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Ação e Reação

Um princípio da física fala exatamente que a toda ação corresponde uma reação.

E isso é uma grande verdade, que não se restringe somente à física.

Falo aqui de nossa vida prática, do ponto de vista de sensibilidade em relação ao nosso próximo.

Pensar antes de agir pode ser um dos grandes trunfos para evitarmos reações com as quais não contávamos, e que podem, portanto, nos surpreender desagradavelmente.

Importantíssimo na nossa maneira de agir é a sinceridade que temos que colocar em tudo o que fazemos ou dizemos, na nossa atitude com as pessoas e com o ambiente que nos cerca.  Devemos agir de forma que leve a uma reação positiva da parte do outro.

Tivemos uma experiência a respeito desse assunto com uma funcionária que nos ajudava semanalmente.

Sentimos que ela não poderia continuar nesse trabalho, por diversas circunstâncias que se apresentaram em sua vida, inclusive mudança de endereço, que dificultaria sua locomoção pela distância e, assim, sua performance dentro de nossas necessidades.  Não daria certo para ambas as partes.

Fomos sinceros uns com os outros e começamos a buscar uma pessoa para substituí-la.

Um amigo, querendo nos ajudar, telefonou para uma conhecida sua dizendo que uma família estava precisando de uma funcionária uma vez por semana, caso ela tivesse interesse pois sabia de suas necessidades.

Como combinamos dela continuar enquanto os dois lados buscavam uma alternativa, assim que chegou para trabalhar, brincou que soube que estaria se substituindo.

Demoramos um pouco para entender a brincadeira.

Mas não é que esse nosso amigo ligou justamente para essa moça para saber se não gostaria de pegar o trabalho — que já era seu? Ele achou que seria perfeito para ela.

Morremos todos de rir.

Afinal, ele recomendaria exatamente a pessoa com a qual havíamos acertado sua saída.

Agora, imaginemos que tivéssemos agido de má fé e começado a procurar alguém pelas suas costas, de modo que ela própria soubesse por terceiros que iríamos substituí-la?

Seria, no mínimo, deselegante de nossa parte, constrangedor para todos nós e poderia gerar uma reação muito desagradável.

Devemos, portanto, tentar evitar todo e qualquer evento que possa desencadear as consequências para atos impensados.

Toda ação realmente provoca uma reação, e se agirmos correta e honestamente com as pessoas, as reações, normalmente são positivas, mesmo que, às vezes, nem sempre são as que gostaríamos.

E, por outro lado, nossas reações também podem gerar ações positivas no futuro.

Tive um funcionário, muito bom na sua função, mas que descobri numa certa ocasião, que não estava agindo corretamente e mentia em algumas situações, por diversos motivos.

Resolvi, ao invés de despedi-lo sem explicações, conversar com ele e saber do motivo daquela atitude.

Explicou-me que passava por alguma dificuldade, e ofereci minha ajuda, conversamos bastante e resolvi dar-lhe a oportunidade que ele pediu.

Ele nunca esperava essa reação de minha parte, foi surpreendente e deu bons resultados.

Nunca mais tive problemas com esse funcionário, e ele nunca mais cometeu alguma falha de comportamento.

Portanto, estou certa de que em alguns casos, a reação não precisa, necessariamente ser mal colocada, e sim compreensiva, mesmo que a ação tenha nos surpreendido e até nos decepcionado.

Vamos tentar sempre agir com compreensão e transparência.  As reações podem surpreender!

Abraços e bom domingo, repleto de boas ações  🙂

Amanda

Adaptação

O que chamamos de adaptação, para mim, nada mais é do que tentarmos encontrar a felicidade e o bem estar onde estivermos.

Pode ser considerada uma característica que faz com que um organismo se torne capaz de sobreviver e até se reproduzir em seu respectivo habitat.

No reino animal, as adaptações ocorrem com o próprio comportamento desses seres vivos em relação à natureza. Eles agem no sentido de se defenderem contra o frio, a seca e outros fenômenos naturais, ou para sua própria proteção contra os predadores, contra a mudança de clima, etc.

Tem animais que chegam a se camuflar no sentido de sua preservação, tal a importância da adaptação em seu próprio benefício.  Alguns chegam a tomar as cores  de onde se encontram dificultando assim sua identificação.

Mas, hoje, falo aqui das adaptações do comportamento social humano.

Na nossa vida diária, acontecem mudanças às quais devemos procurar nos adaptar, para não nos sentirmos infelizes.

Mudamos de idade, de anseios referentes à idade, mudamos de profissão, de estado civil, de condições físicas, financeiras, sociais, e vamos nos acomodando de acordo com as novas situações.

Ou nos adaptamos ou sofremos….

Se começamos a procurar as mesmas características, por exemplo, de uma cidade ou de um pais quando estivermos em outro, poderemos correr o risco da eterna comparação que não leva a lugar algum.

Adaptar-se, no entanto, não significa anular nossas opiniões, nem conformar-se com o que se apresenta diante de nós, e sim conseguirmos encontrar encanto e ver o lado positivo onde estivermos em cada etapa de nossas vidas.

Sempre terá o que nos agrade, em algum setor da atividade humana, seja profissional, social, financeiro ou cultural.

Por isso, acho que um sinônimo da definição da palavra “adaptação” é acomodação. Mas não no sentido de comodismo, e sim de desenvolvermos uma certa harmonia com o ambiente, como fazem os animais.  Assim, nos ajustamos para convivência e sobrevivência em cada determinada situação que a vida nos apresenta.

Nossa inteligência social requer um ajuste constante, ou seja, para atingirmos uma sobrevivência agradável no meio em que vivemos, precisamos estar constantemente nos adaptando às nossas novas condições e mudanças de vida.

E assim, vamos desenvolvendo também um radar para a “frequência” da adaptação do próximo ao nosso redor e aprendemos a reconhecer rapidamente se há ou não a sintonia necessária para uma nova amizade, relacionamentos amorosos e até um novo trabalho ou funcionário.

Sabemos logo quando alguém a quem proporcionamos um trabalho irá se adaptar ou não ao ambiente proposto.  E vice-versa, se vamos ou não nos adaptar a um novo chefe ou uma nova direção numa empresa.  Ou até numa roda social.

Uns chegam e ficam mais à vontade, conversando, se apresentando aos demais, tentando se comunicar positivamente.

Outros, no entanto, chegam mais tímidos e, sem se comunicar devidamente, criam para si mesmos uma situação de rejeição até involuntária, mas natural da parte de quem já está no ambiente.

Por isso, creio que todos nós, para conseguirmos viver dentro de um ambiente saudável e de respeito conosco e com o próximo, devemos nos adaptar, todos os dias, às mudanças que nos são apresentadas – e agir de acordo com cada momento e condições presentes.

Recebi uma vez um email com os seguintes dizeres:

“Perguntaram a Buda: O que mais te surpreende na humanidade?

E ele respondeu: os Homens.

Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperarem a saúde.  E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro, e vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido!”

Adaptarmos ao momento e ao ambiente em que nos encontramos é condição primordial para nossa felicidade e bem estar.

Abraços e bom domingo,

Amanda

Teimosia

Teimosia é uma característica que tem dois aspectos, como quase tudo.

Usamos o termo “teimosia” para diversas reações, muitas relacionadas com atitudes que, às vezes, não passam de perseverança, ou tenacidade.  E nesse caso, a teimosia se torna positiva, pois os persistentes desenvolvem o valor da luta por algo que desejam e acabam realizando.

Não deixa de ser uma força de vontade, aliada à dedicação em realizar algo, objeto de seu desejo.

Até em razão de saúde, ouvimos falar de alguém cuja teimosia desenvolvia sua força com que se agarrava à vida.

Assim, alguma vezes o que chamamos de teimosia, pode ser considerado positivo, quando se trata de persistência no sentido de realizar ou tentar realizar algo a que nos propusemos.

Cultivar a força de vontade e “teimar”, até remando contra obstáculos que nos são impostos, é uma qualidade, mas desde que não prejudiquemos ninguém e nem a nós mesmos.

Muitas vezes comparamos a insistência de algo ou alguma idéia de alguém como a “teimosia de uma mula”.  Isso normalmente é dito em tom de brincadeira, sem que  ninguém tome como uma ofensa pessoal.

A teimosia não deixa de ser uma obstinação em muitas ocasiões.  O perigo é quando a teimosia prejudica um convívio, se transformando muitas vezes até mesmo numa discussão estéril quando insistimos em discutir ou afirmar algo que, na verdade, não teria a mínima importância.

Por exemplo, uma  noite estávamos jantando agradavelmente com amigos muito queridos, com os quais adoramos estar juntos.

Numa mesa ao nosso lado estavam várias pessoas e entre elas um casal, ela pessoa de conhecimento do grande público e o marido um médico também conhecido.

Nossa amiga que estava junto nos chamou discretamente a atenção sobre a presença do casal, mais por simpatia do que por curiosidade.

Seu marido disse que não eram eles, que eram pessoas parecidas.

A discussão sobre o assunto tomou um rumo de teimosia que ela parou até de afirmar e resolveu ignorar.

Mas ele não.

Ficou até mesmo meio irritado, olhava e dizia seguidamente, de forma quase obsessiva, que não eram eles, mesmo!

Até que no final do jantar, por curiosidade, discretamente eu resolvi perguntar ao garçom que nos servia se se tratava das pessoas que estávamos pensando.  E ele afirmou que sim.

Morremos todos de rir com a situação.

Ao ver que havia se enganado, nosso amigo que insistiu durante todo o jantar que essas pessoas não eram quem imaginávamos, teve uma atitude muito elegante, como não poderia deixar de ser, visto tratar-se de pessoa vivida, educada e de bons princípios.

Pediu, humildemente, muitas desculpas à esposa por ter usado a teimosia como uma forma inadequada de impor sua opinião.

E foi tão genuíno seus pedidos de desculpas que até sugeriu que eu escrevesse a respeito, inspirando assim o blog de hoje.

Aquela noite, mais uma vez, me confirmou uma grande lição que aprendi há muitos anos.

Vamos tentar usar nossa teimosia para algo que valha a pena, para realizar, para informar de maneira positiva, sem nos estressarmos, evitando assim correr o risco  de  criar um mal estar completamente desnecessário.

E como disse semana passada, vale a pena?

Teimar para realizar, sempre!  Por pura teimosia, nunca!

Abraços e bom domingo, sem teimosia 🙂

Amanda

Vale a pena?

Essa é uma questão que temos que analisar em várias situações.

Diálogo entre amigos pode, muitas vezes, gerar polêmica ou algum mal estar quando um não concorda efetivamente com o outro, com suas idéias ou sua maneira de viver.

Estávamos justamente conversando sobre isso outro dia com algumas amigas numa reunião.

Comentei que raramente me altero, não gosto de discussão, me faz mal de verdade e sempre acho que não leva a nada.

Me recuso a alimentar polêmica ou idéias contrárias às minhas próprias.

Temos que admitir que todos tem o direito de pensar como quiserem e acho que não temos o direito de passar o tempo tentando convencer o próximo a pensar como nós.  Adoro aprender com o outro e expor minhas idéias de forma agradável.  Mas impor, jamais.

Mesmo que não concordemos, a discussão não leva a nada e só serve para criar um mal estar em quem nos escuta naquele momento.

Dentro desse raciocínio, parto do princípio de que se pensarmos bem, quase nada vale a pena uma irritação, ou uma conversa que só gera briga, seja com quem for e que grau de intimidade se tenha com o nosso interlocutor.

Ao expor essa minha opinião, o grupo concordou e todos passaram a constatar que, na verdade, pouca coisa realmente pode interessar tanto que se tenha que discutir ao ponto de romper uma relação, o que muitas vezes acontece.

Mas ainda um pouco céticos, me perguntaram como eu posso lidar com as discordâncias sem criar uma situação muitas vezes irreversível.

Não sou conformista ou tenho medo de entrar em assuntos polêmicos, mas o faço com isenção de ânimos e simplesmente não dou a importância indevida a situações que não merecem a discussão estéril.

Diante de qualquer impasse, me pergunto: Vale a pena?

Tenho certeza, por experiência própria, que na maioria das vezes, se pararmos para ponderar sobre qualquer assunto, veremos que quase nada vale a pena uma atitude da qual possamos nos arrepender depois.

Devemos, portanto, valorizar o que tem de ser valorizado, sem nos perdermos com o problema de impormos nossas idéias ou nosso ponto de vista.

Isso, normalmente, é vaidade que não leva a nenhum resultado.  Ao contrário, pode nos levar a consequências bem desastrosas, dependendo do momento e de quem nos rodeia.

Uma vez, falando sobre esse meu ponto de vista com uma amiga, ela até se emocionou e disse que se exaltava com facilidade e isso a fazia sofrer.  Admitiu que  realmente muito pouca coisa valeria a pena no sentido de evitar um mal estar a troco de nada ou quase nada.

Se alterar não ajuda na resolução de qualquer que seja o problema a se enfrentar.

De outro lado, se conseguimos manter uma certa frieza no raciocínio, a resolução poderá aparecer de forma mais clara.

A pergunta chave é: Vale a pena?

Abraços e bom domingo,

Amanda

Decepção

Quantas vezes ouvimos alguém dizer que se decepcionou com a atitude de outras pessoas ou com o desenvolvimento de algo que esperava e que não se concretizou?

A decepção está associada à tristeza e frustração, porém a intensidade do desapontamento normalmente é proporcional ao tempo, ao valor que damos ao que esperamos e à magnitude de nossa expectativa.

Sim, porque tudo o que planejamos vem carregado de esperança no sentido de bons resultados para o sucesso de qualquer realização.

E além de idealizarmos resultados que esperamos e desejamos, promovemos expectativas que, se não chegam, nos frustra e nos faz infelizes.

Nos decepcionamos quando alguém a quem amamos, seja em que âmbito for, age de maneira que não esperávamos e nos leva ao que chamamos de desilusão.

E isso não se reflete somente na área amorosa, mas também nas amizades, cuja sinceridade é imprescindível para nossa segurança emocional.

Sob outro aspecto, se nos decepcionamos com alguém a quem queremos bem e não tenha agido da forma que estaríamos esperando, o ideal seria tentar entender o que teria levado essa pessoa a agir de forma inesperada.

Muitas vezes podemos ser vítimas de algum mau comentário por parte de outra pessoa, e um bom diálogo poderia esclarecer uma situação de risco para uma inimizade indesejada.

Igualmente nos negócios, planejamos e, muitas vezes, conseguimos efetivar até certo ponto, dentro de nossa capacidade de realização, mas corremos o risco de nos decepcionarmos se não atingimos  o nosso objetivo.

Temos que estar preparados psicologicamente para que uma possível decepção sofrida não interrompa o curso da criação de algum projeto que, apesar de parecer fracassado, pode  ser passível de modificações que o tornem um sucesso.

Perder a esperança, jamais!

Ir  à luta é a palavra de ordem, pois nada conseguimos sem nos  arriscarmos, evidentemente dentro de uma medida de segurança e equilíbrio que devemos nos impor sempre.

E temos que ter em mente que uma decepção também pode ser algo que nos impulsione e nos ensine, no sentido de executarmos melhor numa próxima tentativa.

Depende de nós podermos desenvolver nossa capacidade de análise de determinada situação e encarar um possível fracasso como um incentivo para  vencermos o imprevisto.

Uma atitude de prevenção e estudo pormenorizado em tudo o que planejamos seria o ideal para diminuirmos a possibilidade de uma decepção maior e que poderia causar transtornos, muitas vezes irremediáveis.

Estudar muito bem possibilidades de sucesso em todas as áreas da atividade humana pode ser uma das soluções para tentarmos evitar ou diminuir frustrações, e por conseguinte, decepções que poderiam nos levar ao desânimo e continuidade de luta.

O esforço no sentido de não nos desanimarmos pode frequentemente ser  recompensado, pois lutamos quando temos o estímulo interior e afrontamos o fracasso com a garra necessária para atingirmos o sucesso.

Antes de nos decepcionarmos definitivamente, devemos tentar uma solução madura e sem ressentimentos prévios.

Espero que meus blogs não os decepcionem, pois isso me incentiva a continuar 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda