Arquivo diário: fevereiro 24, 2013

Exigências/Obediência

Na verdade, quando falamos em exigências, temos que pensar na cobrança que fazemos ou recebemos.

Na vida, fazemos exigências às vezes indevidas, pois temos que discernir a quem, como e porque exigimos perfeição, seja de nossos funcionários, amigos e, mesmo, vizinhos.

Como exigir algo que a pessoa não tem capacidade de nos dar?

Dai poderá ocorrer um sentimento de frustração indevido, pois não pensamos antes de exigir.

Queremos ser atendidos, mas sem fazer uma análise da possibilidade do resultado que esperamos.

Possivelmente poderemos nos decepcionar, e para evitarmos essa reação de nossa parte, cabe-nos estudar previamente o que esperar da pessoa solicitada.

Como esperar de uma pessoa incapacitada de caminhar que ela corra? Impossível.

De uma pessoa com visão deficiente, que ela enxergue?

De uma pessoa inexperiente, que ela possa ter a visão de quem já viveu situações que ela desconhece totalmente?

Precisamos sempre estar atentos porque às vezes nossas exigências podem não ser atendidas por falta de capacidade física, mental, financeira ou social da outra parte.

Não podemos fazer nada a respeito.

O que podemos e devemos é desenvolver uma sensibilidade para não exigirmos do próximo o que ele não tem capacidade de nos dar.

O grande segredo é analisar antes de solicitar.

Por exemplo, tem pessoas que não tem capacidade de cuidar de animais, apesar de não maltratá-los.

Se temos um cachorro em casa, por exemplo, e contratamos essa pessoa sem pensar nisso, não podemos nos irritar porque ela não estaria cuidando dos nossos animais domésticos.  A culpa teria sido nossa por não termos colocado essa exigência como um dos fatores principais de suas funções.   Não podemos cobrar da pessoa o trabalho que ela não havia se comprometido de nos oferecer.

Forçar a barra só nos traz decepção, e injusta, pois deveríamos saber, de antemão, que a tendência é algo que se tem ou não.

É procurar encrenca!

Tento sempre analisar principalmente a capacidade funcional de cada um, quando se trata de trabalho, mas também de lazer.

Assim, de acordo com o nível de propensão e de capacidade, busco aceitar e respeitar o gosto de cada um, pois, por exemplo, quem não gosta de nadar não pode aceitar o convite específico de amigos para uma tarde especialmente na piscina.

Todos vão acabar se aborrecendo por ter feito uma expectativa que se transforma, muitas vezes, numa angústia, que poderia ter sido evitada simplesmente se ambos  os lados tivessem usado uma franqueza inicial.

Eu, por exemplo, tenho um pânico inexplicável por esportes aquáticos.  Não sou companhia para nadar, andar de barcos pequenos e assumo isso com toda tranquilidade.

Uma vez uma pessoa desagradável, me cobrando essa incapacidade me disse:

“Mas que coisa absurda você não saber nadar”.

E eu lhe respondi, delicada, mas firmemente:  “Imagine, tento aprender e fazer tantas outras coisas e  você só enxerga em mim o que não sei fazer”.

Uma exigência no sentido de limitar uma amizade em função de preferências e gostos — e até incapacidade — só prejudica os relacionamentos.

Vamos tentar exigir o possível de cada um e assim evitar exigências que podem frustrar quando não conseguimos resultados que, muitas vezes, nem deveriam ser esperados.

Abraços e bom domingo, sem exigências 🙂

Amanda