Arquivo diário: fevereiro 17, 2013

Altos e baixos

Quando falamos em altos e baixos na vida de alguém, pensamos sempre na área financeira, nos resultados que obtiveram em determinada época da vida.

Quando falamos nos baixos, sempre imaginamos um fracasso financeiro ou uma derrota profissional.

Mas independente de derrotas ou vitórias no campo das finanças, são nossas atitudes que determinam de fato o sucesso a longo prazo.

Conheço pessoas que, mesmo diante de revezes na vida,  conseguiram manter um alto nível de atividade, derivando para algo que acabou lhes trazendo os objetivos desejados, através da luta diária que travaram no propósito de atingir o que planejavam.  E se reergueram.

Viver nos baixos depois de ter tido uma vida nos altos, seja em qualquer sentido, claro que é difícil, mas faz parte de nossa trajetória.

Meu pai, o escritor Alberto Montalvão, já dizia e guardei isso por toda a minha vida:

“Sorrir quando tudo vai bem é fácil.  O difícil é sorrir quando tudo vai mal”.

Muitos de nós já devemos ter passado por situações difíceis, e sabemos o quanto é custoso manter o bom humor nessas horas.

Mas os baixos, muitas vezes, nos levam a um nível de maturidade que nos ajuda a desenvolver uma capacidade especial no sentido de conseguirmos prever tanto o sucesso quanto o insucesso em diversas situações.

Mas mesmo assim, por mais que possamos estudar, planejar e calcular, algo pode sair fora de nossa previsão, como público errado para determinado empreendimento, local ou produto.

Nesse caso, o que fazer? Desesperar- se, simplesmente, não irá de modo algum melhorar uma situação já implantada, e ai chegam os momentos de baixa, tanto financeira, quanto a frustração de se ver todos os planos feitos com tanto carinho, irem, como se diz, “por água abaixo”.

Que não é fácil, sabemos, mas, com certeza, a solução não chegará simplesmente pelo fato de ficarmos desanimados, e sim se procurarmos achar uma solução racional, quem sabe até mudando o rumo do comércio anteriormente concebido no local, procurando atingir o público-alvo de maneira diferente da anterior.  Isto é, tomando novas atitudes que conduzam ao resultado pretendido, que nos leve de volta aos períodos de alta na vida, financeira ou socialmente.

Tenho amigas  que, apesar de terem vivido a baixa, financeira e consequentemente  a social, tiveram a maturidade de, usando de uma tremenda força de vontade, conseguirem se manter e voltar à luta, muitas vezes sem o auxilio de amigos que naquela hora não lhe deram o mínimo apoio.

E ao vencerem toda a dificuldade, conseguem sorrir e aceitar o que se passou até como uma lição de vida a não ser repetida.

A vida é como uma gangorra.

E quando estamos no alto, também temos que tomar cuidado e nos prevenir, dentro do possível, para tentar evitar uma forte e súbita queda que poderá ocorrer em seguida.

O importante, como diz minha filha, é saber viver nos baixos com dignidade e nos altos com humildade.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda