Arquivo diário: outubro 14, 2012

Curiosidade: qualidade ou defeito?

A curiosidade, como tudo neste mundo, tem dois aspectos: positivo e negativo.

O positivo se demonstra quando a curiosidade traz alguma luz ao nosso conhecimento, desenvolve nossa inteligência nos obrigando a raciocinar.

Graças à curiosidade de grandes gênios de nossa história e de nossa ciência, fizemos descobertas importantíssimas.

Não tenho dúvida de que a pessoa curiosa aprende e muito, pois ela vai pesquisando, lendo e, a partir dessa atitude, encontrando cada vez mais os detalhes daquilo que se iniciou, muitas vezes, ao acaso.

Essa é a curiosidade construtiva, que produz resultados para a própria pessoa que a desenvolve e também para o mundo que vai usufruir dessas descobertas e invenções.

Agora, vamos convir que a curiosidade negativa que se relaciona com a especulação sobre a vida do próximo é de um tremendo mau gosto.

As informações nos chegam e são repetidas, muitas vezes sem fundamento, e não nos preocupamos em esclarecê-las.

Nesse caso, a curiosidade deveria se manifestar para que não cometamos injustiças em função do que “ouvimos falar”.

Incomodar-se com a vida dos outros e ficar curiosa quanto a isso é também de extremo mau gosto, pois se não se pode ajudar, o melhor é não atrapalhar, como diz o dito popular.

Claro que todos nós sentimos uma certa curiosidade por pessoas, objetos que ainda não conhecíamos, celebridades, mas o que não podemos — e nem devemos — é ficarmos obcecados pela nossa curiosidade sem limites.

Devemos evitar sempre a bisbilhotice e avaliar se a pergunta poderia ferir sigilo ou pudor.

Essa atitude vai permitir ao interlocutor a distinção entre bisbilhotice e o real interesse ao que se está perguntando.

O interesse legítimo por alguém ou por algo que tenha lhe acontecido não significa curiosidade barata, mas sim carinho verdadeiro.

Também no aspecto positivo, temos a curiosidade por assuntos que desconhecemos, como outras religiões, seus costumes e tradições.  Nos enriquece o conhecimento, pois isso nos provoca o carinho e o respeito que temos que ter com outras culturas que não seja aquela na qual fomos criados.

Mas tem gente curiosa ao máximo, que atrapalha uma conversa interessante com perguntas inconvenientes e impróprias, normalmente de caráter pessoal que constrange o interlocutor a um ponto de irritação, conseguindo desse modo, estragar uma conversa que poderia ter sido muito interessante e esclarecedora.

A pessoa constrangida acaba passando da alegria do inicio da conversa a uma irritação óbvia para todos.

Já assisti a um espetáculo dessa natureza onde os componentes do grupo não sabiam mais o que dizer.

Resultado final: desastre social e pessoal.

Temos que dar a liberdade para as pessoas dizerem somente o que desejam contar, seja de natureza pessoal ou profissional.

Com mais intimidade e confiança, elas podem se permitir de relatar situações que antes de maior convivência jamais aconteceria.

É importante ter paciência no relacionamento, sem forçar e sem deixar que a curiosidade desagradável ponha a perder uma amizade que poderia ter sido ótima e duradoura.

Mas na verdade agora estou curiosa para saber se você  gostou deste blog 🙂

Abraços e bom domingo.

Amanda