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Conselho
Publicado por amandadelboni
Sempre ouvimos, acho que em tom de brincadeira, que se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia.
É uma brincadeira, claro.
Pois, seres inteligentes como somos, sabemos que um conselho bem dado deve ser seguido, e muitas vezes nos livra de atos que poderiam ter consequências desastrosas.
Aí tem esse outro conceito: “Sábio não precisa, tolo não aceita”.
Esse dito é cheio de conteúdo, e se pensarmos bem, precisamos sempre de conselho, claro, quando emitido por pessoa que teria mais experiência do que nós, e para isso temos que empenhar toda a nossa boa vontade e sabedoria para distinguir quem merece esse crédito.
Nossos pais, geralmente, têm mais capacidade para nos dar os conselhos, pela sua própria experiência de vida maior do que a nossa e, assim, normalmente terão mais equilíbrio desenvolvido pela própria maturidade e por provavelmente já terem passado por situações semelhantes no passado.
Evidentemente, um conselho bem dado pode significar até mesmo uma opinião, uma sugestão que poderá ter a capacidade de mudar uma situação e melhorar algo que já não andava muito bem.
Tem ocasiões em que a variedade de situações nos prejudica no sentido de conseguirmos manter o sangue frio e aconselhar quem nos tenha procurado em busca de nossa opinião que poderá até mesmo mudar sua vida.
Isso se torna uma responsabilidade e nos inibe, muitas vezes, de dar uma opinião, mas devemos tentar entender o que está se passando e, se solicitados, emitir nossa maneira de pensar, no sentido de ajudar, se possível.
Importante tentarmos respeitar nossa amizade com pessoas que nos compreendam, e sintam que não estamos tentando interferir em suas vidas, mas simplesmente ajudá-las.
Mesmo porque um dos significados de conselho seria o de orientar ou informar, pois, muitas vezes, ajudamos o outro a entender e a resolver problemas que estão enfrentando.
Resolver problemas não é fácil, envolve uma série de situações, como financeiras, sociais e circunstanciais.
E, na verdade, temos que ser muito cautelosos com os conselhos, pois se algo der errado ou não sair de acordo com o esperado por parte de quem recebeu determinada opinião, nos sentiremos culpados ou seremos acusados de uma culpa que não nos cabe.
Dizem que de boa intenção o inferno está cheio.
Se trata de uma brincadeira boba, mas a nossa maneira de aconselhar é uma arma de dois gumes.
Você dirá que então devemos nos isentar de aconselhar quando solicitados?
Sinceramente, creio que cada caso é um caso isoladamente, temos que discernir, ou tentar fazê-lo com isenção de ânimos, quando somos instados a aconselhar, seja com filhos, cônjuges ou amigos.
Nem sempre conseguiremos nos isentar, pois muitas vezes seriamos acusados de não termos personalidade no sentido de emitir nossa opinião, e como estamos vendo, não é nada fácil a decisão.
Vamos então, fazer com que nossos conselhos sejam criteriosos, para que possam ser respeitados, lembrando que devemos tentar ajudar sempre quem quer ser ajudado e aconselhar quem pede nosso conselho 🙂
Abraços e um ótimo domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Generosidade
Publicado por amandadelboni
Generosidade é um sentimento nobre, que aplicado, tem um enorme valor, uma vez que se trata de uma característica que envolve muito mais do que simplesmente bondade.
Uma pessoa generosa divide até mesmo o pouco que possui. Independe do montante de que dispõe, o generoso divide o que tem, sem fazer a conta.
E não só bens materiais, mas até mesmo seu tempo, se necessário, sem a necessidade de receber algo em troca.
E quem recebe costuma considerar o ato generoso de um valor inestimável, pois é uma atitude de desprendimento, e pode parecer pouco para quem faz, mas tem um enorme valor para quem recebe.
Muitas vezes, simples palavras amáveis e de incentivo podem representar um grande gesto de generosidade, e até mudar o rumo de uma vida.
Uma palavra, uma opinião, um ato de bondade, de carinho, de apoio e de compreensão podem ser de grande valia para alguém num momento de solidão ou de indecisão, e esse tipo de atitude pode ser chamada de generosidade pela importância que assume naquele instante.
Vemos muito a virtude dessa atitude em animais de estimação, que nos oferecem carinho e até mesmo consolo nos momentos em que nos sentimos carentes pela tristeza de acontecimentos que independem de nossa vontade e atividade.
E esse gesto é instintivo neles – sem medir esforços, uma atitude que deveríamos aprender e desenvolver cada vez mais.
Lembrando que é fácil dividirmos o que temos, mas quem é generoso passa a dividir até mesmo o que possui com certa dificuldade.
Hoje em dia, nosso maior bem é o tempo, que em muitos casos e para muitas pessoas, pode ser até mais precioso do que bens materiais, pois o tempo que passou não volta jamais, aproveitá-lo é uma arte inigualável.
Então, uma palavra de consolo ou de amabilidade pode levar uma pessoa que nem esteja muito bem, a considerar a possibilidade de reabilitação, de renovação, de maneira mais positiva de ver a vida, e com isso renovar alguma luta esquecida.
Acho louvável podermos ajudar o próximo a encontrar forças renovadas através da generosidade que pôde detectar com as atitudes de pessoas amigas e desprendidas que, se esquecendo de seus próprios problemas, se dedica a auxiliar, nem que seja com conselhos e com a humildade de ouvir.
Mesmo porque, ouvir faz parte do desprendimento e auxilia de maneira especial outra pessoa que necessita de um apoio, muitas vezes, mais do que uma ajuda financeira ou material.
Isso tudo é generosidade, atitude de se oferecer, de se entregar.
E por que não doar também bens dos quais não precisamos mas que para outras pessoas ou instituições que cuidam dos mais necessitados, serão de grande utilidade.
Sempre podemos praticar a generosidade em vários aspectos.
Vamos pensar nisso seriamente?
Abraços, bom domingo e um Feliz Dia das Mães 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Defeitos e qualidades
Publicado por amandadelboni
“Quando falta paciência com seus próprios defeitos, em vez de diminuírem, eles crescem cada vez mais, pois não há nada que aumente mais as imperfeições do que a inquietude para corrigi-las”.
Li esse conceito uma vez e me deu o que pensar.
Na verdade não é nada fácil aceitarmos nossos próprios defeitos, ou melhor o que chamamos de defeitos, pois esse é um conceito muito relativo, uma vez que o que representa defeito para uma pessoa pode se apresentar como qualidade para outra.
Tudo depende do ponto de vista, da educação, dos conceitos que cada um de nós desenvolve durante nossas vidas.
E depende também da orientação que recebemos, do ambiente em que fomos criados, da importância que damos a determinados assuntos, do tipo de ambiente ao qual pertencemos, das escolas que frequentamos, e muitas outras diferenças mais que temos em relação aos nossos amigos.
E quando falo de diferenças não quero dizer de bens materiais, mas sim de culturas diferentes, que independem do fato de possuirmos ou não riquezas ou lutarmos com dificuldades para atingirmos nossas metas.
Por isso, fica difícil falarmos em defeitos e qualidades com propriedade, pois não temos a condição de definir uns e outros.
Conceitos de defeitos e qualidades também dependem das necessidades espirituais ou materiais de cada um de nós.
Uma vez ouvi um comentário sobre uma característica de alguém, reprovando um comportamento que, no mesmo dia, outros elogiaram justamente pela pessoa ter agido daquela maneira.
É complicado, portanto, determinar o que chamaríamos de defeitos e de qualidades sem nos darmos conta de que poderíamos estar sendo injustos.
Importante, a meu ver, é tentarmos identificar nossa visão de defeitos e qualidades, de acordo com os nossos preceitos, vivência, estilo de vida, amigos e nossa família.
Para isso, temos que aprender a identificar nossas qualidades e defeitos — o que achamos não ser tão bom em nós – e, assim, quem sabe possamos desenvolver nosso autoconhecimento e sermos menos críticos.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Palavras
Publicado por amandadelboni
“Ao dizer algo, cuida para que tuas palavras não sejam piores do que o silêncio”.
Sempre ouvi de meus pais que a palavra é de bronze e o silêncio é de ouro, e acho esse ditado uma grande verdade.
Devemos ter muito cuidado ao usarmos palavras sem que nos policiemos, pois podemos incorrer em ofensas sem que tenhamos planejado fazê-lo.
O arrependimento não anula o que foi dito, fica registrado na mente de quem sofreu o insulto, e, muitas vezes não nos dão a oportunidade de uma explicação para que possamos nos sentir perdoados, ou pelo menos desculpados e compreendidos.
Por isso, devemos evitar de emitir uma opinião sobre alguma pessoa, algum episódio ocorrido com alguém a quem queremos bem, pois podemos nunca ter a chance de nem mesmo um pedido de desculpas.
Claro que devemos e podemos ter uma opinião formada sobre algo ou alguém, mas a cautela que devemos cultivar é de sabermos como emiti-la sem palavras ofensivas ou comprometedoras.
É complicado e nos perguntaremos, então, se temos que deixar de ser sinceros e dizer o que pensamos, e nesse caso sermos considerados fingidos.
E como também nos escusarmos sem parecer que somos pessoas sem uma posição sobre nenhum assunto?
É delicada a posição e o encontra do equilíbrio entre falarmos o que acreditamos sem que ofendamos pessoas ao nosso redor, lembrando que uma vez que expressamos nossos conceitos ou a imagem que fazemos de alguém ou de algo, aquilo fica indelevelmente registrado na mente que nos inquiriu a respeito.
Como sair dessa?
É realmente difícil. Creio que temos que emitir uma idéia sem nos fixarmos como donos da verdade, sendo sinceros, mas nos cuidando para aceitarmos opiniões divergentes das nossas e até mesmo raciocinando juntos no sentido de termos a humildade de mudarmos nossas idéias, e até conceitos.
Claro, não devemos usar o silêncio com uma arma de defesa ou como um disfarce para não dizermos o que pensamos, ou termos o receio de ofender alguém.
Mas a palavra representa nosso pensamento, assim tomemos cuidado ao emiti-la pois sua má interpretação pode levar a consequências que nem havíamos imaginado se fizermos um mau uso dela, e talvez em um momento inadequado.
O que devemos é realmente pensar bem antes de falar, não nos esquecendo nunca do peso da palavra, ela tanto pode ser benéfica, prazerosa, provocar bons sentimentos e alegres reações, como pode acontecer exatamente o contrário.
Assim, vamos tentar distinguir bem as situações e oportunidades onde usamos o silêncio ou a palavra.
Ambos têm seu momento.
Um sábio romano já disse:
“O que você vai dizer antes de dizer à outra pessoa, diga a você mesmo”.
Pode ser que você reavalie e nem diga nada.
Mas se usar da palavra, não custa nada aliá-la a um sorriso.
Experimente!
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Muros ou Pontes?
Publicado por amandadelboni
“Se você se sente só, é porque provavelmente construiu muros ao invés de pontes”.
Li e concordo com essa frase, pois muitas vezes nem nos percebemos de quando erguemos muros ao invés de tentarmos as pontes da comunicação entre as pessoas com quem gostaríamos de conviver.
Pois os obstáculos não são somente físicos, mas, muitas vezes simplesmente insinuados, o que pode tirar inteiramente a disposição de interlocutores de emitirem suas opiniões, seus valores pessoais, suas idéias a respeito de qualquer tópico abordado inicialmente.
Se já no início de um determinado assunto nos colocamos com uma opinião inflexível, fica difícil argumentarmos sem que se crie um mal estar inicial.
Temos que estar abertos a novos argumentos para que consigamos o ideal que seria o diálogo, a conversa, a exposição de pontos de vista, com os quais podemos aprender se estivermos dispostos. Mas para isso, devemos ter a nobre humildade de expor as diferenças de opiniões sem que hajam críticas ou ofensas desnecessárias.
Mesmo porque, no caso de somente ouvirmos comentários desagradáveis, essa atitude pode interferir demais na nossa autoconfiança, e com isso diminuir nossa produtividade e criatividade.
Por isso, se construímos pontes simbólicas de comunicação, para que as críticas não ofendam a quem queremos ajudar, essas pontes poderão ser transpostas com simpatia e interesse.
O que, nesse caso, facilita tremendamente a abordagem no sentido de ajudarmos na transformação ou na atitude a ser tomada, sem que a pessoa se sinta ofendida, porque se isso acontece, ao invés de se sentir ajudada, ela vai resistir até mesmo a uma ajuda que lhe poderia ser extremamente útil.
Assim, a abordagem, mesmo quando oferecemos algo, deve ser cautelosa para não construirmos um muro, o que dificultaria tremendamente a comunicação, mas sim uma ponte.
A ponte é um meio de entendimento, de entrosamento entre as pessoas para que tudo possa transcorrer de maneira mais fácil e, com isso, podermos obter os resultados pelos quais lutamos.
Basta olharmos uma figura de uma ponte para compreendermos que significa um meio de acesso a outros locais, muitas vezes diferentes e nos quais observamos e aprendemos.
Já os muros sempre nos dão a idéia da falta de travessia, de diálogo, de troca de conceitos, nos impedindo de aprender, e, portanto de progredir.
É simbólica e importante essa troca, pois vemos exemplos no mundo, tanto político, como social e geográfico.
Ao ser derrubado o muro de Berlim, foi possibilitada a aproximação das pessoas, que antes estavam tão próximas, e no entanto não conseguiam se encontrar ou se ver.
Quantas descobertas devem ter ocorrido, quantas surpresas ao descobrirem um mundo novo além daquele muro, que os impediu por tantos anos de acompanhar o progresso e conhecer pessoas com outras idéias, outras intenções e outras realizações.
Construamos, portanto, pontes que nos levarão a progressos de todas as formas, e a aprender e viver outras histórias, sempre com as novidades que nos serão apresentadas, uma vez derrubada nossa resistência.
É simbólico, mas prático:
Construa pontes de comunicação e aprendizado e derrube os muros e barreiras, mesmo que pareçam resistentes.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
