas ou inseguras.
Eu já penso completamente diferente e admiro imensamente quem consegue expressar um sentimento, seja ele por que motivo for, através de lágrimas.
Acho lindo, principalmente em se tratando, por exemplo, de homens, que muitas pessoas insistem em tratar como super-homens e que, portanto, não poderiam e não deveriam expressar nenhum sinal de fraqueza humana.
Eles tem que ser, na opinião dessas pessoas, superiores e, portanto, o choro seria sinal de uma debilidade que não poderia combinar com seu machismo.
Engano, pois conheço gente muito especial, não importa o sexo, gente que realiza, que tem atividades produtivas, e que por acontecimentos ou situações que provoquem emoção, choram sem nenhum pudor.
Não sentem a necessidade de ocultar o que lhes toca o coração.
Para mim, essas pessoas são dignas de admiração, por conseguirem expor sua realidade através de suas emoções.
Chorar faz bem à saúde. Lavamos a alma.
Aliás, alguns neurocientistas dizem mesmo que o choro atua como calmante, como um desabafo que alivia nossa tristeza e nossa tensão.
Mas como tudo na vida, o segredo é o equilíbrio.
Temos que ter cuidado para não exagerar e chorar por qualquer motivo fútil, por qualquer coisa que não deu certo, porque perdemos alguma condução, algum horário, ou algo também sem muita importância.
Claro, temos que ter controle e não ficarmos nos derramando em lágrimas a todo momento, exageradamente.
Mas chorar faz bem. Choramos de amor, de tristeza e de saudade.
Eu choro mesmo quando fico triste por sentir falta de minha mãe, quando me lembro de sua presença forte e gentil todo o tempo ao nosso lado.
E não tenho vergonha de chorar quando falo dela, mas é um choro de saudade e de amor.
Podemos também chorar de alegria, por termos atingido um resultado positivo em algo que estivéssemos esperando, por uma emoção de estarmos nos unindo a alguém a quem amamos, ao ver nossos filhos atingirem um resultado esperado, e outros motivos que fazem com que nossa emoção exploda em lágrimas de alegria.
E aí, mais do que nunca, eu choro mesmo, e daí?
Abraços e bom domingo , sem lágrimas 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Juventude
Publicado por amandadelboni
O que é a juventude?
Claro que na primeira definição, diremos que é uma faixa de idade imposta pela sociedade em que vivemos para podermos classificar, separar e criar bolsões que abrigam as pessoas.
Mas se pensarmos bem, vamos ver que a juventude nem sempre se refere a pessoas jovens fisicamente, mas, mais importante, ao espírito jovem, com disposição mental e física, independente de sua idade.
A idade cronológica nem sempre qualifica, pois a falta de horizontes é o que confere à pessoa a sensação de velhice.
A responsabilidade que a faixa denominada juventude carrega é enorme, pois de sua conduta dependerá o futuro de pessoas, e por que não dizer, da nação.
Nos deparamos, de um lado, com jovens que demonstram desde cedo maior capacidade de julgamento, maior equilíbrio emocional, e sem que o saibam, são magníficos instrumentos de progresso dentro da coletividade.
Encontramos também pessoas que nunca deixaram de ser jovens, apesar da passagem do anos.
E não estou falando aqui de irresponsáveis, que nunca crescem, mas sim da juventude no sentido pleno: adultos que apreciam cada momento da vida, cada descoberta, com a mesma pureza de criança. São pessoas que agem com seriedade que a própria experiência lhes conferiu, mas o ar de juventude não os abandonou.
Eu sou uma delas. Me sinto cada dia mais jovem.
E minha mamy também era uma dessas pessoas. Encantava a todos, e até seus 93 anos, quando teve um sério problema de saúde que a deixou incapaz até os 96, ela foi de um discernimento fora do comum.
Tinha a capacidade de raciocínio especial, apesar da falta de erudição, de cultura, porque na sua época de juventude não se usava comumente oferecer estudo a uma mulher no interior de Minas Gerais.
Mas ela conseguia entender e usar de uma racionalidade, emitindo sempre que solicitada, opiniões corretas e coerentes com os problemas que lhe eram apresentados.
Fantástico!
Sempre fazíamos uma brincadeira e meu marido dizia que eu era uma adolescente, minha mamy uma pessoa madura, e nossa filha, uma velha idosa.
Nossa filha leva o trabalho demais a sério, é muito madura — e muito caseira. Eu já gosto muito de sair, de programação com as pessoas amigas. Ela também, mas com uma certa medida, o que não acontece comigo. Sou festeira mesmo.
Enfim, dentro da brincadeira, existe uma seriedade que admiramos, tanto na discrição da filha, como na modernidade que minha mamy sempre demonstrava.
Essa consideração toda é para compararmos exatamente como a juventude independe totalmente da idade que temos na carteira de identidade.
Ser jovem é um estado de espírito e, até mesmo, uma questão de disposição de energia, de vitalidade e capacidade de lutar e ver sempre na vida a perspectiva de realização. É ter esperança em todos os sentidos.
E isso acho que as três gerações de mulheres da minha família: eu, minha mãe e minha filha sempre tivemos de sobra.
Vamos cultivar nossas esperanças e viver as alegrias que a vida nos oferece, para termos forças na luta dos momentos mais difíceis!
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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