Arquivo diário: fevereiro 10, 2013

Reciprocidade

Reciprocidade á a lei do retorno, da compensação, do falado “amor com amor se paga”.

Importantíssima essa condição do que é recíproco em nossa vida.

A definição oficial se reporta à correspondência mútua de palavras, atos, sentimentos, serviços ou tratados políticos de reciprocidade entre Estados.

Já o amor, por exemplo, nem sempre é recíproco, e quando é unilateral, muitas vezes, deixa a outra parte  infeliz e frustrada.

Não adianta forçar um sentimento.  Quando não há reciprocidade, todos sofrem se insistem em continuar juntos, e isso não é só no amor, pode ser com amizades que não mais tem a ver e no trabalho.

O sentimento correspondido torna os pares felizes e realizados, e isso vale para qualquer tipo de relacionamento.

A reciprocidade é um sentimento admirável, pois representa, de certa forma, uma espécie de gratidão, seja em que âmbito for que ela possa se manifestar.

Uma querida amiga me relatava uma passagem interessante que ocorreu em sua vida profissional:

Ela é maquiladora e trabalha muitas vezes  em conjunto com uma fotógrafa, também profissional excepcional.

Um dia, elas foram atender a uma senhora que havia tido um câncer e estava com sua aparência prejudicada devido ao duro tratamento a que havia se submetido, e suas finanças também haviam sido abaladas pelo alto custo da doença.

Essa amiga, então na hora que a cliente lhe pediu o custo, lhe disse:

“Imagine, essa sessão foi um presente que quero lhe fazer”.

O tempo passou e alguns anos depois, a senhora se recuperou física e economicamente e quis fazer fotos de seu aniversário com as filhas.

Contratou a maquiladora, que nessa diferente e alegre circunstância, conquistou grande numero de clientes.

Ficaram todas felizes e minha amiga se emocionou muito com o desenrolar dos acontecimentos e da reciprocidade do carinho oferecido anteriormente sem o menor interesse.

A reciprocidade é, sem dúvida, a lei do retorno.

E as gentilezas que dispensamos a qualquer ser humano, independentemente do vínculo, também são devolvidas na mesma moeda, como costumamos dizer.

Numa loja, supermercado, banco, teatro, seja onde for, temos a obrigação moral e humana de tratar bem a quem nos atende, e de outro lado, esperamos também a reciprocidade do tratamento gentil.

Adoro a história de um passageiro que tinha um importante cargo público e num “check in” de uma companhia de aviação, passou na frente de outros passageiros que esperavam sua vez para serem atendidos.

Como a funcionária não lhe deu a atenção, que ele achou que merecia dentro de sua pretensão, ele lhe perguntou:

“Você sabe quem eu sou?”

Ela foi ao microfone  e disse: “Aqui tem uma pessoa que não sabe quem é e se alguém puder ajudar, agradecemos”.

Evidentemente, ele não gostou da brincadeira, e usando todo o seu atrevimento, lhe respondeu:

“Pode esperar que eu vou te f….”

E ela, com grande rapidez, ainda conseguiu dar um revide bem humorado: “Senhor, me desculpe, mas até para isso vai ter que esperar, pois olhe o tamanho da fila”.

Nesse caso, o passageiro recebeu esse tipo de tratamento em função da grosseria que fez com a funcionária.

A atitude dela, claro que muitos podem discordar, representava, no entanto, uma perfeita reciprocidade, ainda mais tendo sido colhida de surpresa cumprindo seu trabalho.

Acho esse um dos casos mais marcantes de reciprocidade no tratamento com o próximo.

É preciso respeitar para ser respeitado e assim conseguirmos  seguir caminhos produtivos que preencham nossa vida com alegria e bem estar.

Abraços e um ótimo domingo 🙂

Amanda