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Adequação

Vivemos em ambientes diversos, de acordo com nossa profissão, idade, raça, país, conforme nossas escolhas, ou mesmo o destino que nos tenha sido reservado.

Mas podemos, de outro lado, dentro de nosso juízo ou nossas idéias, tentarmos sempre nos adequar a ambientes que frequentamos, sem muita reclamação, em função de plantarmos alegria e festejarmos a vida que nos foi dada de presente.

Gosto muito de uma lenda que fala de dois porcos-espinhos.

Num frio intenso, estavam quase morrendo, sem lugar para se aquecerem.

Juntavam-se, tentando se aquecer e se espetavam todo o tempo.

Com o passar das horas, foram se ajeitando, se colocando de tal forma, que conseguiram se aquecer, sem se espetarem, como antes. Se adaptaram, devido às circunstâncias e condições de sua existência naquele momento.

É como deveríamos agir uns com os outros, respeitando as diferenças, tanto de opiniões, como de estilo e escolhas de vida de maneira geral.

Dessa forma, a coexistência ficará mais alegre, tranquila, e se acatarmos a forma de viver do nosso próximo, seguramente ele respeitará a nossa.

Ajustar-nos conforme a situação que se apresenta em nossas vidas é algo pelo qual temos que lutar, e sabemos não ser fácil em certas circunstâncias.

Temos exemplos de ocasiões em que a adaptação se torna mais difícil mesmo, e nossa luta terá que ser hercúlea no sentido de vivermos novas fases, como por exemplo, a perda de um ente querido, que nos desperta tristeza e dificuldade em nos adaptarmos a uma nova vida.

A ausência nos faz sofrer, e somente com a passagem do tempo conseguimos nos adaptar à nova maneira de viver.

Fato é, tudo o que vivemos depende de adequação, e lutamos sempre com essa nova modalidade quando ela se apresenta.

Se nos propomos a iniciar um trabalho, nossa capacidade de adequação pode nos ajudar ou nos destruir, pois nos deparamos com o novo em vários aspectos, seja o tipo da própria atividade, novos colegas com quem teremos que conviver, novos desafios.

Enfrentar e usar nossa força de vontade nos ajudará, com certeza, a superar as dificuldades que vão surgindo, o que, na verdade, é uma luta de momento a momento durante nossa existência.

Vivemos nos adequando desde o nascimento, quando começamos a tomar conhecimento das possibilidades que passamos a ter, em função de nossa alimentação, e vamos crescendo, aprendendo a amar nossos pais e a entender o quanto deles dependemos.

Mais tarde, começamos a frequentar escolas na idade infantil e nos acostumando a conviver com os colegas e a lidar com os professores.

E assim vamos nos adaptando a diversas situações que surgem, de acordo com o que escolhemos para viver e conviver, os amigos, a família, nossos chefes, nossos subordinados, etc.

Portanto, de acordo com nossos objetivos, devemos sempre nos adequar às circunstâncias, o que não nos exime da luta constante no sentido de melhorarmos cada vez mais a vida que nos foi oferecida.

Aproveitemos então os momentos, nos adequando a eles e os aceitando com alegria. Se não, como falamos na última semana, “quem pensa, muda”. Mude se não está feliz! Ou aceite com alegria sua condição de vida atual e escolhas que você fez. Essa é minha filosofia de vida, e talvez uma das maiores lições que aprendi na escola da inteligência social 🙂

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda

Quem pensa, muda.

Li, uma vez, um pensamento sobre o assunto, que diz: “Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.

O seguimento desse velho ditado pode transformar nossa vida, desde que tenhamos a humildade necessária para transformarmos, muitas vezes, nossa maneira de pensar e, principalmente, de agir.

Isso se aplica a todas as formas de vida, e a todos os ângulos que queremos atingir.

Se temos atitudes precipitadas, corremos o risco de incorrer em erros que, em muitas ocasiões, não poderão ser corrigidos, seja por falta de oportunidade, seja porque a quem atingimos não nos dê a chance.

E podemos, com isso, perder grandes momentos, grandes amizades.

E não é nada agradável deixarmos algum relacionamento, simplesmente por não termos a maturidade de agir com critério em qualquer que seja a situação.

Dependendo da circunstância do momento, podemos correr o risco de não ter de volta uma relação profissional, de amor ou de amizade.

A teimosia em querer colocar um ponto de vista, por exemplo, pode comprometer toda uma relação, ocasionada por falta total de humildade em escutarmos o nosso próximo.

Me lembro de uma historinha que sempre contei para a minha filha, nesse sentido:

Dois burros estavam amarrados um ao outro, e foram colocados dois pratos de alimentos, um de cada lado.

Cada um puxava a corda que os amarrava para seu lado, o que os impedia de comer, pois se cada um puxava em direção oposta ao outro, usavam sua força em sentido contrário e não alcançavam nunca o que comer.

Então, num lampejo de inteligência, resolveram que iriam ambos para um lado, comeram, e depois foram para o outro lado e comeram juntos.

Cederam, e dessa forma aproveitaram os alimentos, de ambos os lados, matando sua fome.

Vemos que, até mesmo os animais, que não são racionais, simplesmente seguindo seu instinto, são capazes de tomar atitudes inteligentes.

Tudo muda, e nós também mudamos com o passar do tempo, dependendo da convivência, idade, atividades que vamos desenvolvendo de acordo com a nossa capacidade física, e conforme tenhamos realizado, ou não, os anseios antes programados.

Mesmo porque existem circunstâncias na vida que surgem sem avisar, e que nos fazem mudar os planos de acordo com as possibilidades de cada época.

Se deixarmos de lado as vaidades naturais que todo ser humano possui, teremos mais condições de acertarmos e, com isso, alcançarmos resultados que nos tornem ainda mais felizes, tanto na convivência com as outras pessoas, quanto conosco mesmos, pela realização que, seguramente, conseguiremos.

Tenhamos, portanto, a ousadia de mudar nosso rumo ou nossas ideias, sempre que acharmos que isso poderá nos tornar pessoas melhores, com resultados que nos farão mais felizes.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

Obediência

Vi uma citação interessante a respeito dessa palavra tão especial e tão discutível:

“Você não tem idéia dos frutos que a obediência é capaz de produzir”.

Concordo.

Quem consegue obedecer também saberá dar ordens quando necessário, pois tem condições de julgar a necessidade e a oportunidade, sem se tornar inconveniente ao solicitar algo a alguém.

Crescemos aprendendo que a obediência sempre fez e faria parte de nossa vida, do nosso cotidiano, pois sem disciplina nada se consegue, nenhuma vitória seria conquistada com facilidade.

Aprendemos também a obedecer aos mais velhos, que com a experiência proporcionada pela idade têm sempre algo a nos ensinar, assim como os professores.

Disciplina sempre foi uma palavra chave para mim e fomos instruídos desde pequenos no sentido de que quanto mais conseguíssemos tomar atitudes adequadas ao meio em que vivemos, mais adaptados seríamos, desenvolvendo assim relacionamentos mais seguros e mais sérios.

Obedecer implica, na verdade em diversos graus, a nos submetermos a uma autoridade, seja ela em que nível for, aos nossos pais que possuem mais experiência do que nós, chefes, autoridades e leis que se impõem por toda a nossa existência.

Assim, observamos, no decorrer de nossas vidas, diversos tipos de obediência.

Uma delas é a solidária, que se refere à obediência de um coletivo, quando fazemos parte de determinado grupo e aceitamos seus valores, ideias e comportamentos sociais, desde que não sejam contrários à nossa moral e costumes. E se forem, por que desobedecer? A meu ver, só não devemos pertencer a esse grupo. Simples assim.

Não entendo a desobediência e insistência que alguns têm em passar o tempo em atrito e discórdia com grupos e regras. Vejo muita gente discutindo, argumentando, desacatando e desobedecendo – normalmente em situações que nada mudaria.

Eu prefiro me afastar.

Tenho a obediência como autodisciplina, que me serve de base para a estrutura social à qual pertenço.

Acho importante para o bem estar do nosso dia a dia o sentido de obedecermos as regras, principalmente, de bons costumes e leis governamentais, religião que adotamos, etc.

Mas claro, sempre com discernimento, mantendo a consciência de que a obediência cega não é o ideal. Devemos aperfeiçoar o hábito do raciocínio correto.

Assim, eu não vejo obediência como pura submissão e sim como uma atitude nobre, que nos traz satisfação pelos resultados que podemos obter por sermos disciplinados e obedientes às leis do lar, dos homens e de cada religião que optamos por seguir.

Obediência nos traz o progresso com o qual a convivência sadia nos presenteia.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Perseverança

 

Característica de quem persevera, de quem insiste na realização de algo que imaginou poder servir ao próximo, ou à humanidade.

Seja no âmbito particular, seja em benefício da sua saúde, seja para seu bem estar, é muito válido perseverar, insistir numa determinada realização que, se for construtiva, poderá transformar sua vida — ainda que seja simplesmente para sua alegria e concretização de um sonho ou de algum projeto.

É válida a insistência para a realização de qualquer atividade para a qual nos propomos, e da qual nos beneficiaremos, como a organização de nossa empresa ou de nossa casa, locais que, de alguma maneira, usufruímos no nosso dia a dia.

Os resultados que esperamos normalmente chegam de acordo com a dedicação que nos dispusermos a oferecer, e as consequências quase sempre dependem desse cuidado que tivemos no estudo e no planejamento de cada atitude que tomarmos desde o início do projeto até o final de sua realização.

Isso tudo deveremos inteiramente ao tipo e intensidade da dedicação que tivermos em favor da concretização desses projetos.

Entra em desafio a capacidade de suportarmos situações com firmeza, mesmo diante de dificuldades que tenhamos de enfrentar e que exigem de nós uma grande força de vontade para sua realização.

A perseverança é extremamente importante para atingirmos nossos objetivos de vida, de sucesso que visualizamos nos nossos planos, nas atividades iniciadas e cujo término dependerá de nossa força de vontade e determinação.

Podemos dizer que a perseverança tem como seus sinônimos a constância, a persistência e a tenacidade, que muitos chamam, desdenhosamente, de teimosia.

E o mais importante, mesmo nos dedicando e praticando a perseverança como sempre digo, devemos não nos deixar impressionar caso não consigamos os resultados para tudo o que lutamos, pois muitas vezes o que desejamos nem seria para o nosso bem.

Não se trata de conformismo, e sim de sentido de realidade, para evitarmos o sofrimento desnecessário e, muitas vezes, fora de nossa capacidade de superação.

Por isso, tentemos evitar as decepções que nos levam a desgostos desnecessários.

Perseverar é, antes de tudo, lutar, continuar a luta e saber quando, mesmo lutando, tudo pode não corresponder ao que esperávamos por circunstâncias adversas ao nosso meio, à nossa vontade, ou mesmo ao nosso desempenho, pois, por mais que nos esforcemos, existem momentâneas circunstâncias intransponíveis.

E lembremo-nos sempre dos sábios dizeres:

“Concede-me Senhor!

A serenidade necessária

para aceitar as coisas que eu não

posso modificar.

Coragem para modificar

aquelas que eu posso

e sabedoria para

distinguir umas das outras”.

 

Abraços e ótimo domingo 🙂

Amanda

 

Docilidade

“Deixe que o vento sopre e não pense que o som das folhas seja um barulho de armas”.

Uma recomendação poderosa para nos lembrar que nem tudo neste mundo é movido a violência, e que de nossa parte devemos agir com docilidade, sem nenhum vestígio de má vontade ou irritação, que não levará a lugar nenhum.

Por mais que sejamos provocados a agir com agressividade, se pudermos nos controlar, se nosso raciocínio dominar nossa vontade em situações difíceis, devemos tentar evitar a irritação desnecessária, que não leva a nada.

Normalmente, a docilidade vence a estupidez e a grosseria de quem a praticou, e só serve para angariar as críticas de quem assiste uma reação de estupidez desnecessária.

O mundo moderno exige muito de todos nós e muitas vezes se torna até compreensível, de certa forma, a falta dessa característica que conseguiria, em muitos casos, resolver uma difícil situação.

Que não é fácil em algumas ocasiões, sabemos que não é, mas de outro lado, é onde reside nossa força de caráter e de boa vontade em relação a acontecimentos que poderiam provocar uma reação da qual nos arrependeríamos mais tarde.

Docilidade, evidentemente, não carrega a pecha de submissão, sentido de inferioridade ou falsa anuência, simplesmente por comodismo.

Importante e compreensível mantermos nossos pontos de vista, mas sempre com elegância, criatividade, companheirismo e educação.

Como um tributo à assim chamada “vida moderna”, as pessoas, sem que o percebam, estão cada vez mais impacientes, acham-se sem tempo, embora ele exista e possa ser bem administrado.

Sejamos cautelosos ao reagirmos, pois se somos muito taxativos e donos da verdade, as pessoas vacilam para se aproximar e já se defendem antes mesmo de raciocinarem da validade da opinião emitida.

Em todos esses casos, portanto, a docilidade se torna uma poderosa arma para tentarmos conseguir tudo o que desejamos realizar, e que, na maioria das vezes, depende do nosso próximo.

O desgaste que sofremos com reações adversas ao bom humor e compreensão dos problemas a serem solucionados não compensa os resultados que poderiam ser mais úteis em todos os aspectos, e só podemos vencer em todos os ângulos de um problema, se formos mais dóceis ao discuti-los.

Provavelmente as soluções tenderão a aparecer mais rapidamente, pois as idéias não encontrarão a resistência que se faz presente pela impaciência que poderia transparecer inevitavelmente nessas ocasiões.

A docilidade também pode ser interpretada como flexibilidade, pois sabemos que em muitas situações, ser flexível pode facilitar na busca de soluções que antes poderiam parecer impossíveis de serem conquistadas ou superadas.

De outro lado, não se pode deixar iludir pela docilidade aparente, mas que quando submetida a uma situação de stress ou inusitada, não consegue controlar reações inesperadas que podem prejudicar toda uma convivência.

A docilidade deverá ser autêntica, submetida sempre a um grau de racionalidade que nos leve a soluções adequadas.

Resumo: poupemos adrenalina!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda