Arquivo da categoria: Inteligência Social
Razão
Publicado por amandadelboni
Assunto delicado, pois a primeira impressão quando falamos em razão, sobre sermos racionais, é de frieza, de raciocínio absoluto, como se não nos preocupássemos muito com o coração.
Notamos que as pessoas ficam muito surpreendidas e admiradas, tendo uma falsa idéia de que se usamos a razão, não temos emoção e somos pessoas frias.
Falsa impressão, pois o fato de sermos racionais não quer dizer que nossos sentimentos não existam, mas sim que podemos evitar de tomarmos atitudes das quais nos arrependamos depois.
Eu ouço desde pequena: “não foi por acaso que a cabeça nasceu acima do resto do nosso corpo”.
Claro que sentimentos devem ser desenvolvidos, pois sem eles é impossível amarmos e sermos amados. E cultivar o amor é extremamente importante entre os seres humanos.
Mas sentimentos não devem tomar conta de nossa mente ao ponto de agirmos com desespero e esquecermos de nossas atividades cerebrais. Se agimos somente obedecendo a sentimentos, seguramente nos esqueceremos do lado prático da vida e estaremos sujeitos a provocarmos consequências muitas vezes insolúveis.
Através do uso da razão, a mente humana chega a conclusões partindo de suposições e premissas e nos permite identificar conceitos, resolver problemas que surgem em nossas vidas e encontrar soluções e coerência em todas as ocasiões.
Na verdade, a razão pode ser uma das maneiras mais viáveis de se descobrir o que é legítimo ou verdadeiro.
Claro que não devemos ser implacáveis e donos da verdade, mas se usarmos a razão, possivelmente, diminuiremos as possibilidades de erros, em todos os aspectos.
Quanto mais pensamos, mais tendemos a errar com menos intensidade. Evidentemente, sem nos esquecermos do nosso coração. Sem emoções, ficaríamos muito duros, e o amor é a mola do mundo.
Mas, ao mesmo tempo que usamos nosso sentimento, devemos pesar a que ponto a razão pode ajudar no equilíbrio de reações para não nos expormos a resultados indesejáveis.
Como sempre, o equilíbrio é o ideal.
Claro, estamos sempre tentando encontrar o ponto perfeito entre a razão e a emoção, e sabemos que não é nada fácil.
Mas se tivermos essa consciência, poderemos diminuir as chances de errarmos ao colocarmos os dois sentimentos de maneira desequilibrada e, nos prejudicarmos, sem chance de retorno.
O fato de raciocinarmos em relação às nossas atitudes não anula de forma nenhuma nossa emoção, sentimento ou amor.
Simplesmente, raciocinando e planejando podemos evitar muitas decepções, atitudes erradas das quais nos arrependamos depois e muitas derrotas, pois colocamos todas as hipóteses na mesa.
E com isso, diminuiremos as chances de fracassos ou desapontamento.
Tento sempre colocar minha cabeça para pensar bem antes de tomar qualquer atitude, lembrando que não é por acaso que ela nasceu acima do resto do nosso corpo 🙂
Fácil nem sempre é, mas o jeito é tentar!
Abraços bom domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Solidariedade
Publicado por delboni
Sentimento nobre, até encontrado na natureza, nos chamados seres irracionais, exemplos de animais que auxiliam seres humanos, como guias de cegos, demonstrando essa tendência do auxílio e proteção.
E até outros animais, dispensando o treinamento e recompensa, ajudam na busca de humanos simplesmente pelo amor que lhes dedicam.
Vemos exemplos de solidariedade em diversos aspectos de nossa vida diária que nos comovem tremendamente, muitos deles sem nenhum interesse, simplesmente pelo carinho da ajuda a quem dela necessita.
Vi outro dia uma reportagem sobre uma lutadora de judô que apresentou um câncer, e em consequência da doença e de seu tratamento quimioterápico, sofreu perda de cabelos, condição habitual nessas circunstâncias.
Foi comovente o que se passou em função disso, pois todos os seus colegas de profissão, num ato de companheirismo extremo, rasparam suas cabeças para que ela não se sentisse só no seu momento de dor.
Esse é um exemplo de solidariedade inusitado, pois demonstrou total falta de egoísmo e grande desprendimento de preconceitos e de vaidade superficial.
Quando somos solidários, efetivamente nos sentiremos bem, tal o desapego que essa atitude demonstra e que nos faz continuar acreditando na humanidade, na bondade dos homens.
A solidariedade não deixa de ser uma responsabilidade recíproca, pois não se trata apenas de reconhecer uma situação delicada de uma pessoa ou de um grupo social, mas também consiste em sempre tentar auxiliá-la.
Muitas vezes, somos solidários na concordância com um gesto em muitas ocasiões onde as palavras se tornam mesmo dispensáveis.
A solidariedade chega através de um gesto físico, como um abraço, um olhar de compreensão pelo que se está presenciando, pois pesquisas comprovam o bem estar que um abraço caloroso pode proporcionar.
O abraço age como se fosse um fator que aumenta a compreensão entre as pessoas, tanto em momentos de tristeza como em ocasiões de alegria e comemoração.
O olhar, muitas vezes, por si só de forma até mesmo silenciosa, pode significar apoio a quem esteja passando por uma situação difícil, de dúvida quanto a que atitude tomar.
Li uma vez e achei formidável o enfoque dado a solidariedade, que seria enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.
Realmente, é só nos colocarmos no lugar de quem estaria em dificuldades de qualquer natureza, o que gostaríamos de receber naquele momento. Muitas vezes, um olhar de compreensão e apoio pode significar muito mais do que até mesmo uma ajuda financeira ou de outra espécie.
Vamos, portanto, aproveitar o recomeço que todo inicio de ano traz e trabalhar nossos sentimentos para tentarmos ser solidários com nosso próximo, para tentarmos diminuir, quando possível, seu sofrimento, seja físico ou espiritual, e em alguns casos até mesmo imaginário.
Palavras carinhosas podem fazer milagres numa mente conturbada por problemas que para cada um tem sua grandeza.
Ainda que para outros os problemas pareçam pequenos, quem os carrega conhece seu peso.
Sejamos, portanto, solidários sempre que tivermos a oportunidade, e com essa atitude ajudamos o nosso próximo, às vezes, mais do que imaginamos.
Abraços e minha solidariedade a todos vocês, queridos amigos e leitores!
Um ótimo domingo e Feliz 2015 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Ser feliz
Publicado por amandadelboni
Uma amiga muito querida enviou-me uma profunda reflexão outro dia.
Contava que um homem morreu e ao avistar-se com Deus, viu que Ele trazia uma maleta consigo.
Deus lhe disse: “Filho, é hora de irmos”.
O homem, assombrado, disse que tinha ainda muitos planos e Deus falou que era o momento de sua partida e carregava sua maleta.
Ele perguntou a Deus o que Ele levava e Deus lhe disse que eram seus pertences.
Indagou se eram suas roupas, seu dinheiro, e Ele lhe respondeu que isso nunca havia lhe pertencido, que eram bens da Terra.
E assim, continuou a perguntar se eram suas recordações, e Ele disse que essas eram do tempo na Terra.
Seriam os talentos? Também respondeu que eram das circunstâncias.
Familiares e amigos? Também eram, segundo Deus do caminho que ele havia percorrido.
Sua mulher e filhos? Esses teriam sido de seu coração.
Seu corpo? Nunca lhe havia pertencido, pois era pó.
Sua alma?
Deus lhe respondeu: Essa é minha.
O homem, já cheio de medo e uma lágrima de desamparo brotando de seus olhos, retirou a maleta das mãos de Deus e vendo que estava vazia, fez-Lhe a última pergunta:
Então, nunca tive nada?
Ele respondeu: Sim, todos os momentos que você viveu foram somente seus: A Vida, a qual é só um momento, o seu momento.
Por isso enquanto vivemos, devemos desfrutá-la em sua totalidade, e que nada que acreditamos que nos pertence nos detenha.
Foi a lição que o homem recebeu ao se despedir deste mundo, portanto não nos esqueçamos de ser felizes, pois é a única coisa que realmente vale a pena.
As coisas materiais e tudo o mais pelo que lutamos ficam aqui.
Nada levamos, portanto devemos viver a hora, viver a Vida!
Isso nos faz refletir, pois muitas vezes nos deixamos levar pela ilusão e pelo apego aos bens materiais que conseguimos, mas devemos usar nosso discernimento para não valorizarmos exageradamente essas conquistas, lembrando-nos de que tudo fica.
Claro que enquanto estamos vivendo necessitamos lutar pela nossa sobrevivência, mas que isso não seja o propósito principal de nossa existência.
A vida em si é muito mais importante, e devemos também nos apegarmos ao bem que podemos fazer ao nosso próximo, pois isso ficará após nossa partida.
Com isso, valorizamos nossa vida e podemos vivê-la com alegria por tentarmos minorar o sofrimento alheio.
Devemos desfrutar cada momento vivido, viver a vida com bom humor, sem valorizar o que não tem valor e tentar ter a alegria de muitos bons momentos.
Não vale a pena nos aborrecermos por qualquer evento que não tenha saído de acordo com o que planejamos, e pensando bem, será que perdemos grande coisa ao não termos conseguido realizar algo, ou será que aquela realização não seria tão boa assim?
Pequenas coisas podem nos deixar realizados, e isso temos que reconhecer e respeitar, pois muitas vezes não precisamos esperar por grandes acontecimentos, mas sim, reconhecer as pequenas coisas que nos fazem felizes.
Felicidade é, em grande parte, um estado de espírito, e temos que nos habituar a reconhecer que, se não tivesse acontecido aquilo que desejávamos, tudo seria diferente.
E é muito relativo o fato de nos sentirmos felizes, pois o que é motivo de felicidade e realização para um, para outro, pode não significar nada.
E saibamos que, de acordo com a mudança de nossa idade e situação global na vida, nosso conceito de felicidade pode mudar radicalmente.
Assim poderemos ficar felizes com os resultados que temos a capacidade de tentarmos alcançar. Isso se chama autocrítica.
Sejamos frios no nosso julgamento das atividades propícias à nossa realidade, para evitarmos que o suposto fracasso nos torne infelizes pela falta de um julgamento mais real de nossa capacidade.
E não nos esqueçamos de que para sermos felizes precisamos cultivar o amor, em todas as suas formas, amor ao próximo, ou amor paixão.
Boas Festas e um Ano Novo regado de Amor, Saúde e muita Felicidade!
Voltaremos com o blog Inteligência Social no início de 2015!
Bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Retribuição
Publicado por amandadelboni
“Sempre retribua o mal com o bem”.
Linda frase, difícil de ser seguida na maioria das opiniões que tenho ouvido.
Como retribuir algo de mal que recebemos com o bem, se não estivermos muito bem preparados intimamente? Isso quer dizer, um nível avançado de maturidade emocional e espiritual, que muitos levam uma vida toda, ou muitas mais, para alcançar.
É necessário um sentimento muito grande de desprendimento, pois o mal que tenhamos recebido pode ter nos prejudicado de uma forma que não conseguimos esquecer com facilidade.
Mas, justamente aí reside a diferença entre as pessoas que possuem essa faculdade de perdão e conseguem retribuir o que receberam de mau com algo bonito e bom.
Poucos conseguem, de fato, fazer o bem a quem os tenha eventualmente prejudicado, mas estou certa de que se essa retribuição puder se realizar, e se pensarmos bem, deixando fluir nossa boa emoção, poderemos agradecer o fato de nosso coração nos permitir esse sentimento tão sublime.
A retribuição, como um dos significados, é algo oferecido como agradecimento, mas na verdade pode ser o ato de premiar algo que se recebeu, seja material ou emocionalmente.
Imagine que num momento de tristeza ou de fracasso de alguma atividade, alguém nos console, nos traga algum conforto, através de palavras, de um gesto de carinho.
Numa outra ocasião, essa mesma pessoa poderá estar na posição contrária, necessitando de um consolo, e você deverá, sem dúvida nenhuma, retribuir o que havia recebido anteriormente.
O trabalho de alguém que acabou de nos fazer um favor também pode ser retribuído com uma ajuda material, ou um simples e carinhoso “muito obrigado.”
É importantíssimo sabermos e conseguirmos dizer essas duas palavras, mas pensam que é simples? Tem quem não consiga.
Conheço gente fina, educada, bem criada, que simplesmente não consegue expressar um agradecimento, apesar de acabar de ter recebido um favor.
Isso é negar que precisou da pessoa, pois tem gente que não consegue admitir, mesmo no seu íntimo, que necessitou de ajuda.
Se acha auto-suficiente, talvez por um defeito de sua criação, talvez por orgulho, jamais admitindo que precisou que alguém complementasse uma tarefa que acredita ser unicamente sua obrigação.
Tem gente que se sente humilhada por precisar de alguém, e, muitas vezes, quem se dispôs a ajudar estaria simplesmente, até de certa forma, retribuindo um favor que já havia recebido dessa mesma pessoa.
Muitas vezes, um sorriso significa retribuição a um gesto que foi feito por alguém e que, naquele momento, nem imaginaria o valor e o calor que emitiu.
Fez o favor por ser de sua essência, sua criação, seu íntimo, sem esperar a retribuição.
Isso é uma atitude de desprendimento, de quem faz por ser sua maneira de viver, super elogiável, mas certamente teria ficado ainda mais feliz mediante um reconhecimento de quem recebeu o favor ou a gentileza.
O princípio da retribuição é humano, simpático, e deve ser considerado um dever de humanidade entre as pessoas que, com certeza, se sentirão muito bem consigo mesmas ao fazê-lo.
E aqui, eu tento retribuir a todos vocês que me prestigiam com sua atenção e sua leitura 🙂
Abraços e com domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Ponderação
Publicado por amandadelboni
Ponderação é o atributo de quem possui o que chamamos de bom senso, prudência nas atitudes a serem tomadas e argúcia para diferenciar o que é importante ou relevante.
Devemos nos comportar em todas as ocasiões com reflexão, e evitarmos tomar atitudes intempestivas para não termos que nos arrepender. Muitas vezes não nos darão a oportunidade de retificar.
Para tanto, temos que tentar agir sempre sem pressa, e sem sermos tendenciosos, usando o mais possível nossa razão no sentido de não errarmos, ou errarmos o menos possível, e pensarmos bem, pois muitas vezes não teremos a chance de consertar erros que poderíamos não ter cometido.
Portanto, devemos estudar detidamente as situações para que consigamos os resultados que precisamos e dos quais vamos nos beneficiar, nos trazendo alegrias e não preocupações.
Importante ponderarmos todas as possibilidades de sucesso ou de insucesso para evitarmos as decepções que poderiam advir da nossa falta de planejamento ou de nossa expectativa exagerada ou inadequada.
Ponderar é uma característica de quem pensa seriamente antes de agir para não fazer nada repentinamente, sem planejamento, arriscando resultados desastrosos que podem trazer problemas insolúveis ou difíceis de serem resolvidos.
Costumo pensar muito no que pretendo realizar, e escrevo cada pretensão, cada vontade, cada expectativa que quero alcançar, sempre dentro de minhas possibilidades para que a não realização não me transforme numa pessoa decepcionada e amarga.
Mesmo porque sem planejamento e desejo de realização, nada se consegue, nenhum resultado nos chegará, e isso pode nos fazer sentir um misto de fracasso e perda. Se planejarmos e ponderarmos tudo o que desejamos e os possíveis resultados, fica mais fácil lidar com as consequências, sejam elas quais forem.
É importante também a ponderação de princípios, pois evitaremos cometer erros, tanto em relação a outros que nos são próximos, como em relação a nós mesmos.
Façamos exercícios mentais sobre o peso que poderá ter uma atitude impensada, e ponderemos sempre que consequências podem chegar, avaliando se teremos as condições ideais para suportá-las, com o mínimo de sofrimento.
A ponderação tem vários sentidos, pois podemos até mesmo colocar como uma prevenção, se observarmos as diversas possibilidades de todo e qualquer acontecimento em nossa vida, e analisarmos friamente os acontecimentos que nos envolvem todo o tempo.
Até mesmo no sentido de conseguirmos nos esforçar para que nosso raciocínio nos ajude a tomarmos atitudes apropriadas em relação aos fatos do cotidiano.
Ponderar é atitude adulta e madura 🙂
Abraços e bom domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
