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Discórdia

Devemos sempre evitar dizer palavras que possam gerar alguma discórdia publica ou até desarmonia no lar. Sabemos não ser fácil, pois, mesmo sem nenhuma intenção, muitas vezes emitimos uma opinião ou uma idéia que traz a discórdia.

Claro, devemos expor nossas opiniões, mas de forma que não ofenda a quem está nos cercando naquele momento.

É importante evitarmos a discussão, ainda mais quando inócua e inoportuna, para que consigamos viver bem com os nossos amigos e circunstantes.

A discórdia não significa obrigatoriamente uma situação de polêmica, pois podemos ter pontos de vista diferente de nossos interlocutores, sem que isso signifique discórdia no mau sentido da palavra.

De fato, discordar não significa, de nenhuma maneira, partirmos para uma discussão estéril e sem sentido, onde coloquemos nosso ponto de vista de maneira a não termos nenhuma margem para argumentação saudável.

O que pode significar um aprendizado, se formos humildes o suficiente para tentarmos aprender com o ponto de vista de quem nos está expondo naquele momento.

Falamos sempre muito em discórdia familiar, por exemplo, onde os pais são obrigados pela sua própria condição e pela experiência que adquiriram com o passar do tempo, a orientar e até mesmo limitar a atuação dos filhos na sua vida social, nas amizades que muitas vezes não são tão convenientes para seu convívio.

E, que nesse caso, provoca normalmente discórdia.

Mas por que não diálogo ao invés de bate-boca?

A troca de idéias, feita em ambiente saudável e pacífico, na maioria dos casos consegue resolver uma posição.

Mesmo porque, muitas situações de mal estar entre as pessoas, pode se apresentar de difícil reconciliação e o bem querer pode ficar afetado, até mesmo de forma irreversível em algumas conjunturas.

Discussão estéril pode não ter volta, e por isso temos que nos conscientizar das situações expostas em nossa vida pessoal e familiar, pois nem todos possuem o mesmo ponto de vista, as mesmas aspirações, idéias que trazemos até mesmo geneticamente, e que demonstramos em nossa personalidade.

Reparemos que em nossos descendentes, muitas vezes, vemos características que reconhecemos como peculiaridades que tivemos a oportunidade de identificar em algum antepassado de nossa família.

Por isso, quando tentarmos discordar de algo ou alguém, pensemos primeiro que temos que aconselhar e mostrar o que vemos e não concordamos, até podendo exemplificar que muitas características do passado não obtiveram êxito.

Devemos, portanto, pensar bem antes de sermos objetos de discórdia. Para isso, temos que cultivar a boa vontade na compreensão das pessoas que nos cercam.

Bom domingo, sem discórdia inútil 🙂

Amanda

Docilidade 

Devemos cultivar a docilidade interior, com muito cuidado e esmero em realizar algo a que nos propomos.

Isso, sem nos deixarmos entregar à indolência e sempre termos em mente que nossa força de vontade deve imperar em tudo e em todos os projetos aos quais nos propusermos, seja em que área for.

Acomodar-se pode significar o fracasso de alguma empreitada à qual estivermos nos entregando, planejando ou realizando.

Vemos muitos tipos de indolência, desde o comportamento psicológico, por exemplo, de uma pessoa apática, que não se comove com a dor, até a indolência social, que consiste em sermos indiferentes diante de sofrimento de uma ou mais pessoas que nos cercam, ou simplesmente assistirmos a atuação diante de alguém que conhecemos, sem nada fazermos.

Vemos também indolentes passivos que se concentram em seus próprios interesses, em sua vida, sem se preocuparem em olhar para seus semelhantes que estão ao seu lado, e sem dar ao menos um apoio, mesmo que esse nada custe.

Se participamos com causas e pessoas, podemos ver que, muitas vezes, nada nos custa, nem financeiramente, nem nosso tempo, e se o fazemos, aos poucos a nossa indolência dará lugar à sensibilidade e nos fará socorrer a quem de nós necessita.

Normalmente, a docilidade vence qualquer estado de irritação ou de rudez do nosso próximo, pois quem agride espera e gosta de uma reação grosseira de nossa parte, e se não o fazemos, decepcionamos nosso interlocutor.

Pois quem agride, seja verbal ou fisicamente, espera uma reação para satisfazer sua incapacidade de conseguir argumentar com o cérebro, e deixar sua vaidade e egoísmo de lado é quase impossível.

Se reagimos a uma agressão ou falta de educação, quem provocou nosso comportamento naquele momento se sentirá realizado.

Não é fácil, mas nesse caso, a indolência aparente poderá até nos auxiliar a não fazer o jogo desonesto do outro.

Então, como tudo neste mundo tem os dois lados, procuremos seguir nosso instinto para o bem, e desenvolvamos nossa docilidade, ao invés de termos atitudes agressivas, mesmo quando somos agredidos.

Isso desarmará, com certeza, a quem tenha nos agredido, seja involuntária ou propositadamente.

A docilidade se torna uma arma do bem, quando reagimos ou agimos em relação ao nosso próximo, pois ela predispõe a que outros tenham também a mesma atitude de bem estar e de boa vontade.

O que, na verdade, conduz a resultados benéficos, seja na área pessoal, social, ou profissional, e isso podemos constatar ao tomarmos atitudes de confiança, de mútua colaboração, de tolerância e de boa vontade.

Claro que a docilidade não implica em subserviência ou falta de personalidade, mas somente em conseguirmos expor nossos pontos de vista e opiniões, sem ofensa e sem humilhação a quem pensa diferente de nós.

Abraços e bom domingo com muita docilidade 🙂

Amanda

Semear para colher

 

“Se queremos colher, é preciso não só semear muito, quanto espalhar a semente num bom campo”.

Li esta frase e achei excelente a filosofia que ela encerra.

Realmente, devemos optar por plantar uma semente, seja ela de que natureza for, em terreno receptivo, principalmente, pois existem campos já minados pela má formação, ou deteriorados pela má vontade de um aprendizado mais detalhado.

É como ensinar, só aprende quem realmente deseja aprender, por isso o interessante é conseguirmos semear, tanto ensinamentos, como conceitos, onde houver receptividade, e também o desejo autêntico e consciente do aprendizado que chegará com as devidas informações.

Importante verificarmos a qualidade da semente, a sua adequação a determinado campo, pois se semearmos em terreno inadequado, seguramente não conseguiremos os resultados com os quais contávamos.

Além da inadequação do terreno, podemos ter também o momento que não esteja se prestando naquela ocasião, para a semeadura de determinada idéia, pois quem está propondo assim como quem estaria recebendo, pode não estar pronto para colher, seja informação, um convite, ou outra oportunidade de aproximação.

Lembrando que esses resultados poderão servir de alguma maneira, até mesmo para um esclarecimento a algum estudo, alguma pesquisa importante para se obter resultado adequado, no sentido de se fazer o bem à humanidade.

Caprichando num campo favorável, só poderemos obter resultados apropriados à nossa pesquisa, e, se bem dirigidos, podem ser motivos de auxílio, tanto no âmbito profissional, como no social ou humanitário.

Portanto, devemos ter muito cuidado com o que semeamos, pois na hora de colhermos, precisamos ter a consciência e pensarmos bem no sentido de termos ou não a capacidade de suportar os resultados que poderão advir de nossa atitude.

Se praticarmos ações sem pensar, estaremos sujeitos a arrependimentos que não trarão nenhum resultado diferente do que tenha sido praticado anteriormente.

Normalmente, emitimos opiniões que são apropriadas à nossa vida, à nossa maneira de viver, seja familiar ou socialmente, e por isso precisamos nos cuidar, pois a quem opinamos talvez não tenha o mesmo estilo de vida que temos, em nenhum setor.

Vamos, portanto, tentar semear as idéias e conhecimentos em campo apropriado, a quem está pronto e disposto a aprender, assimilar conceitos e adequar os conhecimentos e opiniões adquiridos ao seu próprio campo de ação, seja nas amizades ou no seu ambiente de trabalho.

Isso é semear em campo que poderá dar os frutos que necessitamos para alimentar nossas atividades e garantir, dessa forma, o sucesso da frutificação.

E, mais importante, a qualidade dos frutos.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Características

Quando falamos de características, pensamos sempre em defini-las como qualidades ou defeitos.

Acho um tremendo engano e leviandade nos forçarmos a acreditar que elas devam ser classificadas em uma das duas categorias, pois dependendo de quem as julga, tudo muda, começando pela classificação.

Na verdade, a mesma característica pode significar para uns, uma qualidade, e para outros um defeito, dependendo de vários fatores, como a idade, a educação que cada um recebeu, o valor que se imprime a tudo no momento em que estamos vivenciando.

O que pode nos servir numa determinada época de nossa vida, em outra ocasião podemos julgar completamente inadequado, ou vice versa.

Mudamos de acordo com nossos sentimentos e juízos que, muitas vezes, podem ser contraditórios, e segundo nossa natureza, até mesmo, parecer incoerentes, mas baseado naquilo que antes poderiam nos parecer altamente digno de nossa crítica.

Por isso, as características com as quais nos deparamos, seja nas pessoas que nos cercam, com quem trabalhamos ou quem acabamos de conhecer, não devem ser julgadas precipitadamente, para não incorrermos no risco de errarmos, e muitas vezes sem termos a oportunidade de nos retratarmos.

Uma análise de nós mesmos poderá nos ajudar em relação a qualquer julgamento, pois, como diziam nossos avós, fica sempre meio injusto encararmos o que chamamos de erros alheios e nos esquecermos inteiramente de nossas particularidades que poderiam estar desagradando nosso próximo.

Temos que pensar bem antes de nos entregarmos à tentação de criticar, para evitarmos o mal estar da cobrança do nosso alvo, inclusive passando a citar, num momento difícil, as nossas características que desagradam e as quais as pessoas não tiveram coragem de mencionar.

Evito, sempre que posso, de fazer alguma critica, sem ser solicitada. Se solicitada, digo o que penso sem tentar me impor, pois, na verdade, ninguém gosta ou aceita de boa vontade a opinião de uma mudança seja em que âmbito for.

A maioria das pessoas que nos pede uma apreciação, normalmente já está decidida, e espera o apoio, por uma questão de segurança pessoal, mas se somos solicitados, nada nos custa opinar, pois nos lembramos de características, de circunstâncias que não ocorreram a quem nos pediu uma opinião, uma idéia, ou até mesmo uma solução.

Características são traços de uma personalidade, que fazem a distinção entre as pessoas. Simples assim.

Nosso propósito deverá, portanto, ser o cultivo de particularidades que achamos positivas e tentarmos eliminar as que achamos negativas em nosso caráter, para que possamos viver pacificamente com as pessoas que nos cercam, seja no âmbito familiar, social ou profissional.

Claro que temos características que trazemos ao nascer, mas com a nossa vivência e maturidade, poderemos tentar modificar as tendências que não apreciamos em nós, e com essa atitude melhorarmos nossa atuação, nossa vida e nossos relacionamentos.

Melhorar sempre nossa convivência é o grande segredo.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Conscientização 

Todos conhecemos gente que acha que a vida sempre lhes deve algo.

Claro, isso, no juízo errôneo de seres que encontramos durante nossa existência, que pensam e agem sem se preocuparem em fazer uma auto análise, que provavelmente lhes traria outro tipo de conclusão.

Mesmo porque devemos viver, fazer o que achamos correto dentro de nossos conceitos, normalmente aprendidos com nossa família, amigos sinceros, escola, enfim, no meio em que vivemos.

Uma auto análise nos traria como resultado uma conclusão se achamos que agimos corretamente em relação aos nossos semelhantes, se fomos honestos em nossas conclusões e atitudes, ou se nos deixamos influenciar por sentimentos negativos, como inveja, ciúme, complexo de inferioridade e até mesmo de superioridade.

Se formos imparciais, agiremos ou pelo menos tentaremos agir com justiça, sem nos influenciarmos muitas vezes por quem nos provocou, que vai adorar nos ver aborrecidos.

Então, por que não contrariá-los?

É uma estratégia que podemos e devemos utilizar no sentido de satisfazer, pelo menos, nossa vaidade pessoal.

Pois quem nos provoca uma reação negativa, se compraz em ver que conseguiu atingir seu objetivo.

Por isso podemos e devemos frustrá-la.

Nossa consciência sempre nos dará uma solução satisfatória se a escutarmos e atendermos o sentido de alerta que ela sempre nos dá, mas para isso o importante é saber reconhecer. Ou aprender a fazê-lo.

Devemos sempre nos conscientizarmos de situações delicadas, o cuidado em não ofendermos ninguém, seja por falarmos usando algum tom de desprezo ou diminuindo alguma propriedade, algum país, alguma cidade, principalmente na presença de alguém originário do lugar ao qual nos referimos.

Não leva a nada, não vamos mudar o que já existe, com suas características e tradição, então o melhor é evitarmos críticas para algo que não mudaremos, e assim, não magoarmos as pessoas, inutilmente.

Se nos mantivermos conectados com nossa razão e educando nossa maneira de agir, poderemos evitar muito mal estar desnecessário.

A medida mais importante sempre é nos conscientizarmos, e para isso, temos que nos educar e devemos ficar ligados sempre no sentido de não ofendermos com críticas destrutivas e para as quais nada poderemos fazer.

Desenvolvermos o conhecimento de nós mesmos, e a partir daí passarmos a refletir e a julgar o que achamos certo e errado, é um tremendo e poderoso passo para a transformação que desejarmos em nossa vida ou em nossa maneira de agir.

Para isso temos que manter uma profunda isenção de ânimos para sermos imparciais e impessoais, mas se conseguirmos agir dessa forma, provavelmente tentaremos melhorar sempre como pessoas, e, consequentemente, como filhos, como pais, amigos, benfeitores, e receptores também.

Não podemos deixar que nosso orgulho nos isente de receber opiniões, e orientação na vida, de maneira geral.

Deixemos, portanto, a vaidade de lado, e vamos conscientemente aceitar o que vier para que melhoremos sempre nossa personalidade e nosso bem viver!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda