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Interesses

Como em muitas palavras na nossa língua, esta também dá margem a uma série de interpretações, pois ela pode ser usada em muitos sentidos.

Um sentido importante, a meu ver, seria o do interesse público ou privado no bem estar do cidadão comum, que faz parte da população que é em grande número numa cidade como a nossa enorme São Paulo, e que trabalha dependendo de condução pública, como metrô e ônibus.

Hoje de manhã, estava minha TV ligada num programa no qual participava o público também, além de outras atrações.  Uma senhora expôs à apresentadora um problema que ela viveu ao ir a um super mercado em um shopping.

Quem chega, a pessoa coloca o carro em um estacionamento e sobe por escada rolante, sem nenhuma possibilidade de um idoso, por exemplo, que depende de uma cadeira de rodas, ter acesso ao super mercado.

Isso denota falta de atenção e de “interesse” pelas pessoas com alguma limitação.

Essa senhora foi ao gerente, que lhe disse nada poder fazer.  Ela se dirigiu à diretoria  de um ou outro departamento do próprio shopping, e assim foi levando sua reclamação.

Espero que ela tenha conseguido finalmente chegar na pessoa certa e que alguém tenha tido o dito interesse em servir aqueles que não tiveram a sorte de poder acessar a pé o determinado empreendimento – interesse em atender, interesse em tentar resolver.

Tudo sempre depende do “interesse”, seja ele pessoal, profissional, financeiro, emocional ou social.

Às vezes, não tomamos conhecimento do que se passa sob nossos olhos pois não parece nos interessar aparentemente, e preferimos ignorar.

Claro, se não nos interessamos, nem mesmo nos damos a chance de achar algo interessante.  Pode ser mais prático e mais cômodo para quem não quer ser incomodado, mas essa atitude acaba nos alienando e limitando as oportunidades que batem nas nossas portas mas, por não chamar a atenção, não são vistas.

Meu marido diz que o pior cego é aquele que não quer escutar.  E eu acredito mesmo que se prestarmos atenção ao nosso redor, tudo é interessante.

Felizmente, temos pessoas em nossa sociedade que se interessam ao ponto de exercerem um papel muito importante de assumir entidades que exigem um trabalho hercúleo para sobreviverem, dependendo sempre de ajuda particular ou pública.

E para obter essa ajuda, essas pessoas colocam seu interesse acima de tudo e pedem contribuição para quem realmente necessita, nunca para si próprias.

Isso é o próprio interesse desinteressado.

Já outros se interessam por divulgar a cultura, distribuem livros a quem não teria condições de comprá-los e, com essa atitude, ampliam o campo de atuação e até de ambição de gente que passa a sonhar mais alto.

A cultura traz novas perspectivas e gera novos interesses.

Na peça “My Fair Lady”, um senhor demonstra isso quando faz uma proposta a uma moça vendedora de flores na porta de um teatro.

Ele lhe propôs ensinar-lhe a ler e escrever, e ela concordou.

À medida que ela vai se desenvolvendo na cultura proposta por ele, vai se transformando em uma pessoa diferente, sua rudez é substituída por uma delicadeza, aprendendo desde ler e escrever até um pouco de etiqueta, como saber comer com educação, e assim vai se transformando em uma pessoa fina e educada, por quem ele acaba se apaixonando.

Claro que isso é apresentado como um romance, mas ilustra como o interesse por alguém pode mudar uma vida e, muitas vezes, sem nossa dedicação integral e sem nos privar de nada.

Agora, espero que você se interesse sempre pelo meu blog, porque eu me interesso muito por você 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

Compaixão: Assunto complicado quando se trata de atitudes entre pessoas

Temos em mente que a compaixão tende a ser vista como um ato de altruísmo, que é comportamento típico de quem busca beneficiar o próximo, tentando diminuir seu sofrimento, seja em que âmbito for.

Torna-se, na verdade, uma espécie de empatia, quando nos unimos no sentimento de necessidade do ser humano ao qual estamos nos referindo naquele momento.

Mas vemos pessoas incapazes de serem atingidas pelo sentimento de compaixão, mesmo em situações extremas, e passam pela vida ignorando, ou tentando ignorar as necessidades as quais poderiam influir positivamente.

Vivem sua própria vida sem se incomodar com as necessidades alheias, e achando que não é sua culpa se tudo se passa de forma triste e sem recursos para melhorar.

Se as pessoas à sua volta não têm o conforto que elas tiveram o privilégio de possuir, colocam, muitas vezes, a culpa no governo ou nas ações que essas vitimas de circunstancias cometeram no passado.

Fica mais cômodo para sua consciência, e satisfaz sua razão.

Mas será que conseguem dormir com tranquilidade ignorando simplesmente que nem todas essas pessoas talvez tenham tido a mesma sorte que elas?

Pode ser por questões financeiras, muitas vezes falta de orientação ou qualquer outra situação que não colaborou para que tivessem o sucesso e suas vidas dependessem da caridade alheia.

Fica fácil se justificar e nada fazer.

A compaixão não se resume somente à ajuda no sentido financeiro, mas também no sentido emocional, pois quando alguém precisa de nossa ajuda, seja em que sentido for, uma palavra de solidariedade pode bastar para que consigamos reverter uma situação de desespero ou de ansiedade.

Isso é compaixão!

Devemos desenvolver o sentimento de solidariedade, seja com palavras de amor a quem esteja precisando, ou mesmo colaborando com campanhas humanitárias para entidades que auxiliam na sociabilização de pessoas excluídas de forma geral.

Elas não tiveram a felicidade de possuir recursos, como o acesso à cultura e, como consequência, o ganho material que, muitas vezes constitui o bilhete premiado para o ingresso numa empresa e na sociedade.

E, na maioria das ocasiões, não precisamos ficar prejudicados por atender às  necessidades do nosso próximo.  Talvez o que ofereçamos nem represente um dano ao nosso patrimônio, mas o hábito de colocar a responsabilidade nos outros nos impede de exercer a compaixão.

Vamos pensar bem nesse assunto, antes de julgarmos as necessidades alheias.

Se levarmos nossa vida compassivamente, claro  sempre dentro dos nossos limites e sem a pretensão de mudar o mundo, com certeza seremos mais felizes.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Insegurança

Insegurança pode ser visto como um sentimento desencadeado pela percepção de vulnerabilidade.

Quando se é, ou se torna insegura, a pessoa fica sem a confiança em si própria e sem a certeza de que poderá desempenhar atividades, seja em que campo for.

Às vezes, a insegurança pode fazer crescer uma timidez disfarçada, o que também impede a realização, minando a coragem para tentar implantar uma idéia nova ou continuar na luta para novos empreendimentos.

De fato, a pessoa insegura acaba se isolando, muitas vezes, exatamente pela timidez, e cria-se aí o círculo vicioso: mais insegurança, mais isolamento; mais isolamento, menos capacidade de se relacionar e, portanto, de realizar.

E o que parece arrogância pode ser simplesmente uma manifestação de insegurança, uma defesa natural que torna mais difícil de desenvolver a inteligência social tão necessária para bons relacionamentos.

Mas a insegurança pode e deve ser controlada e educada.  Conheci pessoas que compensaram esse sentimento com a luta, pois ao invés de se deixarem abater, se dispuseram a lutar firmemente pelo que haviam planejado.

Isso é, na verdade, uma superação do estado negativo em que, às vezes, nos encontramos e, ao contrário de ficarmos pelos cantos nos achando incapazes e inseguros, vencemos os obstáculos, seja na realidade ou na nossa cabeça.

Tem indivíduos que, num ambiente desconhecido se sentem completamente inseguros, e desenvolvem uma atitude de isolamento.

Claro que todos nós nos sentimos mais seguros quando chegamos numa festa e vemos nossos amigos e conhecidos, mas se isso não acontece, devemos aproveitar para fazer novas amizades, ouvir novas línguas, discutir novas idéias.

Se não agimos assim, perdemos então, na maioria das vezes, a oportunidade de descobrirmos gente com quem poderíamos nos divertir, aprender, dividir.

Enquanto alimentam a insegurança, essas pessoas vão deixando de lado as chances que, para alcançá-las, é preciso aprender a reconhecê-las, sem compará-las com as oportunidades de outras pessoas.

A comparação é nosso pior inimigo quando se trata de insegurança.

Temos que ter a consciência de que somos o que somos e que devemos aprender, cada vez mais, sempre que possível, com tudo e todos que nos rodeiam.

Se nos compararmos todo o tempo com quem tem mais, ou que achamos ser mais do que somos ou temos, corremos o risco de nos sentirmos inferiores, e desenvolvermos, dessa forma, um sentimento maior de insegurança que pode nos levar à derrota, até antes de empreendermos a luta ou alvo de nosso desejo.

Esse raciocínio, a meu ver, se aplicaria para todo tipo de insegurança, seja no sentido amoroso, na disputa por um cargo, nas amizades.

Eu não tenho sentimento de ciúme.

Devo ser muito segura, ou muito irresponsável.

Prefiro pensar que sou a primeira alternativa.

Enfim, devemos sempre lutar para que o sentimento de insegurança não tome conta de nós, e assim evitarmos um sofrimento que, na maioria das vezes, é sem fundamento.

Vamos nos ater aos fatos.

Cuidado com a nossa imaginação, ela é muito fértil e pode nos levar a consequências inevitáveis, e sem retorno.

Abraços bom domingo 🙂

Amanda

Indiferença

À primeira vista, parece que a indiferença seria um sinônimo de desprezo, de falta de interesse, de insensibilidade.

Realmente em alguns casos, pode até ser, pois muitas pessoas são mesmo indiferentes ao que se passa ao seu redor e pouco lhes importa o sofrimento alheio, as necessidades de seu próximo.

E quando falo de necessidades, não me refiro somente às necessidades materiais, financeiras, mas de uma palavra de carinho, apoio moral em situações difíceis, de tristeza ou de problemas emocionais.

Numa ocasião assim, um abraço, mesmo silencioso, ou um aperto de mão, pode servir como um grande alivio no sofrimento de alguém.

Como ficar indiferente ao sofrimento de quem nos é querido, ver essa pessoa sofrer, sem que tenhamos uma atitude de carinho, uma palavra de conforto?

É somente uma expressão de amor e até de caridade para quem está sofrendo de alguma forma.

Não consigo ser indiferente às pessoas que me rodeiam.

Agora, acredito que podemos e devemos ser indiferentes a qualquer forma de preconceito do qual formos vitimas, pois esse tipo de atitude é típica de pessoas sem a grandeza humana, bonita e necessária a todo indivíduo.

Muitas vezes provocamos, com nosso sucesso, reações de inveja, de má vontade de pessoas que não se sentem capazes de realizar, e que não suportam resultados que nunca puderam alcançar.

Assim, ao invés de lutar, perdem seu tempo desenvolvendo atitudes agressivas.

Mas apesar de, muitas vezes, ter sido alvo desse sentimento negativo, ele nunca me atingiu pois sou indiferente a ele, imune a tal pobreza de espírito.

Não posso lutar contra a inveja mas posso, sim, não deixar que me atinja. Temos muito pouco controle sobre as atitudes dos próximos – mas total controle sobre nossas atitudes e maneiras de agir, dando importância para o que realmente merece importância.

E quando uma situação, de fato, merece nossa atenção, devemos tentar ser melhores do que aqueles que buscam a intriga ou maldade, retribuindo com um gesto de humanidade.  São essas pessoas que realmente mais precisam de nosso carinho e caridade.  Se não somos indiferentes a elas, devemos tentar compreender a razão por trás de tal atitude.

Isso fará bem ao nosso espírito e ao nosso coração, e consequentemente, à nossa vida e saúde física. É gratificante tentar e conseguir, com uma atitude positiva ou palavras adequadas e amáveis, um sorriso em quem se encontra numa situação angustiante.

Uma atitude de boa vontade pode transformar uma vida inteira.

Conheci pessoas que foram indiferentes à situação da família que atravessava uma séria crise financeira, e, aparentemente, sem se incomodar, continuava a gastar sem condições de cumprir os compromissos assumidos, colocando todos numa situação sem saída.

Essa é uma indiferença irresponsável e até cruel com os próximos, uma atitude que coloca em risco pessoas que dependiam do pouco que tinham para continuar a viver até que a situação se resolvesse.

A indiferença pode ser uma arma difícil de ser enquadrada.

Ela pode ser positiva quando deixamos de lado preconceitos que limitariam nossa maneira de ver as pessoas com quem nos relacionamos.  Mas também pode ser altamente negativa, quando nos valemos dessa atitude numa forma de ignorar as necessidades alheias, passando por cima e não querendo olhar como poderíamos auxiliar para melhorar a qualidade de vida de quem convive ao nosso lado.

Vamos tentar usar nossa indiferença com critério, visando o convívio melhor com todos que nos cercam.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Determinação

Um dos significados da palavra determinação é exatamente permanecer firme num objetivo.   E isso, muitas vezes, representa uma atitude de bravura na luta diária que todos enfrentamos para vencer obstáculos em todas as áreas de atividade humana.

Obstáculos sempre existem, pois todos temos incumbências de vários aspectos, todo o tempo, e se nos faltar até um certo atrevimento, um desafio que fazemos a nós mesmos para vencer, fica mais difícil realizarmos o que planejamos e almejamos.

O nível de decisão e a análise do tempo de que dispomos, às vezes, são fatores muito próximos um do outro, o que nos obriga a definir rapidamente o que fazer e como  desenvolver determinadas ações.

Na verdade, temos que exercitar até mesmo nossa condição mental para superar uma  frustração que tivemos em alguma atividade e empreender nova luta para tentar conseguir os resultados que antes não pudemos atingir.

Em alguns casos, nos surpreendemos com uma pitada de audácia que não sabíamos existir em nós, e que nos proporciona o vigor e desembaraço para conseguirmos uma vitória.

Superar nossos limites é a busca do ser humano que não se deixa abater pelas primeiras dificuldades — dentro, claro, dos limites da honestidade de princípios que aprendemos com nossos pais e durante nossa vida, mas sem nos deixarmos abater pelos  primeiros empecilhos que encontramos.

Sob o ponto de vista prático, a determinação é uma característica extremamente positiva, pois nos leva à luta e quase sempre com resultados esperados.

Um dos grandes segredos para não se perder no meio do caminho, na luta pelo que se quer conquistar, é saber administrar objetivos, priorizando-os com clareza.

Assim, é importante conhecermos bem a meta, o objetivo que queremos alcançar, e que ele seja muito bem definido para não nos dispersarmos querendo atingir tudo ao mesmo tempo.

E para atingirmos as metas que traçamos, sejam elas emotivas, comerciais ou sociais, não podemos nunca esquecer o fator auto-motivação, por um lado, e, por outro, auto-critica.

Isso significa aproveitar ao máximo nosso potencial, mas com a consciência de nossas limitações, pois todos nós nascemos já com certas tendências e, de acordo com elas, é que deveríamos traçar os objetivos a serem alcançados na vida.

Eu, por exemplo, jamais poderia desejar ser uma campeã de natação, pois a água é algo que nunca me atraiu, e ao  contrário, me dá certo medo.

Não me adiantaria ter um nível altíssimo de determinação, pois eu jamais teria condições de vencer em algo que me apavora.

Por isso, devemos focar muito bem nossas possibilidades, e então nos determinarmos a realizar, pois se essa análise não for bem feita, corremos o risco de nos frustrarmos  e com isso prejudicar nosso desempenho.

Importante é reconhecer nossas metas e lutar pelo que desejamos com determinação.  Essa deve ser uma atitude consciente e constante em nossas vidas, pois isso nos traz a sensação de felicidade e de vitória, importante em todo ser humano.

Isso é determinação: buscar sempre que possível a realização.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda