Arquivo diário: novembro 25, 2012

Aceitar ou não um convite: eis a questão.

Qual a importância de um acontecimento?

Como definir a prioridade ao julgar essa importância?

Será que serei justa na escolha do comparecimento?

Será que vou ofender as pessoas se não comparecer?

Essas são algumas das questões que nos surgem quando recebemos convites ou quando nos propomos a comparecer a algum evento.

Quando somos conhecidos por nossa profissão ou por alunos, ou por qualquer atividade que desenvolvemos, se torna mais difícil coordenar o comparecimento a acontecimentos para os quais somos convidados devido ao grande numero de convites simultâneos.

Muitas vezes, ficamos em dúvida do que deve ser priorizado ao aceitar um convite para determinado local.  Por isso, tento sempre desenvolver um determinado critério de raciocínio em relação a convites e, consequentemente, a acontecimentos aos quais eles se referem.

Se temos atividades que nos torna conhecidos pela sociedade em que vivemos, temos a obrigação, eu acho, de criar uma forma de comportamento lógico em relação a esse assunto.

Em casa, nós desenvolvemos um critério cronológico.

Aceitamos o convite que chega em primeiro lugar, sem deixar de valorizar os posteriores.  Mas nunca mudamos os planos por achar que um convite é aparentemente “melhor”, mais badalado, etc, do que outro.

Quando aceitamos, só doença nos impediria de comparecer.

Se aceitamos o convite, seja para uma simples sessão de cinema com amigos, os que chegam depois, mesmo que sejam muito interessantes, declinamos dizendo que já temos compromisso anterior.  Respeitamos e valorizamos todo e cada convite – de pizza a caviar – e não costumamos leiloá-los. Para nós, todos têm a mesma importância no nosso conceito.

Outra noite tivemos  um exemplo desse comportamento vindo de uma amiga querida, e fiquei ainda mais sua admiradora.  Ela tinha um convite para vir à nossa casa para um jantar.  Confirmou.  Mas em seguida, recebeu um convite para um casamento no mesmo dia, ao qual não poderia deixar de comparecer.

Me chamou ao telefone e disse que viria ao nosso jantar, mas depois iria a um casamento, bem mais tarde, pois meu convite tinha chegado primeiro e ela se comunicou com a pessoa que a convidou explicando a situação.

Realmente, ela veio ao nosso jantar, e sem pressa, depois da meia noite, se retirou para ir abraçar os donos da outra festa.

Eu ajo dessa forma, e achei muito elegante sua atitude.

Um convite é sempre algo que considero importante.  Significa que fomos escolhidos numa listagem – às vezes seleta — pelos donos da festa e nos sentimos muito honrados de fazer parte dela.

Para nós, todo evento é um acontecimento.  Não importa se de menor ou maior vulto, é algo que devemos honrar sempre, uma vez que confirmamos nossa presença.

E faço ainda mais questão de estar presente em acontecimentos tristes, no caso de um falecimento ou doença, por exemplo.  Esses recebem toda minha atenção e vem em primeiro lugar na minha lista de prioridades de compromissos.

A vida não é feita somente de momentos alegres, e uma prova de amizade sincera é exatamente o comparecimento em algum momento em que as pessoas mais precisam de nosso carinho e de nossa presença.

Aceitar ou não um convite é um grande dilema na vida movimentada que todos temos.  Saber ponderar e priorizar faz parte da nossa inteligência – e sucesso – social.

Convite para mim é algo especial: adoro ser convidada 🙂

Abraço e ótimo domingo,

Amanda